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Educação

FETEMS leva 20 mil trabalhadores para as ruas de Campo Grande na luta contra a perda de direitos dos Servidores Públicos

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A manhã desta terça-feira (16) ficará para a história da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), mais de 20 mil servidores públicos, das redes de ensino, estadual e municipal e de diversas categorias, tomaram as ruas da capital, contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 257/2016 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 241/2016. Na ocasião os deputados federais  Henrique Mandetta (DEM), Elizeu Dionizio (PSDB), Tereza Cristina (PSB) e Carlos Marun (PMDB) foram alvo de protesto dos participantes da mobilização, pois são favoráveis as legislações federais.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Botareli, a mobilização alcançou o seu principal objetivo, denunciar a postura dos deputados federais de MS que apoiam a desvalorização do serviço público e alertar a sociedade sobre os desmandos do Governo interino e seus apoiadores. “O serviço público não pode pagar o pato da crise brasileira, não podemos aceitar que cortem os nossos salários, que mexam na nossa previdência e que implantes legislações de desvalorização e que retira direitos conquistados há anos pela classe trabalhadora”, afirma.

Segundo o secretário de finanças, Jaime Teixeira, o momento é de muita luta e mobilização. “Já é a segunda grande mobilização que a FETEMS faz neste ano, com o intuito de alertar a sociedade para a perda de direitos da classe trabalhadora e vamos continuar mobilizados e fazer parte de uma grande greve geral nesse país se for preciso, até que nossos direitos sejam garantidos”, disse.

Para a vice-presidenta da FETEMS, Sueli Veiga, o momento é de reflexão e ação na defesa dos direitos da classe trabalhadora. “20 mil servidores públicos de MS foram as ruas hoje, 97% das escolas públicas paralisaram, a mobilização contra a retirada dos direitos foi nacional e sem dúvida o atual governo interino e seus apoiadores entenderam o recado das ruas, que com certeza será dado nas urnas”, afirma.

Já Fátima Silva, ex-presidenta da FETEMS que atualmente faz parte da direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a vice-presidenta da Internacional da Educação da América Latina (IEAL) mais uma vez a entidade mostrou sua força de mobilização e coragem de denunciar os inimigos da educação pública. “A FETEMS é uma entidade de luta, histórica e hoje, mais uma vez, fez parte da história brasileira na batalha pela não retirada de direitos da classe trabalhadora”, conclui.

A pauta do protesto foi a seguinte:

Congelamento do Piso Salarial Nacional do Magistério e das políticas sociais

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 241/2016 pretende congelar as remunerações dos servidores públicos da União e suspender as vinculações constitucionais para a saúde e a educação (artigos 198, I e 212 da CF-1988), ficando os investimentos nessas e demais áreas sociais condicionados à regra de reposição pelo IPCA. Sem as verbas asseguradas pela Constituição, e sob um teto limite de reajuste salarial pela inflação (podendo ser menor de acordo com a arrecadação de impostos), o piso salarial do magistério e as políticas de valorização da carreira profissional ficarão comprometidos também por 20 anos.

Graves limitações para os planos de carreira nos estados e municípios

O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 257/2016 caminha na mesma direção da PEC 241, com vistas a congelar os salários de servidores públicos dos estados e municípios. Além disso, o PLP impõe aumento da alíquota previdenciária do/a servidor/a para 14%, fixa limites menores para as despesas com a folha de pessoal a cada quadrimestre, exige a implementação nos estados de regimes suplementares (privados) para aposentadoria de servidores e estabelece critérios para a adequação das contas públicas com foco no arrocho salarial das categorias de servidores, ampliando as possibilidades de demissões no serviço público.

O PLP trata da renegociação das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. Apesar de ter sido retirado do texto a restrição do reajuste dos salários dos servidores públicos por dois anos, a manutenção do teto de gastos, se aprovado, resultará sim no congelamento de salários e de investimentos dos estados. Diante desse cenário a FETEMS repudia os deputados federais: Henrique Mandetta (DEM), Elizeu Dionizio (PSDB), Tereza Cristina (PSB) e Carlos Marun (PMDB), que votaram a favor do PLP 257. O projeto adota uma política de ajuste fiscal e controle de gasto, de redução do papel do Estado e estímulo à privatização e, principalmente, de corte de direitos dos servidores públicos. Lembra, em grande medida, o conjunto de propostas encaminhado por FHC em 1997, e que tiveram, como resultado, um sucateamento sem precedentes da máquina pública, e a supressão de mais de 50 direitos dos trabalhadores e servidores públicos. Não somos contrários a renegociação das dívidas dos estados e sim do ajuste fiscal aplicado aos servidores públicos, que não podem pagar o pato dessa situação.

Terceirização dos/as profissionais da educação

O Projeto de Lei (PL) nº 4.330/2006 e a Lei 9.637, de 1998, esta última julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2015, abrem as portas para a privatização das escolas públicas, por meio de Organizações Sociais, e para a terceirização de todos/as os/as profissionais (professores, pedagogos/especialistas e funcionários administrativos escolares). Os novos contratos, sem concurso público e sem qualquer vínculo com o empregador, poderão ser feitos sem as garantias trabalhistas (férias, 13º salário, FGTS e outras), atrelados apenas às horas efetivas de trabalho e com interrupções nos períodos de férias escolares. Os atuais servidores concursados deverão se enquadrar em novos planos de carreira, sem correlação com os atuais, sobretudo em relação às progressões por tempo de serviço, titulação e outras.

Fim dos royalties do petróleo para a educação e seus efeitos nas políticas de valorização profissional

O piso salarial do magistério, mesmo com as contingências de valores apontadas pela categoria, constitui importante vitória rumo à valorização de todos/as os/as trabalhadores/as em educação do país. Porém, os projetos de lei (PL) nº 4.567/2016 e 6.726/2013, que tratam da privatização do Pré-sal e do fim do regime de partilha na exploração do petróleo e gás natural, diminuem e até mesmo desvinculam recursos de royalties e do Fundo Social do Petróleo destinados à educação pelas leis 12.351, 12.734 e 12.858. Essas mudanças legislativas inviabilizarão o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação, dentre as quais, a que prevê equiparar a remuneração média do magistério à de outras categorias profissionais de mesma escolaridade e a que estende o piso salarial nacional aos funcionários da educação, na perspectiva de diretrizes para os planos de carreira de todos/as os/as profissionais da escola pública.

A meritocracia como política remuneratória e a Lei da Mordaça

A estrutura de planos de carreira para os profissionais da educação básica, que o governo golpista pretende implantar no Brasil, segue as orientações do FMI, do Banco Mundial e da OCDE, pois visam substituir os atuais critérios de tempo de serviço e de qualificação acadêmica por resultados focados estritamente nos testes de proficiência estudantis. Ou seja: as remunerações dos/as educadores/as passarão a ser variáveis, na forma de bônus e gratificações temporárias, que não serão incorporados aos vencimentos de carreira dos profissionais. Também pouco importará as condições estruturais das escolas e o perfil social dos estudantes para que os profissionais da educação sejam avaliados num sistema meritocrático universal válido para o Brasil inteiro. Já o PL 867/2015 e outros correlatos pretendem amordaçar os/as educadores/as escolares, retomando princípios da ditadura militar nas escolas.

Aumento da idade para aposentadoria e fim da aposentadoria especial

As informações preliminares do governo golpista sobre a próxima reforma da Previdência, dão conta de que ela acontecerá ainda em 2016 e que será válida tanto para os/as empregados/as da iniciativa privada como para os/as servidores/as públicos/as. Em suma, as mudanças na legislação se pautam na elevação da idade mínima de homens e mulheres para 65 ou 67 anos – sem diferenciação de sexo e abrangendo os atuais contribuintes que ainda não se aposentaram –, na vinculação da idade mínima ao tempo de contribuição para todos os regimes (Próprios de servidores públicos e Geral do INSS), na limitação da aposentadoria rural e no fim da aposentadoria especial do magistério.

 

 

Karina Vilas Boas – FETEMS

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Educação

Fiems vai participar da 1ª etapa estadual da Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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A Fiems vai participar da primeira etapa estadual da Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em Mato Grosso do Sul.

Com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento socialmente justo e inclusivo, ambientalmente responsável e economicamente viável”, a conferência será realizada na próxima quarta-feira (20/05), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.

A gerente de sustentabilidade da Fiems, Cláudia Borges, destaca o papel da instituição na promoção de ações que fortalecem a competitividade da indústria de forma sustentável, por meio de projetos, capacitações, soluções e produtos voltados às práticas ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Participar desta etapa estadual é importante para mostrar como o setor empresarial tem se posicionado e contribuído para criação de negócios mais eficientes, resilientes e conectados com os diversos desafios globais. Temos ciência do compromisso institucional em promover uma atuação alinhada aos princípios de responsabilidade socioambiental, ética, inovação e desenvolvimento sustentável”.

O encontro marca o início da mobilização estadual para a conferência nacional e deve reunir, em Campo Grande, representantes do poder público, universidades, setor produtivo, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

A etapa estadual integra o processo preparatório da 1ª Conferência Nacional dos ODS, promovida pela Comissão Nacional para os ODS (CNODS), vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República.

A realização da conferência em Mato Grosso do Sul resulta de uma articulação entre a Comissão Nacional dos ODS (CNODS), o Movimento Nacional ODS e a UFMS, consolidando uma aliança institucional em torno da Agenda 2030.

Agenda 2030

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável constituem um pacto global voltado à erradicação da pobreza, proteção do meio ambiente e enfrentamento das mudanças climáticas, promovendo melhores condições de vida para a população. A Agenda 2030 reúne metas relacionadas à saúde, educação, igualdade de gênero, trabalho digno, redução das desigualdades, cidades sustentáveis, consumo responsável, preservação ambiental e fortalecimento das instituições democráticas.

No Brasil, foi incorporado ainda o 18º ODS, voltado à promoção da igualdade étnico-racial.

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Educação

Rede Enem 2026: Preparação antecipada e análise de dados é segredo do sucesso

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou 4,32 milhões de inscrições confirmadas em 2024, o que representa um crescimento de quase 10% em comparação a 2023, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Diante desse cenário de concorrência em alta e do volume extenso de conteúdos do Ensino Médio, o início imediato e planejado da preparação é um requisito prático para a aprovação, especialmente em cursos de alta demanda.

“A estratégia de estudos deve ser técnica, guiada pela realidade do candidato e pelas métricas da prova. O estudante precisa ser realista e mapear o tempo efetivamente disponível na sua rotina e entender o nível de disputa e os pesos para as notas de cada área na universidade alvo. O plano deve ser pesado onde há dificuldade e estratégico onde já há domínio”, afirma Juliana Evelyn dos Santos, coordenadora pedagógica da Rede Enem, uma das principais plataformas de educação digital no Brasil, marca da Vitru Educação, líder do segmento.

Para atender aos estudantes que conciliam a preparação para o exame com a jornada de trabalho, a Rede Enem apresenta o programa ‘Extensivo Correria Enem 2026’. Totalmente gratuito, o curso extensivo tem duração de 32 semanas, com encerramento programado para 17 de outubro, e foi estruturado especificamente para otimizar a rotina de alunos com disponibilidade de horários limitada.

A metodologia baseia-se na incidência histórica dos conteúdos da prova e na prática contínua. O cronograma exige o cumprimento de três aulas diárias, abrangendo todas as áreas de conhecimento exigidas pelo edital. A dinâmica de cada tópico é padronizada: leitura de um resumo, exibição de uma videoaula e execução de um simulado para aferição de métricas e feedback imediato. O modelo distribui as disciplinas de forma progressiva e exige a prática regular de redação.

Planejamento e boa gestão do tempo

A execução do cronograma precisa priorizar o aprendizado ativo, a resolução de provas anteriores e simulados periódicos. A análise do resultado dessas simulações é o que direciona as correções de rota no plano de estudos. “A análise do simulado é tão importante quanto a própria resolução. Os erros por falta de conteúdo são os mais valiosos, pois indicam exatamente onde o cronograma precisa de reforço. Se o problema foi o tempo, é sinal de que a estratégia de prova precisa ser ajustada, priorizando questões mais simples para garantir a pontuação pela TRI (Teoria de Resposta ao Item)”, acrescenta.

A importância dos ciclos, para o bom desempenho da preparação

A especialista recomenda ciclos de revisão de conteúdos centrais programados para 24 horas, 7 dias e 30 dias após o primeiro contato com a matéria. Para a parcela de candidatos que precisa conciliar a jornada de trabalho com a preparação, a diretriz é focar na incidência dos temas. Em cenários de tempo restrito, cobrir todo o edital é inviável; logo, o esforço deve ser direcionado para os assuntos historicamente mais recorrentes, mantendo a constância diária e preservando a saúde mental. “O descanso não é um prêmio, é parte essencial da rotina. Um cérebro exausto perde a capacidade de processar novas informações. É melhor estudar duas horas com foco total do que oito horas sem retenção”, pontua a coordenadora.

Regras do edital e projeções para 2026

A aprovação também depende do cumprimento estrito de normas processuais. Todos os anos, uma parcela expressiva de candidatos é eliminada por falhas que vão desde o preenchimento equivocado de dados socioeconômicos e esquecimento do pagamento da taxa, até a marcação por impulso da língua estrangeira. A leitura integral do edital previne essas eliminações prévias.

Do ponto de vista do conteúdo, as provas futuras devem reforçar a exigência por leitura de contexto global e interdisciplinaridade. Para a edição do Enem 2026, as matrizes continuarão alinhadas às diretrizes curriculares nacionais, cobrando o entendimento de problemas atuais. “Esperamos ver questões relacionadas ao uso ético das tecnologias digitais, como as IAs generativas, além de desdobramentos geopolíticos, como conflitos entre países”, conclui Juliana.

Sobre a Rede Enem: democratização do acesso à educação

Fundada em 2013, com o propósito de democratizar o acesso à educação de qualidade, por meio da oferta de conteúdos preparatórios para os exames Enem, Encceja e vestibulares, e considerado uma das principais plataformas gratuitas de educação digital do Brasil, preparatória para o exame, o programa segue com o compromisso de fornecer recursos educacionais gratuitos e relevantes para milhões de estudantes de todo o país. Em 2015, nasceu o Curso Enem Gratuito, considerado hoje o maior curso preparatório online e 100% gratuito do país, com milhares de estudantes inscritos todos os anos. Desde 2022, a plataforma digital é integrante da Vitru, grupo líder em EAD no mercado de educação digital no Brasil, ampliando ainda mais o seu alcance e impacto. Para saber mais acesse o site.

Sobre a Vitru

A Vitru é o grupo líder no mercado de educação digital do Brasil, proporcionando um ecossistema pedagógico completo que engloba experiências no ensino presencial e a distância (EAD). Com investimentos em marcas estratégicas como UNIASSELVI e UniCesumar, a companhia soma uma robusta base de alunos em cursos de graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é democratizar o acesso à educação de excelência por meio de soluções digitais inovadoras, viabilizando futuros para que as pessoas possam realizar seus sonhos por meio do aprender.

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