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BRASIL: Jovem de 23 anos morre por coronavírus
O Rio Grande do Norte confirmou nesta terça-feira (31) a segunda morte por coronavírus no estado. A vítima é o gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos, o mais jovem a morrer da doença no país. O óbito ocorreu em Natal, capital do estado. As informações são do G1.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, o paciente, com quadro de obesidade, deu entrada em um hospital privado, no dia 24 de março. Ele foi examinado e liberado para voltar para casa para continuidade de medicações prescritas.
O gastrólogo ficou isolado por dois dias, não apresentou melhora e, por isso, procurou o serviço público de saúde no dia 27 de março. Ele realizou o teste para doença e o resultado do exame foi positivo para Covid-19.
Essa foi a segunda morte por coronavírus no Rio Grande do Norte. A primeira vítima, o professor universitário Luiz Di Souza, morreu no dia 28 de março após passar sete dias internado em Mossoró. Ele tinha 61 anos e era diabético.
Alegre, simpático, de muitos amigos, o jovem gostava de uma “farra”, como lembra o irmão. “Não perdia um festa, um show. Gostava de forró, de sertanejo… no Carnatal, pulava três blocos por dia e depois ainda ia para os camarotes”, lembra. Maxwell afirma que não consegue lembrar de qualquer pessoa que tivesse raiva do irmão.
A última conversa entre os dois irmãos aconteceu no sábado (28). Segundo Maxwell, eles se falaram por telefone de manhã. O irmão mais velho também mandou uma mensagem, mas o celular de Matheus descarregou e ele só respondeu depois, à tarde, horas antes de ser levado à UTI.
De acordo com a família, Matheus não fez qualquer viagem ao exterior ou a outro estado e não tinha participado de nenhum evento, a não ser uma formatura de curso superior realizada no dia 14 em um hotel da capital.
12 dias
Segundo a família, Matheus apresentou os primeiros sintomas da Covid-19 no dia 19 de março – uma quinta-feira. A princípio, apenas uma tosse. Não havia muita suspeita, já que ele não tinha viajado a lugar algum. Tanto que no dia seguinte, sexta-feira (20), assistiu a uma missa de formatura na igreja da Paróquia de São Camilo de Léllis, em Lagoa Nova. Ao chegar em casa, começou a apresentar febre alta, de 39º.
Após passar três dias em casa, sem melhora nos sintomas, Matheus foi levado ao Hospital Antônio Prudente, no bairro Alecrim, na terça-feira (24). Na unidade, ele passou por exames, foi medicado e mandado de volta para casa. A médica recomendou isolamento.
Apesar do uso de medicamentos, os sintomas não passaram e na sexta-feira (27) ele foi levado ao Hospital Giselda Trigueiro. No local, perceberam que ele não estava com boa respiração e colocaram uma máscara de oxigênio. Ainda de acordo com a família, os profissionais recolheram uma amostra para fazer o teste para Covid-19.
Após ser transferido para o Hospital Antônio Prudente, que pertence ao plano de saúde contratado pela família, ele ficou isolado em uma sala. Segundo a família, os exames apontaram que apenas 50% dos pulmões funcionavam. No sábado (28), foi levado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Segundo a família, Matheus faleceu por volta das 14h50 desta terça-feira (31). O sepultamento aconteceu nesta quarta (1º) no Cemitério do Bom Pastor e contou apenas com a presença dos pais, do irmão, da cunhada e de um primo com sua esposa, que eram muito próximos de Matheus. Pelo menos quatro amigos também compareceram, mas acompanharam de longe.
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ONS determina redução da vazão da UHE Porto Primavera para preservar reservatórios
A CESP (Companhia Energética de São Paulo) iniciou, nesta segunda-feira (20), uma nova redução gradual da vazão da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. A medida atende à determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a vazão mínima defluente será reduzida, de forma gradual e controlada, dos 4.600 m³/s atuais para 3.900 m³/s, visando assegurar a manutenção dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região.
A iniciativa faz parte da estratégia do ONS para preservação dos reservatórios de todo o país diante do cenário de instabilidade climática, com previsão de chuvas abaixo da média em algumas regiões do país. “A CESP atua em total alinhamento com as determinações do ONS, adotando todas as medidas operacionais necessárias para contribuir com a gestão integrada dos reservatórios. Esse planejamento é essencial para assegurar a disponibilidade dos recursos hídricos e a segurança do sistema elétrico nacional nos próximos meses, quando a estiagem pode se intensificar em algumas regiões do país”, explica Paulo Rodrigues Souza, gerente do Centro de Operações da companhia.
Monitoramento ambiental
A operação de redução de vazão contará com ações de monitoramento ambiental e proteção da fauna aquática, previstas no Plano de Trabalho para Conservação da Biodiversidade da companhia e aprovadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). As atividades incluem o acompanhamento da qualidade da água, da fauna aquática e do comportamento dos peixes por equipes especializadas, além do uso de drones para inspeções em áreas de difícil acesso e equipamentos destinados à coleta de informações em campo e, se necessário, ao resgate de fauna.
“O monitoramento ambiental é uma etapa essencial durante as alterações operacionais de uma usina hidrelétrica. As equipes da CESP permanecem em campo acompanhando a qualidade da água e o comportamento dos peixes para identificar possíveis mudanças nas condições do rio e orientar medidas preventivas para a proteção da biodiversidade”, destaca Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da companhia.
Canal de atendimento
A comunidade pode esclarecer dúvidas ou registrar ocorrências por meio do canal Diálogo Aberto, pelo WhatsApp (11) 93032-6699, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
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Três Lagoas 111 Anos: Da terra dos pioneiros à potência industrial do Brasil
Neste 15 de junho de 2026, Três Lagoas celebra 111 anos de emancipação política. A cidade que nasceu às margens de três lagoas naturais tornou-se uma das maiores forças econômicas de Mato Grosso do Sul e referência mundial na produção de celulose.
Há 111 anos, em 15 de junho de 1915, surgia oficialmente o município de Três Lagoas. O que começou como um pequeno núcleo de povoamento no leste sul-mato-grossense transformou-se em uma cidade moderna, pujante e estratégica para a economia brasileira.
Conhecida atualmente como a “Capital Mundial da Celulose”, Três Lagoas é resultado da coragem de seus pioneiros, da força do agronegócio, da chegada da ferrovia, do crescimento industrial e, principalmente, do trabalho de gerações que ajudaram a construir uma das cidades mais importantes do Centro-Oeste.
O início de tudo
Muito antes da fundação oficial, a região era habitada por povos indígenas e servia de passagem para exploradores e criadores de gado que buscavam novas fronteiras para a expansão econômica.
A história moderna da cidade começou a ser desenhada no final do século XIX, quando famílias vindas principalmente de Minas Gerais, São Paulo e outras regiões do país se estabeleceram na área.
O fundador Antônio Trajano dos Santos teve papel decisivo na organização do povoado que daria origem ao município. Seu trabalho foi fundamental para atrair moradores e consolidar a ocupação da região.
A importância da ferrovia
Um dos maiores marcos para o desenvolvimento local foi a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
A ferrovia ligava o interior brasileiro ao estado de São Paulo e permitiu o transporte de pessoas, mercadorias e riquezas, impulsionando o crescimento econômico e populacional.
A antiga estação ferroviária tornou-se símbolo da cidade e testemunha do período em que os trilhos foram os responsáveis por conectar Três Lagoas ao restante do país.
Pecuária, comércio e crescimento
Durante grande parte do século XX, a economia treslagoense esteve baseada na pecuária e no comércio.
A localização privilegiada, próxima ao estado de São Paulo e cortada por importantes rodovias, transformou a cidade em um polo regional de serviços e negócios.
Ao longo das décadas, Três Lagoas ampliou sua infraestrutura urbana, recebeu novos moradores e consolidou sua posição como uma das principais cidades do então sul de Mato Grosso, antes da criação de Mato Grosso do Sul em 1977.
A revolução industrial
O século XXI trouxe uma transformação sem precedentes.
Com investimentos bilionários, grandes indústrias passaram a enxergar em Três Lagoas um local estratégico para expansão de seus negócios.
A instalação da Suzano e da Eldorado Brasil colocou a cidade no mapa mundial da produção de celulose.
O município passou a atrair trabalhadores de diversas regiões do país, ampliando sua população e fortalecendo setores como construção civil, comércio, educação, saúde e serviços.
Hoje, Três Lagoas é reconhecida internacionalmente como um dos maiores polos industriais do setor florestal e de celulose do planeta.
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A Lagoa Maior: cartão-postal da cidade
Nenhum símbolo representa tanto Três Lagoas quanto a Lagoa Maior.
Localizada na região central, ela é ponto de encontro de famílias, esportistas e turistas, além de ser cenário de importantes eventos culturais e esportivos.
O espaço se tornou um dos principais cartões-postais do município e reforça a ligação histórica da cidade com os recursos naturais que inspiraram seu nome.
Cultura, tradição e identidade
Ao longo dos seus 111 anos, Três Lagoas preservou tradições que ajudam a contar sua história.
Festas religiosas, eventos esportivos, festivais culturais, exposições agropecuárias e comemorações populares fazem parte da identidade da população treslagoense.
A diversidade cultural também é resultado da mistura de povos e famílias que chegaram à cidade ao longo de mais de um século.
O futuro já começou
Aos 111 anos, Três Lagoas continua crescendo.
Com novos investimentos, expansão industrial, fortalecimento do agronegócio e desenvolvimento urbano constante, a cidade segue entre as mais promissoras do Brasil.
Mais do que números e obras, a história de Três Lagoas é construída diariamente por seus moradores — trabalhadores, empresários, professores, estudantes, agricultores, comerciantes e famílias que acreditam no potencial da cidade.
Parabéns, Três Lagoas!
São 111 anos de história, desenvolvimento, trabalho e orgulho. Uma trajetória marcada pela força dos pioneiros, pela riqueza de suas águas, pela determinação de seu povo e pela capacidade de se reinventar sem perder suas raízes.
Três Lagoas chega aos 111 anos olhando para o futuro, mas sem esquecer aqueles que ajudaram a escrever cada capítulo de sua história.
15 de junho de 1915 – 15 de junho de 2026: 111 anos de Três Lagoas.
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