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Mato Grosso do Sul

Ministro da Agricultura abre colheita da soja em MS, que deverá ter safra recorde

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Um dos principais polos produtores de grãos do País, Mato Grosso do Sul sediará no próximo dia 26, em Ponta Porã, o lançamento nacional da colheita de soja, com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Blairo Maggi, e da governadora em exercício Rose Modesto. O evento será realizado na Agropastoril Jotapasso, que cultiva 27,5 mil hectares de soja no município fronteiriço, segundo maior produtor da oleaginosa do Estado, e em Rondonópolis (MT).

O Brasil poderá registrar em 2017 a maior safra de sua história: 213,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. As previsões, se confirmadas, indicam que este ano a safra poderá ser 16,1% superior ao total do ano passado: 184 milhões de toneladas – uma queda de 12,2% em relação ao recorde de 2015 (209,7 milhões). Os dados fazem parte do terceiro prognóstico para a safra deste ano e constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, divulgado nesta te4rça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na última safra, Mato Grosso do Sul produziu 7,60 milhões de toneladas de soja, em uma área de 2,46 milhões de hectares, com expectativa de colher 7,79 milhões de toneladas na safra 2016/2017, conforme previsão da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), o que representaria um crescimento de 2,44%. Se esse número se confirmar, Mato Grosso do Sul terá produção historicamente recorde. A secretaria estadual de Produção e Agricultura Familiar estima um acréscimo maior, próximo de 3%.

Números no País

O IBGE destaca que o aumento da produção deverá se dar em todas as regiões do país, com destaque para a previsão de crescimento de 73% para a safra do Nordeste; 20,5% para o Centro-Oeste; 13,4% do Norte; 11,1% do Sudeste; e 5,8% da região Sul do país. Os últimos prognósticos do IBGE em relação à safra 2016 apontam para uma produção de 184 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas – resultado 12,2% menor que o de 2015 -, em uma área de 57,1 milhões de hectares, representando queda de 0,9% em relação a 2014.

Para 2016, a distribuição regional esperada da produção de grão é de 75,1 milhões de toneladas no Centro-Oeste; de 73 milhões, no Sul (as duas regiões respondem juntas por 80% de toda a safra brasileira de grãos); 19,6 milhões de toneladas, no Sudeste; 9,5 milhões, no Nordeste; e 6,7 milhões, no Norte. Em relação à safra de 2015, houve redução de 2,1% no Sudeste, de 12,5% no Norte, de 42% no Nordeste, de 16,3% no Centro-Oeste e de 3,6% no Sul.

Abertura da safra

O lançamento nacional colheita da última safra de soja, em Ponta Porã, será feita pelo ministro da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Blairo Maggi, às 13 do dia 26, na Jotapasso, distante 30 km da cidade, após painéis e debates sobre sustentabilidade agrícola. O evento começa no dia 25, no mesmo local, às 9h30, com palestras sobre gestão e produção agrícola da Jotapasso, perspectivas tecnológicas para controle de insetos e boas práticas e manejo nutricional para a expressão do máximo potencial produtivo na cultura da soja.

 

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Mato Grosso do Sul

UFN-III retoma obras e coloca Mato Grosso do Sul no centro da estratégia nacional para produção de fertilizantes

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A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um novo capítulo para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Paralisado há mais de uma década e com cerca de 82% da estrutura concluída, o empreendimento volta a avançar com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, previsão de geração de mais de 8 mil empregos durante a construção e expectativa de fortalecer a produção nacional de fertilizantes, setor estratégico para o agronegócio brasileiro.

Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, participou da cerimônia que marcou a retomada das obras. Também estiveram presentes o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de ministros de Estado, senadores, deputados e do prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia.

Quando entrar em operação, prevista para 2029, a UFN-III terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia. A produção deverá atender cerca de 15% da demanda nacional de ureia, reduzindo a dependência brasileira das importações e ampliando a competitividade do setor agropecuário, especialmente na região Centro-Oeste, principal mercado consumidor de fertilizantes do país.

Barbosinha destacou que a retomada da fábrica representa um avanço estratégico para Mato Grosso do Sul e para o Brasil.

“A reinício das obras da UFN-III representa muito para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Além de um investimento superior a R$ 5 bilhões e da geração de mais de 8 mil empregos, o empreendimento reduz a dependência brasileira da importação de fertilizantes e aumenta a competitividade do nosso agronegócio. A guerra mostrou o quanto é estratégico ampliar a produção nacional de nitrogenados, e Mato Grosso do Sul passa a desempenhar um papel importante nesse processo”, afirmou.

O vice-governador ressaltou ainda que o Governo do Estado acompanha os investimentos que chegam a Mato Grosso do Sul com ações voltadas à qualificação profissional, preparando trabalhadores para atender às demandas dos novos empreendimentos.

“O Voucher Qualificação do Governo do Estado caminha ao lado desses investimentos. Nós monitoramos as necessidades de cada empreendimento que chega a Mato Grosso do Sul e já estamos dialogando com a Petrobras para preparar a mão de obra necessária para atender à demanda da UFN-III”, disse.

Durante a cerimônia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a localização da unidade em Três Lagoas é estratégica por estar próxima dos principais polos consumidores do agronegócio nacional. Segundo ela, a UFN-III terá capacidade para produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia, contribuindo para reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes e fortalecer a segurança do abastecimento nacional.

Além do impacto direto na geração de empregos, a retomada da UFN-III deverá movimentar diversos segmentos da economia sul-mato-grossense, impulsionando a cadeia da construção civil, serviços, comércio e logística. O empreendimento também reforça a posição de Três Lagoas como um dos principais polos industriais do Estado e fortalece o protagonismo de Mato Grosso do Sul na agroindústria brasileira.

Comunicação Vice-governadoria
Foto: Ruan Canavarro/Prefeitura de Três Lagoas


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Programa de incentivo à qualificação transforma carreira e amplia perspectivas profissionais 

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

MS avança na modernização das rodovias estaduais para qualificar infraestrutura e favorecer o cidadão

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Para interligar regiões, facilitar acessos e impulsionar a infraestrutura e logística de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado promove grandes investimentos para melhorar e qualificar as rodovias estaduais. A previsão é que até o final do ano 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada. Benefícios diretos à população e para economia regional.

De 2023 até o final de 2026 serão pavimentados 857 km de novas rodovias (estaduais), executados nesta atual gestão. O início deste ano este patamar já estava em 5.662 km. A expectativa e planejamento do Governo do Estado é pavimentar mais de 1.500 km no período de 2023 a 2030.

“Nosso objetivo é preparar o Estado com uma infraestrutura e logística moderna, que estará pronta para acompanhar o desenvolvimento e o crescimento econômico. Ao mesmo tempo levar segurança para quem trafega pelas rodovias estaduais, interligando regiões, reduzindo distâncias e melhorando a vida do cidadão. Estamos no caminho certo”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Estes investimentos públicos (rodovias) em todas as regiões do Estado fazem parte da estratégia de tornar Mato Grosso do Sul competitivo e preparado para receber grandes empresas privadas, que possam gerar empregos, aumento de renda e novas oportunidades.

Obra da MS-280 na região de Capão Seco (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Ambiente positivo de prosperidade. Esta evolução ainda tem muito caminho para percorrer para um próximo ciclo de crescimento do Estado. Nos próximos quatro anos (2030) o Estado pode conquistar um feito inédito, que é inverter o cenário, tendo malha pavimentada estadual (6.660 km) superior a não pavimentada (5.940 km).

Os grandes investimentos públicos nas rodovias contribuíram para a diversificação na produção estadual, com a chegada da nova fronteira da celulose, a expansão da citricultura e a consolidação do parque industrial em diferentes frentes do Estado. Estradas em boas condições são peças essenciais para o bom escoamento da produção.

Rodovia MS-384, importante eixo de ligação entre Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Este planejamento estratégico do Estado foi reconhecido por institutos e entidades que representam o setor. Mato Grosso do Sul ficou na terceira colocação em “qualidade de rodovias” no levantamento feito pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) em 2024.

Também fica na sexta posição entre os estados que mais promovem investimentos públicos (per capita) no país. Este cenário contribuiu par vinda de mais de R$ 81 bilhões de capital privado aqui nos últimos anos, principalmente na área da celulose, com a chegada de gigantes do setor, como Suzano, Arauco e Bracell, além da Eldorado que já estava instalada em Três Lagoas.

Mudança de realidade

Quando as obras de pavimentação chegam nas rodovias, não é apenas a economia que ganha fôlego, mas a própria população que mora no entorno e se beneficia desta estrutura. Mudança direta de vida, fora da poeira e da lama nos dias de chuva. Viagem mais curta e rápida.

Obra de pavimentação da MS-352 (Foto: Saul Schramm)

Foi o caso de Luzia Torres. Ela mora nos arredores da MS-352 e presenciou a entrega da pavimentação da rodovia no ano passado. Lá foi asfaltado um trecho de 40 km, do entroncamento com a BR-262 até a Ponte do Grego, em Terenos. Investimento estadual de R$ 86,5 milhões.

A chegada do asfalto foi um sonho realizado. “Nunca pensei que o asfalto chegaria aqui, só temos que agradecer ao governador por fazer está obra e realizar o sonho de muita gente. Estamos todos felizes”, descreveu ela.

Josiel Custódio comemorou obra na MS-270 (Foto: Bruno Rezende)

Josiel Custódio, morador do Assentamento Boa Vista, também comemorou quando foi entregue em 2024 a obra de pavimentação da MS-270, que ligou os trechos do Copo Sujo à Cabeceira do Apa, em Ponta Porã. O trecho de 35,56 faz uma integração entre as cidades de como Dourados, Maracaju, Guia Lopes, Jardim, Bela Vista e Antônio João.

A obra facilitou a vida dos moradores e ainda valorizou as propriedades e casas da região. “Agora ficou 100% melhor, aqui ficou valorizado. Sou nascido aqui na região e posso dizer que a rodovia era muito ruim e complicada. A viagem era demorada para gente seguir a Ponta Porã ou Antônio João”.

Estrada do 21 reduz distância entre Campo Grande e Bonito (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Referência do ecoturismo do Brasil, o município de Bonito também recebeu grandes investimentos nas rodovias estaduais e vicinais. Entre elas a “Estrada do 21”, que liga Bonito a Anastácio e reduz em até 40 km a distância de Campo Grande. A estrada ganhou pavimentação de 100 km, sendo uma nova alternativa e ligação da região.

Outra obra inaugurada na cidade foi a Rodovia do Turismo, com investimentos de R$ 46,8 milhões. Facilidade para chegar às atrações do Rio Formoso como o Balneário do Sol e o Ecopark Porto da Ilha, que agora estão com os acessos asfaltados. Incentivo e apoio ao turismo.

Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito (Foto: João Carlos Castro/Famasul)

Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito, destacou que as melhorias e os investimentos nas rodovias da região fazem muita diferença para economia e setor produtivo.

“Sem estradas em boas condições nossos negócios ficam inviabilizados. Quando temos estes investimentos em pavimentação e manutenção das rodovias é essencial para escoamento da produção, principalmente quando coincide na época de safra, onde temos muita carga pesada na estrada”.

Brito ponderou que os investimentos constantes em infraestrutura são fundamentais na cidade. “Agora será feito por exemplo o anel viário que vai tirar o tráfego de caminhão do centro da cidade, vai ser um alívio para manter as ruas de Bonito conservadas. Uma obra muito esperada”, concluiu.

Rodovia do Turismo quando a obra estava em andamento (Foto: Agesul)

Obras em andamento

As obras na malha rodoviária continuam em andamento. Com recursos próprios o Governo do Estado tem obras na MS-040 (Santa Rita do Pardo a Brasilândia), acesso a BR-262 em Corumbá, além de novo acesso na MS-377 e a implantação do anel viário em Bonito.

Com recursos e financiamento do BNDES, também seguem os projetos na MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, Ms-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444. São projetos de integração e qualificação de diferentes regiões do Estado, para que além de fomentar a economia regional, possam dar mais segurança viária à população.

Além da pavimentação, também existe a preocupação com a restauração das rodovias para que tenham boas condições de uso. Neste sentido o governo estadual promove melhorias na MS-436 (Figueirão a Alcinópolis), MS-180 (Iguatemi até Juti), MS-156 (Amambai até Tacuru), MS-295 (Tacuru até Eldorado), MS-276 (Deodápolis – Dourados) e MS-377.

Obra na rodovia MS-355 vai ligar Terenos a Dois Irmãos do Buriti (Foto: Chico Ribeiro/Seilog)

Concessão

Além dos investimentos próprios, o Governo do Estado também aposta no modelo de concessão para alavancar a infraestrutura e logística das rodovias estaduais. Depois dos bons resultados com a MS-306 e MS-112, foi assinado neste ano o projeto da Rota da Celulose.

O contrato prevê obras, restauração e melhorias nas rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267. Ao todo serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais.

BR-262 em Ribas do Rio Pardo faz parte da Rota da Celulose (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Já em vigor e com as atividades em andamento, o projeto terá 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas. Ainda dispondo de 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Para o governador Eduardo Riedel esta nova modelagem nasce tecnológica, moderna, trazendo uma responsabilidade social e ambiental. “Um modelo com segurança jurídica, flexibilidade, em que o Estado por exemplo é sócio do projeto. Mudança de conceito. Vai dar principalmente ao usuário a garantia que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado. Além disto o contrato não é estagnado, permite avançar em investimentos em função do nível e aumento de tráfego”.

Rota da Celulose vai contribuir com escoamento da produção (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Bruno Rezende/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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