Agronegócios
Fazendas de MS são destaques em série de reportagens especiais sobre pecuária de corte
Não é de hoje que Mato Grosso do Sul é uma referência nacional quando falamos de pecuária ambientalmente correta, eficiente, produtiva e rentável. O estado é pioneiro na criação de um programa de incentivo fiscal para criadores de novilhos precoces e é recordista na produção de animais castrados.
Dados recentes de um estudo patrocinado pela Rede de Fomento de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, com acompanhamento técnico da Embrapa, mostram que o Estado também possui o maior percentual de áreas de ILPF no Brasil. Dos mais de 11 milhões de hectares, cerca de dois milhões estão no Mato Grosso do Sul. Isso mostra a capacidade de aderência das fazendas a novas tecnologias e a preocupação constante do pecuarista com a produção de carne de alto padrão.
Por esses e muitos outros motivos é que a bovinocultura sul-mato-grossense foi tema, pela terceira vez, da Rota do Boi – série de reportagens especiais sobre pecuária de corte, exibida no Canal Rural pelo programa Giro do Boi. Foram visitadas cinco fazendas na região do bolsão do Mato Grosso do Sul, entre os municípios de Três Lagoas, Inocência, Paranaíba, Cassilândia e Chapadão do Sul.
Os registros se transformaram em cinco reportagens mostrando, principalmente, as ferramentas utilizadas pelos pecuaristas no encurtamento do ciclo de produção e melhora da qualidade da carne que chega ao consumidor. Além da ILP, destaque para o manejo adequado de pastagens, suplementação direcionada e o cruzamento industrial, trabalhando animais de base genética Nelore, em cruzamentos com as raças Aberdeen Angus, Montana, Brahman e Senepol.
O programa Giro do Boi é uma das frentes de trabalho da Aliança da Produtividade, movimento iniciado pelas companhias Boehringer Saúde Animal, Dow Pastagens, JBS e Tortuga/DSM para elevar a produção por unidade da área do pecuarista brasileiro, elevando a competitividade, o nível de profissionalismo e consequentemente a renda de sua atividade. A atração vai ao ar pelo Canal Rural, de segunda a sexta-feira, das sete às oito da manhã no horário de Brasília.
Agronegócios
Câmara avança em mudança na lei e pode simplificar regras
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Parlamentares pressionam novo ministro por soluções para o crédito
O avanço do endividamento rural e a dificuldade de acesso ao crédito colocaram o financiamento da produção no centro das discussões entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em reunião realizada nesta terça-feira (14), em Brasília. O encontro marcou a primeira agenda formal da bancada com o ministro André de Paula e consolidou a cobrança por medidas emergenciais para destravar recursos no campo.
A avaliação predominante entre os parlamentares é de que o produtor enfrenta um ambiente mais restritivo, com juros elevados, aumento da inadimplência e dificuldade crescente de acesso às linhas oficiais. Nesse cenário, a ampliação e a reestruturação do Plano Safra aparecem como prioridade, tanto para recompor liquidez quanto para evitar avanço da pressão financeira dentro da porteira.
Além do crédito, a bancada levou ao ministério uma pauta extensa que combina temas regulatórios e econômicos. Entre os pontos centrais estão a revisão de normas que restringem o acesso ao financiamento rural, a definição de regras mais claras para novas legislações do setor e a necessidade de reduzir a burocracia em instrumentos já existentes.
A agenda inclui ainda demandas relacionadas ao seguro rural, à renegociação de dívidas, à política de insumos e à segurança jurídica em áreas como uso de drones, rastreabilidade e certificação de produção. Também foram citadas preocupações com o impacto de regulações ambientais e comerciais, incluindo exigências internacionais que podem afetar as exportações brasileiras.
No campo legislativo, ganhou força a discussão sobre mecanismos para reestruturar o passivo do setor. A principal proposta em debate prevê a criação de uma linha de crédito específica para repactuação de dívidas rurais, utilizando recursos do Fundo Social. A estimativa é de liberação de cerca de R$ 30 bilhões, valor que, na avaliação de integrantes da bancada, ainda é limitado diante do volume total de débitos acumulados pelos produtores.
A pressão por soluções estruturais ocorre em um momento de transição no ciclo econômico do agro. Após anos de forte expansão, impulsionada por preços elevados das commodities e crédito mais acessível, o setor passa a enfrentar um cenário de margens mais apertadas, aumento de custos e maior seletividade no financiamento.
Durante a reunião, também houve cobrança por maior participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas. A proposta de encontros periódicos entre o ministério e a bancada foi colocada como forma de dar previsibilidade às decisões e melhorar a articulação entre governo e Congresso.
Do lado do governo, o sinal foi de abertura ao diálogo e reconhecimento do peso institucional da frente parlamentar. Na prática, o avanço das pautas dependerá da articulação com outras áreas, especialmente a equipe econômica, responsável por temas como crédito, juros e orçamento.
Para o produtor, o recado que sai de Brasília é claro: o crédito deve continuar no centro das decisões em 2026. Mais do que o tamanho da safra, será a disponibilidade de financiamento — e as condições para rolar dívidas, que tende a definir o ritmo de investimento e produção ao longo do ciclo.
Fonte: Pensar Agro
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