Economia
Danfoss tem faturamento acima de EUR 10 bilhões, com os maiores níveis de investimento já registrados
A Danfoss continua sua transformação impulsionada pela transição dos sistemas de energia para a energia renovável e a necessidade de uma produtividade significativamente maior em máquinas e infraestrutura. Com investimentos ousados, a Danfoss foca na criação de valor de longo prazo, com as melhores oportunidades já vistas.
- As vendas em 2022 superaram as expectativas, aumentando 36% e chegando à marca de EUR 10,3 bilhões. O crescimento orgânico foi de 15%.
- Os lucros operacionais (EBITA) tiveram aumento de 26%, chegando a um forte valor de EUR 1,2 bilhão, com uma margem de 11,9%, dentro da faixa de orientação.
- Crescimento em todas as regiões, especialmente na América do Norte, que teve crescimento de 71% no último ano.
- Forte posição para crescimento futuro, com investimentos significativos em eletrificação com a criação da Semikron Danfoss, assumindo uma posição de liderança em eletrônica de potência e eletrificação.
- O investimento em inovação teve aumento de 39%, chegando a EUR 457 milhões, enquanto os investimentos em capacidade produtiva, regionalização e soluções digitais tiveram aumento de 44%, chegando à marca de EUR 531 milhões.
- A qualidade dos dados ESG melhorou e relatamos um avanço sólido em direção à nossa meta de atingir em nossas operações globais zero emissões nos escopos 1 e 2 até 2030.
- Perspectivas de vendas de 2023 na faixa de EUR 10,4 a 11,9 bilhões e margem EBITA na faixa de 11,5-13,0%.
NORDBORG, DINAMARCA – Os excelentes resultados de 2022 da Danfoss demonstram enorme potencial de crescimento em produtos e soluções que contribuem para atender às metas climáticas globais e regionais.
As vendas tiveram aumento de 36% em comparação com 2021. O crescimento orgânico foi de 15%, com a margem EBITA atingindo 11,9% em 2022. Some-se isso a um forte fluxo de caixa operacional livre antes de fusões e aquisições (M&A), de EUR 465 milhões, um aumento de 16% em comparação com 2021. Após altos níveis de investimentos estratégicos em inovação, capacidade de produção, transformação digital e iniciativas de crescimento regional, o EBITA teve aumento de 26%, alcançando a marca de EUR 1.224 milhões em comparação com 2021. Os ganhos foram afetados pela saída da Rússia e a criação da Semikron Danfoss e impulsionados pela maior topline e avanço contínuo no gerenciamento de sourcing, desempenho das fábricas e política de preços.
“A Danfoss está melhor posicionada para crescer em todas as regiões como jamais visto. Nossas vendas são distribuídas quase uniformemente nas Américas, Europa e Ásia, com oportunidades significativas em todas as regiões. Como um exemplo disso, tivemos novamente este ano um aumento significativo no faturamento na América do Norte. Com níveis recordes de investimentos em capacidade de produção, regionalização e soluções digitais, nosso objetivo é melhorar ainda mais o serviço para nossos clientes no âmbito global”, afirma Kim Fausing, presidente e CEO da Danfoss.
A estratégia de crescimento verde da Danfoss, Core & Clear 2025, foi lançada em abril de 2022 com o objetivo de garantir mais investimentos no fortalecimento dos três segmentos de negócios da Danfoss e na sustentação de um forte know-how de aplicação, inovação sustentável e posições de liderança.
“Ao aumentar o investimento em inovação em 39%, estamos novamente demonstrando nosso compromisso em oferecer as melhores tecnologias e soluções da categoria. Continuamos a investir em tecnologias para garantir centros de dados sustentáveis, o rápido crescimento do mercado de bombas de calor e soluções de eficiência energética, veículos autônomos, eletrificação de máquinas e embarcações marítimas e maquinário móvel, bem como Power-to-X e sistemas de armazenamento de energia em bateria. Finalmente, um grande destaque foi o lançamento do Semikron Danfoss em agosto, o que nos permitiu estabelecer uma posição de liderança em eletrônica de potência e eletrificação”, afirma Kim Fausing.
A Danfoss está determinada a dissociar seu impacto de carbono do crescimento de seus negócios através de tecnologias para eficiência energética, integração de setores, vinculação de diversas operadoras de energia e eletrificação. Ajustada para aquisições, a Danfoss apresentou uma redução de 7% nas emissões de escopo 1 e 2 em 2022, enquanto apresentava crescimento de 15% organicamente. Ao mesmo tempo, a Danfoss está dando passos críticos para a promoção da Diversidade e Inclusão por meio de grupos de recursos globais para funcionários.
“Nossos resultados são verdadeiramente impulsionados por nossas equipes diversas e de alto desempenho em todo o mundo. Estamos tomando medidas fundamentais para avançar na Diversidade e Inclusão, e tem sido ótimo acompanhar o crescente envolvimento em toda a organização. Em 2022, enfrentamos uma série de desafios e é um orgulho ver como trabalhamos juntos com nossos clientes e parceiros para lidar com esses desafios da melhor maneira possível. Os resultados são criados por pessoas. Somos agora quase 42 mil pessoas na Danfoss, e eu gostaria de agradecer a todos os meus colegas, que tornaram nossos resultados possíveis. Juntos, construímos um futuro melhor”, acrescenta Kim Fausing.
Perspectiva para 2023
A Danfoss tem uma ambição contínua de expandir ou manter sua participação de mercado. O faturamento deve ficar na faixa de EUR 10,4 a 11,9 bilhões para o ano todo. Espera-se que a margem EBITA fique na faixa de 11,5 a 13,0%, seguindo a integração contínua de negócios já adquiridos, bem como investimentos no desenvolvimento de novos produtos e soluções. O crescimento esperado e o desempenho da lucratividade dependem de como se desenvolverão as interrupções na cadeia de suprimentos global, a guerra na Ucrânia, a inflação e a pandemia, bem como os índices gerais de crescimento da economia mundial.
Em conjunto com nossos clientes, a Danfoss tem um enorme potencial para contribuir com as metas climáticas globais e regionais por meio das tecnologias e soluções que trazemos ao mercado. A Danfoss continua comprometida em descarbonizar nossas operações globais até 2030, o que está incluído nas metas de nossas três iniciativas de mudança radical para Descarbonização, Circularidade e Diversidade e Inclusão. Continuaremos a investir em sustentabilidade, melhorar nossa pegada climática e cumprir nossa ambição em ESG.
Principais números de 2022
- O faturamento teve aumento de 36%, chegando à marca de EUR 10.256 milhões (2021: 7.539 milhões), correspondendo a um crescimento orgânico significativo de 15%.
- Os investimentos em inovação (I&D) tiveram aumento de 39%, chegando a EUR 457 milhões (2021: 328M), correspondendo a 4,5% do faturamento (2021: 4,4%).
- Os investimentos (CAPEX) excluindo M&A tiveram aumento de 44%, chegando a EUR 531 milhões (2021: 368 milhões).
- O lucro operacional (EBITA) teve aumento de 26%, chegando a EUR 1.224 milhões (2021: 969 milhões), levando a uma forte margem EBITA de 11,9% (2021: 12,8%).
- O fluxo de caixa operacional livre após itens financeiros e impostos (antes de M&A) teve aumento de 16%, chegando a EUR 465 milhões (2021: 401 milhões).
- O lucro líquido atingiu a marca de EUR 683 milhões, um aumento de 8% (2021: 631 milhões).
- As emissões de escopo 1 e 2 tiveram redução de 7% (2021: 3%), ajustadas para o negócio de hidráulica adquirido em 2021.
- A frequência de acidentes com afastamento (LTIF) teve redução recorde, chegando a 1,6 (2021: 1,7).
- 928 funcionários (2021: 40.043).
- 21% de mulheres em cargos de liderança (2021: 20%).
Acesse o Relatório Anual 2022 completo aqui.
Para mais informações, entre em contato com:
Kasper Elbjørn, VP, Head of Communication
Tel.: +45 26 13 70 01
Email: [email protected]
Sobre a Danfoss
A Danfoss projeta soluções que aumentam a produtividade das máquinas, reduzem emissões, diminuem o consumo de energia e permitem a eletrificação. Nossas soluções são utilizadas em áreas como refrigeração, ar condicionado, aquecimento, conversão de energia, controle de motores, maquinário industrial, automotivo, marítimo e equipamentos off-road e on-road. Fornecemos também soluções para energia renovável, como energia solar e eólica, bem como infraestrutura de energia distrital para cidades. Nossa engenharia inovadora remonta a 1933 e hoje a Danfoss é uma empresa familiar, empregando mais de 42 mil pessoas e atendendo a clientes em mais de 100 países, com uma presença global de 95 fábricas.
Economia
Entenda o que muda na conta de luz com a chegada do Mercado Livre de Energia a partir de 2027
Especialista da UniCesumar explica que mudança trará liberdade de escolha do fornecedor e separação de tarifas na fatura, mas exige atenção a cláusulas contratuais e taxas fixas que permanecem
A regulamentação da Lei nº 15.269 trará uma transformação estrutural no setor elétrico brasileiro ao permitir que consumidores conectados em baixa tensão escolham a empresa que fornecerá sua energia elétrica. Pelo cronograma oficial, pequenos comércios e empresas industriais poderão negociar a compra de energia em até 24 meses após a vigência do dispositivo (novembro de 2027). Já os consumidores residenciais passarão a ter acesso ao modelo em até 36 meses (novembro de 2028).
A principal mudança é o fim da compra compulsória de energia da concessionária regional. O modelo passa a funcionar de forma semelhante ao setor de telecomunicações: a infraestrutura física de fios e postes continua sendo um monopólio regulado da distribuidora local, enquanto a venda comercial do insumo passa a ser aberta à concorrência entre comercializadores.
“A abertura separa progressivamente a infraestrutura física de distribuição, que continua sendo um monopólio regulado, da comercialização da energia, que passa a ser concorrencial. É uma mudança fundamentalmente comercial e contratual. A eletricidade continuará chegando pela mesma rede da concessionária local, que responde pela conexão e manutenção do serviço”, diz Roberto Uebel, economista e professor de Geografia da EAD UniCesumar.
Como funcionará na prática
Para migrar ao mercado livre, o consumidor não precisará realizar obras ou trocar a fiação elétrica de seu imóvel. A distribuidora de sua cidade continuará responsável técnica e operacionalmente pela entrega física do serviço, manutenção da rede e atendimento a interrupções de fornecimento. “Com a migração, a fatura de energia passará a deixar explícita a divisão de custos. O consumidor pagará um valor fixo regulado pela Aneel à distribuidora local pelo uso da rede física, o chamado ‘fio’, enquanto o valor da energia propriamente dita passa a ser um componente negociável diretamente com a comercializadora varejista”, explica Uebel
A contratação por pequenas empresas e residências será intermediada principalmente por comercializadoras varejistas, que representam o cliente final e administram as obrigações operacionais perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Custos, riscos e o que avaliar antes de assinar
Como o consumidor continuará pagando pelos custos do uso da rede, transmissões e encargos setoriais obrigatórios, apenas a parcela correspondente à energia bruta é sujeita à negociação comercial. “A abertura de mercado não significa automaticamente redução de preços. O resultado dependerá do grau de concorrência, da regulamentação e da capacidade de comparação das ofertas. Como apenas parte da conta se torna efetivamente negociável, uma redução expressiva no preço da energia não corresponde necessariamente à mesma redução percentual na conta final”, alerta o professor da UniCesumar.
Para minimizar os riscos, o economista ressalta que o consumidor deve analisar criteriosamente as cláusulas contratuais antes da assinatura. A avaliação precisa considerar o preço efetivo do kilowatt-hora (kWh), prazos de vigência, índices e periodicidade de reajustes, limites para oscilação de consumo, regras de renovação automática, multas por rescisão antecipada, além de eventuais taxas de gestão e garantias financeiras exigidas. “O consumidor pode aceitar ofertas aparentemente baratas no primeiro mês, mas sujeitas a indexadores desfavoráveis, taxas administrativas ocultas ou multas elevadas em caso de rescisão. A concorrência precisa vir acompanhada de transparência, criação de preços de referência e fiscalização rigorosa”.
Transição setorial e fiscalização
A migração de consumidores do mercado regulado para o livre pode gerar custos de transição associados à sobre contratação involuntária das distribuidoras regionais. A legislação determina que esses custos residuais de transição sejam rateados proporcionalmente entre os consumidores de ambos os mercados (livre e regulado), evitando que o impacto recaia exclusivamente sobre quem permanecer na distribuidora.
“A fiscalização das operações será integrada: a Aneel atuará na regulação setorial e sanções administrativas aos agentes; a CCEE responderá pelo monitoramento operacional e liquidação financeira do mercado; e os órgãos de defesa do consumidor (Procons e Senacon) atuarão na coibição de abusos contratuais e práticas comerciais enganosas”, conclui Roberto Uebel.
Sobre a UniCesumar
Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
Economia
Presidente do Concen-MS participa de reunião na ANEEL sobre regras que afetam a tarifa de energia
Representantes de associações e entidades de defesa dos consumidores de energia elétrica participaram nesta quinta-feira (25), em Brasília, de uma reunião promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para discutir propostas de aperfeiçoamento da metodologia do Fator X, componente utilizado nos processos de reajuste e revisão tarifária das distribuidoras de energia elétrica. A iniciativa faz parte das discussões preparatórias para uma futura consulta pública sobre o tema.
Entre os participantes esteve a presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS) e também do Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen), Rosimeire Costa, que representou os consumidores nas discussões sobre os impactos da metodologia tarifária e a necessidade de ampliar os mecanismos de participação social nas decisões regulatórias.
O Fator X é um dos componentes considerados pela ANEEL nos reajustes tarifários e tem como objetivo compartilhar com os consumidores os ganhos de produtividade obtidos pelas distribuidoras ao longo dos ciclos tarifários. Atualmente, o mecanismo também incorpora indicadores relacionados à qualidade do serviço prestado e à satisfação dos consumidores.
Durante a reunião, Rosimeire Costa destacou a importância de que as futuras alterações continuem fortalecendo o papel do consumidor dentro do modelo regulatório brasileiro.
“É fundamental que os indicadores utilizados pela ANEEL reflitam cada vez mais a experiência real do consumidor. A qualidade do fornecimento, a eficiência dos serviços prestados e a percepção dos usuários precisam estar no centro das discussões tarifárias”, afirmou.
A dirigente também ressaltou que os conselhos de consumidores acompanham de forma permanente os processos tarifários em todo o país e têm papel estratégico na tradução dos temas regulatórios para a sociedade.
O encontro foi conduzido por técnicos da agência reguladora e integra uma série de discussões com os diferentes segmentos envolvidos no setor elétrico. Segundo a ANEEL, o objetivo é aprimorar a metodologia do Fator X para que os ganhos de eficiência das distribuidoras sejam compartilhados com os consumidores de forma mais equilibrada e transparente. Uma consulta pública deverá ser aberta nos próximos meses para receber contribuições da sociedade, distribuidoras, especialistas e entidades representativas.
A discussão ocorre em um momento em que a agência vem ampliando o peso dos indicadores de satisfação do consumidor na composição das tarifas. Em janeiro deste ano, a ANEEL aprovou mudanças que reforçam a influência da avaliação dos consumidores sobre a receita das distribuidoras, por meio de indicadores como o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) e mecanismos relacionados ao atendimento das demandas registradas pelos usuários.
Para Rosimeire Costa, a participação das entidades de consumidores nesse processo é essencial para garantir que as mudanças regulatórias resultem em benefícios concretos para a população.
“Nosso papel é assegurar que as decisões regulatórias considerem não apenas os aspectos técnicos e econômicos do setor, mas também os impactos diretos na vida dos consumidores que pagam suas contas de energia todos os meses”, concluiu.
Foto: Divulgação / ANEEL
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