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Agronegócios

Setor florestal consolida protagonismo em 2026 após ano recorde no agronegócio

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O agronegócio de Minas Gerais, que alcançou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 279 bilhões em 2025, atravessa 2026 consolidando a produção florestal como um dos pilares fundamentais da economia estadual. Se 2025 foi o ano da afirmação — com a cadeia movimentando R$ 20 bilhões em notas fiscais e confirmando a importância da madeira na transição energética —, o primeiro semestre de 2026 demonstra que a demanda por biomassa e produtos derivados de florestas plantadas deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade estrutural da indústria brasileira.

O cenário atual, em pleno julho de 2026, reflete a maturação das estratégias traçadas no ano passado. A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) avalia que o setor manteve o ritmo de crescimento, impulsionado pela corrida das indústrias por alternativas renováveis aos combustíveis fósseis. A madeira, que já ocupava um papel estratégico em 2025, hoje é peça-chave para a viabilização de processos de baixo carbono em diversos segmentos, desde a produção de energia até a fabricação de painéis e móveis.

Para a presidente executiva da AMIF, Adriana Maugeri, o movimento de 2026 confirma a visão de que a base florestal precisa ser ampliada para acompanhar a economia real. “O que vimos em 2025 foi um reconhecimento da importância da nossa cadeia. Em 2026, estamos sentindo na prática a pressão dessa demanda. O estoque de madeira disponível no Brasil ainda corre atrás do ritmo acelerado de crescimento de setores como o etanol de milho, por exemplo, que depende intensamente da nossa biomassa”, pontua.

A expectativa para o fechamento de 2026 é de um cenário de expansão planejada e focada na eficiência produtiva. O estado dispõe de mais de 3 milhões de hectares de áreas degradadas ou de baixa produtividade com potencial para a integração agrossilvipastoril. Segundo a AMIF, a segunda metade do ano deve ser marcada pelo aumento do uso dessas áreas, permitindo que o setor florestal mineiro suba de patamar sem a necessidade de abrir novas fronteiras de vegetação nativa, unindo ganho ambiental e retorno financeiro para pequenos e médios produtores.

O otimismo do setor para o restante de 2026 baseia-se na estabilidade de um mercado que já não vive de medidas isoladas, mas de um consumo recorrente. Com mais de 110 códigos de produtos comercializados mensalmente e uma presença capilarizada em mais de 810 municípios, a cadeia florestal mineira caminha para encerrar 2026 com números superiores aos do ano passado, fortalecendo a economia do interior — especialmente nas regiões Norte, Jequitinhonha e Central Mineira — e provando que a vocação renovável de Minas Gerais é, acima de tudo, um negócio de alta competitividade e impacto social duradouro.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Estado concentrou 56% de toda a expansão regional. Crescimento de 98 mil hectares de soja

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O segundo capítulo da série “Mapas Agro”, da Serasa Experian, aponta um avanço de 175 mil hectares na área de soja plantada na safra 2025/2026, considerando a soma dos dados de Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O ritmo de crescimento foi puxado principalmente pela Bahia, que concentrou 56% de toda a expansão registrada no bloco analisado, o equivalente a cerca de 98 mil hectares.

Com esse resultado, a Bahia consolida seu protagonismo como o maior produtor de soja do Nordeste. O estado atingiu 2,27 milhões de hectares cultivados, uma alta de 4,5% frente ao ciclo anterior e um salto acumulado de 23% nos últimos seis anos. Os municípios de São Desidério, Jaborandi, Correntina, Formosa do Rio Preto e Cocos foram os principais motores desse aumento na área plantada.

O avanço do milho Além da soja, o levantamento destaca uma alta expressiva de 20% na área de milho de primeira safra, que atingiu 360 mil hectares nas regiões estudadas. A Bahia lidera esse cenário, com 190 mil hectares, movimento diretamente ligado à expansão da indústria de etanol de milho no Oeste baiano. A estratégia das usinas em busca de biomassa tem incentivado produtores a ampliar o cultivo do grão.

Crescimento no Centro-Oeste Em Goiás e no Distrito Federal, a soja segue em ritmo forte, atingindo 5,84 milhões de hectares. Comparado à safra 2020/2021, o crescimento acumulado na região chega a 28,4%, ou 1,2 milhão de hectares a mais. No Mato Grosso do Sul, a área cultivada chegou a 3,9 milhões de hectares, com uma expansão de 14,4% nos últimos seis anos.

Transparência e compliance Mais do que medir hectares, o relatório da Serasa Experian oferece uma ferramenta de inteligência para bancos, cooperativas e tradings, que utilizam esses dados para monitorar riscos e garantir a conformidade socioambiental. O mapeamento identifica áreas cultivadas em imóveis que possuem registros de supressão de vegetação após julho de 2019, conforme as regras previstas no Manual de Crédito Rural (MCR).

O levantamento também aponta a presença da cultura em assentamentos rurais, com destaque para o Mato Grosso do Sul (100 mil hectares) e Goiás/Distrito Federal (70 mil hectares).

Para Dyego Santos, gerente de soluções agro da Serasa Experian, essa tecnologia de monitoramento é hoje um ativo estratégico para o setor. “Em um cenário marcado pela restrição de crédito e novas exigências de rastreabilidade, a previsibilidade tornou-se fundamental. O cruzamento de imagens de satélite com inteligência territorial permite que as instituições avaliem o risco com mais profundidade, garantindo que o crédito chegue a quem opera dentro das normas e contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável”, afirma.

O uso dessas informações permite que as empresas do setor planejem suas operações logísticas e comerciais com antecedência, antecipando tendências e ajustando estratégias de investimento conforme a real ocupação do solo e a conformidade das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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