Mato Grosso do Sul
Governo de MS debate agronegócio, inovação e logística em reunião com delegação da Nova Zelândia
Encontro amplia diálogo sobre sustentabilidade, pecuária e Rota Bioceânica em agenda voltada ao desenvolvimento econômico e tecnológico
O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu, nesta quarta-feira (10), a delegação oficial da Nova Zelândia em agenda institucional voltada ao agronegócio, inovação, sustentabilidade e logística internacional. A reunião foi conduzida pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e agrupou representantes do governo neozelandês, empresas ligadas à tecnologia agropecuária e integrantes da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
A visita integra a missão oficial organizada pela New Zealand Trade and Enterprise (NZTE), agência do governo da Nova Zelândia responsável pela promoção internacional de negócios, investimentos e comércio exterior. Durante o encontro, foram discutidos temas estratégicos para os dois territórios, especialmente ligados à pecuária de corte, rastreabilidade, tecnologia aplicada ao campo, sustentabilidade e à Rota Bioceânica como eixo de integração logística e comercial.
Ao apresentar o cenário sul-mato-grossense, Barbosinha destacou que Mato Grosso do Sul vive um processo de transformação econômica sustentado pela inovação, pela sustentabilidade e pela modernização das cadeias produtivas.
“Mato Grosso do Sul vem ampliando sua presença nos mercados internacionais a partir de uma agenda baseada em sustentabilidade, tecnologia e segurança alimentar. A troca de experiências com países que possuem forte tradição em inovação agropecuária é importante para ampliar o diálogo técnico e acompanhar as transformações globais do setor”, afirmou.
O vice-governador também ressaltou os avanços ambientais do Estado. Mato Grosso do Sul reduziu em 51% as emissões de carbono na agropecuária entre 2006 e 2022, possui cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens passíveis de recuperação e trabalha com a meta de se tornar carbono neutro até 2030.
Um dos principais temas da reunião foi a cadeia da carne bovina, segmento em que Mato Grosso do Sul e Nova Zelândia possuem forte relevância internacional. O Estado abriga um dos maiores rebanhos bovinos do país e vem ampliando investimentos em produtividade, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Já a Nova Zelândia é reconhecida mundialmente pelos sistemas de produção a pasto e pelas tecnologias aplicadas à gestão pecuária.

O secretário da Semadesc, Arthur Falcette, destacou que o encontro fortalece a aproximação técnica em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário sul-mato-grossense. “A Nova Zelândia possui experiência consolidada em manejo sustentável, produtividade e tecnologia aplicada ao agro. Mato Grosso do Sul também vive um momento de modernização das cadeias produtivas e essa troca de experiências contribui para ampliar a visão sobre soluções sustentáveis e inovação no campo”, pontuou.
Outro eixo debatido foi a Rota Bioceânica, considerada uma das principais obras de integração logística da América do Sul. O corredor internacional conectará Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, reduzindo distâncias e ampliando a competitividade das exportações brasileiras para os mercados asiáticos.
O cônsul-geral da Nova Zelândia em São Paulo e diretor regional da NZTE para a América Latina, Stephen Blair, destacou o potencial de Mato Grosso do Sul no cenário internacional do agronegócio e da sustentabilidade. “Mato Grosso do Sul demonstra grande capacidade de integrar produção, sustentabilidade e inovação. Existe muito interesse em conhecer as iniciativas desenvolvidas pelo Estado, especialmente nas áreas de produtividade agropecuária, gestão pecuária, rastreabilidade e tecnologia aplicada ao campo”, afirmou Blair.
Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou US$ 8,2 milhões para a Nova Zelândia, com destaque para produtos ligados às cadeias agroindustrial e florestal, como resíduos vegetais, forragens e celulose. Já as importações são concentradas em equipamentos técnicos e instrumentos especializados.
A reunião foi encerrada com a reafirmação do compromisso do Governo do Estado em manter o Estado conectado aos grandes debates internacionais ligados ao agronegócio, sustentabilidade e inovação. Para o vice-governador, o fortalecimento do diálogo institucional e da troca de experiências contribui para preparar o Estado para os desafios globais do setor produtivo.
“O mundo discute hoje segurança alimentar, sustentabilidade e produção responsável, e Mato Grosso do Sul tem mostrado que é possível avançar nesses três pilares ao mesmo tempo. Assim, vamos construir um ambiente de desenvolvimento equilibrado, aberto ao diálogo internacional e preparado para os desafios que o futuro do agronegócio exige”, concluiu o vice-governador Barbosinha.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul sedia Reunião Estratégica Regional sobre infraestrutura com especialistas nacionais
Com uma economia que cresce a taxas superiores à média nacional, apoiada principalmente na expansão das indústrias e na alta produtividade agropecuária, Mato Grosso do Sul sediará a Reunião Estratégica Regional P3C, evento que reunirá no dia 16 de junho, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, especialistas da área de infraestrutura de todo o país.
Com o objetivo de fortalecer o ecossistema das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, a Reunião Estratégica Regional promoverá discussões entre profissionais, gestores públicos, investidores e lideranças do setor privado, ampliando o debate para além dos grandes centros financeiros do país.
Entre os estados que registraram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, Mato Grosso do Sul tem se destacado pela adoção de modelos de parceria entre o setor público e a iniciativa privada. Projetos estruturados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) têm contribuído para o desenvolvimento regional, a modernização da infraestrutura e a ampliação dos serviços prestados à população.
O estado consolidou experiências relevantes em áreas como saneamento, energia e gás, logística, infraestrutura urbana e turismo sustentável, fortalecendo um ambiente institucional favorável à atração de investimentos e à estruturação de novos projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões.
Segundo a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, “Mato Grosso do Sul consolida-se como ambiente regulatório seguro e positivo para PPPs e concessões, ao sediar a reunião, com especialistas de alto nível. Este evento é fundamental para ampliar o debate além dos grandes centros, conectando gestores e investidores a soluções que geram impacto direto na competitividade, no desenvolvimento regional e na melhoria dos serviços à população”.
O encontro será realizado pela plataforma P3C e pelo Governo do Estado, por meio do EPE, e tem o apoio da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) e promete analisar desafios, identificar oportunidades e apresentar caminhos para ampliar projetos estruturantes que contribuam para uma infraestrutura mais eficiente, moderna e sustentável.
O evento contará com quatro painéis temáticos sobre infraestrutura social, governança pública, infraestrutura logística e reforma tributária.
Entre os participantes confirmados estão Luciene Machado, superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Viviane Esse, secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes.
Serviço
A Reunião Estratégica Regional de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 16 de junho, das 9h às 17h, no Bioparque Pantanal, localizado na Avenida Afonso Pena, 6001, Chácara Cachoeira, em Campo Grande.
Para conferir a programação completa e realizar sua inscrição gratuita, acesse o link.
Laine Breda, Comunicação EPE
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Acolhimento que fica: crianças recebem brinquedos após atendimento na Sala Lilás, em Amambai
Criado por servidores, espaço já apoiou o acolhimento em 505 exames e organiza atendimento reservado a crianças, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade
Antes do exame, a criança escolhe um brinquedo. Pode ser um carrinho, uma boneca, um livro ou uma miniatura entre as opções nas prateleiras da Sala Lilás, na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Amambai. Naquele momento, o brinquedo ajuda a aproximar a criança da equipe, reduz o medo inicial e torna o ambiente da perícia menos intimidador para quem chega à unidade.
Criada por servidores da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, a Sala Lilás funciona desde março de 2023 e acolhe crianças, adolescentes e mulheres, especialmente em contextos de violência física ou sexual. Desde a implantação, o espaço já apoiou o acolhimento em 505 exames médico-legais realizados na unidade.
Segundo o coordenador regional da URPI de Amambai, perito criminal Paulo Henrique Oliveira, muitas crianças chegam assustadas e sem compreender exatamente por que estão ali. A equipe usa a sala para criar vínculo, reduzir a tensão e preparar a vítima antes da etapa técnica.
“Ela brinca, baixa um pouco a guarda e depois segue para o procedimento. Às vezes, leva o brinquedo junto. Isso ajuda naquele momento”, explica.

O brinquedo como primeiro cuidado
Nas paredes lilás, desenhos de crianças, animais e letras coloridas dividem espaço com trabalhos feitos à mão. Há barraca de dinossauro, tenda, tapete, sofá, mesa infantil, cadeiras pequenas, livros, jogos, carrinhos, bonecas e materiais de desenho.
Tudo parece simples. Mas, no contexto da perícia, cada objeto tem uma função.
Antes de qualquer etapa técnica, a criança precisa reconhecer o ambiente e encontrar algum ponto de segurança. O recurso lúdico ajuda a construir esse primeiro contato e torna a passagem pela unidade menos difícil.
Depois do exame, o cuidado continua. A criança retorna à Sala Lilás, reencontra os objetos que viu antes, senta novamente à mesa, entra na barraca ou retoma a brincadeira interrompida.
A decisão de permitir que ela leve um brinquedo para casa nasceu da observação da própria equipe. Para os servidores, não faria sentido colocar uma criança fragilizada diante de tantos brinquedos, permitir que ela criasse vínculo com um objeto e, depois, pedir que deixasse tudo para trás.
“Quando ela volta para a sala, o choro diminui bastante. A gente vê que funciona”, relata o coordenador.
A iniciativa surgiu da rotina da própria unidade. A equipe percebeu que crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência precisavam de um ambiente mais reservado, funcional e menos intimidador.
No início, a perita médica-legista Ana Paula Miranda, chefe do NRML (Núcleo Regional de Medicina Legal), comprou alguns brinquedos para auxiliar nos atendimentos. Depois, a URPI recebeu uma doação da Receita Federal, o que permitiu ampliar o acervo e organizar melhor o espaço.
“Começou de forma simples, mas a gente sentiu a necessidade de melhorar esse processo”, afirma o perito criminal.
Hoje, a sala reúne itens de diferentes faixas etárias. A criança pode escolher, tocar, testar, brincar e, ao fim do atendimento, levar um ou dois brinquedos consigo. O item passa a ser dela.
Sala também organiza proteção
Embora o brinquedo seja o elemento mais visível do acolhimento, a Sala Lilás faz parte de uma organização maior dentro da URPI de Amambai. A unidade estruturou um fluxo interno para preservar vítimas e evitar contato com possíveis autores de violência.
Crianças, adolescentes e mulheres entram pela porta principal e seguem para uma área reservada. Pessoas custodiadas, quando precisam passar por avaliação médico-legal, entram por acesso lateral, em viatura, e são encaminhadas para outro ambiente.
“De maneira nenhuma acontece esse encontro. São lados opostos da unidade”, explica o coordenador regional.
A separação reduz o risco de constrangimento, intimidação ou revitimização, especialmente em casos de violência doméstica e sexual. Também mostra que o cuidado começa antes do exame, na forma como a vítima é recebida.
Crianças, adolescentes, mulheres e outras situações sensíveis
A Sala Lilás foi criada com foco no acolhimento de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência, mas também passou a ser usada em outras situações que exigem abordagem cuidadosa.
Crianças que acompanham mães durante exames de corpo de delito podem permanecer no espaço. Crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) em atendimento de identificação civil também podem ser encaminhadas à sala, quando necessário, para aguardar em um ambiente mais reservado. O mesmo ocorre em coletas de DNA cível, quando o ambiente lúdico ajuda a reduzir medo, agitação ou resistência.
Na prática, a sala garante mais privacidade às mulheres, reduz a exposição de crianças e adolescentes e oferece à equipe técnica melhores condições para conduzir o atendimento sem ignorar a condição emocional de quem está diante dela.
Prova pericial com cuidado humano
A Polícia Científica atua na produção da prova técnico-científica que subsidia procedimentos policiais e processos judiciais. Em casos de violência, esse trabalho exige método, precisão e responsabilidade. Também exige escuta, ambiente adequado e respeito ao tempo da vítima.
A experiência da Sala Lilás mostra que o acolhimento pode melhorar o atendimento sem interferir no rigor técnico do exame.
Para o coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica, Nelson Fermino Junior, a proposta une técnica e acolhimento.
“A prova pericial continua precisa e indispensável para a Justiça. Mas a experiência de Amambai mostra que o acolhimento também precisa fazer parte desse caminho. É uma iniciativa que queremos fortalecer e levar para outras unidades”, afirma.
Para a equipe da URPI de Amambai, o brinquedo não muda a finalidade do exame nem reduz a gravidade do caso. Mas ajuda a construir uma travessia mais segura para a criança: antes da técnica, há vínculo; depois da perícia, há uma lembrança concreta de cuidado.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Fotos: Paulo Henrique Oliveira

Fonte: Governo MS
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