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Agronegócios

 Apicultores e sojicultores se reúnem em São Gabriel (RS) para fortalecer a integração sustentável no campo

Ação do projeto Mel de Florada de Soja do Pampa Gaúcho promoveu capacitação técnica e atividades práticas para os agricultores

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Créditos: EMBRAPA

São Paulo, março de 2026 – A convivência sustentável entre a apicultura e a sojicultura foi o foco do encontro técnico realizado no fim de fevereiro, na sede do Sindicato Rural de São Gabriel (RS) com produtores participantes do projeto Mel de Florada de Soja do Pampa Gaúcho. A iniciativa promovida pela BASF Soluções para a Agricultura reuniu cerca de 50 apicultores e sojicultores para fortalecer as boas práticas de convivência entre as duas atividades, com foco em sustentabilidade, produtividade e conservação das abelhas.

A programação combinou conteúdos teóricos e exercícios práticos conduzidos por especialistas, entre eles Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja; Maria Eduarda Carneiro, representante do Sou Polinizado; Hamilton Humberto Ramos, pesquisador científico e diretor do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC); Antônio Loures Júnior, representante da AgSafe; além de Mauricio do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura.

Os participantes acompanharam módulos sobre comunicação no campo, boas práticas agrícolas, manejo apícola, tecnologia de aplicação e segurança no uso de defensivos nas lavouras. Os agricultores receberam orientações sobre aplicação responsável de soluções de proteção de cultivos e as melhores práticas para proteger os polinizadores, essenciais para a produtividade de soja. Enquanto para os apicultores a capacitação teve ênfase em manejo, maior rentabilidade e qualidade do mel.

Com foco na inovação e a sustentabilidade no campo, o projeto fomenta a sinergia e a colaboração entre sojicultores e apicultores. O resultado é uma convivência planejada e mutuamente benéfica, que gera valor econômico e ambiental. Para Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura, o diferencial do projeto está na construção de relações baseadas em diálogo e cooperação.

“Não basta apenas produzir soja e ter colmeias no local, é preciso interação e troca de informações. Hoje, trabalhamos com ferramentas digitais para que o produtor informe suas aplicações de defensivos. Assim, o apicultor pode tomar as providências necessárias para proteger as colmeias. Com isso, criamos um processo de ganha-ganha, com mais mel para o apicultor e mais produtividade para o agricultor por meio da polinização das flores”, explica.

Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja, destaca os ganhos observados nos projetos de coexistência soja e mel. “Na cultura da soja, temos observado aumento médio entre 10% e 20% na produtividade, podendo superar os 20% em alguns casos. Já na apicultura, enquanto a média brasileira é de cerca de 19 quilos de mel por caixa ao ano, os apicultores que trabalham conosco nesses projetos de integração com soja conseguem coletar entre 120 e 130 quilos, sendo a metade durante a floração da soja. É um ganho espetacular”, completa.

Além dos ganhos em produtividade, também é possível identificar a melhora na qualidade do mel proveniente da florada da soja. O apicultor Aldo dos Santos, um dos pioneiros a participar do projeto Mel de Florada de Soja do Pampa Gaúcho afirma que o mel proveniente da florada da soja apresenta excelente coloração clara, sabor delicado e aroma floral. E ainda possui baixa tendência à cristalização, o que o torna uma ótima opção para envase e consumo como mel de mesa.

Para além dos treinamentos, a iniciativa prevê ações de fortalecimento da pastagem apícola, estímulo à adoção de práticas responsáveis no campo e o plantio de mudas de árvores nativas a cada quilo de mel de florada da soja produzido pelos parceiros.

O projeto desenvolvido pela BASF e parceiros reforça o compromisso estratégico da companhia de promover iniciativas que combinam alta produtividade agrícola com a proteção da biodiversidade, beneficiando produtores, apicultores, comunidades e o meio ambiente.

As atividades do projeto seguem as recomendações da cartilha de Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura, desenvolvida em parceria com Senar e Embrapa, com direcionais validados ao longo de diferentes safras.

Sobre BASF Soluções para Agricultura

Tudo o que fazemos, fazemos por amor à agricultura. A agricultura é fundamental para fornecer alimentos suficientes e acessíveis para uma população em rápido crescimento, ao mesmo tempo que reduz os impactos ambientais. É por isso que trabalhamos com parceiros e especialistas para integrar nossos compromissos de sustentabilidade em todas as decisões de negócio. Com € 990 milhões em 2025, investimos em uma sólida estrutura de P&D e no desenvolvimento de soluções para os diversos sistemas produtivos. Conectamos sementes e biotecnologias, soluções de proteção de cultivos, ferramentas digitais e iniciativas de sustentabilidade com o objetivo de contribuir com agricultores, agricultoras e outros elos da cadeia produtiva para que tenham os melhores resultados. Em 2025, nosso negócio gerou vendas de €9,6 bilhões. Para mais informações, visite www.agriculture.basf.com ou nossos canais nas redes sociais

Sobre a BASF

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 108.000 colaboradores do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de aproximadamente €60 bilhões em 2025. As ações da BASF são negociadas na bolsa de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações em: www.basf.com

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Agronegócios

Com colheita quase concluída, alta do dólar eleva cotações e anima o setor

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A valorização do dólar frente ao real garantiu um dia de altas praticamente generalizadas para os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil na quarta-feira (27.05). A moeda norte-americana encerrou o dia com avanço de 0,66%, cotada a R$ 5,06, fator que compensou a estabilidade e a leve variação negativa de 0,06% nos contratos de julho da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que fecharam a US$ 11,8525 o bushel. O movimento cambial estimulou as cotações domésticas tanto nos portos quanto nas regiões produtoras do interior.

O movimento ocorre em um momento em que os trabalhos de campo no País estão praticamente encerrados, restando pouco espaço para oscilações bruscas decorrentes de quebras de oferta. De acordo com o acompanhamento do setor, a colheita da safra entrou na reta final, consolidando um quadro de grande disponibilidade de grãos.

Em termos de volume total, as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma colheita estimada em 153 milhões de toneladas neste ciclo. O volume assegura o abastecimento interno e o cumprimento dos contratos de exportação, o que tende a limitar o potencial de altas expressivas nas cotações sem o suporte direto do câmbio.

Nos portos, o reflexo do avanço do dólar foi imediato. Em Paranaguá, o preço da saca de 60 quilos subiu R$ 1,00 em relação ao dia anterior, negociada a R$ 130,00. No terminal de Santos, o ganho foi de R$ 0,50, elevando a cotação para R$ 130,50. Já o porto de Rio Grande operou na contramão do movimento de alta e manteve a estabilidade, com a saca avaliada em R$ 128,00. No interior, os preços acompanharam a tendência dos portos paulista e paranaense, registrando valorização de R$ 1,00 nas praças de Ponta Grossa (R$ 125,00), Rondonópolis (R$ 111,00) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 115,00).

A partir de agora, o mercado passa a concentrar as atenções na estratégia de comercialização do produtor, que vinha retendo o grão físico à espera de melhores margens de lucro. Com o tamanho da safra definido, o foco logístico migra para a pressão sobre as tarifas de frete rodoviário e para a disputa por espaço nos armazéns, que começam a receber os primeiros volumes da colheita de milho safrinha.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Exportações crescem 9,9% e superávit no ano chega a R$ 152 bilhões

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A balança comercial brasileira acumulou um superávit de R$ 152 bilhões no ano, impulsionada pelo forte desempenho do agronegócio e da indústria de transformação em maio. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados na segunda-feira (25.05), as exportações totais do País atingiram R$ 700 bilhões de janeiro até a terceira semana de maio, contra R$ 548 bilhões em importações. O resultado consolida uma corrente de comércio de R$ 1,248 trilhão no acumulado de 2026, refletindo o ritmo dos embarques brasileiros no mercado internacional.

No recorte mensal, o saldo positivo de maio alcançou R$ 28,5 bilhões até a terceira semana, com as exportações somando R$ 117,5 bilhões e as compras externas totalizando R$ 89 bilhões. O ritmo dos embarques acelerou neste período: a média diária das exportações registrou expansão de 9,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, saltando de R$ 7,12 bilhões para R$ 7,825 bilhões. As importações seguiram trajetória semelhante de alta, com crescimento de 9,2% na média diária (R$ 5,94 bilhões), sinalizando o aquecimento da atividade econômica interna.

O agronegócio liderou o crescimento das vendas externas em termos relativos. A média diária das exportações agropecuárias avançou 18,5% frente a maio do ano passado, o que representa um incremento de R$ 325,85 milhões por dia úmido injetados no setor. Esse avanço dentro da porteira foi crucial para compensar a retração de 11,1% observada na indústria extrativa (queda diária de R$ 187,8 milhões), afetada pela oscilação de preços de commodities minerais e petróleo. A indústria de transformação também registrou desempenho robusto, com expansão de 15,4% nas vendas externas, somando R$ 559,45 milhões a mais por dia útil.

Do lado das importações, a indústria de transformação registrou o maior avanço nas compras diárias (+9,8%), adicionando R$ 493,95 milhões por dia. Em contrapartida, as importações de produtos agropecuários recuaram 5,5% na comparação anual (queda de R$ 6,55 milhões diários), evidenciando o alto índice de abastecimento do mercado interno pela própria produção nacional durante o atual ciclo de colheita.

Indicadores do Comércio Exterior (Maio de 2026 — Valores em Reais)

Período / Indicador Exportações Importações Saldo (Superávit) Corrente de Comércio
3ª Semana de Maio R$ 37,5 bilhões R$ 30,0 bilhões R$ 7,5 bilhões R$ 67,5 bilhões
Acumulado de Maio R$ 117,5 bilhões R$ 89,0 bilhões R$ 28,5 bilhões R$ 206,5 bilhões
Acumulado do Ano (2026) R$ 700,0 bilhões R$ 548,0 bilhões R$ 152,0 bilhões R$ 1,248 trilhão

A partir de agora, o mercado financeiro e os analistas do setor privado passam a monitorar o fechamento do primeiro semestre para avaliar o real impacto do escoamento do milho e a consolidação dos embarques da safra de soja. O foco dos operadores se concentra na sustentação da demanda do Sudeste Asiático, fator que definirá o ritmo de revisões para as projeções do saldo comercial final de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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