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Agronegócios

Governo de MS trabalha em políticas públicas ordenadas para pecuária tecnológica e sustentável

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Com 18,5 milhões de cabeças, 3ª maior produtora de carne bovina do Brasil e a 5ª maior exportadora, a pecuária sul-mato-grossense é uma das mais tecnificadas do País e trilha agora os caminhos da sustentabilidade. Para garantir o desenvolvimento da cadeia produtiva, o Governo do Estado investe em políticas públicas para que a pecuária seja tecnológica sustentável e com investimentos. A afirmação foi feita nesta terça-feira (9) pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, durante uma das grandes feiras pecuárias do Brasil, a Confinar 2023, que teve nesta terça-feira e vai até amanhã (10) no Bosque Expo Campo Grande; no Mato Grosso do Sul.

O secretário participou da abertura da solenidade, representando o governador Eduardo Riedel, e também proferiu a palestra “Transformação das cadeias produtivas do Mato Grosso do Sul e seus impactos econômicos”. O titular da Semadesc avalia que o evento mostra o quanto de tecnologias Mato Grosso do Sul tem na pecuária e os avanços na cadeia de produção. “Quando se analisa a pecuária sob alguns índices, muitas pessoas entendem que o setor parece estar estagnado. Mas o que nos vimos nos últimos tempos é uma pressão na pecuária pela inserção tecnológica. O Confinar traz isso que é o incentivo ao uso de tecnologia que é muito forte, A pecuária não tem nada de estagnada. Ao contrário, talvez seja o setor que sofre maior pressão pela necessidade de inserção de tecnologia e discutir a questão de mercados”, salientou na abertura da feira.

Secretário Jaime Verruck, secretário Rog´rio Beretta e o diretor da Iagro Daniel Ingold, participaram do Confinar

Ele falou sobre a importância da pecuária trabalhar na sustentabilidade. “Hoje este é um requisito essencial. Os grandes players estão exigindo isso para adquirir a carne. A importância é tamanha que você restringe determinados produtos e produtores por causa da forma de manejo da produção”, relatou lembrando ainda que a pecuária sinaliza que tem uma dependência do mercado mundial, principalmente em questões sanitárias.

A feira conta com uma grande exposição de equipamentos e maquinários utilizados no confinamento do gado, além de uma série de palestras que abordam a evolução da cadeia produtiva, os desafios enfrentados pelos produtores; bem como soluções para os problemas que ocorrem durante a criação de gado.

Políticas Públicas

Secretario Jaime Verruck falou sobre desafios e potencialidades de MS

Durante a palestra Verruck falou do avanço na produção agropecuária sul-mato-grossense, os programas de incentivos do Governo do Estado como o Precoce MS, o Carne Sustentável do Pantanal, o Prosolo, o Inventário de Carbono Neuto de MS e os desafios da agropecuária do futuro.
“A proposta do Governo do Estado é recuperar áreas degradadas de pastagens e continuar permtiindo incentivos diretos ao produtor. São poucos estados no País onde se remunera direto o produtor e MS é um deles. Por isso estamos em constante aprimoramento dos benefícios concedidos”, acrescentou.

O secretário reiterou o compromisso do Governo Riedel em apoiar a produção com desenvolvimento e sustentabilidade. “As políticas públicas estão ordenadas para que a pecuária seja sustentável tecnológica e tenha investimento”, concluiu.

Rosana Siqueira, da Semadesc

Fotos: Mairinco Celso de Pauda

Fonte: Governo MS

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Agronegócios

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Política para remunerar conservação no campo avança, mas não define quem pagará a conta

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Produtores rurais que adotam práticas como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e preservação de vegetação nativa poderão ser remunerados por esses serviços, após a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), publicada pelo governo federal.

A medida detalha a Lei 14.119, de 2021, e reconhece que atividades capazes de conservar o solo, proteger recursos hídricos, preservar a biodiversidade e capturar carbono possuem valor econômico e podem ser objeto de remuneração.

Na prática, a regulamentação abre caminho para transformar em renda adicional ações já adotadas por milhares de produtores brasileiros. O pagamento por serviços ambientais funciona como uma compensação financeira para quem contribui para a conservação dos recursos naturais e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Apesar do avanço, o decreto não definiu os valores que poderão ser pagos aos produtores nem estabeleceu mecanismos imediatos de adesão. O Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (CNPSA) e os subprogramas federais que irão estabelecer critérios de participação, formas de remuneração e fontes de recursos ainda dependerão de regulamentação complementar.

Os pagamentos poderão ser formalizados por meio de contratos ou termos de adesão e contar com recursos da União, de Estados e municípios, além de fundos ambientais, empresas privadas e iniciativas ligadas ao mercado de carbono.

REGULAMENTAÇÃO – A regulamentação reacende o debate sobre a remuneração dos produtores pela conservação ambiental. Levantamento da Embrapa Territorial mostra que os imóveis rurais brasileiros mantêm cerca de 218 milhões de hectares de vegetação nativa preservada, área equivalente a 25,6% do território nacional. A maior parte dessa conservação ocorre dentro das propriedades privadas, por meio de Reservas Legais, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e excedentes de vegetação nativa.

Outro ponto que deverá ser discutido nos próximos anos envolve justamente as áreas de Reserva Legal e APP. O decreto prioriza ações que ultrapassem as exigências previstas na legislação ambiental, enquanto entidades do setor defendem que produtores que mantêm áreas obrigatórias de preservação também deveriam ser remunerados pelos serviços prestados à sociedade.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), a regulamentação representa um avanço importante ao reconhecer uma contribuição que os produtores rurais já oferecem ao País há décadas, mas ainda falta explicar melhor como isso será feito e, principalmente, qual a fonte de recursos.

“O produtor rural brasileiro já presta serviços ambientais há muito tempo, muitas vezes sem qualquer compensação financeira. São mais de 218 milhões de hectares de vegetação nativa preservados dentro das propriedades rurais. É uma contribuição gigantesca para a conservação dos recursos naturais e para a segurança climática do País, que precisa ser reconhecida economicamente”, afirma.

Segundo Rezende, a regulamentação cria as bases para uma nova fonte de renda para o setor, mas ainda será necessário avançar na definição dos programas e dos mecanismos de remuneração.

“O decreto representa um avanço institucional, mas o produtor precisa de previsibilidade. Ainda não está claro de onde virá o dinheiro nem qual será a escala desses pagamentos. Se não houver recursos assegurados e programas permanentes, existe o risco de que a política fique restrita ao discurso, sem gerar renda efetiva para quem produz e preserva”, afirma Rezende.

“O reconhecimento das práticas sustentáveis é positivo, especialmente em um país que se consolidou como potência agroambiental. Plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e conservação de nascentes já fazem parte da realidade de milhares de produtores brasileiros. O próximo passo é transformar esse reconhecimento em mecanismos efetivos de pagamento”, destaca.

Na avaliação do dirigente, a política de pagamento por serviços ambientais não deve depender exclusivamente dos cofres públicos. Segundo ele, empresas privadas, fundos ambientais e mecanismos ligados ao mercado de carbono podem desempenhar papel importante no financiamento das iniciativas.

“O produtor brasileiro já faz sua parte e preserva muito além do que se vê em outros países. O que precisamos agora é construir um ambiente de segurança jurídica e de incentivos econômicos que permitam transformar conservação em renda, fortalecendo a sustentabilidade e a competitividade do agro brasileiro”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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