Campo Grande
Ano Novo: após o Natal consumidores buscam sabores especiais para o réveillon
À medida que o ano vai chegando ao fim, nos preparamos para receber o Ano Novo com muita celebração. Neste período que antecede o réveillon, os supermercados ficam movimentados de consumidores que procuram pelos produtos que não podem ficar de fora da festa da virada.
Neste ano, a ênfase está nos detalhes finos e nas experiências de sabores, proporcionando uma entrada glamourosa e saudável para o próximo capítulo. Alguns produtos são praticamente obrigatórios na noite do dia 31. O destaque fica por conta do tradicional espumante. Na adega da rede de supermercados Comper, marcas exclusivas e edições limitadas, tanto nacionais quanto internacionais, ganham espaço nas prateleiras e nos gostos dos clientes.
Segundo o presidente da Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultura), Daniel Pazzini, a projeção é que o setor cresça entre 5% e 10% neste ano. Os mais procurados têm sido os moscatéis. “Em primeiro e segundo lugar, aparecem moscatéis doces e com pouco teor alcoólico (7,5% e 8%), produzidos 100% com uvas moscato”.
Se a ceia de Natal foi marcada pelo consumo de carnes e doces, a aposta agora são ceias mais saudáveis, com alimentos que ajudam a balancear o menu. Com isso, cresce a venda de frutas durante o período. Utilizadas no preparo de sobremesas, na decoração ou na mesa de frios, algumas já são consagradas na mesa dos brasileiros, como uva, pêssego, ameixa, abacaxi, kiwi e damasco.
Outro alimento que movimenta a venda desta época é o peixe. O bacalhau é um dos preferidos dos consumidores. Muitas culturas acreditam que a presença do pescado na ceia simboliza a abundância. Por se tratar de um peixe já saboroso, não precisa de muitos acompanhamentos. Os temperos verdes, sejam eles secos ou frescos, podem deixar as receitas de bacalhau ainda mais gostosas.
Quem também entra na lista de compras dos supermercados são as oleaginosas. Além de fáceis de armazenar e super práticas, elas também são muito saborosas e fontes de minerais, vitaminas, fibras e gorduras saudáveis! Entre as principais escolhas estão as castanhas, nozes, amêndoa, avelã, pistache e amendoim.
A escolha de onde comprar os ingredientes para a ceia de ano novo é crucial para o grande dia. Optar por bons supermercados é uma decisão que pode transformar a celebração de réveillon em uma verdadeira experiência. A qualidade dos ingredientes e a variedade de opções oferecidas por bons supermercados permite a personalização da ceia de acordo com os gostos individuais e preferências da família.
Portanto, investir nos produtos disponíveis na rede de supermercados Comper não é apenas abastecer a despensa, mas também construir as bases para um Ano Novo repleto de sabor, qualidade e momentos que ficarão gravados na memória de todos os presentes.
Campo Grande
Casa Amarela celebra os 126 anos de Lídia Baís com exposição inédita de catálogo histórico
Entre memória, arte e experiência sensível, a Casa Amarela realiza, na quarta-feira (22), em Campo Grande, a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento de Lídia Baís e integra a programação nacional que, neste ano, propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.
A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, com uma programação ampliada que transforma a Semana Nacional dos Museus em um verdadeiro mês de atividades na Casa Amarela, que fica situada na Rua dos Ferroviários, 118 – região central da Capital.
O grande destaque é a apresentação pública na quarta-feira (22), às 18h, do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida — um documento raro, sem data precisa, mas que se estima ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, destaca a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.
“O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, complementa Tatiana, que é também arteterapeuta e uma das gestoras da Casa Amarela, ao lado do artista Guido Drummond.
Lídia Baís: uma artista à frente de seu tempo
A programação que inicia na quarta-feira, 22 de abril, marca o nascimento de Lídia Baís, que completaria 126 anos. A abertura às 18h, com a exposição do catálogo histórico e o sarau “Unindo Mundos”, também celebra o Dia do Arteterapeuta. Esse último conta com a parceria da Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (AATEMS).
“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma Guido Drummond.
Ao longo de maio, nos dias 6,13 e 22, a programação inclui oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.
“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.
As oficinas propõem experiências de criação a partir da escrita, da costura e da assemblagem — técnica artística que reúne diferentes materiais e objetos recicláveis— como caminhos de expressão e elaboração simbólica.
Toda a programação dialoga com a Semana Nacional dos Museus, realizada oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, mas que, na Casa Amarela, ganha uma dimensão ampliada.
“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, justifica Guido.
A iniciativa reforça ainda o papel da Casa Amarela como museu de território e arte urbana — um espaço que vai além da estrutura física e se conecta com as memórias e vivências da comunidade. Desde 2017, o local se tornou Museu de Arte Urbana (MUAU) e atua na valorização da arte e das narrativas que constroem a identidade cultural da Capital. A programação da Semana dos Museus está disponível pelo Instagram @casa.amarela.muau e as inscrições das oficinas pelo telefone (67) 9 9189-7034 – Whatsapp.
Serviço

Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos
Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)
22 de abril (quarta-feira)
* Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
* Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta
6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
* Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”
23 de maio (sábado)
* Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
Campo Grande
Festival da Juventude 2026 reúne milhares de pessoas e consolida protagonismo jovem na cultura sul-mato-grossense
Durante três dias, o Festival da Juventude 2026 reuniu 27.505 pessoas, entre público presencial e virtual, consolidando-se como um dos principais eventos culturais voltados à juventude no estado. Entre os dias 26 e 28 de março, o campus da UFMS em Campo Grande/MS a foi atravessado por múltiplas linguagens — literatura, teatro, dança, cinema, música, circo, tecnologia e cultura urbana — em uma programação gratuita que colocou a juventude no centro da criação artística.
Mais do que números, o festival revelou a potência de uma geração que escreve, performa, filma, debate e ocupa espaços com suas próprias narrativas.
A programação reuniu artistas e nomes de destaque nacional e regional, como Ney Matogrosso, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa durante a abertura oficial e participou de uma palestra-show histórica; Chico Chico, que encerrou o festival com o show “Let It Burn – Deixa Arder”; Maria Homem e Geni Nuñez, que trouxeram reflexões sobre juventude, subjetividade e contemporaneidade; além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e outros.

Juventude em movimento, criação e escuta
O festival também se afirmou como espaço de formação e pensamento crítico, com oficinas conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa, além de mesas de debate, rodas de conversa e o Fórum da Juventude, que reuniu jovens para contribuir na construção de políticas públicas.
Proposto pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude dentro da programação do festival, o Fórum se consolidou como um espaço de escuta ampliada e participação ativa, reunindo diferentes juventudes em um mesmo território de diálogo.
Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, realizar o Fórum dentro do Festival da Juventude potencializou o encontro e a participação.
“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.
Segundo ele, as discussões revelaram a diversidade de realidades que compõem a juventude sul-mato-grossense, trazendo demandas que vão desde questões estruturais até temas emergentes.
“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.
Jessé também destaca que o Fórum tem impacto direto na construção de políticas públicas no estado. “Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.
Alcance ampliado e presença digital
Além do público presente nos espaços da UFMS, o Festival da Juventude também alcançou milhares de pessoas por meio das transmissões online. Somente a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa e a apresentação de Ney Matogrosso reuniu cerca de 4 mil espectadores ao vivo no canal da TV UFMS no YouTube.
Ao considerar o público total por atividade, incluindo concursos, espetáculos, oficinas, debates, transmissões e votações, o festival chegou a 27.505 pessoas, demonstrando sua capacidade de mobilização tanto presencial quanto digital.
Um território que permanece
Mais do que um evento pontual, o Festival da Juventude 2026 deixa como legado um território simbólico onde a juventude é autora, protagonista e agente de transformação. Ao ocupar a universidade com arte, pensamento e criação, o festival reafirma que a cultura é também um espaço de formação, de pertencimento e de construção coletiva de futuro.
O Festival da Juventude foi uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura, Educativa MS, Governo de MS, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.
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