Mundo
Astros da NBA e celebridades dão último adeus a Kobe Bryant
A cidade de Los Angeles parou na tarde dessa segunda-feira por um motivo nobre: a cerimônia de despedida do astro Kobe Bryant e Gianna, sua filha. Os dois morreram no último dia 26 de janeiro, juntamente com outras sete pessoas, num trágico acidente de helicóptero na região de Calabasas, na Califórnia. O memorial sob o teto do imponente ginásio Staples Center contou com a presença de cerca de 20 mil pessoas, incluindo celebridades, fãs e atletas.
O aparato em torno do cerimonial foi tamanho, que a prefeitura da cidade pediu previamente para que os fãs sem ingressos adquiridos não se dirigissem ao local. Repleto de emoção, o cerimonial teve apresentações das cantoras Beyoncé, Alicia Keys e Christina Aguilera, e contou com a presença de vários astros do presente e do passado da NBA, como Michael Jordan, Bill Russell, Shaquille O’Neal, Russell Westbrook, Dwyane Wade, Dwight Howard e tantos outros.
Entre os esportistas fora do mundo do basquete, Michael Phelps, maior medalhista olímpico de todos os tempos, esteve presente ao Staples Center. Dono de 28 pódios nos Jogos, ele foi companheiro de delegação norte-americana de Kobe em 2008 e 2012.
Beyoncé canta em memória de Kobe
A cerimônia começou com uma apresentação de Beyocé, que cantou duas músicas. Uma delas, “Halo”, era uma das preferidas de Kobe. Em seguida, um belo clipe em homenagem ao astro foi exibido no telão.
O discurso emocionado de Vanessa Bryant
Viúva de Kobe Bryant, Vanessa falou publicamente pela primeira vez desde a tragédia. Ao assumir o púlpito para discursar, ela foi ovacionada e se emocionou, demorando um instante até conseguir expressar suas primeiras palavras.
Vanessa leu um grande discurso sobre Gianna, sublinhando a competitividade, a confiança e a doçura de sua filha. Foi um discurso que em alguns momentos tocou personalidades presentes no local, como Jennifer Lopez e Shaquille O’Neal.
– Sinto sua falta todos os dias, todos os dias. Eu te amo – concluiu Vanessa sobre Gigi.
Em seguida, Vanessa falou sobre a personalidade de Kobe nas quadras de basquete, um homem tenaz, voraz e competitivo. Por outro lado, na vida em família, segundo Vanessa, Kobe Bryant era adorável, afável, preocupado com os filhos e acima de tudo amoroso.
– Ele era carismático, um cavalheiro, um romântico. Ele me fazia esperar ansiosamente o Dia dos Namorados – disse Vanessa. Michael Jordan acompanhou Vanessa Bryant na saída do palco. Antes de encerrar, ela pediu para Kobe cuidar de Gigi no céu.
Diana Taurasi, “White Mamba” aos olhos de Kobe
Lenda do basquete feminino norte-americano, Diana Taurasi subiu ao palco para falar sobre Kobe, que costumava chamá-la de “White Mamba”. Ela brincou com a alcunha, e em espanhol, fechou seu discurso:
– Kobe, você está no coração de Los Angeles – disse a craque da WNBA.
Pelinka revela troca de mensagens e gesto de Kobe
O dirigente dos Lakers, Rob Pelinka, fez a revelação de que trocou mensagens com Kobe durante toda a manhã do dia do acidente. O superastro queria ajudar uma jovem jogadora de beisebol, que era a filha de John Altobelli, que também morreu na queda do acidente. Rob Pelinka citou três lados de Kobe, com os quais conviveu por mais de 20 anos: o Kobe melhor amigo, o Kobe pai e o Kobe marido.
– Ele simplesmente amava as meninas dele. Nada no mundo tinha mais importância para ele. […] Kobe viveu para tornar melhor as vidas dos outros – finalizou Pelinka.
Alicia Keys toca Sonata ao Luar, de Beethoven
A cantora e pianista Alicia Keys deu sequência à cerimônia, tocando Sonata ao Luar, de Beethove. Ao fim da apresentação, recebeu uma forte salva de aplausos. Veja como foi a apresentação.
O choro copioso de Michael Jordan
Absolutamente emocionado ao ser chamado ao palco para falar sobre Kobe Bryant, Michael Jordan não conseguiu conter a emoção e chorou copiosamente ao discursar sobre um dos maiores ídolos do esporte mundial. Jordan falou da relação de proximidade com Kobe, e lembrou de como o ex-Lakers era curioso, sempre lhe mandando mensagens, inclusive nas madrugadas.
O assunto era quase sempre o mesmo: basquete. Movimentações, trabalho de pés, estratégias. No começo, Jordan revelou cheio de lágrimas, achou abusivo. Depois, passou a admirar o tamanho da paixão do jovem e ambos se tornaram inseparáveis.
– Kobe deu tudo de si. Deixou tudo na quadra (longa pausa para aplausos). Kobe e eu éramos amigos muito próximos. Quando o conheci melhor, quis ser o melhor irmão mais velho possível. Quando Kobe Bryant morreu, um pedaço de mim morreu. Descanse em paz, meu irmão mais novo – disse Michael Jordan ao encerrar seu discurso.
Brincadeira com meme
Um dos memes mais famosos no universo do basquete é uma imagem de Michael Jordan com os olhos cheios de lágrimas. O rei do basquete reconheceu a fama da imagem nas redes sociais, e brincou na cerimônia dizendo: “Agora vou ter que lidar com outro meme choroso”.
Shaquille O’Neal frisa respeito apesar de relação conturbada com Kobe
Ao discursar, Shaquille O’Neal frisou a relação por vezes intempestiva com Kobe, mas fez questão de lembrar que apesar de algumas rusgas, os dois sempre exercitaram o respeito mútuo. Shaq encerrou suas palavras desejando que Kobe descanse em paz.
– Como vocês, continuo devastado com a morte de Kobe e Gigi. […] Agora é a hora de nós continuarmos o seu legado – disse o ex-pivô dos Lakers.
Na reta final da cerimônia, o curta “Dear Basketball”, que rendeu a Kobe Bryant um Oscar, foi reprisado no Staples Center. O memorial foi encerrado ao som de “Unforgettable”, clássico de Nat King Cole.
Por GloboEsporte.com — Los Angeles, Estados Unidos
Internacional
Morre Miguel Uribe, pré-candidato à presidência da Colômbia
O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe, vítima de um atentado em junho durante comício em Bogotá, morreu nesta segunda-feira (11) após mais de dois meses lutando pela vida. A morte foi anunciada por sua esposa, Maria Claudia Tarazona, e confirmada pelo hospital onde ele estava internado.
Uribe, de 39 anos, era senador de oposição ao atual governo e um dos favoritos na corrida eleitoral colombiana. O senador também era neto de um ex-presidente e filho de uma jornalista sequestrada e assassinada pelo Cartel de Medellín. Além da esposa, Miguel Uribe deixa um filho.
O senador foi baleado duas vezes na cabeça e uma na perna na noite de 7 de junho enquanto discursava em um evento de rua na capital colombiana, em meio ao crescimento de atos políticos visando as próximas eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para março de 2026.
O atentado a Uribe foi o primeiro de uma onda de ataques ocorridos na Colômbia nos últimos meses, que reviveram o fantasma da violência política no país dos anos 1990. Na época, três candidatos à presidência foram assassinados durante a campanha eleitoral.
Desde o atentado, Uribe estava internado no Fundação Santa Fé de Bogotá. Ele ficou à beira da morte, mas foi estabilizado após diversas e cirurgias e intervenções. No entanto, Uribe “regrediu à condição crítica devido a uma hemorragia no sistema nervoso central”, foi submetido a uma cirurgia de emergência e precisou voltar a ser sedado, segundo boletim divulgado pelo hospital no sábado (9).
A Fundação Santa Fé confirmou a morte de Uribe e disse que o pré-candidato morreu à 1h56 da madrugada desta segunda-feira no horário local de Bogotá (23h56 de domingo em Brasília). O hospital afirmou que os médicos “trabalharam incansavelmente” para tentar o salvar, porém, houve um “desfecho triste”.
ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, ao qual Uribe era filiado, lamentou a morte do senador. “O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia”, disse em sua conta no X.
G1
Gospel
Robert Francis Prevost é o novo papa Leão XIV
Após 4 votações, Papa é escolhido pelos 133 cardeais do mundo todo. Sinos já badalam na Praça São Pedro. Escolha foi comunicada às 13h08 desta quinta-feira (08) , pelo horário de Brasília.
Papa Leão XIV, foi anunciado às 14h12.

Disse o Papa: “Quero que essa saudação de paz entre no coração de vocês, a todas as pessoas”, disse Leão, em sua primeira saudação. “Deus ama a todos, e o mal não prevalecerá.”
Ele usou o início de seu discurso para homenagear seu antecessor, papa Francisco, a quem agradeceu. Ele diz que quer “prosseguir com a bênção” do argentino.
“Sou um filho de Santo Agostinho. Um agostiniano”, afirmou, indicando um possível caminho para seu papado.
Em meio ao discurso, ele trocou o italiano para o espanhol e agradeceu o seu episcopado em Chiclayo, no Peru, onde passou boa parte de sua carreira eclesiástica.
Prevost se juntou à ordem dos agostinianos em 1985, já no Peru. Os devotos de Santo Agostinho são uma ordem mendicante, assim como os franciscanos e os dominicanos.
Ele encerrou sua primeira mensagem aos fiéis na Praça São Pedro com a oração da Ave Maria.
Ele foi escolhido por pelo menos 89 dos 133 cardeais – dois terços dos eleitores do conclave – e será o sucessor do papa Francisco na Cátedra de São Pedro.
Quem é o novo papa
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost tem 69 anos e se torna o primeiro papa norte-americano da história da Igreja. É também o primeiro pontífice vindo de um país de maioria protestante.
Apesar da origem norte-americana, Prevost construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru. Foi lá que se destacou até alcançar os cargos mais altos da Cúria Romana.
Ao ser eleito, ocupava duas funções importantes no Vaticano: prefeito do Dicastério para os Bispos — órgão responsável pela nomeação de bispos — e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.
De perfil discreto e voz tranquila, Prevost costuma evitar os holofotes e entrevistas. No entanto, é visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco. Tem formação sólida em teologia e é considerado um profundo conhecedor da lei canônica, que rege a Igreja Católica.
Entrou para a vida religiosa aos 22 anos. Formou-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, foi enviado a Roma para estudar direito canônico na Universidade de São Tomás de Aquino.
Foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru — primeiro em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por dez anos, inclusive durante o governo autoritário de Alberto Fujimori. Prevost chegou a cobrar desculpas públicas pelas injustiças cometidas no período.
Em 2014, foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo, cargo em que foi ordenado bispo e permaneceu por nove anos. Nesse período, enfrentou a principal crise de sua trajetória: em 2023, três mulheres acusaram Prevost de acobertar casos de abuso sexual cometidos por dois padres no Peru, quando elas ainda eram crianças.
Segundo as denúncias, uma das vítimas telefonou para Prevost em 2020. Dois anos depois, ele recebeu formalmente os relatos e encaminhou o caso ao Vaticano. Um dos padres foi afastado preventivamente e o outro já não exercia mais funções por questões de saúde. A diocese peruana nega qualquer acobertamento e afirma que Prevost seguiu os trâmites exigidos pela legislação da Igreja. O Vaticano ainda não concluiu a investigação.
Durante sua passagem pelo Peru, Prevost também ocupou cargos de destaque na Conferência Episcopal local e foi nomeado para a Congregação do Clero e, depois, para a Congregação para os Bispos. Em 2023, recebeu o título de cardeal — função que ocupou por menos de dois anos antes de se tornar papa, algo raro na Igreja moderna.
Durante a internação de Francisco, Prevost foi o responsável por liderar uma oração pública no Vaticano pela saúde do então pontífice.
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