Mato Grosso do Sul
Decisão histórica pode pôr fim aos conflitos fundiários em Mato Grosso do Sul
Uma decisão histórica, em um ambiente de conciliação, serenidade e convergência entre os poderes públicos pode pôr fim a um conflito fundiário que se arrastava há mais de 25 anos envolvendo a demarcação da Terra Indígena Cerro Marangatu, em Antônio João, município localizado ao sul do Estado. Foi assim que o governador Eduardo Riedel classificou o acordo selado entre proprietários rurais, lideranças indígenas, integrantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Advocacia-Geral da União, do Ministério dos Povos Indígenas, do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, e coordenado pelo relator do processo judicial no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (27), o governador Riedel detalhou a decisão inédita e histórica em Mato Grosso do Sul. Na avaliação do chefe do executivo estadual, o acordo é o primeiro alcançado na busca de uma solução, que deve vir acompanhada de políticas públicas nas comunidades indigenas e de uma decisão do Congresso Nacional sobre o marco temporal. “É um caminho que estamos dispostos sempre a buscar de paz. O Estado vem se desenvolvendo e não podemos ficar paralisados nessas discussões de conflito fundiário. Temos cerca de 120 mil indígenas em Mato Grosso do Sul, que fazem parte do nosso DNA, da nossa formação cultural e de referência. Nós temos que pacificar isso, evoluir, e principalmente, inserir essas comunidades dentro desta prosperidade que estamos tendo no Estado, de crescimento, oportunidade para as pessoas, e fazer chegar para todos”, admitiu.
Ainda se referindo aos novos desafios, Riedel lembrou da criação do grupo de trabalho instituído pelo STF na busca de alternativas para o conflito agrário relativo à questão indígena no Brasil e na qual foi escolhido pelo Fórum Nacional de Governadores para ser o representante titular dos entes federativos.
“Eu reforço aquilo que considero o mais importante em toda essa discussão que é a política pública dentro das aldeias. Não podemos ficar focados somente na discussão territorial, pois não vai resolver a questão humanitária nas comunidades indígenas. Temos que atuar dentro das comunidades com ações, junto com eles, no que diz respeito à saúde, à segurança pública, à educação, respeitando todos os seus hábitos e costumes. Temos muito trabalho por fazer ainda”, registrou o governador, na presença de parlamentares da bancada federal no Congresso Nacional, secretário estaduais, representantes do legislativo e executivo municipal de Antônio João, e do setor produtivo rural.
Riedel também fez questão de explicar aos jornalistas que em Mato Grosso do Sul o cenário é distinto do restante do País em relação a disputa fundiária porque são áreas titulada de boa fé por parte dos produtores rurais, sem nenhum tipo de ação invasiva ao logo da história como ocorre em outras regiões.
O acordo homologado pelo ministro Gilmar Mendes ainda precisar ser referendado pelo Pleno do STF, e logo após o Governo de Mato Grosso do Sul deverá indicar em cinco dias a fonte de pagamento (no valor de R$ 16 milhões) e fazer o depósito em conta judicial, diretamente para a União, a quem compete o pagamento aos produtores.
O pagamento da União aos proprietários é de R$ 27,8 milhões a título das benfeitorias apontadas em avaliação individualizada feita pela Funai em 2005, corrigidas pela inflação e a Taxa Selic. O valor será viabilizado por meio de crédito suplementar. Os proprietários também devem receber indenização, pela União, no valor de R$ 102 milhões pela terra nua.
Após a homologação pelo Pleno do Supremo, e o pagamento aos produtores, iniciam-se os prazos de desocupação das áreas. Representantes do município afirmaram que após a decisão do ministro Gilmar Mendes, o clima destensionou na região.
Alexandre Gonzaga
Fotos: Saul Schramm
ATENÇÃO IMPRENSA SEGUE PACK DE IMAGENS: https://drive.google.com/drive/u/2/folders/1yljlF-lKg_KtzU9Jn67GUvpP7Fe4QDTL
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
MS chega a 1,46 milhão de trabalhadores ocupados e tem o 7º maior rendimento médio do país
Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior patamar da série recente de pessoas ocupadas, com 1,46 milhão de trabalhadores, crescimento de 4% em relação a 2024. Os dados são da PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada pelo IBGE, e mostram também que o Estado registrou o 7º maior rendimento médio do país, com R$ 3.727, além de massa mensal de renda recorde, estimada em R$ 6,75 bilhões.
O avanço confirma o fortalecimento do mercado de trabalho sul-mato-grossense. Em 2025, eram 825 mil homens e 638 mil mulheres ocupadas no Estado, contra 1,41 milhão de pessoas ocupadas no ano anterior.
Outro dado relevante é que o trabalho passou a responder por 80,7% da composição do rendimento total domiciliar per capita, acima dos 79,5% registrados em 2024, enquanto aposentadorias, pensões e programas sociais perderam participação relativa.
Para o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), os números refletem o ambiente econômico construído nos últimos anos em Mato Grosso do Sul.
“A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas. O desafio permanente é fazer esse crescimento chegar a mais pessoas, com qualificação profissional, inclusão produtiva e redução das desigualdades”, afirmou.

Ainda conforme Falcette, os resultados da PNAD ajudam a explicar o fortalecimento de Mato Grosso do Sul na dimensão Capital Humano (o 2º melhor do país) conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) e divulgado na última semana.
Enquanto o ranking mostra crescimento contínuo da nota do Estado (saindo de 64,45 em 2023 para 67,73 em 2025) os dados do IBGE ajudam a explicar, na prática, os fatores que sustentam essa evolução.
“O Estado vive um momento de expansão econômica com geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da qualificação profissional. Hoje temos 1,46 milhão de pessoas ocupadas, o 7º maior rendimento médio do país e uma massa de renda recorde, resultado de um ambiente econômico dinâmico, que atrai investimentos e amplia oportunidades”, disse Falcette, completando em seguida.
“Ao mesmo tempo, percebemos uma população trabalhadora cada vez mais escolarizada, com crescimento do número de pessoas com ensino médio e superior completos, o que mostra que desenvolvimento econômico e formação de capital humano estão caminhando juntos em Mato Grosso do Sul”, concluiu o chefe da pasta de Desenvolvimento.
Mais sobre a PNAD Contínua 2025
O levantamento do IBGE também aponta queda no percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família. Depois de atingir 13% em 2024, maior patamar da série, a proporção caiu para 9,5% em 2025, o equivalente a 102 mil domicílios. Com esse resultado, Mato Grosso do Sul aparece com o 5º menor percentual do país, abaixo da média nacional, de 17,2%.
A escolaridade segue como um dos fatores mais decisivos para a renda. Em Mato Grosso do Sul, pessoas com Ensino Superior completo recebem, em média, R$ 6.632, mais de três vezes o rendimento médio de quem não tem instrução, estimado em R$ 1.824.

Entre os ocupados, a maior parcela já possui Ensino Médio completo, grupo que chegou a 488 mil pessoas em 2025, enquanto os trabalhadores com Ensino Superior completo somaram 375 mil.
Já o rendimento domiciliar per capita médio do Estado chegou a R$ 2.369, o 8º maior do país. Por fim, o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita permaneceu praticamente estável, passando de 0,454 em 2024 para 0,457 em 2025.
De acordo com o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, da Semadesc, Esaú Aguiar, “o resultado da PNAD reflete o momento de transformação econômica vivido por Mato Grosso do Sul, marcado pela expansão da agroindústria, novos investimentos privados e fortalecimento da economia verde e da inovação. A chegada de grandes empreendimentos industriais, especialmente nas cadeias de celulose, bioenergia e proteína animal, ampliou a demanda do setor produtivo por mão de obra qualificada. Com isso, o Governo do Estado aprimorou e fortaleceu as políticas públicas voltadas à formação técnica, interiorização do emprego e de qualificação profissional”, finalizou.
Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Saúde Única em debate: simpósio internacional começa nesta segunda-feira em Campo Grande
Começa nesta segunda-feira (11), em Campo Grande, o IV Symposium One Health | Saúde Única, evento que reúne pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, estudantes e instituições nacionais e internacionais para discutir soluções integradas voltadas à saúde humana, animal e ambiental.
Realizado até quarta-feira (13), na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), o simpósio reforça Mato Grosso do Sul como referência nacional na abordagem “One Health”, conceito que conecta vigilância em saúde, sustentabilidade, prevenção e inovação para o fortalecimento das políticas públicas.
Promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Coordenadoria de Saúde Única, o evento conta com financiamento do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e terá programação presencial no campus da UCDB, além de transmissão online ao vivo pelo canal @eventosesms no YouTube.
Com o tema “Porque tudo está conectado: o cuidado integrado faz toda a diferença”, a programação desta edição inclui palestras, mesas-redondas, apresentações científicas e debates sobre emergências sanitárias, zoonoses, mudanças climáticas, integração de dados e estratégias intersetoriais de vigilância em saúde.
Entre os destaques do encontro está a troca de experiências entre especialistas brasileiros e internacionais, além da apresentação de iniciativas voltadas ao fortalecimento da gestão integrada no SUS.
Integração entre saúde humana, animal e ambiental
Coordenadora de Saúde Única da SES, Danila Frias, destaca que o simpósio fortalece a construção coletiva de soluções em saúde pública.
“Nosso objetivo é justamente integrar diferentes setores, conhecimentos e territórios para antecipar riscos e construir respostas mais eficientes. O simpósio amplia esse diálogo e fortalece as estratégias desenvolvidas no Estado. Quando falamos em Saúde Única, falamos de um cuidado integrado que faz toda a diferença para a proteção da população”, afirma.
Além da programação técnica, o evento também busca aproximar a sociedade da abordagem One Health, promovendo a conscientização sobre a relação entre meio ambiente, animais e saúde humana.
Serviço
IV Symposium One Health | Saúde Única
📅 11 a 13 de maio de 2026
📌 Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) – Campo Grande/MS
💻 Transmissão online: youtube.com/@eventosesms
Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Divulgação SES
Fonte: Governo MS
-
Arapuá7 dias atrásLUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos
-
Nota de Falecimento5 dias atrásEm Três Lagoas| Homem é encontrado sem vida em residência no Jardim Maristela
-
Mato Grosso do Sul6 dias atrásFrio chega no MS na próxima sexta (08), com termômetros abaixo dos 10 graus
-
Suzano4 dias atrásSuzano realiza mutirão para contratar operadores(as) e mecânicos(as) florestais em Três Lagoas (MS)




