Arapuá
ARAPUÁ| Caminhoneiro discute no trânsito e agride policial com soco
Uma briga de trânsito acabou com a detenção de um caminhoneiro, de 28 anos, na tarde da quinta-feira(02), no Distrito de Arapuá, a 45 Km do Município de Três Lagoas.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 3º Grupamento da Polícia Militar do Distrito, por volta das 17 horas desta quinta-feira (2), na saída dos alunos da escola, o motorista do ônibus teve a saída impedida por um caminhão Mercedes 608, de uma fazenda da região da Piaba, que teria estacionado em frente ao ônibus, na conhecida travessia da linha, que divide o Distrito, próximo a Escola Estadual.
O caminhoneiro teria dado marcha ré para saída do ônibus, em seguida emparelhou o caminhão ao lado do ônibus, que acabou quebrando o retrovisor esquerdo do ônibus escolar e passou a fazer ameaças para o motorista afirmando que iria bater no motorista.
Com medo, a vítima deu marcha ré no ônibus e acionou a polícia que ao abordar o caminhoneiro e foi verificado que o autor estaria embriagado.
A equipe de policia de Arapuá, levou o homem para a 3ª GM do Distrito e neste momento o motorista muito alterado passou a dar murros nas paredes, e disse que não havia quantidade de homens para prende-lo, e em seguida desferiu um soco contra o cabo Braga, comandante da equipe policial do Distrito. Neste momento a equipe precisou usar força moderada e uso de algemas. Ao fazer o teste do bafômetro, requerida pela equipe de apoio, foi constatada a embriaguez que resultou em 0,88 mlg. O homem foi autuado por conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.
O Caminhoneiro foi entregue ao DEPAC do Município de Três Lagoas para as devidas providencias possíveis.
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
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