Mato Grosso do Sul
MSGÁS celebra marco de mais de 15 mil unidades consumidoras de Gás Natural
Em 2015 a empresa possuía 2.985 clientes, número que aumentou para 14.524 em 2022. Nesse período, o crescimento foi de 387%.
A MSGÁS (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul) acaba de atingir o número de 15 mil unidades consumidoras de GN (Gás Natural) em Mato Grosso do Sul. A empresa alcança esse marco logo após completar 25 anos de operação e no momento em que inicia plano de expansão que prevê investimentos de R$ 250 milhões em infraestrutura capaz de, nos próximos seis anos, chegar a 26 mil unidades consumidoras. Isso significa mais 220 quilômetros de rede de gás canalizado para atender indústrias, estabelecimentos comerciais e condomínios residenciais. Somente na ampliação das redes para gás canalizado, serão investidos R$ 35 milhões. Serão mais 34 quilômetros de redes e ramais de distribuição e mais de 3.500 ligações.
Segundo o diretor-presidente da Companhia, Rui Pires dos Santos, a MSGÁS busca, alinhada à política de maior eficiência energética e incentivo a fontes alternativas e sustentáveis, ampliar a oferta de GN em todos os segmentos, incluindo o setor automotivo, que acaba de ser beneficiado com um pacote de incentivos fiscais e tributários.
“A política energética do Governo do Estado é estratégica e projeta o desenvolvimento econômico com importantes ganhos de sustentabilidade. “O uso do Gás Natural vai crescer, tanto pelo apelo ambiental, pela busca de uma matriz de energia menos intensiva em carbono, quanto pela demanda de produção industrial e outras atividades de alto custo, como o transporte”, destaca Rui Pires dos Santos. Segundo ele, a perspectiva de crescimento do uso de GN pode ser analisada por esse marco que a Companhia faz questão de celebrar, porque se chegou a 15 mil unidades consumidoras com a oferta do combustível concentrada em Campo Grande e Três Lagoas.
De agora em diante, começa o processo de interiorização, com previsão de expansão do gás canalizado e do Gás Natural Veicular (GNV) em Sidrolândia, Dourados, Bataguassu, Inocência e Ribas do Rio Pardo.
Em 2015 a empresa possuía 2.985 clientes, número que aumentou para 14.524 em 2022. Nesse período, o crescimento foi de 387%. A extensão da rede passou de 247 quilômetros para 436 quilômetros. “O mercado de gás está cada vez mais competitivo e assim vai se manter, tanto pelo aumento da demanda quanto pelos incentivos dos programas de transição energética e descarbonização dos governos federal e estadual”, diz o dirigente da MSGÁS.
Rui Pires dos Santos lembra que por conta da nova política energética e esforços para reduzir impactos ambientais, que implica em mais investimentos em infraestrutura e tecnologia, a MSGÁS também está se qualificando para garantir confiabilidade e segurança no fornecimento de gás. A estratégia de negócios da companhia projeta expansão da oferta de gás, mas também maior comprometimento com o desenvolvimento sustentável e o GNV é um exemplo concreto de ação capaz de contribuir com a descarbonização do clima.
“É uma ação importante tanto para diminuir os custos e a dependência por derivados fósseis (gasolina e diesel), quando para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além do apelo econômico e ambiental, a expansão do GNV tem políticas de incentivo fortes em Mato Grosso do Sul”.
O plano plurianual da MSGÁS está ancorado em várias ações com suporte do Governo do Estado: fomento ao processo de interiorização, ampliação do portifólio com oferta de GNC (Gás Natural Comprimido) e GNL (Gás Natural Liquefeito), gasodutos virtuais (transporte por rodovias), estações de compressão e descompressão nos núcleos industriais, incentivos fiscais e tributários ao GNV e canalizações para atender ao setor imobiliário,
Nesse momento a MSGÁS está desenvolvendo projetos e, na condição de concessionária de serviço público, aguarda as normas regulatórias para iniciar as obras físicas (canalização, sistema de medição e estações de entrega). “O desafio é proporcionar uma maior flexibilidade física do sistema de distribuição. Por isso estamos investindo em projetos e tecnologias e todos sabem que a importância do Gás Natural justifica os investimentos. Mato Grosso do Sul é um estado que vem diversificando bastante a economia, com crescimento da agroindústria e setor florestal. Nesse aspecto, garantir o suprimento, tanto para geração de energia quanto para movimentar o transporte pesado é fundamental para a logística da cadeia produtiva”.
Na avaliação do presidente executivo da Abegás (Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado), Augusto Salomon, a iniciativa do Governo de Mato Grosso do Sul é exemplo de visão estratégica. “Essas medidas se somam a iniciativas de outros estados e do próprio Programa Gás Para Empregar, do Ministério de Minas e Energia e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em âmbito federal. Tudo isso contribui para fomentar o crescimento do mercado de Gás Natural e propiciar uma guinada decisiva para que o Brasil cumpra seus compromissos ambientais e melhore a qualidade de saúde nas cidades”, diz Salomon.
“Acreditamos que o caminho adotado pelo Governo do Estado e pela Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul pode inspirar outros estados no caminho de uma economia mais sustentável, com benefícios ambientais, sociais e econômicos”, completa.
Benefícios que fazem a diferença
A Companhia destaca vários pontos positivos para reforçar a perspectiva de crescimento do consumo de GN. Eis alguns:
- Redução de custos em relação a combustíveis de mesmo padrão de qualidade;
- Facilidade na operação, por tratar-se de um combustível com fornecimento contínuo;
- Ampliação de espaço físico livre, uma vez que não necessita ser estocado como outros combustíveis;
- Reduz os custos com estoque além de ser pago somente após o uso;
- Melhora a relação ambiental do empreendimento com a comunidade onde está inserida;
- Menor corrosão dos equipamentos e menor custo de manutenção;
- Baixíssima presença de contaminantes;
- Rápida dispersão de vazamentos
Segundo o gerente Comercial da companhia, Jason Willian, o setor de vendas implementou uma política comercial aprimorada, resultando em um aumento significativo na aquisição de clientes residenciais e comerciais. “Conseguimos estabelecer contratos com os novos edifícios em construção para fornecer gás natural. Agora, nosso objetivo é estender esse benefício aos edifícios já habitados. Para isso, criamos equipes especializadas dedicadas a atender esse mercado e impulsionar ainda mais o fornecimento e o crescimento dessa base de clientes“, destacou.
MSGÁS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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