Mato Grosso do Sul
Ampliar o bom ambiente para negócios em MS é uma das missões de Verruck na Semadesc
A economia é o motor que move um Estado, e sua gestão é essencial, ainda mais em um local onde as potencialidades ambientais são evidentes. Assim, a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) assume papel preponderante no dia a dia da administração pública.
É por essa pasta que grandes decisões que definem os rumos da população passam, captando investimentos que fazem mover a mercado de Mato Grosso do Sul. Quem comanda a pasta é o economista Jaime Verruck, que já comandava a extinta Semagro.
Agora, Verruck tem como missão repetir os bons resultados da gestão anterior e acrescentar novas metas, que vão além do que já foi realizado, tudo em prol do desenvolvimento sul-mato-grossense sobre os quatro pilares da gestão do governador Eduardo Riedel: um Mato Grosso do Sul inclusivo, próspero, verde e digital.
Leia abaixo a entrevista na íntegra:
Secretário, o senhor é conhecido por ser bastante técnico em seu trabalho e sendo elogiado por isso. Foram 8 anos de êxito à frente dessa pasta, e agora a questão é: o que tem ainda a melhorar nesse trabalho?
Bom, um primeiro ponto é que nesses oito anos, os indicadores mostraram os resultados do nosso trabalho. Quando a gente fala na área do desenvolvimento, principalmente, nós conseguimos reposicionar o Mato Grosso do Sul. Então, hoje a gente usa até uma terminologia que é o “Mato Grosso do Sul é um estado em transformação”. Reposicionamos o nosso Estado sobre o ponto de vista econômico, tanto na ampliação da produção agrícola como na produção industrial, na geração de emprego. Esse é um ponto fundamental. Agora, a gente vê muito claramente a proposta do governador Eduardo Riedel, que nos convidou para seguir na pasta com algumas modificações, o estabelecimento primeiro, lá no Plano de Governo, da questão extremamente moderna que são os objetivos do milênio da ONU. A gente tem um caminho. Esse é um caminho que o mundo caminho e o Mato Grosso do Sul absorve esses objetivos do milênio, que é um direcionamento, é um conjunto de propósitos. O Riedel no próprio Plano de Governo que ele tem destacado, ele tem dito que precisamos fazer um Estado inclusivo, um Estado próspero, um Estado verde, e um Estado que respeita exatamente todas as diversidades. Isso não é da minha secretaria, está premente em todas as secretarias. Os nossos planos e nossos projetos tem que estar com essa estrutura. Essa lógica do Estado de transformação que é que nós temos que avançar agora. Sempre haverá muitos projetos a serem realizados, pois temos que continuar crescendo, incluindo as pessoas, gerando emprego e fazendo o desenvolvimento dos municípios, olhando para aqueles locais menos favorecidos em termos de desenvolvimento. A ideia é sempre ter uma equidade nesse crescimento, e uma questão importante é a sustentabilidade. o Estado de Mato Grosso do Sul tomou uma decisão estratégica de ser um estado sustentável, ser uma referência no país em sustentabilidade. Então é esse o caminho que vamos adotar agora.
A Semagro agora será Semadesc. Essa mudança de nome pode ser enxergada como uma simples mudança técnica ou trará novidades para a gestão e a população como um todo?
Não é só uma mudança técnica. Ela agora vem como Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, então muda um pouquinho o nome, mas ela tem algumas questões existenciais que foram alteradas. Isso é importante destacar. Primeiro, porque o governador Eduardo Riedel trabalhou com a questão das secretarias executivas. Houve uma proposta para juntar meio ambiente e desenvolvimento, que foi exitosa nesses oito anos, e entendemos que para a gente ter mais avanço, precisávamos ter uma nova estrutura organizacional. E assim foi feito. Além da secretaria titular, foi criada a secretaria-executiva da Agricultura Familiar. Então esse foi o primeiro foco, uma sinalização muito clara: o governador quer dar foco na agricultura familiar. Um outro ponto importante que nós queremos dar foco é na qualificação de emprego. Essa é uma na área que estava muito no foco da assistência e estamos trazendo para o foco do desenvolvimento, da geração de emprego. Isso por um diagnóstico muito simples: percebemos que tinham muitas vagas de trabalho, temos ainda, e tinha muita gente procurando trabalho por falta de qualificação. Então a pasta traz esse elemento adicional, além da secretaria-executiva de Meio Ambiente. É importante destacar o agronegócio, o desenvolvimento sustentável, a indústria, o serviço e o comércio também. A pasta traz elementos novos e permite exatamente esse foco em várias áreas. Vamos chamar as mais críticas, as mais importantes. E além disso, trouxemos para o escopo da secretaria a Funtrab, que é a Fundação do Trabalho, agora vinculada à secretaria executiva de Emprego e Renda, e também a MSGÁS, fato que quer dizer que estamos olhando o gás natural como uma lógica de desenvolvimento. Quem consome gás natural são as empresas, as indústrias e os condomínios. A partir da Semadesc é que se geram os negócios, e consequentemente esse olhar para o desenvolvimento econômico, então essa mudança não é uma simples troca de nome, é uma nova lógica. Creio que nesta estrutura que foi estabelecida em termos organizacionais a gente ganha fôlego, ganha competência, e isso é fundamental. Ganhamos novas competências para avançar nos projetos do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.
Desses quatro pilares que a gestão vai ter agora, eles passam diretamente pela Semadesc: ser inclusivo, próspero, verde e digital. Como isso vai ser conduzido?

Todos esses eixos passam pela Semadesc e eu vou te explicar um pouco do porquê. Vamos focar primeiro no próspero. Quando a gente fala em prosperidade, a gente fala em crescimento do Produto Interno Bruto, e isso significa aumento das nossas exportações, aumento do investimento público, aumento de investimento privado, geração de empregos de qualidade, então toda essa prosperidade está muito voltada a nossa capacidade de atrair novos investimentos, a capacidade da gente manter aquelas indústrias que já estão instaladas no Estado e conseguir ampliar essa força produtiva. Esse é um ponto fundamental. Já quando nós falamos da sustentabilidade, o governador Eduardo Riedel tem destacado muito o Estado Carbono Neutro 2030. Essa é uma pauta que foi assumida pelo governador em todos os projetos. Nós temos que trabalhar como ente público, sustentável. Somos líderes em logística reversa, a nossa atividade pecuária já é uma referência de sustentabilidade, a indústria da mesma forma. Então esses dois pilares são pilares fundamentais para o nosso desenvolvimento.
E para as demais áreas? Quais os planos da Semadesc?
Quando falamos de inclusão, que é um outro ponto fundamental, a secretaria-executiva de Emprego e Renda tem esse foco. Queremos incluir aquelas pessoas que estão fora do mercado de trabalho e aí usaremos muito o conceito da transversalidade. Vamos trabalhar juntos com a Secretaria de Educação para melhorar a escolaridade dos jovens, para que eles possam ser absorvidos no mercado de trabalho, qualificar esses jovens para as demandas que as empresas têm. Não vamos abrir um conjunto de coisas. Vamos olhar qual a necessidade do mercado, e aí tem um ponto fundamental que nós temos destacado que é a questão da requalificação. A gente percebe uma evolução tecnológica muito rápida, e nós precisamos que as pessoas se requalifiquem. Então, além da qualificação vem o projeto, importante, que é chamado de Voucher Qualificação. É um projeto do Plano de Governo que a gente vai criar para exatamente fazer o link entre a demanda daquelas empresas que precisam de empregado e qual a qualificação que esse empregado precisa ter. O cidadão vai poder fazer isso em qualquer rede de qualificação profissional e o Estado dando o voucher e fazendo esse pagamento. E quando nós olhamos para agricultura familiar, nós trouxemos para a secretaria também os povos originários. Nós separamos isso e vamos focar na questão da agricultura familiar. Nós já temos um programa de inclusão produtiva e de novo vem a transversalidade. Vamos trabalhar a questão da saúde, da assistência social, do emprego, da produção. Outro ponto muito importante que está até no nome da secretaria é a ciência, tecnologia e inovação. Até então tínhamos só uma autarquia que faz esse trabalho, que é a autarquia operacional, mas nós trouxemos isso para outra lógica estratégica. Quando o governador estabelece que quer um Estado digital, a ciência e tecnologia se tornam fundamentais. Vamos trabalhar junto às universidades, startups, trazer isso para dentro do Estado para desenvolver uma estrutura digital, um ecossistema de renovação.
A Semadesc é a porta de entrada para novos investimentos no Estado. Como essa interlocução com o setor privado funciona? E qual o foco buscado no momento?
Um primeiro ponto que sempre a gente tenta despertar nos empreendedores é sobre a nossa política de incentivo fiscal. O Mato Grosso do Sul tem uma política com segurança jurídica com as regras muito bem definidas. Chamados de competitividade fiscal. Conseguimos através do incentivo fiscal trazer determinados segmentos industriais que não seriam competitivos se não tivéssemos o incentivo. Mas isso não é suficiente e estamos criando um ambiente de negócios extremamente favorável. A lógica da sustentabilidade, da qualidade de vida, de ter a estrutura educacional no Mato Grosso do Sul, isso atrai também pessoas competentes e empresas competentes. Temos dentro da secretaria uma agência de promoção dos investimentos, que onde nos preparamos para participar de feiras nacionais e internacionais, levando exatamente as potencialidades do Estado pra trazer mais potencialidades até aqui. Então, além do incentivo, agora nós vamos ampliar isso. O governador destacou de forma muito clara. A indústria realmente vem pelo incentivo. Temos algumas empresas do agro que vem pelo incentivo. Mas, por exemplo, na área de saúde nós não temos incentivo direto. Agora estamos indo em novos segmentos para mostrar o nosso potencial de mercado, para que essas empresas venham. Para isso é fundamental o ambiente de negócio.
Qual a importância dos licenciamentos ambientais nessa discussão?
Avançamos e vamos continuar avançando na questão licenciamento ambiental, de maneira muito clara. Muitas empresas ficam preocupadas com o tempo de licenciamento. O que nós optamos aqui? Eu vou te dar um exemplo: a Arauco, que chega com um investimento na casa dos R$ 15 bilhões em Inocência. Já existe previsão do dia que será apresentado o licenciamento, como vamos analisar, do dia que vai ser audiência pública e o dia que ele vai receber o licenciamento. É fundamental a previsibilidade dos negócios. Isso se cria com um Governo eficiente, com compromissos que nós assumimos para que a gente possa avançar. Essa é uma pauta fundamental. Mato Grosso do Sul já é o estado que mais recebe investimento privado hoje no Brasil e nós temos certeza que nos próximos quatro anos vamos atrair novas empresas, diversificando a nossa base de produção.
Como alinhar esse esses novos negócios ao potencial do Estado, que é o agro? Como esse potencial para o agro ajuda a trazer esses novos negócios para cá?
Veja o seguinte: fizemos um trabalho no agro, que hoje em Mato Grosso do Sul é extremamente diversificado, lembrando que em oito anos, e aí o Eduardo Riedel teve uma participação como secretário fundamental, aumentamos em mais de um milhão de hectares a produção, e neste ano a nossa previsão é que a gente tenha uma safra recorde de soja. Tivemos a área recorde de soja plantado e agora vem uma safra recorde. Temos disponibilidade de matéria prima, como a soja, o farelo e o milho, então focamos muito na agroindustrialização desses produtos. Hoje nós já temos o etanol de milho com DDG disponível. E veja, o Mato Grosso do Sul que nós fizemos em oito anos, na área de eucalipto, de celulose, não se fez em lugar nenhum no mundo. O Mato Grosso do Sul cresce praticamente em todos esses anos e somos uma referência hoje mundial em produção de eucalipto e de celulose. Essa é uma diversificação, e agora temos um caminho a percorrer, focando agora no retorno do trigo como cultura de inverno em Mato Grosso do Sul, recentemente expandimos fortemente o amendoim, além de outros produtos.
Então o caminho encontrado é a diversificação da produção?
Sim, queremos diversificar essa base de produção. Um exemplo muito simples é que a gente planta entre 3,5 milhões e 3,8 milhões hectares de soja. Conseguimos inserir milho na entressafra, com 2,8 milhões de hectares. Sobra 1 milhão. E esse espaço precisamos de irrigação – que é um outro foco do Governo que nós estamos estabelecendo via Plano de Governo -, ampliar a irrigação, trazer novas culturas nesse período de inverno, e sempre seguir na lógica de agroindustrializar esses produtos, como nós já temos aí. Caracterizamos o Estado hoje como Estado diversificado, um Estado do papel de celulose, o Estado da mineração, mas um Estado multiproteína. Quer dizer, nós queremos ser o Estado da carne bovina, da carne suína, da carne de aves e somos o líder já em carne de peixe. Vamos focar muito na questão da ampliação da piscicultura, daí é lógica de ter um Estado multiproteína.

O senhor pode citar assim quais são os principais investimentos já previstos para os próximos anos em Mato Grosso do Sul? Em que altura eles estão?
Estamos com 26 dias de Governo apenas e a maioria dos empreendimentos que nós estamos tratando, obviamente eles foram celebrados ainda na gestão anterior, mas nesse curto espaço de tempo todos têm um grande ganho. Na área da celulose nós recebemos hoje no Mato Grosso do Sul o maior volume de investimento já previsto. Temos uma fábrica em construção em Ribas do Rio Pardo, e lá são R$ 15 bilhões de investimento da fábrica, mais R$ 5 bilhões de maciço florestal, e essa fábrica vai ser inaugurada ainda durante o Governo do Eduardo Riedel. Já tivemos até uma uma reunião com a Suzano, e isso deve acontecer no segundo semestre de 2024. Será inaugurada a maior fábrica de linha única de celulose do mundo. Essa já é uma inauguração importante, com todo o trabalho que nós temos que fazer e estamos construindo naquele município escola, estrutura de saúde, de educação, além de toda a estrutura de emprego. Nós já temos também confirmado para 2024, quando encerra a primeira fábrica, a construção da segunda fábrica lá em Inocência, que é da Arauco, outra empresa do setor, e com uma necessidade de mais de 250 mil hectares de plantio de eucalipto, que já está sendo plantado, somando outros R$ 15 bilhões de investimento.
Esses investimentos acabam tendo um efeito dominó para toda a região, certo?
Mudamos realidades de regiões e de municípios. Se a gente pegar o preço da terra nessas regiões, praticamente triplicou nos últimos oito anos em função dessa atração de investimentos. Então, essa é uma lógica importante. Completando o raciocínio anterior, na área do DDG vamos inaugurar ainda esse ano a área do etanol de milho no município de Maracaju. Recentemente inauguramos no município de Dourados. Quanto a estrutura de armazenagem, Mato Grosso do Sul precisa ampliar a armazenagem. Então, nós temos o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que financia essa estrutura de armazenagem. Há também a ampliação na área de suinocultura, nós temos já contratados para esse ano a duplicação da JBS em Dourados, a duplicação da Aurora em São Gabriel do Oeste. Então, Mato Grosso do Sul continua nesse crescimento e cada vez mais tendo que agregar valor aos seus produtos para o mercado.
E nossa posição quanto às exportações, secretário?
Aí nós temos que ir para outros mercados. Para Mato Grosso do Sul hoje a China responde praticamente por 40%, 50% do total da nossa exportação. Como um dos nossos focos é a busca por novos mercados internacionais, foi criada uma secretaria de Relações Internacionais, para continuarmos a buscar novos mercados para produtos sul-mato-grossenses. A chegada de novos eixos modais e da Rota Bioceânica devem acentuar ainda mais tal busca, já que seremos parte de um eixo logístico importante.
E o impacto disso tudo pra sociedade, já há como mensurar? O que a sociedade já pode esperar dessas iniciativas, a curto e longo prazo?
Na verdade o impacto já ocorreu quando a gente teve alta taxa de crescimento, 5% no ano passado e teve o maior crescimento durante a pandemia, já há um impacto. As pessoas as às vezes não tem ideia do que significa esse investimento e eu me lembro que em Ribas eu cheguei um dia e perguntei na Associação Comercial quem que tinha sido impactado pela Suzano. Todo mundo ficou quieto. Aí eu perguntei para uma senhora quantos cafés ela vendia por dia antes da obra. Ela falou que vendia vinte, e agora são 5 mil. Então isso é o impacto. A ideia não é só quando a gente fala em emprego, mas todos esses investimentos, lembrando que em Mato Grosso do Sul 92% das empresas são pequenos negócios, e são esses os mais bem impactados, pois os investimentos geram massa salarial, crescimento de salário, crescimento da compra, crescimento do emprego. Então, quando falamos desse investimento, às vezes as pessoas ficam distantes quando a gente fala que vai gerar 5% a mais de PIB, mas é isso que dá a dinâmica da economia e permite esses milhares de empregos, mais de 300 mil nos pequenos negócios. Na área imobiliária, Mato Grosso do Sul tem uma das maiores valorizações imobiliárias do pais, não só no rural como no imóvel urbano. E é exatamente em função dos investimentos. Às vezes falamos muito do emprego, falamos para o jovem que se qualifique e que emprego vai ter. É fundamental isso. Falamos para as pessoas que invistam em restaurantes e produtos locais. Nós queremos evitar o máximo que se compre produtos de fora quando nós temos esse investimento. Mato Grosso do Sul vai continuar crescendo, e então o impacto social é imediato. Obviamente, tem o outro que é o impacto que nós temos que olhar que é a necessidade de serviços públicos. Precisamos aumentar a segurança, precisamos aumentar hospitais, precisamos aumentar a assistência social, tudo isso decorrente exatamente dessa expansão da economia.
A gente já falou sobre os métodos de trabalho, projeções, interlocução com o setor produtivo, impactos dos investimentos, mas ainda falta falar sobre o fomento. Quais são os mecanismos? Qual o papel do FCO nesse contexto?
Dentro dos mecanismos de fomento, o principal deles que nós temos é o incentivo fiscal. Isso é fundamental e nós mudamos até uma lógica interessante não só de atrair. Por exemplo, na área do agronegócio, nós temos fomento direto ao produtor. É o único estado que remunera o suinocultor que é produtivo e sustentável. É o único estado que remunera a bovinocultura, o produtor de bovinos que é sustentável e produtivo. Agora caminhamos para as aves, já temos isso no peixe. Isso é um diferencial essencial, você incentivar a produção para que ela tenha um caminho sustentável. O outro mecanismo é justamente o FCO, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste, que esse ano nós temos disponível R$ 2,2 bilhões. Ele é fundamental pois a taxa de juros é mais barata que o mercado de longo prazo, então o FCO tem um elemento. Aliado a isso trabalhamos agora em uma agência virtual sendo construída para que esse empresário do mundo inteiro conheça nosso Estado. Ela vai ser bilíngue, com sistema de saque, e está sendo construída junto com a Secretaria de Fazenda. Vai ser a primeira agência de captação de investimentos virtual. Então ela trabalha todo no sistema virtual e ela deve julho já começar os primeiros trabalhos para que a gente tenha essa capacidade de atrair mais investimentos e mostrar o Mato Grosso do Sul. Para a gente atrair investimento, nós temos que sair daqui e mostrar como está Mato Grosso do Sul.
A participação em feiras também tem sua importância nessa captação de investimentos?
A gente fez isso na COP, e já fazemos isso nas grandes feiras internacionais. Mato Grosso do Sul normalmente é o único estado que põe estande próprio em eventos com o Simpósio Internacional de Aves, na Feira de Celulose. Vamos lá e colocamos um estande do Estado de Mato Grosso do Sul com os nossos técnicos para atender as empresas interessadas, e normalmente saímos de lá com uma série de investimentos nessa área. Esse é o caminho. Temos que ter um ambiente de negócio favorável, uma estrutura de financiamento adequado, uma estrutura de incentivo fiscal adequado e um regramento. O empresário procura muita a previsibilidade. E é isso que ele vai encontrar aqui no nosso Estado. Mato Grosso do Sul trabalha para formar esse ambiente.
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
João Pedro Flores, Programa de Estágio Supervisionado
Fotos: Álvaro Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com apoio do Governo, Taboadão 2026 movimenta turismo, cultura e economia da região
Para valorizar a tradição e impulsionar economia regional, o governo Eduardo Riedel participou na sexta-feira (1) da 55ª Festa do Peão de Aparecida do Taboado. Esta grande festa popular começou em 30 de abril e segue até 2 de maio.
Conhecida como Taboadão 2026, esta festa de peão que já faz parte da história de Mato Grosso do Sul, conta com a parceria e apoio do Governo do Estado.
“Uma palavra pra vocês é de gratidão. Muita gente faz isso de coração, porque o rodeio e laço comprido estão no DNA de Mato Grosso do Sul . Por onde eu ando nesse Estado, o nosso esporte, a nossa cultura reafirma aquilo que a gente tem de origem. Esta festa super tradicional é um sucesso. Sempre poderão contar comigo. Que todos tenham uma excelente festa e aproveitem muito”, afirmou o governador.
Com portões abertos a população em todos os dias, a edição está cadastrada na Confederação Nacional de Rodeio (CENAR). A festa reúne competições de rodeio em cavalos e touros, com destaque para o cutiano, modalidade que tem forte ligação com a identidade do município.
O apoio do Estado envolve a estrutura do evento, incluindo palco, som, iluminação, assim como atrações artísticas. “Obrigado a presença de todos, quero agradecer todas as autoridades e aos pioneiros. Dizer que é uma honra grande receber o governador Eduardo Riedel. Que Deus abençoe nosso rodeio e esta festa maravilhosa”, ponderou o prefeito José Natan de Paula.
A programação musical do Taboadão 2026 conta com apresentações de Country Beat e Resenha da Muierada, Munhoz & Mariano, Projeto Copo Sujo com Humberto & Ronaldo.
Um dos organizadores do evento, Nestor Júnior, ressaltou que o Governo do Estado foi essencial para garantir os portões abertos a população. “Eu quero representar população de Aparecida do Tabuado para agradecer ao Governo do Estado por todo apoio. Desde 2015 iniciamos o projeto de ter o Taboadão de portões abertos. O governador fez o compromisso de nos ajudar e está cumprindo sua palavra”.
Escola agrícola
Com uma gestão municipalista, o governador fez uma parceria com o município para reforma, manutenção e conservação da Escola Agrícola Benedito da Silva Queiroz, no valor de R$ 4 milhões.
A unidade escolar está desativada há muitos anos, e a obra tem como objetivo viabilizar a reativação, modernizando a estrutura e criando condições adequadas para o retorno das atividades educacionais.
A iniciativa é conduzida pela SED (Secretaria de Estado de Educação), com foco na formação voltada à realidade local, especialmente diante da forte vocação agropecuária de Aparecida do Taboado, marcada por atividades como agricultura, pecuária, produção sucroenergética, citricultura, cultivo de eucalipto e seringueira.
“Viemos aqui hoje para assinar esse convênio e reativar esta escola agrícola, que estava parada há 10 anos. A obre veio ao encontro com a nossa política pública de qualificação aos jovens na área técnica. Capacitação na área agrícola é uma ação específica que é muito importante para região. Na rede pública de ensino ultrapassamos 50% dos alunos no ensino médio em cursos profissionalizantes. Um dos maiores índices do Brasil”, destacou o governador.
Riedel lembrou que é preciso inserir e preparar a juventude para o mercado de trabalho. “Quando a gente cria um ambiente de negócio positivo precisamos de gente qualificada. As vezes a ideia é só do jovem na universidade, mas muitas vezes o objetivo dele é fazer uma qualificação profissional, de acordo com a sua realidade. Este convênio que estamos assinando aqui é altamente simbólico para o desenvolvimento da cidade e do Estado”, completou.
O prefeito de Aparecida, José Natan de Paula, agradeceu a parceria e contribuição do Estado nos investimentos da cidade. “Confio no trabalho do governador e esta obra que será retomada será muito importante ao município. Aqui temos uma parceria de sucesso”.
Vistoria
O governador aproveitou a agenda para vistoriar as obras de pavimentação e drenagem em bairros da cidade. O objetivo destes investimentos é melhorar a infraestrutura urbana da cidade, para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
No bairro Tauam os serviços contemplam várias ruas, com 3 mil metros de drenagem, além de recapeamento e pavimentação nova, com investimentos de R$ 8,6 milhões, advindos do programa MS Ativo.
Já no bairro São João São melhorias em diversas vias públicas em obras de pavimentação e drenagem, no valor de R$ 7 milhões. “Obras de infraestrutura que transformam a cidade e melhoram a vida das pessoas. Fazemos questão de sempre fazer a drenagem junto com o asfalto, mesmo que o custo fica maior. Serviço bem feito para dar certo”, concluiu o governador.
Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Municipalismo: Governo de MS investe em infraestrutura e apoia feira agropecuária em Glória de Dourados
Com entrega de obras, anúncio de construção de moradias e atendimento ao setor produtivo, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul apoia e participa da 35ª Expoglória. O governador Eduardo Riedel cumpriu agenda, nesta sexta-feira (1°), no evento, que segue até domingo (3) e também marca o aniversário de 62 anos do município de Glória de Dourados.
“Reafirmo o compromisso do Governo do Estado com o setor produtivo das diversas áreas. As parcerias e harmonia de todos os envolvidos contribui para uma sociedade melhor”, afirmou Riedel.
Para atender as demandas dos produtores locais, Riedel participou de reuniões setoriais da pecuária leiteira, avicultura e suinocultura.
O Proleite (Programa de Desenvolvimento da Bovinocultura Leiteira) conta com aporte de R$ 70 milhões para modernizar a pecuária leiteira e atua no melhoramento genético, apoio à indústria láctea, assistência técnica e gerencial, além do subprograma Leite Vida. O objetivo é criar um ambiente de desenvolvimento sustentável para o setor, uma das marcas da gestão estadual.
No total, 212 produtores terão seu plantel melhorado através de investimento direto do Governo do Estado, que colocará no rebanho leiteiro de MS um total de 427 animais selecionados.
A avicultura em Glória de Dourados é um setor em expansão, impulsionado por assistência técnica, com foco na produção de corte, presença da Aviglória (associação dos avicultores mais antiga do Estado) e reforço das ações de vigilância para garantir a sanidade da produção de aves (parceria com a Iagro/MS).
Incentivos
O Programa Frango Vida, do Governo do Estado, já destinou mais de R$ 66 milhões em incentivos para a retomada e expansão da avicultura estadual, e estabelece critérios técnicos, ambientais e sanitários para acesso aos incentivos, promovendo a modernização das granjas, reinvestimento produtivo e adoção de boas práticas.
A suinocultura do Estado vive um momento de forte expansão e já desponta como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio estadual. Nos últimos três anos, a atividade registrou crescimento próximo de 50%, consolidandose como referência em organização, tecnologia e sustentabilidade.
O Governo do Estado tem atuado como indutor desse avanço, com políticas de incentivo e programas estruturantes, como o Leitão Vida, que busca aumentar a eficiência produtiva e a competitividade da cadeia.
Atualmente, de acordo com dados da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o MS conta com mais de 300 granjas em operação e uma produção anual em torno de 3,6 milhões de suínos abatidos. A cadeia também tem impacto significativo na geração de empregos, com aproximadamente 32 mil postos diretos, além de
movimentar setores como grãos, genética e serviços.
No cenário internacional, o desempenho também chama atenção. As exportações ultrapassam 20 mil toneladas de carne suína, com crescimento superior a 10% em relação ao ano anterior. Entre os principais mercados consumidores estão países da Ásia e do Oriente Médio, como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.
Obras
O governador também entregou obras, anunciou a construção de mais 66 moradias durante a agenda em Glória de Dourados.
Em parceria com o município, o Governo do Estado destinou mais de R$ 4 milhões para a execução do programa municipal de edificação de 66 casas no loteamento residencial Cabo Almi. As moradias serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade no município.
Com foco na regularização fundiária urbana de famílias de baixa renda, foram entregues títulos de regularização fundiária para proprietários de imóveis dos distritos de Guassulândia e Novo Pinheiro. A ação é parte do Programa Lar Legal, iniciativa do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
“É uma ação que devolve a liberdade para quem recebe a regularização. A propriedade passa a ser de fato e de direito para quem viveu ali a vida toda”, disse Riedel. No município o Governo do Estado investiu R$ 2,6 milhões, por meio do programa MS Ativo, no recapeamento de diversas ruas.
O governador também vistoriou obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas ruas da Vila Industrial. Com os trabalhos recém iniciados (2% de execução), a obra faz parte do programa MS Ativo municipalismo e conta com R$ 8,8 milhões de investimentos estaduais para pavimentar trechos de 20 vias urbanas.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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