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Brasil assume protagonismo mundial com evento de agricultura digital

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Porto Alegre tornou-se, a partir desta segunda-feira (13.07), o epicentro das discussões globais sobre o futuro da produção de alimentos. Pela primeira vez na história, a Conferência Internacional de Agricultura de Precisão (ICPA) deixa a América do Norte para ser realizada em solo brasileiro.

O encontro, que ocorre simultaneamente ao 11º Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP), coloca o Brasil na vanguarda da tecnologia aplicada ao campo e reúne, até quinta-feira (16), cerca de 900 especialistas de 28 países.

A escolha do Brasil como sede — decisão inédita da International Society of Precision Agriculture (ISPA) em parceria com a Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP) — reconhece a maturidade do país no desenvolvimento de sistemas produtivos que unem alta eficiência e sustentabilidade.

A relevância científica do evento é comprovada pelo volume recorde de 512 trabalhos submetidos, que serão apresentados ao longo dos quatro dias de programação. O debate técnico vai muito além da “precisão” básica: a agenda foca em como a inteligência artificial, a robótica agrícola e a análise avançada de dados estão redefinindo as margens de lucro e a sustentabilidade no campo.

A abertura oficial, realizada nesta segunda-feira, discute como o uso estratégico de dados está sendo adaptado a sistemas produtivos em diferentes continentes. Ao longo de terça-feira (14), o foco recai sobre a evolução da robótica agrícola, a integração entre sistemas produtivos e a agricultura de baixo carbono, com contribuições da Embrapa e da China Agricultural University. O uso de “pedometria” (ciência dos solos) e recomendações inteligentes de fertilizantes — temas cruciais para a produtividade brasileira — também ocupam o centro das discussões. A programação segue nos dias 15 e 16 com aprofundamento em irrigação de precisão e na análise preditiva de dados.

O congresso vai muito além de uma simples vitrine de máquinas e sistemas; é um espaço de troca real de conhecimento entre quem vive o dia a dia do campo. Com workshops e visitas técnicas, o evento mostra que o Brasil deixou de ser apenas um importador de tecnologia. Hoje, o país cria suas próprias soluções e ensina o resto do mundo a produzir com mais tecnologia, eficiência e sustentabilidade.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Feira Agro Nater Coop discute desafios do clima e mercado cafeeiro

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Santa Maria de Jetibá (cerca de 80 km da capital, Vitória), no Espírito Santo, será o centro das atenções para o agronegócio entre quinta e sábado (16a e 18) desta semana. O Centro de Eventos Sofia Arnholz Berger recebe a 14ª edição da Feira Agro Nater Coop, evento que se consolidou como uma referência técnica e comercial para o produtor rural da região. A expectativa da organização é atrair cerca de 8 mil visitantes em três dias de programação.

O encontro tem como principal objetivo estreitar o relacionamento entre os produtores, especialistas e empresas parceiras. Segundo Denilson Potratz, presidente da Nater Coop, a feira vai além da exposição de produtos. “O foco é ampliar conexões, estimular negócios e contribuir para o crescimento sustentável do agro capixaba através da troca de experiências in loco”, afirma.

A programação técnica é um dos diferenciais do evento. Diante de um cenário de mudanças climáticas e novas regras fiscais, a feira aposta em temas que afetam diretamente o dia a dia do produtor. Entre os destaques, especialistas debaterão os impactos do El Niño na agropecuária, técnicas de cultivo protegido em estufas e o manejo da fusariose no café — uma preocupação constante para a qualidade da produção local.

O mercado de café, pilar da economia de diversas famílias da região, também terá espaço com análises sobre as tendências de preços. Além disso, a avicultura será tema central, com foco na saúde intestinal das aves e na qualidade do esterco, refletindo a diversificação das atividades da cooperativa. A Reforma Tributária também entra na pauta do último dia de evento, para esclarecer como as novas regras podem incidir sobre a atividade rural.

Além da transferência de tecnologia, a feira conta com espaços voltados ao networking e áreas de convivência. Para incentivar o público, a cooperativa preparou sorteios de prêmios: cooperados e clientes cadastrados concorrem a uma motocicleta, enquanto compras acima de R$ 3 mil em produtos ou serviços dão direito a cupons para o sorteio de um automóvel.

A Nater Coop, com 61 anos de história e sede em Santa Maria de Jetibá, atua como o principal braço do agro no Espírito Santo. A instituição reúne mais de 25 mil cooperados e opera marcas reconhecidas, como Veneza, Rações Coope, Liva e Pronova, exportando para mais de 40 países.

Confira o cronograma de palestras técnicas:

16 de julho (quarta-feira)

  • 14h: Clima, El Niño e os impactos no agro – Ivaniel Fôro Maia (Incaper)

  • 16h: Desafios e oportunidades no cultivo em estufa – Cícero Alexandre Leite (All Bright)

17 de julho (quinta-feira)

  • 10h: Vaniva: transformando o manejo da fusariose no café – Willian Bucker (Ufes) e Ronaldo Sakai (Sygenta)

  • 14h: Mercado do café: o que está movendo os preços? – Fernando Maximiliano (Stonex)

  • 15h30: Avicultura: o papel dos probióticos na saúde intestinal de poedeiras – Rafael Monteiro de Lima (Imeve)

  • 16h: Avicultura: aspectos que influenciam na qualidade do esterco – Fernando Rodrigues (De Heus)

18 de julho (sexta-feira)

  • 10h: Reforma Tributária: impactos para o produtor rural – Patrícia Ferreira Negris (Dickel Consultoria)

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

ATÉ QUARTA: tarifaço americano coloca R$ 76 bilhões em xeque e coloca País em suspense

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Até esta quarta-feira (15.07), o setor agropecuário brasileiro vive um cenário de incerteza que pode alterar o fluxo de caixa de milhares de produtores. A possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos, que podem chegar a 37,5% sobre produtos nacionais, não é apenas um problema diplomático; é um desafio logístico e financeiro direto. Estamos falando de um volume de R$ 76,14 bilhões em exportações que agora correm o risco de perder competitividade ou, em casos extremos, serem barrados pelo mercado americano.

O governo brasileiro caminha em uma corda bamba. A estratégia é evitar a retaliação imediata e focar na ampliação da lista de exceções. O produtor deve encarar o momento não como uma sentença, mas como um alerta: o cenário de “comércio livre” está cada vez mais protegido por barreiras técnicas e ambientais.

A melhor defesa, além da diplomacia do Planalto, continua sendo a profissionalização da propriedade e a garantia de que o produto que sai da fazenda atende às normas mais rígidas, retirando qualquer desculpa para que o mercado externo aplique essas taxas.

Produtos estão na linha de tiro

Embora o governo brasileiro tenha conseguido proteger carne bovina, café verde e suco de laranja, a lista de impactos é extensa e atinge nichos importantes do agro. O risco maior recai sobre:

  • Madeira Processada: Com R$ 8,38 bilhões em exportações, este é um dos setores mais sensíveis. A sobretaxa encarece o produto final nos EUA, reduzindo a demanda por insumos brasileiros.

  • Sebo Bovino: Movimentando R$ 2,13 bilhões, o sebo é uma commodity fundamental para a indústria de biocombustíveis e químicos.

  • Complexo Sucroalcooleiro: Com R$ 2,05 bilhões em exportações, o açúcar e seus derivados perdem fôlego competitivo.

  • Café Solúvel: Com R$ 5,11 bilhões em vendas, este segmento enfrenta o desafio de manter seu espaço nas prateleiras americanas frente à taxação.

Lei de Reciprocidade – A lei dá ao governo brasileiro o poder de taxar produtos americanos que entram no Brasil na mesma proporção que os nossos forem taxados lá. O problema é que o tiro pode sair pela culatra. Se o governo decidir, por exemplo, aplicar sobretaxas em fertilizantes, máquinas agrícolas ou insumos tecnológicos que importamos dos EUA, o custo de produção aqui dentro sobe instantaneamente.

Para o agricultor, isso significa que a Lei de Reciprocidade pode proteger o orgulho nacional, mas pode encarecer a safra e reduzir a margem de lucro na lavoura. É uma ferramenta de negociação que, se usada sem critério, gera uma “guerra” onde quem produz paga a conta mais alta.

Para quem está no campo e tem exposição a esses mercados, as recomendações técnicas seguem três pilares:

  1. Auditoria de Conformidade (ESG): Os EUA justificam parte das tarifas com investigações sobre trabalho forçado e desmatamento. O produtor deve revisar a rastreabilidade da sua produção. Se você vende para tradings que exportam, certifique-se de que sua propriedade tem a documentação ambiental em dia (CAR, licenças). Hoje, a conformidade é o seu melhor seguro contra barreiras.

  2. Diversificação de Carteira: Se a sua produção depende exclusivamente de um nicho que está na mira dos EUA (como o sebo ou madeira processada), é hora de buscar novos mercados. O mercado asiático e o Oriente Médio continuam comprando. O risco de “apostar todas as fichas” em um único destino comercial ficou evidente.

  3. Contratos de Hedge e Proteção: Se você tem produção travada para exportação com contrato futuro, reavalie os custos com sua corretora ou cooperativa. Se a tarifa for aplicada, o preço final pode sofrer ajustes. Proteja-se financeiramente contra a volatilidade cambial e de mercado que virá após o dia 15.

Fonte: Pensar Agro

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