Mato Grosso do Sul
Gigante da celulose inaugura viveiro em MS e reforça diretriz estadual de sustentabilidade e inclusão social
Com investimentos de R$ 80 milhões, a Suzano inaugurou hoje (11) o Viveiro de Mudas de Ribas do Rio Pardo. Sustentável e inclusiva, a estrutura dispõe de sistemas que permitem o uso racional dos recursos hídricos, reutilização da água da chuva, sistemas eficientes de irrigação e uso de tubetes biodegradáveis que reduzem o uso de plásticos na operação.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da primeira-dama Mônica Riedel, o prefeito de Ribas João Alfredo Danieze, o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, a presidente da Fundação Estadual do Trabalho (Funtrab-MS), Marina Dobashi, lideranças da empresa e autoridades estaduais e municipais.
O viveiro tem capacidade para produzir 35 milhões de mudas de eucalipto por ano, e gerou 300 empregos durante a sua construção. Atuamente conta com 130 colaboradores, mas deve atingir 240 em plena operação.
A estrutura ocupa uma área de cerca de 21 hectares, sendo 111 mil metros quadrados de área construída, e está instalado ao lado da nova fábrica de celulose da Suzano, à margem da rodovia BR-262.
A nova unidade de produção de mudas, juntamente com o viveiro adquirido pela empresa em Campo Grande – com capacidade para 40 milhões de mudas ano –, irá abastecer o programa de formação florestal da fábrica em Ribas, que entrou em operação no dia 21 de julho deste ano.

A primeira-dama Mônica Riedel falou emocionada sobre o grande trabalho de inclusão da Suzano em empregar os trabalhadores locais e principalmente as mulheres no viveiro.
“Mato Grosso do Sul recebe sempre com muito carinho as empresas que aqui se instalam. Tenham certeza que é uma empresa que muito nos orgulha. Como primeira dama esta pujança da empresa é improtante, mas o que mais toca meu coração é a parte do respeito ambiental e da inclusao social que estão fazendo aqui. Saber que estamos aqui neste voiveiro que vim conhecer e 85% são mulheres. São trabalhadoras daqui de Ribas e que tiveram capacitação para mostrar o seu trabalho. Isso é um orgulho enorme”, enfatizou.
No Mato Grosso do Sul, a Suzano já opera um viveiro em Três Lagoas para atender suas duas linhas de produção de celulose com capacidade para produzir 30 milhões de mudas por ano.
Agora com os novos viveiros, em Ribas do Rio Pardo e em Campo Grande, a capacidade produtiva de mudas próprias da empresa no estado saltará de 30 milhões para 105 milhões de mudas de eucalipto ao ano, o que corresponde a um crescimento de 250%.

O secretário-executivo da Sequalit, Esaú Aguiar, que também responde pela assessoria de investimentos na Semadesc, destacou a importância da obra.
“A inauguração do viveiro coroa uma grande ação de desenvolvimento que o Estado está fazendo na atração de investimentos na área de celulose. Uma setor de extrema importância que vem transformando a região como o Vale da Celulose aqui no Estado”, salientou.
Visita
Após a solenidade, as autoridades foram visitar o viveiro, que conta com um sistema de drenagem para captação de águas pluviais.
Em complemento, o local utiliza sistemas de irrigação automatizados, que, por meio de comandos humanos prévios, torna possível determinar com precisão os intervalos de aguamento de acordo com o nível de umidade do ambiente e das mudas, contribuindo para maior eficiência no desenvolvimento das plantas e uso mais consciente da água.

A estrutura ainda conta com duas máquinas para a produção de tubetes biodegradáveis, que possibilitam o cultivo das mudas de eucalipto em recipientes produzidos a partir de uma mistura de compostos orgânicos, feitos à base de açúcar, o que contribui para evitar o uso de materiais plásticos.
“A floresta faz parte do DNA da Suzano e este novo viveiro de mudas está diretamente ligado às estratégias de negócios da companhia, que visam aliar eficiência e respeito ao meio ambiente e às pessoas. Estamos inaugurando em Ribas do Rio Pardo um dos mais competitivos e sustentáveis viveiros da empresa, que irá colaborar com o abastecimento da nossa fábrica, com a redução de emissões de gases do efeito estufa e ainda com a geração de trabalho e renda no município, tanto pelos empregos diretos, quanto pela movimentação da economia local”, ressalta Rodrigo Zagonel, diretor de Operações Florestais da Suzano em Ribas do Rio Pardo.
No viveiro, também está sendo empregado um projeto de automação, que contemplará uma linha inteira de produção, garantido o controle e a rastreabilidade do processo de produção via sistema RFID – tecnologia de identificação e controle que funciona por ondas de rádio –, além de estaqueamento de cepas e seleção de mudas robotizados.
Base florestal
A Suzano conta com uma base florestal de aproximadamente 600 mil hectares no Mato Grosso do Sul, dos quais 143 mil hectares de proteção ambiental, destinados exclusivamente para a conservação da biodiversidade. Além do plantio de eucalipto, a empresa mantém uma série de iniciativas voltadas para o reflorestamento e restauração de matas nativas do Cerrado.
Entre elas, está a meta de conectar 136 mil hectares de áreas prioritárias de conservação ambiental do bioma Cerrado por meio da implantação de um corredor ecológico de 394 quilômetros no estado. A iniciativa prevê ações de reflorestamento com mudas nativas interligando áreas prioritárias de seis municípios (Água Clara, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas).
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
*com informações da Suzano
Fotos: Mairinco de Pauda
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Das redes sociais à ciência: aos 13 anos, adolescente conhece por dentro a perícia oficial
Estudante do 8º ano percorreu os quatro institutos da Polícia Científica e conversou com profissionais das diferentes carreiras que participam da produção da prova pericial
Laura Giovana Chaves dos Santos tem 13 anos e já sabe o que quer ser: perita. E na semana passada ela trocou as telas pela realidade.
Acompanhada pela mãe, Luciana Chaves da Cruz dos Santos, a estudante do 8º ano da rede municipal de Campo Grande percorreu os quatro institutos da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul). Conversou com peritos criminais, peritos papiloscopistas, peritos médico-legistas e agentes de polícia científica da corporação sobre como cada área contribui para a produção da prova pericial.
As perguntas foram além dos equipamentos e procedimentos. Laura quis saber por que os servidores escolheram suas profissões, como se prepararam para o concurso público, quais atividades realizam e quais desafios enfrentam na rotina.
Em uma demonstração técnica, observou pequenas marcas deixadas em elementos de munição. Acompanhou a explicação sobre como esses sinais podem ser comparados para verificar se foram produzidos por uma mesma arma, a perícia que conhecia pelas telas, agora apresentada por quem realiza o trabalho diariamente.
O interesse pela área começou depois que Laura assistiu, em uma rede social, a um vídeo sobre perícia criminal. A publicação lembrou filmes e séries que já acompanhava.
“Eu vi um vídeo que falava sobre esse trabalho. Depois, pesquisei um pouco mais e achei muito legal. Esse foi o meu primeiro contato”, contou.
A visita foi pontual, organizada e acompanhada pela Assessoria de Comunicação da Polícia Científica. Tudo começou depois que uma tia da estudante encaminhou um e-mail à instituição relatando o interesse da adolescente pelas profissões da perícia.
Além das telas
No IC (Instituto de Criminalística ), Laura conheceu o trabalho realizado em locais de crime e em núcleos especializados. Na balística, observou como marcas deixadas em projéteis e estojos de munição são analisadas.
Na documentoscopia, recebeu explicações sobre os procedimentos utilizados para verificar a autenticidade de documentos e identificar possíveis alterações. Também passou pela informática forense, pelas perícias ambientais, pela engenharia legal e por exames realizados em diferentes tipos de locais, equipamentos e objetos.
Os peritos criminais explicaram que um mesmo caso pode exigir conhecimentos de física, química, biologia, engenharia e tecnologia. Os agentes de Polícia Científica detalharam sua atuação no apoio aos exames e nos procedimentos para receber, preservar e encaminhar os vestígios.
“Eu gostei de tudo. Vi como eles analisam documentos para saber se são verdadeiros, conheci a parte das armas e achei tudo muito interessante”, relatou Laura.
Sobre o caminho até a profissão, ela ouviu que o ingresso ocorre por concurso público, com requisitos que variam conforme o cargo.
Para Evandro Rodrigo Pedon, perito criminal do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), a curiosidade demonstrada pela estudante precisa ser acompanhada de persistência.
“Ser curioso e persistente é fundamental. Quando não sabemos alguma coisa, precisamos pesquisar, perguntar, realizar testes e validar os resultados. A perícia está sempre evoluindo, por isso o profissional precisa continuar estudando durante toda a carreira”, afirmou.
Técnica, identidade e acolhimento
No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), peritos médico-legistas e agentes de Polícia Científica apresentaram a Laura os exames realizados em pessoas vivas e mortas. Mostraram o cuidado com os materiais coletados e a responsabilidade envolvida em cada etapa.
A conversa com a perita médica-legista Juliane Chaia revelou uma dimensão da atividade que a estudante ainda não conhecia. Laura perguntou como ela havia escolhido a carreira, quais eram os desafios da rotina e o que seria necessário estudar para seguir o mesmo caminho.

“A conversa dela foi muito profunda. Eu gostei bastante e comecei a me interessar também pela profissão e pela área da medicina”, contou.
Juliane explicou que a atuação médico-legal exige preparo técnico e emocional, especialmente nos atendimentos a pessoas que chegam à instituição depois de situações difíceis.
“Não é um trabalho fácil. Em muitos atendimentos, eu me vejo também no papel de acolher. Às vezes, o pouco tempo que temos com aquela pessoa permite oferecer uma palavra que possa fazer diferença”, afirmou.
No II (Instituto de Identificação), peritos papiloscopistas mostraram a Laura sua atuação na identificação civil e criminal e nos exames de impressões digitais. Um dos espaços que mais chamou sua atenção reunia documentos e registros que preservam parte da história da identificação em Mato Grosso do Sul.
“Eu achei muito interessante porque havia registros desde o começo. Era como se estivesse ali “, disse.
Os servidores mostraram como dados biográficos e impressões digitais são analisados e confrontados durante os procedimentos de identificação.
Laura também aprendeu que impressões encontradas em objetos ou locais podem ser reveladas, examinadas e comparadas com registros existentes, contribuindo para identificar pessoas e esclarecer crimes.
Quando tudo se conecta
A última etapa ocorreu no IALF, onde Laura acompanhou uma demonstração no Núcleo Especializado de Química e Toxicologia Forense. Entendeu como substâncias e outros materiais recebidos pelo instituto são preparados e submetidos a análises específicas.
Foi nesse momento que conseguiu organizar o que havia aprendido ao longo da manhã: conforme o tipo de vestígio, o material recolhido numa perícia segue caminhos diferentes, impressões digitais para o Instituto de Identificação, armas e munições para a balística, aparelhos eletrônicos para a informática forense, substâncias para análises laboratoriais, pessoas vivas ou mortas para o IMOL.
Cada instituto tem atribuições próprias, mas os resultados se complementam até a elaboração dos laudos que sustentam investigações e processos judiciais.
Luciana acompanhou as perguntas e as reações da filha durante todo o percurso. Segundo ela, o interesse começou antes mesmo de Laura saber o nome exato da profissão.
“Ela dizia que queria ir ao local do crime, tirar as digitais e ver o que havia acontecido. Depois, falou: ‘Mãe, eu quero ser perita criminal.’ Eu disse que, no que ela quiser, vou apoiá-la”, relatou Luciana.
Com o tempo, a adolescente começou a pesquisar quais cursos poderia fazer e o que precisava estudar. Para a mãe, a visita ampliou esse conhecimento ao mostrar as diferentes possibilidades de atuação dentro da Polícia Científica.
Aos 13 anos, Laura ainda tem pela frente o ensino médio, a escolha de uma graduação e a oportunidade de conhecer outras profissões. A visita não definiu seu futuro, mas transformou uma referência construída pelas telas em uma compreensão mais concreta sobre ciência, serviço público e responsabilidade.
Depois de percorrer os quatro institutos e ouvir profissionais das diferentes carreiras, ela resumiu o principal aprendizado do dia: “Deu para entender por que tudo se conectou.”
Maria Ester Jardim Rosoni, Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Da oficina de costura ao acolhimento hospitalar, trabalho prisional beneficia pacientes e promove ressocialização
Enquanto cumprem pena em uma das maiores unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, internos da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II têm encontrado no trabalho uma oportunidade de qualificação profissional, ressocialização e contribuição direta para a sociedade. Por meio da oficina de costura instalada na unidade, eles produzem cobertores, mantas, roupas e diversos itens hospitalares destinados ao Hospital São Julião, referência no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa demonstra como o trabalho prisional pode gerar benefícios que ultrapassam os muros dos presídios, promovendo impacto social concreto ao mesmo tempo em que oferece novas perspectivas aos custodiados.
Somente nos primeiros cinco meses de 2026, a oficina confeccionou 2.632 itens, entre eles 200 cobertores destinados aos pacientes atendidos pelo Hospital São Julião. Também foram produzidos campos cirúrgicos, panos fenestrados, jalecos, calças, aventais, toalhas, sacolas e outras peças utilizadas na rotina hospitalar.
Além de auxiliar no atendimento prestado pela instituição de saúde, a produção contribui para a redução de custos operacionais e fortalece uma importante rede de solidariedade e cooperação entre órgãos públicos.
Reconstruindo futuros
Para os internos envolvidos, o trabalho representa muito mais que uma atividade laboral. É uma oportunidade de aprendizado, desenvolvimento profissional e reconstrução de projetos de vida.

Natural da Venezuela, o interno Willian, de 31 anos, aprendeu a costurar dentro da unidade penal e hoje domina diferentes etapas da produção. Segundo ele, saber que as peças confeccionadas serão utilizadas por pacientes que necessitam de cuidados especiais traz um sentimento de realização pessoal. “Me sinto bem por poder ajudar outras pessoas. Aprendi uma profissão que nunca imaginei exercer e que poderá me ajudar quando eu estiver em liberdade”, relata.
Outro participante do projeto é Rafael, de 32 anos, que atua há cinco meses na oficina de costura. Ele destaca que a capacitação recebida, inclusive por meio de curso oferecido em parceria com o Senai, ampliou suas perspectivas de futuro. “Quem não tem uma profissão passa a enxergar novas possibilidades. O trabalho faz a gente voltar a sonhar e pensar em uma vida diferente quando sair daqui”, afirma.
Além da qualificação profissional, o trabalho garante aos participantes a remição da pena, prevista na legislação, e contribui para a disciplina e a ocupação produtiva dentro da unidade prisional.
De acordo com o diretor da unidade penal, policial penal Evandro Mota, a oficina de costura integra as ações voltadas à reintegração social das pessoas privadas de liberdade, proporcionando capacitação técnica e desenvolvimento de habilidades que poderão ser utilizadas após o cumprimento da pena.
Sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social
A iniciativa também prioriza a política de valorização do trabalho prisional desenvolvida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que busca ampliar oportunidades de qualificação e inserção produtiva para os custodiados em todo o estado.
O resultado dessa parceria vai além dos números. Cada cobertor produzido carrega uma história de recomeço e chega ao hospital com a missão de proporcionar acolhimento, conforto e dignidade a quem enfrenta momentos delicados de tratamento e recuperação.

Para a coordenadora do setor de Conservadoria do Hospital São Julião, Fabiana Farias, essa parceria com a Agepen tem gerado resultados muito positivos e tem apresentado crescimento significativo por meio da mão de obra carcerária. “Neste ano, já recebemos 200 cobertores confeccionados pelos internos, que serão utilizados para aquecer nossos pacientes durante o inverno, proporcionando mais conforto e acolhimento. Também está em andamento a produção de enxoval cirúrgico. Além de contribuir para a assistência hospitalar, essa iniciativa demonstra a importância da ressocialização por meio do trabalho e da responsabilidade social”, destaca Fabiana.
Em um ciclo de transformação que conecta sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social, mãos que buscam reconstruir trajetórias ajudam a aquecer quem mais precisa, demonstrando que o trabalho pode ser uma importante ferramenta de mudança para todos os envolvidos.
Mais do que os produtos confeccionados, essa parceria representa um exemplo de responsabilidade social, pois beneficia tanto os pacientes quanto os reeducandos envolvidos no projeto, que têm a oportunidade de aprender uma profissão e contribuir de forma positiva para a sociedade. É uma iniciativa que une solidariedade, ressocialização e melhoria contínua da assistência hospitalar.
Comunicação Agepen/MS
Fonte: Governo MS
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