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Mato Grosso do Sul

Mais lucrativa e competitiva, MSGÁS também está mais comprometida com fontes alternativas de energia

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Interiorizar o Gás Natural nas regiões não atingidas pelo gasoduto, adotando novos modais de distribuição, ofertar GNL (Gás Natural Liquefeito), GNC (Gás Natural Comprimido), expandir o GNV (Gás Natural Veicular) e estimular os biocombustíveis, como o Biometano, através do processamento do Biogás em parceria com os setores produtivos, avançando na transição para fontes de energia alternativas e renováveis.

Essa é, em síntese, a estratégia de gestão da MSGÁS em seu Plano Plurianual, que prevê crescimento dos negócios e ao mesmo tempo maior comprometimento da Companhia com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável do Governo do Estado.

Ao completar 25 anos de atividade, a MSGÁS busca consolidar sua posição como distribuidora competitiva e lucrativa em todos os segmentos, mas também mais comprometida com os princípios socioambientais, segundo o diretor-presidente da Companhia, Rui Pires dos Santos, citando o incentivo ao GNV como uma ação importante tanto para diminuir os custos e a dependência por derivados fósseis (gasolina e diesel), quando para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além do apelo econômico e ambiental, a expansão do GNV é estimulada pelas políticas de incentivo lançadas pelo Governo do Estado.

Nessa entrevista o diretor-presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos, expõe números que mostram o desempenho da empresa e metas de investimento na interiorização do Gás Natural, reforçando o compromisso com o processo de transição no setor energético e assim estimular fontes alternativas e renováveis. Confira:

Como o senhor avalia o mercado de Gás Natural em Mato Grosso do Sul atualmente?

Nos últimos anos o mercado de Gás Natural tem crescido e se desenvolvido em Mato Grosso do Sul. Em 2015 a empresa possuía 2.985 clientes e em 2022 fechamos o ano com 14.524 clientes, ou seja, crescimento de 387%, possuía 247 km de rede e hoje possui 436 km, crescimento de 77%. Estamos em Campo Grande e Três Lagoas e com plano de expansão para o interior do Estado.

Quais são os principais desafios que a Companhia de Gás do Mato Grosso do Sul enfrenta em relação à distribuição de Gás Natural na região?
Rui Pires dos Santos – O plano de negócios da MSGÁS prevê um horizonte de 6 anos. Nosso plano contém alternativas para a interiorização do gás no estado, utilizando-se de novos modais de distribuição. Além disso, buscando preço do gás em patamares que sejam sustentáveis para os seus clientes, por meio de chamadas públicas para que novos possam competir com os atuais supridores.

Como a empresa tem atuado para incentivar o uso de energia limpa e sustentável em seus serviços?

O Gás Natural é um combustível de transição, sendo considerado uma fonte de energia limpa, quando comparada aos demais tipos de combustíveis. A MSGÁS está buscando parcerias com empresas produtoras de Biometano para que os clientes tenham alternativa de energético verde. Com um bom planejamento é possível obter o máximo de oportunidades com todas as fontes de Gás Natural e para isso a nossa empresa defende a valorização dos benefícios econômicos, ambientais e sociais que o Biogás pode oferecer ao setor energético. A produção de Biometano na suinocultura de Mato Grosso do Sul gera energia suficiente para abastecer uma cidade com mais de 5 mil habitantes, como Rochedo. O Biogás é a ponte para o Biometano, uma alternativa de energia limpa e barata num cenário em que combustíveis fósseis estão com os dias contados. Todos estes pontos mais do que credenciam o Estado para operar no processo de transição energética.

Quais são os planos de investimento da Companhia de Gás do Mato Grosso do Sul para os próximos anos?

A MSGÁS trabalha com um plano plurianual vislumbrando os próximos 6 anos (2023-2028), sempre se preparando para o crescimento da base de clientes e por consequência o desenvolvimento do estado. Investiremos mais de R$250 milhões, aumentando o número de clientes para 26 mil unidades e expandindo a nossa rede em 220 km.

Isso será possível com:
• Fomento no processo de interiorização
• Desenvolvimento do GNC/GNL
• Implantação de novas redes locais
• Captação de pequenas indústrias
• Desenvolvimento do GNV para frota pesada
• Projeto prédios habitados
• Projeto casas

De que forma a empresa tem trabalhado em parceria com outras empresas e órgãos governamentais para promover a expansão do uso de Gás Natural na região?

Atualmente a MSGÁS está ligada a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC) e busca a interiorização do Gás Natural com o desenvolvimento de novos parceiros e clientes nas principais cidades do estado. Visando incremento em curto espaço de tempo, buscamos parcerias com a utilização do GNC/GNL, com modal de gasodutos virtuais. Com isso atenderemos com maior eficiências e rapidez as regiões que necessitam de Gás Natural.

Quais são os principais benefícios que o uso de Gás Natural oferece para os usuários?

Dentre vários benefícios, os principais são:
• Redução de custos em relação a combustíveis semelhantes;
• Facilidade na operação, por tratar-se de um combustível com fornecimento contínuo;
• Ampliação de espaço físico livre, uma vez que não necessita ser estocado em cilindros como outros combustíveis gasosos;
• Reduz os custos com estoque de combustível;
• É pago somente após o uso;
• Melhora a relação ambiental do empreendimento com a comunidade onde está inserida, pois reduz a pegada de carbono;
• Menor corrosão dos equipamentos;
• Menor custo de manutenção;
• Rápida dispersão em caso de vazamentos.

Como a empresa lida com as questões relacionadas à segurança na distribuição de Gás Natural?

A MSGÁS zela pela segurança de todos, incluindo os funcionários, clientes e a população, para isso possui uma robusta Política da Segurança, Meio Ambiente e Saúde no Trabalho e determina sua atuação nos segmentos residencial, comercial e industrial. Em relação a segurança na distribuição efetiva de Gás Natural a MSGÁS atua junto aos parceiros, como prefeituras, corpo de bombeiro e AGEMS, entre outros, investindo na capacitação em simulados periódicos entre esses parceiros.

De que forma a Companhia de Gás do Mato Grosso do Sul tem utilizado tecnologias e inovações para aprimorar seus serviços?

Na busca de novas tecnologias, mudamos a maneira de pensar, e além de construirmos redes, buscamos tecnologia modernas visando agilidade na busca de novos mercados, por meio de gasodutos virtuais. Outra inovação é o uso de Gás Natural em veículos pesados, para isso buscamos parcerias com postos de gasolina, inicialmente, em Três Lagoas e Bataguassu.

Como a empresa tem lidado com as oscilações de preços do Gás Natural no mercado?

O preço do Gás Natural é composto de três parcelas: preço da molécula, preço do transporte e impostos (estaduais e federais), e tarifa de distribuição sendo que o preço da molécula varia com eventos externos, tais como a variação do petróleo e do dólar. Para lidar com essas oscilações a MSGÁS trabalha com chamadas públicas, elaboração de tabelas tarifarias junto à AGEMS, sempre buscando a modicidade tarifária.

Qual é a visão de futuro da Companhia de Gás do Mato Grosso do Sul para a distribuição de Gás Natural na região?

Ser fonte alternativa de energia que entrega segurança, sustentabilidade e confiabilidade para o estado de Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, contribuir para a expansão da fronteira de energia renovável, impulsionando o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua.

PERFIL DA EMPRESA

Data de criação: 27 de maio de 1998
Ramo da atividade: Fornecedora e distribuidora de Gás Natural obtido por meio do Gasbol (Gasoduto Brasil-Bolívia)
Regime jurídico: economia mista
Participação acionária:
• 51% do Governo do Estado
• 49% Commit Gás S.A.,
Capital social – R$ 12.775.000,00
Ativos – R$ 245 milhões
Faturamento anual – R$ 492 milhões
Diretoria atual
Presidente: Rui Pires dos Santos
Diretor Técnico Comercial: Fabrício Marti
Diretora Financeira: Bernadete Rangel
Número de funcionários – 66
Folha salarial – R$ 800 mil/mês (incluindo benefícios adicionais)
Evolução das Unidades consumidoras (todos os segmentos)
• 2014: 2.826
• 2017: 6.355
• 2022: 14.524
(crescimento de mais de 700% em 8 anos)
Volume de distribuição: 2,260 milhões m³/dia

MSGÁS

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Para reforçar monitoramento ambiental em MS, Governo do Estado lança novas plataformas tecnológicas

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Ferramentas utilizam inteligência geoespacial, imagens de alta resolução e automação para ampliar o controle do desmatamento e das queimadas no Estado

Para fortalecer as ações de prevenção, controle e fiscalização do desmatamento e das queimadas em todo o território sul-mato-grossense, novas plataformas de monitoramento ambiental foram oficialmente lançadas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul)

As ferramentas Mades (Monitor de Alertas de Desmatamento) e Maques (Monitor de Alertas de Queimadas), sistemas que utilizam inteligência geoespacial, sensoriamento remoto, imagens de satélite de alta resolução e integração de bases de dados para ampliar a capacidade de resposta dos órgãos ambientais foram apresentadas nesta segunda-feira (8), durante o evento, que reuniu representantes de instituições públicas, especialistas, técnicos, pesquisadores e órgãos parceiros envolvidos na gestão ambiental do Estado. Também participaram do encontro representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e da Polícia Militar Ambiental (PMA), reforçando a integração entre as instituições responsáveis pelo monitoramento, fiscalização e combate aos incêndios florestais.

O lançamento marca mais uma etapa do processo de modernização da gestão ambiental conduzido pelo Governo do Estado e ocorreu em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Desde 2023, mais de R$ 8 milhões foram investidos em infraestrutura tecnológica, aquisição de imagens de satélite, desenvolvimento de sistemas e aprimoramento das ferramentas de monitoramento ambiental.

Tecnologia

Os sistemas realizam o cruzamento automático de informações com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), autorizações ambientais, unidades de conservação e outras bases estratégicas utilizadas pelo Estado. “A plataforma cruza informações com as bases oficiais, permitindo respostas mais rápidas e precisas. Com isso, conseguimos reduzir em aproximadamente 80% a necessidade de análises manuais. Isso significa otimizar o trabalho das equipes técnicas e direcionar os servidores para atividades estratégicas de monitoramento e fiscalização”, explicou o diretor-presidente do Imasul, André Borges.

A nova geração das plataformas é capaz de identificar eventos de queimadas em até dez minutos e alertas de desmatamento em até cinco dias, além da a melhoria da resolução das imagens que amplia significativamente a capacidade de interpretação dos dados pelos analistas. “Passamos a trabalhar com imagens de satélite e com um salto extremamente importante na qualidade das análises. Isso proporciona muito mais precisão na identificação de alterações ambientais e mais segurança para a tomada de decisões”, explicou Diego Brito, responsável pela Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental do Imasul.

A modernização dos sistemas fortalece a fiscalização e a gestão dos processos de licenciamento ambiental. “Estamos avançando para uma gestão cada vez mais moderna, baseada em tecnologia e inteligência de dados. Essas ferramentas permitem maior integração entre o monitoramento e o licenciamento ambiental, garantindo mais eficiência na análise das informações e maior segurança para a tomada de decisões técnicas”, afirmou o diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul, Luiz Mário Ferreira.

“Essas plataformas representam um avanço importante para o trabalho integrado entre as instituições. Receber informações mais rápidas e precisas sobre os eventos de fogo nos permite planejar melhor as operações, direcionar recursos de forma mais eficiente e atuar com maior rapidez nas áreas afetadas. A tecnologia é uma grande aliada na prevenção e no combate aos incêndios florestais, especialmente neste período de estiagem, quando aumentam os riscos de ocorrências em todo o Estado”, afirmou o capitão do CBMMS e responsável pelo setor de Geomonitoramento da Diretoria de Proteção Ambiental, Alexandre Araújo.

Além da apresentação das plataformas, o evento promoveu debates sobre inovação tecnológica, monitoramento ambiental e integração institucional. A proposta é fortalecer o intercâmbio de experiências entre os órgãos envolvidos na fiscalização e consolidar estratégias conjuntas de prevenção e combate aos crimes ambientais.

A expectativa é que as novas plataformas contribuam para uma atuação cada vez mais preventiva, permitindo identificar rapidamente ocorrências de desmatamento e queimadas, reduzir danos ambientais e fortalecer a proteção dos biomas sul-mato-grossenses, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional no uso de tecnologia aplicada à gestão ambiental.

Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Fotos: Gustavo Escobar, Imasul

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

MS Ativo: Governo de MS vai promover obras de infraestrutura urbana em cinco cidades do Estado

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Com foco em uma gestão municipalista, que traz resultados e transforma a vida das pessoas, o Governo de Mato Grosso do Sul vai promover obras de infraestrutura urbana em diferentes cidades do Estado. Desta vez os investimentos são para Nova Andradina, Aral Moreira, Sidrolândia, Três Lagoas e Porto Murtinho, que é a porta de entrada da Rota Bioceânica.

Em Nova Andradina foi assinado o contrato para obra de contenção de processo erosivo no bairro Horto Florestal, no valor de R$ 19,2 milhões. A empresa responsável terá um prazo de 540 dias para concluir os trabalhos e assim trazer os benefícios para a população.

Para melhorar a qualidade de vida das pessoas serão promovidas obras de pavimentação e drenagem nas ruas Altair Matoso e José Limeira Sobrinho em Aral Moreira (R$ 4,9 milhões), no bairro Jardim Brasília na cidade de Três Lagoas (R$ 6,8 milhões) e em Sidrolândia, que terá o prolongamento da rua Antônio Nantes, com investimento e R$ 7,9 milhões.

Nestas três cidades foram lançadas as licitações para realização das obras. O próximo passo é a abertura de propostas das empresas interessadas, para que após escolha da vencedora do certame, comece os trabalhos em cada município.

Já em Porto Murtinho, que é a entrada da Rota Bioceânica, o Governo do estado assinou convênio com o município para obras de infraestrutura urbana (pavimentação e drenagem) no bairro Florestal. Serão repassados R$ 3,6 milhões para viabilizar a execução do projeto.

Parceria

Os investimentos na infraestrutura urbana nas 79 cidades do Estado fazem parte do programa MS Ativo, que tem como objetivo favorecer diretamente a população, promovendo obras que possam melhorar a qualidade de vida dos moradores.

Para viabilizar este projeto, o governador Eduardo Riedel realizou reuniões com os prefeitos e vereadores de cada cidade, para que eles pudessem indicar as obras prioritárias nos municípios. Ouvindo as demandas, foi montado um pacote de investimentos para todas as regiões do Estado.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Chico Ribeiro/Seilog (município de Três Lagoas)

Fonte: Governo MS

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