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Mato Grosso do Sul

Conferência Estadual da Cultura começa com casa cheia e convite para a construção de política pública

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Dança, música, teatro, circo, moda, cinema, artesanato, fotografia, economia criativa. O teatro Glauce Rocha respira a cultura e a arte sul-mato-grossense. De hoje (20) até quarta-feira (22), a UFMS é palco para a discussão e a construção de políticas públicas para a cultura de Mato Grosso do Sul.

Histórica, a IV Conferência Estadual marca o momento de retomada da cultura por parte do Governo Federal, e reforça o compromisso do Governo do Estado em fortalecer os fazedores da nossa arte.

“É um momento, assim, muito especial para mim. Eu estou muito emocionado com essa conferência. Uma conferência que nós estamos fazendo não como uma obrigação estabelecida pelo Governo Federal, e sim como uma meta de trabalho e partindo dos pressupostos do nosso governador Eduardo Riedel que exige que a gente faça programas, que a gente construa ações a partir da escuta da população”, ressalta o secretário de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Marcelo Ferreira Miranda.

Titular da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Marcelo Miranda anunciou, logo na abertura, a revisão do Plano e do Sistema Estadual de Cultura. “Que é um dos anseios e expectativas da população e dos fazedores de cultura de Mato Grosso do Sul”, completa.

Diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Edu Mendes, fez questão de mencionar o papel do Fórum, do Conselho de Cultura e dos colegiados, e quanto a gestão tem se aproximado dos fazedores das artes.

“Faço 60 dias à frente da Fundação, e neste tempo comecei a ver que na cultura tinha uma construção coletiva muito interessante, as pessoas já estavam organizadas. Sempre digo que a gente tem um exército de fazedores de cultura. Parabéns pelas conferências municipais, e aqui hoje nós vamos viver a nossa Conferência Estadual para tentar um futuro melhor pra nossa cultura. Vamos provocar, trocar, o que a gente quer para a cultura do nosso País?”, indaga Edu.

Para a coordenadora do Fesc (Fórum Estadual de Cultura de MS), Ângela Montealvão, é uma honra representar a sociedade civil no espaço de construção e de garantia dos direitos culturais.

Em sua fala, Ângela enalteceu a presença de gestores, coordenadores e produtores culturais do interior do Estado que vêm trazer o ponto de vista de quem está na ponta.

“A cultura deve ser debatida e proposta por quem vive a realidade da produção cultural em todos os cantos do nosso Estado. E este até é o tema dessa conferência: Democracia e Acessibilidade Cultural, algo muito oportuno neste momento de retomada cultural”, enfatiza.

Coordenadora do Escritório do MinC (Ministério da Cultura) em Mato Grosso do Sul, Caroline Garcia destacou que a cultura é uma pasta transversal de trabalho e que deve envolver a população negra, indígenas, além da discussão climática.

“Espero que nesta conferência a gente possa tratar de tudo isso e dar um salto na política cultural do nosso Estado com grandes propostas também para o nosso País”.

Coordenadora do Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro de MS, Romilda Pizani pontuou a data de hoje, 20 de Novembro, o Dia da Consciência Negra, e deixou a reflexão sobre o papel dos afro-brasileiros na construção da cultura.

“Nós não queremos mais estar na invisibilidade, e a cultura, ela atravessa todos os outros segmentos da sociedade. Então, vamos potencializar a nossa cultura brasileira, a nossa cultura afro-brasileira, a nossa cultura sul-mato-grossense e a cultura deste País. Não basta sermos não racistas, nós temos que ser antirracistas. Discutir, conversar e contribuir cada vez mais”, resume Romilda.

Vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural do MS, Valdecir Amorim afirmou que foi árdua a missão de realizar as conferências municipais, mas que estar na Conferência Estadual é um marco histórico.

“Estarmos aqui hoje é entrarmos de vez para um cenário que está se abrindo para nós. Então, todos aqui estão representando vários segmentos, vários coletivos, e ver essa diversidade na plateia, esse lindo e belo arco-íris, eu tenho a certeza que será a maior e a melhor conferência estadual de cultura do Brasil”, afirma.

Representando o secretário de Governo, Pedro Caravina, o adjunto Frederico Felini agradeceu a presença de todos e resumiu que não cabia a ele falar sobre cultura, e sim aos protagonistas sul-mato-grossenses.

“Vocês vivem o dia a dia disso, vocês sabem a importância, a transformação. A cultura é transversal, é economia, identidade, crescimento. Ressalto aqui que hoje vocês têm uma oportunidade fantástica, que é ditar as regras da cultura do Estado do Mato Grosso do Sul. Essa discussão cabe a vocês. Nós, da Secretaria de Governo, estamos ansiosos para receber essa carta, receber essas propostas dos eixos, para que a gente possa colocar em prática”, finalizou Felini.

Democratizando a participação, a IV Conferência Estadual disponibiliza um QR Code que também permite o acesso dos participantes a uma página para que possam, além de se manifestarem nos momentos de escuta, escrever sugestões e críticas.

Programação

20/11 – Segunda-feira
Local: Teatro Glauce Rocha

  • 8h às 17h – Credenciamento
  • 8h às 9h- Apresentação Cultural
  • 9h às 10h – Cerimônia de Abertura
  • 10h às 10h30 – Relatório Gestão Cultura MS – Ações 2023, Pré-Calendário 2024 e Planejamento Estratégico MS Cultura
  • 10h30 às 11h – Coffee Break
  • 11h às 12h30 – Encontro Fesc/Colegiados Setoriais
  • 12h30 – Almoço RU

20/11 – Segunda-feira
Local: Teatro Glauce Rocha

  • 14h às 14h30 – Palestra Bernardo Mata Machado – Temas Direitos Culturais
  • 14h30 às 14h50 – Palestras referente aos eixos temáticos 1
  • 14h50 às 15h15 – Palestras referente aos eixos temáticos 2
  • 15h15h às 15h35 – Palestras referente aos eixos temáticos 3
  • 15h35 às 15h55 – Palestras referente aos eixos temáticos 4
  • 16h às 16h30 – Coffee Break
  • 16h30 às 16h50 – Palestras referente aos eixos temáticos 5
  • 16h50 às 17h10 – Palestras referente aos eixos temáticos 6
  • 17h10 às 17h30 – Informações administrativas
  • 17h30 – Encerramento
  • 19h – Jantar RU
  • 20h – Show Musical Chalana de Prata

21/11 – Terça-feira
Local: Teatro Glauce Rocha
Auditório Casa da Ciência – UFMS
Auditório Múltiplo Uso 1 – UFMS
Auditório Múltiplo Uso 2 – UFMS

  • 8h às 8h30 – Palestra Isaura Botelho – Tema Participação Social
  • 8h30 às 9h – Deslocamento para auditórios
  • 9h às 10h30 – Reuniões debates eixos
  • 10h30 às 11h – Coffee Break
  • 11h às 12h30 – Reuniões debates eixos
  • 12h30 – Almoço RU

21/11 – Terça-feira
Local Teatro Glauce Rocha

Auditório Casa da Ciência – UFMS
Auditório Múltiplo Uso 1 – UFMS
Auditório Múltiplo Uso 2 – UFMS

  • 14h às 16h30 – Sistematização das Propostas para Eixos
  • 16h30 às 17h – Coffee Break
  • 17h às 17h30 – Apresentação dos Candidatos a Delegados
  • 17h30 às 18h – Eleição Delegados
  • 18h às 19h – Apuração e proclamação dos resultados
  • 19h – Jantar RU
  • 20h Show Brô MC’s

22/11 – Quarta-feira
Local: Teatro Glauce Rocha

  • 8h às 10h30 – Reunião plenária para votação propostas
  • 10h30 às 11h – Coffee Break
  • 11h às 12h – Reunião plenária para votação propostas
  • 12h às 12h30 – Encerramento
  • 12h30 – Almoço RU

Paula Maciulevicius, Setescc

Fotos: Ricardo Gomes

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Decreto de emergência ambiental reforça preparação do Governo de MS para enfrentamento a incêndios florestais

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Diante das previsões climáticas que indicam o aumento do risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul ao longo do segundo semestre de 2026, o Governo do Estado publicou nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial, decreto que declara situação de emergência ambiental por 180 dias em todo o território sul-mato-grossense. A medida tem caráter preventivo e busca fortalecer a capacidade de resposta dos órgãos públicos diante de possíveis eventos extremos associados à estiagem, altas temperaturas, baixa umidade do ar e ventos intensos.

O decreto considera o alerta emitido pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), que aponta um cenário de maior risco para incêndios florestais no segundo semestre de 2026. Segundo a nota técnica do órgão, a combinação entre déficit hídrico, temperaturas elevadas, redução da umidade do solo e da vegetação, somada à influência do fenômeno El Niño, que tende a se intensificar no próximo semestre, “favorece a formação de material combustível altamente suscetível à ignição e à rápida propagação do fogo, especialmente no Pantanal”. O cenário reforça a necessidade de ações preventivas, monitoramento contínuo e fortalecimento das estratégias de resposta por parte do poder público.

Segundo o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o decreto é uma ferramenta utilizada em situações em que há expectativa de condições climáticas muito acima da normalidade. “Estamos diante de um cenário que exige atenção e preparação antecipada. O decreto de emergência ambiental nos permite adotar medidas preventivas importantes, reforçando a capacidade do Estado de responder rapidamente caso ocorram eventos extremos relacionados aos incêndios florestais”, afirma.

Uma das principais consequências da medida será a revisão do planejamento operacional para o período crítico de incêndios. O plano operativo elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar e aprovado no início do ano pelo Centro Integrado de Coordenação Estadual (CICOE) foi construído com base em um cenário considerado dentro da normalidade climática.

“Com o decreto, solicitamos que o Corpo de Bombeiros reavalie o planejamento aprovado em fevereiro, considerando as novas projeções climáticas. Isso permite adequar estratégias, recursos e estruturas para um cenário que pode exigir uma atuação mais intensa”, explica Falcette.

Outro objetivo é ampliar a capacidade do Estado de acessar recursos federais e mecanismos emergenciais de apoio, por meio da Defesa Civil e de outros órgãos do Governo Federal. “Caso se confirme o cenário climático previsto, com eventos mais severos, o decreto facilita a adesão a programas federais, o recebimento de recursos, a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos necessários para o enfrentamento das ocorrências. É uma medida que traz mais agilidade administrativa em situações de emergência”, destaca o secretário.

Conforme a publicação, o Governo do Estado estabelece uma série de ações preventivas e de preparação, entre elas a articulação coordenada pela Semadesc com a Defesa Civil, Agesul e Corpo de Bombeiros; a abertura e manutenção de aceiros de 50 metros de largura (de cada lado) ao longo de estradas, rodovias e pontes; incumbe o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) de disciplinar o licenciamento da atividade de queima controlada em locais identificados com acúmulo de material combustível; adoção de medidas excepcionais para contratação de pessoal e aquisição de equipamentos voltados ao combate aos incêndios, se necessário.

O Governo do Estado já intensificou a agenda de reuniões do CICOE, estrutura que reúne instituições estaduais, federais e municipais responsáveis pelo monitoramento, prevenção e resposta a desastres ambientais. “Já revisamos o calendário de reuniões do CICOE para fazer um acompanhamento permanentemente da evolução das condições climáticas e das ações do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. O objetivo é garantir integração, planejamento e capacidade de resposta para proteger a população, o meio ambiente e as atividades econômicas do Estado”, concluiu Falcette.

Entre as medidas previstas no decreto publicado nesta quarta-feira, estão também a possibilidade de utilização temporária de propriedades particulares em situações de risco iminente, a dispensa de licitação para aquisições emergenciais relacionadas ao enfrentamento dos incêndios e a autorização para contratação temporária de pessoal, quando necessária. O decreto terá validade de 180 dias a partir de sua publicação.

Marcelo Armôa, Semadesc

Foto: Ewerton Pereira/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem 27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida

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Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, mostra com orgulho a carteira de trabalho. Ele está entre 27,6 mil sul-mato-grossenses que, desde 2023, devolveram o cartão do programa Mais Social porque melhoraram de vida e não precisam mais do benefício estruturante.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”, explicou Marcos Gabriel.

Ele entrou no programa em 2018, após perder o emprego que tinha em uma lavanderia. Depois disso, fez curso de barbeiro e começou a trabalhar em casa, mas a renda não era suficiente para sustentar a família. Vivem na mesma residência, no bairro Parati, em Campo Grande, a esposa, quatro filhos e a sogra.

Com a segurança alimentar e nutricional fornecida pelo programa da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), Marcos Gabriel foi atrás de outras oportunidades. Chegou a trabalhar como zelador de uma igreja e hoje é vigilante em uma entidade sindical rural. Os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, também começaram a trabalhar e a renda hoje já é suficiente para garantir dignidade à família, sem a necessidade do auxílio.

Mato Grosso do Sul é o 5º com menos dependentes de programas sociais. Isso porque o Governo do Estado tem dado uma forcinha para quem quer prosperar. Para as mães “solo” que recebem o Mais Social foi criado o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que paga um auxílio adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias para que elas possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado nos horários em que precisam trabalhar, mediante a comprovação de vínculo empregatício ou de recolhimento previdenciário.

E tem mais: as beneficiárias que decidirem frequentar ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos) recebem um adicional de R$ 300,00 por mês. Incentivo ao estudo também é com o MS Supera, que paga uma bolsa de R$ 1.621,00 por mês a estudantes de baixa renda de cursos de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas ou privadas.

Os resultados dos programas sociais estruturantes, que garantem oportunidade para quem quer prosperar por meio do estudo e do trabalho, estão na queda vertiginosa dos índices de extrema pobreza. A proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,74% em Mato Grosso do Sul, em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6%, conforme o IBGE. É o 3º menor índice de extrema pobreza do Brasil. Além disso, 34 mil famílias saíram da condição de insegurança alimentar.

Os dados do CadÚnico também comprovam a redução da vulnerabilidade social no Estado. Nos últimos dois anos (de março de 2024 a março de 2026), 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul.

A pujança econômica também é protagonista nessa história. Mato Grosso do Sul registrou taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de 2025, o menor índice da série histórica do Estado e a 2ª menor taxa do País.

E é por isso que a Sead, em parceria com as demais secretarias, trabalha para que os programas sociais incentivem a educação e a qualificação profissional fazendo com que os beneficiários possam aproveitar cada vez mais as oportunidades de emprego e renda.

Paulo Fernandes, Comunicação Sead
Fotos: Monique Alves/Sead

Fonte: Governo MS

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