Mato Grosso do Sul
Frente fria acompanhada de tempestades é a previsão para sexta (21) e sábado (22) no MS
A previsão para sexta-feira (21/10) indica tempo instável, com probabilidade de chuvas de intensidade moderada a localmente forte e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo, principalmente para a região centro-sul e leste/nordeste do estado.
Esta previsão ocorre devido ao avanço de uma frente fria, aliado ao aquecimento diurno e atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica no Paraguai que atua entre quinta e sexta-feira.
São esperados acumulados significativos de chuvas, acima de 30 mm/24h. Entre sábado (22/10) e domingo (23/10), com o avanço da frente fria, há previsão de chuvas de intensidade fraca para a região norte do estado. No restante do estado, sol e variação de nebulosidade devido a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica.
Segue precipitação acumulada e rajada de vento nas últimas 48 horas.

Sexta-feira (21/10): A previsão indica tempo instável com chuvas de intensidade moderada a forte e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo, principalmente para a região centro-sul do estado e leste/nordeste do estado.

Esta situação ocorre devido ao avanço de uma frente fria, aliado ao aquecimento diurno e um sistema de baixa pressão atmosférica no Paraguai.
São esperadas temperaturas mínimas entre 18/20°C e máximas de até 29°C nas regiões sul e leste do estado. Nas regiões norte, pantaneira e bolsão mínimas entre 21/22°C e máximas de até 27°C. Em Campo Grande, mínima de 21°C e máxima de até 25°C. Em grande parte do estado, os ventos atuam do quadrante oeste/sudoeste, com rajadas de vento entre 50-60 Km/h e pontualmente podem atingir valores de 70 Km/h.
Sábado (22/10) a Domingo (23/10): A previsão indica tempo firme com sol e variação de nebulosidade em grande parte do estado devido a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica. Exceto na região norte/nordeste do estado que há probabilidade de chuvas de intensidade fraca a moderada e tempestades isoladas acompanhadas de raios.

Porém ao longo de domingo, a chuva se afasta do estado. São esperadas temperaturas mínimas entre 16/20°C e máximas de até 32°C nas regiões sul e leste do estado. Já na região norte, espera-se mínimas entre 20/22°C e máximas de até 31°C. Na capital, espera-se temperatura mínima entre 18/19°C e máxima de até 29°C. Em grande parte do estado, os ventos sopram do quadrante sul/sudeste, com rajadas de vento entre 30-50 km/h e pontualmente podem atingir valores de 60 km/h.

Tendência meteorológica para os próximos dias:
Na Figura 1 são apresentados os acumulados de precipitação previstos pelo modelo GFS entre os dias 20 de outubro a 05 de novembro de 2022. Neste período, podem ocorrer acumulados superiores a 100 mm, com destaque nas regiões centro-norte e extremo sul do estado.
Ressalta-se o acompanhamento das previsões semanais, devido às incertezas inerentes às previsões que ultrapassam três dias.

Figura 1. Precipitação acumulada prevista entre os dias 20 de outubro a 05 de novembro de 2022. Fonte: Modelo GFS/Weathernerds.
A próxima atualização da previsão do tempo será feita dia 23/10 (áudio) e 24/10 (PDF) e para maiores informações sobre o tempo em Mato Grosso do Sul acompanhe os boletins diários do tempo através do link: https://www.cemtec.ms.gov.br/informativo-do-tempo/.
Elaborado pela equipe técnica do CEMTEC/SEMAGRO.
Mato Grosso do Sul
Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais
O artesanato indígena é valorizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que proporciona a comercialização na Casa do Artesão, a participação em feiras nacionais e também vai até as aldeias para emitir a Carteira Nacional do Artesão. No estado são nove etnias indígenas catalogadas, todas produzindo artesanato,, cerâmica, fibra e produtos em sementes.
Segundo Katienka Klain, diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, aqui em Mato Grosso do Sul, as etnias indígenas que mais comercializam, mais participam de eventos e de comercialização na Casa de Artesão são as etnias Terena,Kadiwéu e Kinikinaw, que são baseadas na questão da cerâmica.
“Hoje está tendo uma maior venda da material do Guató, do Ofaié, mas ainda de forma muito devagar, mas as maiores vendas são a terena, que é referência cultural, que é patrimônio cultural, e elas vendem muito por associações, também, às vezes, não indígenas, porque tem essa dificuldade de acesso financeiro de participar em alguns eventos”.
Katienka diz que os produtos que mais vendem nas feiras são artesanato indígena. “As feiras nacionais são vendidas, a grande maioria, através de associações de artesanato, nem sempre associações indígenas, também a participação de representação de pessoas não indígenas, e aí essa venda é realizada em grande número expressivo, mas a grande maioria está na cerâmica terena, ainda a gente tem que ter um trabalho maior no estado para aumentar a venda e qualificar mais os outros artesanatos”.
“O artesanato indígena é o primordial, é o que começou, onde tudo começou. Então, assim, está e grande parte quando a gente realiza a Carteira Nacional do Artesanato nas aldeias indígenas. Eles deixam claro que eles vivem do artesanato, então é fundamental o apoio da Fundação de Cultura através de comercialização nos Festivais de Inverno de Bonito, América do Sul, que são espaços próprios para eles. As vagas também nos editais, que também são vagas específicas para a população indígena, para que eles possam escoar essas peças e ter representatividade e também começar a entender o que é o mercado do artesanato”.
O artesanato indígena está presente há mais de 30 anos na Casa do Artesão, com a participação das etnias Kadwéu, Terena e Kinikinau. Segundo a coordenadora da Casa do Artesão, Eliane Torres, o artesanato indígena é “a nossa referência cultural, é a nossa identidade, é patrimônio histórico, tudo isso envolve, por isso que temos aqui nossos artesãos indígenas presentes na nossa casa”.
A artesã Cleonice Roberto Veiga, mais conhecida como Cléo Kinikinau, expõe suas peças na Casa do Artesão, junto com as peças da sua mãe, Ana Lúcia da Costa, há um ano. São peças em cerâmica e argila, além de colares, brincos e pulseiras. Para ela, é muito importante o papel da Casa do Artesão na divulgação do trabalho indígena.
“Para a gente é importante que vocês ajudem a gente a divulgar o nosso trabalho, a nossa cultura e também ajuda no custo financeiro, que isso é uma fonte de renda nossa, que muitas vezes a gente não tem um emprego fixo, não trabalha, e acaba ajudando isso para dentro de casa nossa. É muito importante, depois que a gente conheceu aí a Casa do Artesão, para a gente está sendo ótimo, está ajudando a gente, que de mês em mês, a Casa do Artesão, ela tem mandado para a gente o que tem vendido e valoriza mais o nosso trabalho. E é isso, é muito bom, muito importante mesmo para nós. Nosso artesanato Kinikinau é raro ver em lugares, mas está ajudando muito mesmo a gente”.
Creusa Virgílio, da etnia Kadwéu, disse que conheceu a Casa do Artesão há 14 anos. “Eu seguia minha mãe e minha irmã para vender cerâmica. E hoje eu continuo. Elas partiram e eu continuo na Casa do Artesão. Eu entrego peças para casa do artesão a cada 30 dias. A importância é, para mim, a mulher Kadwéu sobre a valorização do nosso estado, também é o momento de a gente divulgar e fortalecer a arte Kadwéu. O artesanato, para mim, é a renda familiar e a valorização da cultura, para que a cultura Kadwéu sempre viva e seja fortalecida em nosso estado”.
A artesã Rosenir Batista é da etnia Terena e foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado. Ela sempre ministra oficinas em escolas, para os alunos conhecerem a cerâmica Terena. Durante a Semana do Artesão deste ano ministrou oficina para alunos na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.
Rosenir nasceu em 8 de março de 1967. Trabalha com a Cerâmica Tradicional Terena desde a infância, há mais de 49 anos. “O saber ancestral da arte em cerâmica Terena aprendi com minha avó, e das primeiras peças produzidas (Bichinhos do Pantanal, vasos) meu trabalho evoluiu para diversos tipos de peças utilitárias e decorativas, que se transformaram na minha principal fonte de renda. Este conhecimento ancestral que recebi de minha avó já repassei para minhas filhas e netas, e eles já trabalham comigo, e temos o compromisso de manter está técnica viva de geração em geração”.
Rosenir mora na aldeia Cachoeirinha, município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde quando tinha 12 anos. “Eu trabalhava com a minha mãe, minha mãe trabalhava já com cerâmica, eu ajudava. Na prática, hoje, eu tenho 25 anos na área de artesanato. A cerâmica para mim é um trabalho que minha mãe me deixou. Então eu não posso deixar morrer a cultura, o trabalho que ela deixou para mim, eu tenho que dar continuidade. É a cultura da aldeia onde eu moro, eu não posso deixar ser esquecido, toda a minha família hoje trabalha na cerâmica”.
Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes/FCMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Três Lagoas: Governo reforça manutenção do Pronto Atendimento do HR após alinhamento com município
Por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), decisão foi consolidada após reunião com representantes municipais e garante continuidade da assistência à população
O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), informa que o Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, será mantido em funcionamento, após alinhamento técnico realizado com a gestão municipal.
A decisão foi construída de forma conjunta, considerando as demandas apresentadas pelo município ao Governo, bem como diante da necessidade de garantir assistência adequada e contínua à população da região.
Durante reunião realizada na sede da SES, em Campo Grande, na semana passada, equipes técnicas do Estado e do município discutiram o funcionamento da rede e pactuaram a manutenção do serviço, com ajustes que ainda serão detalhados de forma integrada.
Participaram do encontro com a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, e o superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata, a Diretora-Geral do hospital, Letícia Carneiro; o diretor-técnico Marllon Nunes; a secretária municipal de Saúde, enfermeira Juliana Rodrigues Salim; e a Diretora-geral de Saúde do município, Jamila de Lima Gomes.
“Nosso foco é garantir que a população tenha acesso ao atendimento de forma organizada e eficiente, com diálogo permanente com os municípios e responsabilidade na gestão da rede”, detalhou Crhistinne.
Organização da rede e atendimento
A SES ressalta que o Hospital Regional da Costa Leste segue como unidade estratégica para a rede pública estadual, com atuação no atendimento de urgência e emergência e no fortalecimento de especialidades de média e alta complexidade. A organização dos fluxos assistenciais continuará sendo aprimorada, com apoio do Complexo Regulador Estadual, garantindo que cada paciente seja encaminhado conforme a necessidade clínica e no tempo oportuno.
O diálogo entre Estado e município continuará nos próximos dias, com o objetivo de aprimorar fluxos assistenciais e assegurar maior eficiência no acesso aos serviços de saúde, respeitando as características e necessidades locais.
Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: André Lima
Fonte: Governo MS
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