Água Clara
Em Água Clara, Ministério Público afasta presidente da Câmara
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio dos Promotores de Justiça Paulo Henrique Mendonça de Freitas e Felipe Almeida Marques, com apoio do Delegado de Polícia Civil Marcílio Ferreira Leite, deflagrou, na última sexta-feira (16) de Março, a Operação Fantasma que afastou o vereador e presidente da Câmara Municipal Vicente Amaro de Souza Neto e fez buscas na casa do mesmo e nos prédios da Câmara Municipal de Água Clara (MS).
O Ministério Público Estadual representou pela prisão preventiva, busca e apreensão, e quebra do sigilo telefônico e telemático de Vicente Amaro de Souza Neto e de Alessandra Thomé Vanzin, ambos qualificados nos autos, sob a alegação de que, em 2 de janeiro de 2017, Alessandra foi nomeada, pelo vereador e presidente da Câmara Municipal para o Cargo em Comissão Assessora Jurídica DAS 1, do quadro de servidores com carga horária semanal de 20h. Ela foi exonerada em 22 de fevereiro de 2018.

A Câmara Municipal de Água Clara acatou a decisão judicial e a 1ª vice-presidente, vereadora Simone Oliveira Batista (Xucra), assumirá o cargo de presidente da Casa Legislativa (Foto: Assessoria)
Durante todo o período, Alessandra não prestou nenhum serviço, tampouco cumpriu horário de expediente, mas recebia remuneração mensal de R$ 7.350,00. Era uma “funcionária fantasma” e subordinada diretamente à Presidência da Câmara Legislativa, ou seja, ao representado, atual presidente.
PRODUZINDO DOCUMENTOS
De acordo com os autos, eles praticaram crime de peculato, de forma continuada, durante 14 meses. Alessandra gozou de licença maternidade de 1º de setembro até 30 de dezembro de 2017, mas, em diligências realizadas nos dias 21 de agosto de 2017 e 20 de fevereiro de 2018 na Câmara Municipal, ela não estava no local. Foram ouvidos seis vereadores e seis servidores da Câmara Municipal, que confirmaram que Alessandra era “fantasma”, pois não cumpria expediente e raramente era vista no local. De todos os projetos de leis e procedimentos licitatórios realizados durante o ano de 2017, requisitados pela Promotoria de Justiça, nenhum possui a assinatura da representada.
Segundo a representação, havia notícia de que o vereador e presidente da Câmara Municipal Vicente Amaro de Souza Neto estava produzindo documentos supostamente elaborados pelo trabalho da representada. Desta forma, o MPMS pediu o afastamento de Vicente do cargo de vereador e, consequentemente, do cargo de Presidente da Câmara Municipal.
QUEBRA DE SIGILO TELEFÔNICO E TELEMÁTICO
O Ministério Público Estadual representou, ainda, pela quebra do sigilo telefônico e telemático de Alessandra Thomé Vanzin, e Vicente Amaro de Souza Neto, além de outros aparelhos de telefone celular apreendidos durante a busca e apreensão, de 00h do dia 2 de janeiro de 2017 até à 00h do dia da execução da ordem, ou seja, durante o período em que a representada permaneceu no cargo comissionado, bem como a submissão dos aparelhos de telefone celular apreendidos a exame pericial para análise de mensagens de texto, fotos, mensagens do aplicativo whatsapp, e, ainda, pela busca e apreensão na residência do representado Vicente Amaro e na Câmara Municipal, seu local de trabalho, nos endereços antigo e novo, para a localização de supostos documentos elaborados pelo representado para justificar o exercício funcional da representada, além de outras provas que possam ser localizadas.
AFASTAMENTO
Diante dos fatos, a Juíza Substituta Thielly Dias de Alencar Pithan e Silva acolheu parcialmente a representação do MPMS e aplicou ao representado Vicente Amaro de Souza Neto, as medidas cautelares previstas no art. 319, incisos III e VI, do Código de Processo Penal, e o proibiu de se aproximar dos servidores ouvidos na investigação e possíveis testemunhas de eventual ação penal, e imediatamente afastou do exercício do cargo de vereador e, consequentemente, da função de Presidente da Câmara Municipal, pois o crime apurado guarda estreita ligação com a função e os cargos públicos exercidos. Determinou a busca e apreensão nos imóveis pertencente a Vicente Amaro de Souza, e nos prédios antigo e novo da Câmara Municipal de Água Clara com o objetivo de apreender objetos que possam conter informações relevantes para a apuração do crime investigado, bem como a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos de ambos os representados.
Após a Operação Fantasma, o Ministério Público Estadual poderá, se entender presentes os indícios suficientes de autoria e materialidade, denunciar os investigados pelo crime de peculato (quando o funcionário público se apropria de dinheiro de que tem a posse em razão do cargo).
Água Clara
PRF apreende 14 Kg de maconha em Água Clara (MS)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 14 quilos de maconha, nesta sexta-feira (17), em Água Clara (MS).
A droga era transportada em um VW/Fox, abordado na BR-262 pelos policiais. Um casal viajava no veículo e demonstrou nervosismo durante a fiscalização.
Em vistoria, a equipe encontrou os tabletes da droga no assoalho do automóvel. O condutor confessou que levaria a maconha de Campo Grande até Três Lagoas.
O casal foi preso e encaminhado à Polícia Civil em Água Clara, junto com a droga e o veículo.
Fonte: PRF MS
Água Clara
Água Clara dispara no ranking estadual de alfabetização e já supera meta do MEC para 2030
Com um salto expressivo de 17 pontos percentuais em apenas dois anos, Água Clara se consolidou como um dos maiores exemplos de evolução na alfabetização em Mato Grosso do Sul. De acordo com os dados do Indicador Criança Alfabetizada 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, o município alcançou 87% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental.
O resultado coloca a cidade no Nível 5 da escala, o mais elevado possível (acima de 80%), e representa a superação da meta estabelecida pelo governo federal para o ano de 2030, que é de 80%.
O desempenho de Água Clara não é apenas excelente em termos absolutos, mas também em comparação com outros municípios sul-mato-grossenses.
Posição no Estado: A cidade ocupa a 5ª colocação entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Seletividade do Nível 5: Em todo o estado, apenas 14 municípios conseguiram alcançar o patamar do Nível 5, evidenciando a dificuldade e a excelência da conquista.
A trajetória crescente do município demonstra o acerto das estratégias pedagógicas adotadas pela gestão municipal. Em três anos, Água Clara saltou do 12º lugar para o 5º lugar no ranking estadual.
2023 -70%- 12º Lugar
2024- 77% -10º Lugar
2025- 87% -5º Lugar
A prefeita, Gerolina Alves, destacou que o resultado é fruto de muito investimento na educação municipal e da dedicação dos professores, servidores e toda comunidade escolar.
“Educação é a base de tudo. Estamos realizando as maiores entregas já vistas em Água Clara, investindo pesado na formação dos nossos professores e na infraestrutura escolar. Nossa cidade estar entre as 14 em nível 5 do estado, mostra que estamos no caminho certo, garantindo que nenhuma criança fique para trás”, celebrou a prefeita.
Os dados oficiais do MEC mostram que o resultado de Água Clara está muito à frente das médias nacional e estadual, reforçando o car caráter vanguardista do município.
Com 87%, Água Clara não apenas ultrapassou a meta final estipulada para 2030 (80%), como também superou em 21 pontos percentuais a média atual do seu próprio estado e do país, que estão em 66%
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