Mato Grosso do Sul
Bombeiros atuam no controle de incêndios florestais em MS e ribeirinhos serão atendidos em ação humanitária
A estrutura de combate aos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul permanece ativa em todos os biomas – Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica – e continua a receber reforços das forças de segurança nacional e dos demais estados parceiros.
O mês de setembro é considerado um dos mais intensos e críticos em relação a ocorrência de incêndios florestais, especialmente no Pantanal onde está concentrando grande parte dos esforços de atuação do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar). O Governo do Estado transmitiu as informações dos combates, nesta quinta-feira (12) – ao vivo pela internet (veja na íntegra no final do texto) –, no boletim semanal da Operação Pantanal 2024.
“Estamos enfrentando uma variável que é em relação aos incêndios nos países vizinhos, Bolívia e Paraguai, que acaba atravessando a fronteira. Estamos em várias frentes, inclusive na região do Porto Índio, próximo da aldeia dos guatós, nós temos guarnições de combatendo ali desde sexta-feira (6)”, afirmou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiente do CBMMS e responsável pelo monitoramento e ações de combate aos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul.
Em continuidade ao apoio dos estados do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) – formado por MS, PR, SC e RS – ao trabalho de combate aos incêndios, nesta quinta-feira (12), militares do Rio Grande do Sul chegaram ao MS – que atualmente também tem o apoio dos bombeiros de Sergipe –, para a troca de guarnições.
“A nossa estrutura continua mobilizada, distribuída com aeronaves, embarcações, viaturas. Agora de manhã, recebemos militares do Corpo de Bombeiros do estado do Rio Grande do Sul, que vieram substituir aqueles que já estavam aqui combatendo. E a gente está na eminência de receber mais reforços de outros estados e da Força Nacional. Então toda essa estrutura continua e está sendo ampliada. Setembro é um mês que comumente concentra mais casos de incêndios florestais e as condições atmosféricas continuam extremamente propensas na propagação do fogo. Nesse momento o cenário é crítico”, disse a tenente-coronel.
Previsão do tempo
Enquanto as ações de combate ganham reforços, a situação climática segue a tendência em relação as altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. “Hoje e amanhã a tendência é de tempo quente e seco, com temperaturas acima da média que podem superar 40°C, 41°C, além de baixa umidade relativa do ar entre 7% e 20%. Persiste o risco elevado para a ocorrência de incêndios florestais”, afirmou a meteorologista e coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Templo e do Clima), Valesca Fernandes.
A previsão é de período de fogo extremo até domingo (15), mesmo com a chegada de uma frente fria. “Entre sábado (14) e domingo (15) a gente tem a tendência de uma frente fria no Estado, que deve provocar aumento de nebulosidade, com probabilidade de chuva e queda de temperaturas. Os índices de umidade relativa do ar vão melhorar bastante, devem ficar entre 50% e 70%. Mas é só um alívio, porque as condições de fogo voltam a ficar favoráveis em seguida”, explicou Valesca.
Com o período de seca estabelecido desde o início do ano, que tecnicamente é a época chuvosa, a situação climática em MS é extrema, com seca severa em diversas regiões, além da estiagem que persiste e dificulta o combate aos incêndios florestais em todos os biomas.
Todas estas condições aliadas provocam fenômenos que chamam a atenção nas cidades e no campo, como o céu alaranjado e a névoa de fumaça que encobre áreas urbanas. “Imagens de satélites mostram a fumaça encobrindo o país e outros países vizinhos. Isso é provocado pela corrente de vento que transporta calor e fumaça por vários quilômetros. Essa fumaça misturada com a poeira, que a gente chama de material particulado, é o que piora a qualidade do ar. Amanhã a situação deve piorar. E nos próximos dias, caso a previsão se concretize, pode contribuir para a ocorrência de chuva preta”, afirmou a meteorologista.
Defesa Civil
A Defesa Civil Estadual inicia no domingo (15) a segunda etapa da ação de assistência humanitária aos ribeirinhos do Pantanal, que tem previsão de auxiliar aproximadamente 3 mil pessoas que vivem em diferentes regiões do bioma, em 12 operações que tiveram início em agosto e seguem até novembro.
“Pela primeira vez a gente está executando essa missão humanitária. Na primeira etapa foram atendidas aproximadamente 450 pessoas no Taquari e no Alto Pantanal. E agora a segunda etapa começa a partir do dia 15, com aproximadamente mais 450 famílias que vão ser atendidas. Já distribuímos mais de 20 mil litros de água potável, além de alimentos, e oferecemos assistência social e de saúde”, explicou o coronel Hugo Djan, que é coordenador-geral da Cepdec (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil).
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: CBM-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS
Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.
A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor
O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.
Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.
“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.
“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.
A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.
“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.
Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.
“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.
Comércio e negócios
Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.
O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.
O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.
“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com crescimento de 516% na Telessaúde, HRD passa a integrar rede estadual de atendimento digital
Novo polo amplia o acesso à telemedicina na região Cone Sul e se prepara para atuar na implementação das Ofertas de Cuidados Integrados do Programa Agora Tem Especialistas; iniciativa foi apresentada durante workshop que reuniu representantes de 34 municípios
Mato Grosso do Sul segue ampliando o acesso da população aos serviços de saúde por meio da tecnologia. Como parte da estratégia de expansão da Saúde Digital no Estado, o HRD (Hospital Regional da Grande Dourados) passou a integrar a Rede Estadual de Telessaúde, tornando-se referência para a oferta de teleatendimentos e suporte assistencial aos municípios da região Cone Sul.
A iniciativa foi apresentada durante o Workshop Cone Sul: Telessaúde e Telemedicina, promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da SSD (Superintendência de Saúde Digital). O evento reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes da rede assistencial dos 34 municípios da macrorregião para discutir avanços, compartilhar experiências e apresentar estratégias voltadas à ampliação do acesso à saúde especializada por meio das ferramentas digitais.
Os resultados da estratégia estadual demonstram o crescimento acelerado da Telessaúde em Mato Grosso do Sul. Os serviços ofertados por teleatendimento e telemedicina passaram de 21.709 em 2022 para 112.058 em 2025, um crescimento de 516% no período.
Somente no primeiro quadrimestre de 2026, já foram registrados 39.598 atendimentos, reforçando a consolidação da Saúde Digital como ferramenta essencial para ampliar o acesso, otimizar recursos e levar assistência especializada a todas as regiões do Estado.
Entre os temas debatidos, foram apresentadas as ações que serão desenvolvidas pelo Hospital Regional da Grande Dourados no âmbito das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) do Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa estratégica voltada à ampliação do acesso e da resolutividade da atenção especializada em Mato Grosso do Sul. O trabalho ainda está em fase de organização e implantação.
Saúde mais próxima da população
A integração do Hospital Regional da Grande Dourados à Rede Estadual de Telessaúde representa mais um avanço na regionalização da assistência, permitindo ampliar o acesso da população a atendimentos especializados sem a necessidade de deslocamentos para outros centros de referência.
Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a expansão da Saúde Digital tem transformado a forma como os serviços chegam à população.
“A Saúde Digital deixou de ser uma perspectiva para se tornar uma realidade que transforma o acesso da população aos serviços de saúde. Ao integrar o Hospital Regional de Dourados à rede estadual de Telessaúde, ampliamos o alcance da assistência especializada e fortalecemos a regionalização do SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul”.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a transformação digital é resultado de um processo mais amplo de reorganização da rede estadual de saúde.
“Estamos construindo uma nova arquitetura da saúde em Mato Grosso do Sul, baseada na regionalização, na integração dos serviços e na incorporação tecnológica. A Saúde Digital é um dos pilares dessa transformação e permite ampliar o acesso, qualificar a assistência e aproximar os serviços especializados da população”.
Hospital amplia participação na estratégia estadual
Além dos teleatendimentos, a estrutura vinculada ao Hospital Regional permitirá ampliar a integração entre os profissionais da rede por meio de ferramentas digitais, sistemas de comunicação e compartilhamento de informações clínicas, contribuindo para a qualificação do cuidado e da tomada de decisões assistenciais.
A superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, reforçou que a Telessaúde já se consolidou como uma importante ferramenta de apoio aos municípios.
“Temos avançado de forma significativa na ampliação dos serviços de teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico e teleeducação. Hoje, a Telessaúde é uma realidade em Mato Grosso do Sul e tem contribuído para ampliar o acesso, reduzir deslocamentos e apoiar os profissionais de saúde em todas as regiões do Estado”.
Dentro dessa estratégia, o Hospital Regional da Grande Dourados passa a atuar como um importante ponto de apoio para a expansão da assistência especializada na macrorregião.
A diretora-geral do HRD, Andréia Alcântara, ressaltou que a iniciativa amplia a participação da unidade na estratégia estadual de modernização da assistência.
“O Hospital Regional da Grande Dourados está se preparando para contribuir cada vez mais com a ampliação do acesso à atenção especializada. A integração à Rede Estadual de Telessaúde e a futura implementação das Ofertas de Cuidados Integrados representam uma oportunidade de aproximar especialistas dos municípios e fortalecer o atendimento regionalizado”.
Experiências e transformação digital
Durante o workshop, os participantes acompanharam demonstrações práticas dos serviços ofertados pelo Núcleo Telessaúde MS, incluindo teleconsultoria, teleconsulta, teleinterconsulta e telediagnóstico.
A programação também contou com relatos de experiências exitosas envolvendo gestores municipais, profissionais da Atenção Primária à Saúde e usuários do SUS, evidenciando os impactos positivos dessas ferramentas na qualificação da assistência e na ampliação do acesso ao cuidado.
Outro tema abordado foi a transformação digital na saúde, com destaque para a interoperabilidade dos sistemas de informação, o uso estratégico das tecnologias digitais e o fortalecimento da inteligência em saúde como instrumentos para apoiar a tomada de decisão e aumentar a eficiência dos serviços.
André Lima, Comunicação SES
*com informações Comunicação HRD
Fotos: Thales Areias
Fonte: Governo MS
-
Três Lagoas7 dias atrásPrefeitura de Três Lagoas recebe prêmio nacional de excelência em gestão pública e servidora apresenta caso de sucesso em evento do Governo Federal
-
Assembléia Legislativa MS7 dias atrásALEMS celebra os 118 anos da imigração japonesa no Brasil na quarta-feira
-
Três Lagoas7 dias atrásVeja como foi a Missa de Santo Antônio, tradição que integra comemorações dos 111 anos de Três Lagoas
-
Mato Grosso do Sul6 dias atrásChuvas superam média histórica em Campo Grande e Três Lagoas, mas distribuição é irregular em MS

















