Agronegócios
MS exporta R$ 2,311 bilhões a mais em 2017, aponta MDIC
As exportações de Mato Grosso do Sul cresceram 17,54% em 2017 frente a 2016, passando de US$ 4,071 bilhões para US$ 4,785 bilhões, o que representa US$ 714,208 milhões a mais ou convertendo para a moeda brasileira na cotação desta sexta-feira (R$ 3,237 para US$ 1), R$ 2,311 bilhões de incremento.
Em 2017, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de produtos do agronegócio ou que utilizam matérias-primas do setor foram novamente o destaque em Mato Grosso do Sul. Juntos: soja, celulose, açúcar, carne desossada e congelada de bovinos e o milho em grão representaram 75,55% de todo o faturamento do estado com a comercialização no mercado internacional, o equivalente a US$ 3,615 bilhões.
Dos 151 destinos para onde Mato Grosso do Sul exportou seus produtos no ano passado, cinco concentraram 71,63% de todo o faturamento com essas operações, US$ 2,527 bilhões. O grande parceiro comercial novamente foi a China. O país adquiriu US$ 1,675 bilhão em itens do estado, o que representou 35% do total da receita sul-mato-grossense com as vendas internacionais.
Depois da China aparecem no top cinco: Argentina, com US$ 247,437 milhões (5,17%); Itália, com US$ 216,523 milhões (4,52%); Hong Kong, com US$ 202,629 milhões (4,23%) e Holanda, com US$ 186,081 milhões (3,88%).
Agronegócios
Câmara avança em mudança na lei e pode simplificar regras
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Parlamentares pressionam novo ministro por soluções para o crédito
O avanço do endividamento rural e a dificuldade de acesso ao crédito colocaram o financiamento da produção no centro das discussões entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em reunião realizada nesta terça-feira (14), em Brasília. O encontro marcou a primeira agenda formal da bancada com o ministro André de Paula e consolidou a cobrança por medidas emergenciais para destravar recursos no campo.
A avaliação predominante entre os parlamentares é de que o produtor enfrenta um ambiente mais restritivo, com juros elevados, aumento da inadimplência e dificuldade crescente de acesso às linhas oficiais. Nesse cenário, a ampliação e a reestruturação do Plano Safra aparecem como prioridade, tanto para recompor liquidez quanto para evitar avanço da pressão financeira dentro da porteira.
Além do crédito, a bancada levou ao ministério uma pauta extensa que combina temas regulatórios e econômicos. Entre os pontos centrais estão a revisão de normas que restringem o acesso ao financiamento rural, a definição de regras mais claras para novas legislações do setor e a necessidade de reduzir a burocracia em instrumentos já existentes.
A agenda inclui ainda demandas relacionadas ao seguro rural, à renegociação de dívidas, à política de insumos e à segurança jurídica em áreas como uso de drones, rastreabilidade e certificação de produção. Também foram citadas preocupações com o impacto de regulações ambientais e comerciais, incluindo exigências internacionais que podem afetar as exportações brasileiras.
No campo legislativo, ganhou força a discussão sobre mecanismos para reestruturar o passivo do setor. A principal proposta em debate prevê a criação de uma linha de crédito específica para repactuação de dívidas rurais, utilizando recursos do Fundo Social. A estimativa é de liberação de cerca de R$ 30 bilhões, valor que, na avaliação de integrantes da bancada, ainda é limitado diante do volume total de débitos acumulados pelos produtores.
A pressão por soluções estruturais ocorre em um momento de transição no ciclo econômico do agro. Após anos de forte expansão, impulsionada por preços elevados das commodities e crédito mais acessível, o setor passa a enfrentar um cenário de margens mais apertadas, aumento de custos e maior seletividade no financiamento.
Durante a reunião, também houve cobrança por maior participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas. A proposta de encontros periódicos entre o ministério e a bancada foi colocada como forma de dar previsibilidade às decisões e melhorar a articulação entre governo e Congresso.
Do lado do governo, o sinal foi de abertura ao diálogo e reconhecimento do peso institucional da frente parlamentar. Na prática, o avanço das pautas dependerá da articulação com outras áreas, especialmente a equipe econômica, responsável por temas como crédito, juros e orçamento.
Para o produtor, o recado que sai de Brasília é claro: o crédito deve continuar no centro das decisões em 2026. Mais do que o tamanho da safra, será a disponibilidade de financiamento — e as condições para rolar dívidas, que tende a definir o ritmo de investimento e produção ao longo do ciclo.
Fonte: Pensar Agro
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