Mulher / Fashion
Coletivo de Brechós lança editorial de moda em comemoração aos seus 8 anos de existência
No ano de 2023, o Coletivo de Brechós do Mato Grosso do Sul atinge um marco significativo: seus oito anos de existência. Desde sua concepção em 2015, o coletivo transformou um sonho em realidade: fazer diferença no mundo. Consolidou-se como pioneiro no Brasil como o primeiro coletivo de brechós, além de ser o primeiro grupo do Mato Grosso do Sul a fazer eventos de moda sustentável. Hoje a celebração não é apenas de anos de moda, mas de resgate, cuidado e ressignificação para milhares de peças.
Para celebrar esse marco, o Coletivo Nós Amamos Brechó lança o editorial de moda “Viva Sua Festa: O Brilho do Final de Ano”. Este editorial representa não apenas o estilo e a moda, mas também a essência do coletivo que, ao longo dos anos, se tornou um farol para a moda sustentável e autêntica.
De acordo com Val Reis, co-fundadora e coordenadora do Coletivo de Brechós, o editorial veio trazendo esta essência das festas de final de ano, celebrando o espírito festivo de maneira única. “Nós acreditamos em uma moda mais consciente. É por isso que, desde o início, o Coletivo não é apenas um grupo de brechós, mas uma ferramenta de expressão e ressignificação, onde mostramos que você não precisa de uma roupa nova para se vestir bem, estar inserido nas tendências de moda e ter um estilo único. Muito pelo contrário! Tendências vêm e vão, e a sua autenticidade é o que faz você se destacar na multidão”.
Viva Sua Festa: O Brilho do Final de Ano no Coletivo Nós Amamos Brechó
O editorial “Viva Sua Festa” é uma celebração do espírito festivo, calor humano e promessa de novos começos que as festas de final de ano trazem consigo. Em um mundo muitas vezes ditado por tendências efêmeras, o Coletivo Nós Amamos Brechó reforça a beleza atemporal e a sustentabilidade encontradas nos brechós. Cada peça do editorial conta uma história única, destacando como as escolhas de vestuário podem ser uma expressão genuína da personalidade, história e valores de cada indivíduo.
Magia do Vintage: Ecos do Passado, Brilho no Presente
As peças dos brechós do Coletivo Nós Amamos Brechó transcende a função de simples roupas, tornando-se cápsulas do tempo que capturam a essência de eras passadas. Escolher uma peça vintage para as festas de fim de ano não é apenas uma escolha estilosa, mas um abraço à magia dos momentos que a moda vintage carrega consigo. É possível sentir a nostalgia de décadas passadas enquanto dança sob as luzes cintilantes das festas.
Sustentabilidade com Estilo: Um Manifesto de Moda Consciente
Em meio às celebrações, o Coletivo Nós Amamos Brechó também busca inspirar a reflexão sobre a sustentabilidade. Optar por peças de brechó é fazer uma declaração de moda consciente, contribuindo para a redução do desperdício têxtil e promovendo a reutilização. Cada compra nos brechós do Coletivo é um passo em direção a um futuro mais sustentável.
Celebre Você: Brilhe com Sua Autenticidade
O convite é claro: neste final de ano, celebre a singularidade que há em cada indivíduo. O Coletivo Nós Amamos Brechó encoraja a libertação das expectativas convencionais, abraçando as escolhas como extensões da personalidade. Seja autêntico, misture estilos e crie combinações que reflitam a verdadeira essência. Viva sua festa com autenticidade, pois a verdadeira elegância está na confiança de ser quem você é.
Coletivo Nós Amamos Brechó: Onde História e Moda se Encontram
Mais do que um coletivo de moda, o Coletivo Nós Amamos Brechó se tornou um guardião do estilo atemporal e um defensor da sustentabilidade. Ao se juntar a eles nesta temporada de festas, os participantes descobrirão o prazer de viver uma festa de maneira única, envolvidos na beleza atemporal que só o Coletivo pode oferecer.
Para ver o editorial completo, clique no link https://heyzine.com/flip-book/b7095c4762.html
Mulher / Fashion
O corpo fala: 4 sinais que indicam se a mulher está interessada em você
A comunicação vai muito além das palavras. Expressões faciais, postura e pequenos movimentos do corpo podem transmitir emoções, conforto e até indicar interesse durante uma interação. Embora nenhum gesto isolado seja capaz de confirmar o que alguém está sentindo, observar o conjunto dos sinais pode ajudar a compreender melhor a dinâmica de uma conversa.
Segundo Mari Vabo, bióloga, pesquisadora do comportamento humano e autora do livro Best-Seller: O Guia do Instinto Primitivo, a linguagem corporal oferece pistas importantes sobre o nível de conforto e envolvimento entre duas pessoas.
“Biologicamente falando, o nosso corpo reage de forma automática a diferentes emoções. Quando existe interesse ou atração, algumas respostas fisiológicas podem surgir naturalmente, mas elas sempre devem ser interpretadas dentro do contexto e nunca como uma regra absoluta”, explica.
A especialista destaca quatro comportamentos que costumam aparecer durante interações em que há interesse.
- Movimentos frequentes nos lábios
Passar a língua nos lábios ou umedecê-los repetidamente pode estar relacionado a alterações fisiológicas provocadas pela excitação emocional. “Situações que despertam interesse podem aumentar a liberação de adrenalina, deixando a boca mais seca e levando a pessoa a hidratar os lábios involuntariamente”, afirma Mari Vabo.
- Pupilas dilatadas
Outro sinal bastante estudado pela ciência é a dilatação das pupilas. Segundo a pesquisadora, essa resposta pode ocorrer quando alguém está diante de algo ou de alguém que desperta interesse, desde que fatores como iluminação também sejam considerados.
“As pupilas podem se dilatar por diversos motivos, incluindo a atração. É uma resposta involuntária do organismo, mas não deve ser analisada isoladamente”, ressalta.
- Inclinação do corpo durante a conversa
A postura também comunica. Quando uma pessoa inclina naturalmente o tronco em direção ao interlocutor, isso pode indicar atenção, abertura e interesse na interação.
“Costumamos nos aproximar fisicamente daquilo que nos desperta curiosidade ou prazer. Da mesma forma, uma postura mais fechada, como permanecer o tempo todo de braços cruzados, pode demonstrar resistência ou necessidade de manter certa distância”, explica.
- A direção dos pés também comunica
Pouca gente percebe, mas os pés também fazem parte da comunicação não verbal. De acordo com Mari, quando eles permanecem apontados para o interlocutor, isso pode indicar conforto e disposição para permanecer na conversa.
“Já quando os pés ficam constantemente voltados para outra direção, principalmente para uma saída, isso pode indicar que a pessoa deseja encerrar a interação. É um detalhe sutil, mas bastante observado nos estudos sobre linguagem corporal.”
Nenhum sinal deve ser interpretado sozinho
Apesar dessas pistas, Mari reforça que a linguagem corporal não funciona como uma fórmula para identificar o interesse romântico de alguém.
“O comportamento humano é complexo. Um único gesto nunca confirma sentimentos ou intenções. O ideal é observar o contexto, a repetição dos comportamentos e, principalmente, respeitar a comunicação verbal e os limites da outra pessoa. A linguagem corporal complementa a conversa, mas não substitui o diálogo”, conclui.
Mulher / Fashion
Órfãos do Feminicídio: uma triste evidência da violência contra as famílias
O feminicídio, assassinato de uma mulher pela simples questão de gênero, é, por si só, uma situação de extrema violência. No entanto, alguns dos impactos desse crime não são tão evidentes ou imediatamente percebidos. Trata-se dos filhos que perderam suas mães ou responsáveis legais: os órfãos do feminicídio.
No Brasil, eles representam uma trágica consequência de um problema estrutural e urgente. Pesquisas recentes demonstram uma escalada recorde na violência. Segundo o “Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025”, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem/UEL), o país registrou 2.149 assassinatos de mulheres por razão de gênero no ano passado, o que representa uma média de quase seis mortes por dia. Este número, que supera os dados oficiais, revela a dimensão da subnotificação e do problema.
Estima-se que essa violência deixe um rastro devastador, gerando em média quatro novos órfãos por dia no país, como apontou um levantamento do Lesfem no primeiro semestre de 2025. Muitas dessas crianças enfrentam não apenas a perda irreparável de suas mães, mas também a ausência do pai, que frequentemente é o autor do crime e acaba preso ou comete suicídio, configurando um duplo abandono.
A identificação dos autores dos crimes em 2025 retrata uma realidade ainda mais devastadora, concentrada no círculo íntimo da vítima. A análise dos casos mostra que o agressor é: o parceiro íntimo em 46,28% dos casos, e o ex-parceiro íntimo em 33,15% dos casos. Somados, esses homens são responsáveis por quase 80% dos feminicídios, reforçando que o lar, que deveria ser um local de segurança, é onde a maioria das mulheres é assassinada.
Essa violência tem características de intimidade com a vítima. Assim, esses órfãos perdem a mãe e veem o pai ser encaminhado ao sistema prisional, ficando sob os cuidados de avós ou outros familiares, que muitas vezes não possuem recursos financeiros ou apoio psicológico adequados. Quando não há familiares capazes de assumir essa responsabilidade, as crianças são encaminhadas para abrigos públicos, onde convivem com outras vítimas de diferentes formas de violência.
As consequências psicológicas são graves. Estudos indicam que essas crianças podem desenvolver transtornos como estresse pós-traumático, além de dificuldades emocionais e comportamentais que afetam seu desenvolvimento. Ademais, o luto complexo e as carências f inanceiras agravam ainda mais a situação dessas famílias.
Embora o Brasil tenha avançado com a Lei nº 14.717/2023, que instituiu uma pensão especial para órfãos de feminicídio, o suporte ainda é limitado. O benefício, equivalente a um salário mínimo, é destinado a famílias com renda per capita inferior a ¼ do salário-mínimo, mas enfrenta desafios de implementação, como subnotificação de casos e falta de infraestrutura para atendimento às famílias em regiões remotas.
Políticas públicas adicionais são essenciais para oferecer acolhimento e suporte a esses órfãos, incluindo assistência psicológica especializada, transferência de renda para os responsáveis e acesso facilitado à educação.
As vulnerabilidades desses órfãos são agravadas pela falta de estrutura nos abrigos públicos, pela violência institucional nesses estabelecimentos e pelo descompromisso do Poder Público em acompanhar essas crianças e adolescentes de forma especializada. Privados dos laços familiares em virtude da violência e sem políticas públicas efetivas, eles ficam ainda mais expostos à falta de perspectivas de vida.
É fundamental que o Estado adote providências mais eficazes no acompanhamento dessas vítimas indiretas do feminicídio no Brasil. Infelizmente, os números não indicam uma redução desse tipo de violência; pelo contrário, há um crescimento preocupante. É urgente que medidas concretas sejam tomadas para romper esse ciclo de sofrimento e abandono.
* Aline Casado, advogada e professora de Direito na UniCesumar de Maringá.
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