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Escola de Arapuá realiza Dia de Violência Doméstica Contra Mulher#Agosto Lilás!

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Foi realizado na Escola Estadual Afonso Francisco Xavier Trannin a palestra com o tema: Violência Doméstica Contra Mulher#Agosto Lilás!

Durante os períodos matutino e vespertino foram feitas apresentações teatrais, cartazes e informações relatando sobre o tema abordado.

Alunos pintaram os rostos mostrando sinais de espancamento doméstico, chamando a atenção dos jovens e pais, que assistiam a apresentação, que enfatizou a agressão doméstica contra a mulher.

Tivemos a colaboração da direção, coordenação, projeto, professores e alunos. Foi um projeto produtivo, educativo e inclusive lembrando à  todos que é sempre importante a mulher denunciar após qualquer agressão, seja física ou moral ligar para o número 180, afinal uma ligação pode mudar totalmente um história infeliz!

Toda mulher merece ser tratada com respeito e dignidade!!

Conforme uma reportagem do JP News, o número de violência contra a mulher em Três Lagoas é alarmante. No primeiro quadrimestre deste ano, foram registrados 485 boletins de ocorrência de violência contra mulheres na cidade. O número equivale a 121 casos de agressão por mês, e quatro por dia.

A implantação do projeto “Botão da Vida”- um aplicativo que pode salvar mulheres vítimas de agressão.

O projeto já funciona em Campo Grande. Num primeiro momento, somente mulheres que tiverem medidas restritivas contra agressores têm acesso ao aplicativo. Com apenas um toque, ela, envia uma mensagem por e-mail, ou uma ligação para o 190, e aciona instantaneamente o GPS, localizando a vítima com uma margem de erro de cinco metros.  Após acionado, ele indica à equipe onde está a vítima, possibilitando que a viatura mais próxima da localidade atenda a ocorrência o mais rápido possível.

DELEGADA

Letícia Mobis, responsável pela Delegacia da Mulher, em Três Lagoas, disse que, infelizmente na cidade sempre foi registrada uma média alta de violência contra a mulher.

Para a delegada, Três Lagoas necessita de um efetivo maior de policiais, inclusive com uma delegacia funcionando 24 horas, exclusivamente para o atendimento de ocorrências contra as mulheres. “Assim, poderíamos fazer o ciclo completo de polícia, que é acompanhar o caso desde o início do registro até a finalização. Isso é muito importante, principalmente nos casos de crime sexual. Além disso, precisaríamos ter um prédio adequado para atender essas mulheres, com mais segurança e privacidade para elas, e para nós”, destacou.

Segundo a delegada, a Casa Acolhedora foi desativada porque acabou o convênio que existia entre o município, Estado e governo federal.  Letícia Mobis entende que essa unidade precisa ser ativada, pois o local funcionava como um abrigo para as mulheres por um determinado período. Muitas mulheres que eram atendidas na Casa, inclusive eram de outras cidades.

Para a delegada, esse número de violência contra a mulher em Três Lagoas, reflete a realidade do país. “A nossa cultura é machista. O homem tem a ideia que pode se impor através da força. A gente tem muitos casos ligados ao uso de droga e álcool, mas a base de tudo é a ideia de que o homem pode se sobrepor a mulher através da força”, comentou.

Ainda de acordo com a delegada, existem muitos pedidos de medida protetiva, porém isso se esbarra no problema da fiscalização que é deficiente. “Deveria ter um mecanismo para nos informar quando houver a aproximação do homem, ou seja, a quebra das medidas protetivas”, salientou, ressaltando, por exemplo, o projeto “Botão da Vida”, que tem um custo elevado.

Em Três Lagoas, inclusive, segundo a delegada, tem uma mulher que tem esse monitoramento, através do projeto implantado em Campo Grande.

 

Feminicídio; Três Lagoas no topo da violência contra a mulher

“Ela pisou na bola demais comigo cara; ela ficou só me usando, ficando comigo e com o cara lá; aí eu não aguentei as humilhações – o ódio e o ciúme tomaram conta de mim. […] Agora já é tarde; ela tá lá na casa… Tá morta” – Allan Cézar, de 33 anos, em áudio do WhatsApp, confessando que matou Hevelyn de Abreu Xavier – 24 anos – e uma das vítimas da estatística preocupante de feminicídios em Três Lagoas. O crime, na maioria das vezes, é a última etapa de uma sucessão de violências que levam à morte, precedida por abusos físicos e psicológicos que submetem mulheres a um convívio de terror.

Três Lagoas ocupa o topo das ‘tragédias anunciadas’. Segundo a delegada – Letícia Móbis Alves – titular da DAM – Delegacia de Atendimento à Mulher de Três Lagoas – foram registrados 780 boletins de violência doméstica apenas nesse primeiro semestre, sendo em média 130 boletins da categoria por mês e quatro por dia. “Geralmente é um ciclo de violência, onde a mulher agredida diversas vezes – física e psicologicamente pelo parceiro – acaba perdoando-o. É recomendado que, na primeira agressão – não sendo somente física, mas também verbal e psicológica – a vítima procure a delegacia para registrar o B.O e se afastar definitivamente do agressor, já que essa reaproximação pode ser fatal” – comenta a delegada.

Dos 18 casos de feminicídio apontados em todo território sul-mato-grossense no ano de 2017, cinco são do nosso município. Três Lagoas representa a parcela de 27,78% dos casos em relação a todo o estado. São crimes cujo impacto é silenciado; praticados sem distinção de lugar, de cultura, de raça ou de classe social – além de ser comum em sociedades marcadas por papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

Foram registrados 780 boletins de violência doméstica apenas nesse primeiro semestre. (Foto: Infográfico Hojemais)
Morando com o perigo

Em um levantamento feito pela reportagem do Hojemais foram constatados que, 70% das mulheres vítimas de violência doméstica reatam com seus parceiros; os motivos são os mais diversos – desde a preocupação com a criação dos filhos, até a dependência afetiva, criada dentro de um ambiente de constantes ameaças.

Profissionais que atendem mulheres em situação de violência salientam a importância de se reconhecer e não subestimar a ameaça e outras formas de violência – como a psicológica.

Com frequência, por não deixarem evidências aparentes, esses casos acabam sendo considerados menos importantes pelos profissionais da rede de atendimento – ou até pela própria vítima.

A violência psicológica é também uma violação dos direitos humanos das mulheres – e produz reflexos diretos na sua saúde mental e física. Segundo a psicóloga – Nicole Arnoni – o feminicídio é a última instância de controle da mulher, pelo homem; do controle da vida e da morte, ocasionado por uma relação de poder e submissão. “Cerca de 70% dos autores desses crimes são familiares, parceiros e ex-parceiros. O vínculo criado entre o casal favorece a sensação de poder do homem sob a mulher; as mulheres que são submetidas a cenas repetitivas de agressão e medo tentarão se adaptar ao instinto de sobrevivência, criando um papel de luta ou fuga” – explica.

“Nosso mecanismo de defesa nos faz atuar em um ambiente de maneira que diminua o aspecto de terror; isso é o instinto de sobrevivência da vítima que, inconscientemente, acata todas as ordens do agressor, porque torna o comportamento dele um pouco mais amenizado em relação à agressão. A vítima não tem noção de que essa situação é ruim para ela; isso acontece de forma inconsciente – ela age desse modo porque pensa que está sendo protegida” – finaliza.

Nicole ressalta que, o primeiro passo após os sinais de comportamento agressivo e da própria agressão é a conscientização. “A violência contra a mulher é questão de saúde pública; é preciso conscientizar as pessoas sobre a violência – desde uma piada ofensiva, o ciúmes, a ridicularização, o proibir e o ameaçar. A partir do momento que a mulher tem consciência de que está sendo violentada é preciso denunciar e deixar um familiar ciente da situação, porque depois que ela se livrar desse ambiente de tortura precisará ser amparada” – aconselha.

O que diz a lei?

A lei sancionada em 2015, de número 13.104, torna o feminicídio um crime qualificado, segundo a lei penal. Ao se tornar um crime qualificado, ele torna-se, automaticamente, hediondo.

Este tipo de situação torna a motivação do assassinato baseada no sexo da pessoa – um crime entendido como um dos piores tipos de atentado àquilo que a própria sociedade tenta defender.

Além disso, a lei identifica alguns agravantes do feminicídio que podem aumentar a pena com um adicional de 1/3 sobre a pena original. São três tipos de agravantes, que configuram-se no feminicídio: aquele que ocorre durante a gestação ou em até três meses após o parto da vítima; aquele que ocorre contra a mulher com menos de 14 anos, mais de 60 anos ou com algum tipo de deficiência e o terceiro é aquele que ocorre na presença de filhos ou pais da vítima.

Vanda Júlio Borges (Foto: Arquivo Pessoal)

As cinco vítimas 

As cinco mulheres três-lagoenses tiveram suas vidas ceifadas por motivações de ódio, desprezo e sentimento de perda de propriedade que os parceiros criaram sobre elas. No dia 11 de fevereiro deste ano Vanda Júlio Borges – de 42 anos – foi morta pelo próprio marido, Luciano Nunes Brito – de 41 anos. Ele a matou enforcada com um fio de nylon e enterrou seu corpo em uma fazenda do município.

Anezia Aparecida dos Santos – de 60 anos – foi internada depois de ter levado vários chutes na barriga pelo ex-companheiro, Walter Romão Loureiro – de 37 anos – que alegou estar sob efeito de drogas e álcool no momento da agressão. Anezia chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu às lesões internas e veio a óbito três dias após o espancamento.

Um mês depois, no dia 19 de maio, Marlene Rodrigues Alves – de 51 anos – foi morta a tiros pelo ex-genro – de 21 anos. Wesley Sotto exigiu que sua companheira, filha da vítima, mostrasse conversas no celular; a jovem se negou e mais tarde ele retornou ao apartamento efetuando disparos que atingiram Marlene.

Marlene Rodrigues Alves (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois de dois anos de violência e constantes ameaças, uma adolescente de 16 anos decidiu denunciar o parceiro, Alex Martins Teixeira – de 29 anos – que não aceitou a denúncia e o fim do relacionamento; ele matou os avós da jovem, Naide Carrilho Dias – de 62 anos – e José Rodrigues Dias – de 66 – a tiros. O caso ocorreu no dia 21 de Junho.

No mesmo mês, quatro dias depois, Hevelyn de Abreu Xavier – de 24 anos – citada no início da matéria, foi encontrada morta pela mãe. Hevelyn foi vítima de esganadura pelo ex-companheiro, Allan Cézar – de 33 anos.

Fotos:

 

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14º Momento Cultural da Escola Afonso Trannin  destaca a cultura afro brasileira

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O 14º Momento Cultural da Escola Estadual Afonso Francisco Xavier Trannin, no Distrito de Arapuá/MS,  é uma celebração rica e diversificada, com o objetivo de destacar a importância da cultura afro-brasileira e seu impacto na formação da identidade nacional. Contou ainda com a visita do Prefeito de Três Lagoas Dr. Cassiano Maia, que cumprimentou e parabenizou os alunos e professores envolvidos no projeto.

O evento reúne uma série de atividades que envolvem apresentações artísticas, exposições e reflexões sobre as contribuições dos afrodescendentes para o Brasil. Aqui estão os principais destaques do evento:

  1. Poema “Consciência Negra” de Nair Lúcia de Brito – Recitado pela estudante Vitória Andrade, com foco na luta contra o racismo e a promoção da igualdade social.
  2. Músicas e Danças:
    • Samba de Arerê – Apresentação de alunos do 4º ano, ensaiados pela professora Iara.
    • Capoeira – Performance com a música “Lá Lauê”, realizada por Luiz Henrique e Eduardo Henrique.
    • Maculelê – Dança afro-brasileira de resistência cultural, com Miguel e Emanuely.
    • Coreografia “Amarelo, azul e branco” – Alunos do 6º e 8º anos, com músicas de Ana Vitória e Rita Lee.
    • Coral com a música “Ouro Marrom” – Apresentação do 6º ano.
  3. Poemas e Teatro:
    • Coração do Pantanal – Poema vencedor da Bienal Pantanal, com composição de Estefany Cristina Costa Vitório.
    • Teatro Cantado “Cota Não é Esmola” – Abordagem crítica sobre desigualdade social, realizado pelos alunos do 7º ano.
  4. Exposição de Cartazes e Artesanato:
    • Cartazes sobre Cultura Afro-Brasileira – Feitos pelos alunos do 1º e 2º ano A, com temas como culinária, religião e música afro-brasileira.
    • Exposição de Máscaras e Artesanato – Produzidos pelos alunos sob a orientação dos professores Sidinea, José Ricardo e Gabriela.
  5. Exposição dos Estudantes do Ensino Médio Técnico Profissional:
    • Infográficos sobre a representatividade negra no Brasil, com temas como a redução da presença de negros em cargos hierárquicos e o afroempreendedorismo.
  6. Salas Temáticas:
    • Ciência em Tom de Resistência – Exposição sobre cientistas negros e suas contribuições.
    • Sala de Jogos sobre Personalidades – Valorização do protagonismo negro.
    • Diversidade Religiosa – Combatendo a intolerância religiosa e valorizando as religiões de matriz africana.
    • Violência e Casos de Bala Perdida – Reflexão crítica sobre a violência nas periferias.
    • Empoderamento e Personalidades – Exposição sobre trajetórias de sucesso de negros na sociedade.

Esse evento mostra o quanto a cultura afro-brasileira é central para a identidade do Brasil e a luta contínua por justiça e igualdade. É um momento de aprendizagem, celebração e reflexão profunda sobre o legado afro-brasileiro e sua presença vital na sociedade.

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Escola Estadual de Arapuá Afonso F.X Trannin, está com chamada para coordenação de efetivos

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A Escola Afonso Francisco Xavier Trannin está com chamada aberta para coordenação de efetivos da Rede Estadual de Ensino. Se você é um profissional dedicado e busca contribuir para o desenvolvimento educacional da nossa escola, essa é a sua oportunidade!

Requisitos:

Ser professor efetivo da Rede Estadual de Ensino

Comprometimento com a gestão educacional

Disponibilidade para atuar na unidade escolar

Local: Escola AFXT

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