Campo Grande
Campo Grande terá primeiro hotel da rede Hilton
Leonardo Lido, Diretor Sênior de Desenvolvimento Hilton Worldwide para o Brasil, estará em Campo Grande nesta segunda-feira (9/03), para dar entrada à licença do empreendimento na prefeitura.
Campo Grande, capital que vem se consolidando como um importante polo de desenvolvimento econômico e de serviços no Centro-Oeste, se prepara para receber um empreendimento inédito no setor de hotelaria. A cidade terá o primeiro hotel da rede internacional Hilton em Mato Grosso do Sul, uma das marcas mais reconhecidas do mundo no segmento de hospitalidade.
Localizado na avenida Mato Grosso, próximo à Via Parque, o Arbbo Hospitality & Business chega à Campo Grande para oferecer o que há de mais moderno e sofisticado no mundo da hotelaria e de empresariais corporativos
Desenvolvido pela Revpar Incorporações em parceria com a rede Hilton, o empreendimento reunirá hotel, salas comerciais, restaurantes, áreas de lazer e centro de convenções em um complexo de uso misto voltado ao turismo de negócios e ao ambiente corporativo. “O empreendimento une o padrão e serviços da marca hoteleira mais valiosa e icônica do mundo à experiencia corporativa de alto padrão. O Arbbo Boutique Offices contará com serviços exclusivos e extremamente diferenciados de uma operação hoteleira padrão Hilton”, ressalta Danilo Canuto, CEO da Revpar Incorporações, empresa de desenvolvimento imobiliário sediada em Recife, focada na construção de empreendimentos de padrão internacional.
Em Campo Grande, o hotel será operado sob a bandeira Tapestry Collection by Hilton, portfólio da rede que reúne hotéis upscale com design exclusivo e identidade própria, mantendo os padrões internacionais da marca.
A estrutura foi planejada para atender tanto hóspedes quanto o público corporativo. O projeto inclui salas para eventos e convenções com capacidade para até 200 pessoas, além de foyer para recepções, restaurante, bar, spa, academia e áreas de convivência voltadas à experiência dos visitantes.
O hotel contará com 128 unidades de hospedagem, entre quartos padrões, suítes especiais e uma suíte presidencial. O complexo também terá estacionamento, lojas com acesso direto para a rua e uma torre empresarial com 60 salas comerciais, ampliando o potencial do empreendimento para o mercado corporativo da Capital.
Além da operação hoteleira, o projeto será lançado no formato condo-hotel, modelo de investimento em que unidades podem ser adquiridas por investidores com escritura individualizada. Nesse formato, os proprietários participam da distribuição dos resultados gerados por toda a operação do empreendimento, incluindo hospedagem, eventos, gastronomia e demais serviços oferecidos pelo hotel.

O projeto da Metro Arquitetura é inspirado em elementos naturais e culturais de Campo Grande, e integra referências da paisagem local, como o solo característico da cidade, a presença do ipê-amarelo e elementos ligados à biodiversidade e às culturas da região.
A expectativa é que a chegada da marca Hilton contribua para fortalecer o turismo de negócios, ampliar a capacidade da cidade de receber eventos e impulsionar novos investimentos no setor de serviços e hospitalidade em Mato Grosso do Sul. O empreendimento também deve gerar empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação, além de criar oportunidades de negócios e movimentar diferentes cadeias da economia local.

Sobre a Hilton
A Hilton é uma das maiores empresas globais de hospitalidade, com um portfólio de 25 marcas e presença em 141 países e territórios, somando cerca de 9 mil hotéis e mais de 1,3 milhão de quartos em todo o mundo.
Com mais de 100 anos de história, a rede já recebeu mais de 3 bilhões de hóspedes e é reconhecida internacionalmente por inovação, qualidade em hospitalidade e excelência na experiência dos hóspedes.
Sobre a Revpar
Fundada em 2014, a Revpar é parceira estratégica da Hilton Worldwide para o desenvolvimento de novos empreendimentos hoteleiros e tem como próximo projeto, o ARBBO Hospitality & Business Campo Grande, MS.
No portfólio da incorporadora, está a construção do primeiro Íbis Budget à Beira Mar do Brasil, no bairro de Piedade, Região Metropolitana do Recife. O hotel de 220 quartos foi inaugurado em dezembro de 2021 e o primeiro hotel da rede Hilton Worldwide para a região Nordeste, o Motto by Hilton Recife, empreendimento com 132 apartamentos, primeiro da marca no Brasil, que entrou em operação em 11/02/26.
Campo Grande
Casa Amarela celebra os 126 anos de Lídia Baís com exposição inédita de catálogo histórico
Entre memória, arte e experiência sensível, a Casa Amarela realiza, na quarta-feira (22), em Campo Grande, a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento de Lídia Baís e integra a programação nacional que, neste ano, propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.
A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, com uma programação ampliada que transforma a Semana Nacional dos Museus em um verdadeiro mês de atividades na Casa Amarela, que fica situada na Rua dos Ferroviários, 118 – região central da Capital.
O grande destaque é a apresentação pública na quarta-feira (22), às 18h, do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida — um documento raro, sem data precisa, mas que se estima ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, destaca a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.
“O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, complementa Tatiana, que é também arteterapeuta e uma das gestoras da Casa Amarela, ao lado do artista Guido Drummond.
Lídia Baís: uma artista à frente de seu tempo
A programação que inicia na quarta-feira, 22 de abril, marca o nascimento de Lídia Baís, que completaria 126 anos. A abertura às 18h, com a exposição do catálogo histórico e o sarau “Unindo Mundos”, também celebra o Dia do Arteterapeuta. Esse último conta com a parceria da Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (AATEMS).
“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma Guido Drummond.
Ao longo de maio, nos dias 6,13 e 22, a programação inclui oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.
“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.
As oficinas propõem experiências de criação a partir da escrita, da costura e da assemblagem — técnica artística que reúne diferentes materiais e objetos recicláveis— como caminhos de expressão e elaboração simbólica.
Toda a programação dialoga com a Semana Nacional dos Museus, realizada oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, mas que, na Casa Amarela, ganha uma dimensão ampliada.
“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, justifica Guido.
A iniciativa reforça ainda o papel da Casa Amarela como museu de território e arte urbana — um espaço que vai além da estrutura física e se conecta com as memórias e vivências da comunidade. Desde 2017, o local se tornou Museu de Arte Urbana (MUAU) e atua na valorização da arte e das narrativas que constroem a identidade cultural da Capital. A programação da Semana dos Museus está disponível pelo Instagram @casa.amarela.muau e as inscrições das oficinas pelo telefone (67) 9 9189-7034 – Whatsapp.
Serviço

Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos
Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)
22 de abril (quarta-feira)
* Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
* Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta
6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
* Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”
23 de maio (sábado)
* Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
Campo Grande
Festival da Juventude 2026 reúne milhares de pessoas e consolida protagonismo jovem na cultura sul-mato-grossense
Durante três dias, o Festival da Juventude 2026 reuniu 27.505 pessoas, entre público presencial e virtual, consolidando-se como um dos principais eventos culturais voltados à juventude no estado. Entre os dias 26 e 28 de março, o campus da UFMS em Campo Grande/MS a foi atravessado por múltiplas linguagens — literatura, teatro, dança, cinema, música, circo, tecnologia e cultura urbana — em uma programação gratuita que colocou a juventude no centro da criação artística.
Mais do que números, o festival revelou a potência de uma geração que escreve, performa, filma, debate e ocupa espaços com suas próprias narrativas.
A programação reuniu artistas e nomes de destaque nacional e regional, como Ney Matogrosso, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa durante a abertura oficial e participou de uma palestra-show histórica; Chico Chico, que encerrou o festival com o show “Let It Burn – Deixa Arder”; Maria Homem e Geni Nuñez, que trouxeram reflexões sobre juventude, subjetividade e contemporaneidade; além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e outros.

Juventude em movimento, criação e escuta
O festival também se afirmou como espaço de formação e pensamento crítico, com oficinas conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa, além de mesas de debate, rodas de conversa e o Fórum da Juventude, que reuniu jovens para contribuir na construção de políticas públicas.
Proposto pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude dentro da programação do festival, o Fórum se consolidou como um espaço de escuta ampliada e participação ativa, reunindo diferentes juventudes em um mesmo território de diálogo.
Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, realizar o Fórum dentro do Festival da Juventude potencializou o encontro e a participação.
“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.
Segundo ele, as discussões revelaram a diversidade de realidades que compõem a juventude sul-mato-grossense, trazendo demandas que vão desde questões estruturais até temas emergentes.
“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.
Jessé também destaca que o Fórum tem impacto direto na construção de políticas públicas no estado. “Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.
Alcance ampliado e presença digital
Além do público presente nos espaços da UFMS, o Festival da Juventude também alcançou milhares de pessoas por meio das transmissões online. Somente a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa e a apresentação de Ney Matogrosso reuniu cerca de 4 mil espectadores ao vivo no canal da TV UFMS no YouTube.
Ao considerar o público total por atividade, incluindo concursos, espetáculos, oficinas, debates, transmissões e votações, o festival chegou a 27.505 pessoas, demonstrando sua capacidade de mobilização tanto presencial quanto digital.
Um território que permanece
Mais do que um evento pontual, o Festival da Juventude 2026 deixa como legado um território simbólico onde a juventude é autora, protagonista e agente de transformação. Ao ocupar a universidade com arte, pensamento e criação, o festival reafirma que a cultura é também um espaço de formação, de pertencimento e de construção coletiva de futuro.
O Festival da Juventude foi uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura, Educativa MS, Governo de MS, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.
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