Saúde
Alimentação e humor estão relacionados?
A pandemia vem mudando significativamente a rotina dos brasileiros, principalmente nos cuidados com a saúde física e psicológica. Levantamento do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aponta aumento de 80% dos casos de estresse e ansiedade em todo o país. Entre os fatores de risco estão a ausência de acompanhamento psicológico, o sedentarismo e a alimentação desregrada.
Para amenizar os sintomas de inquietação e nervosismo, uma das nutricionistas do Fort Atacadista, Letícia Tizziani, recomenda alimentos que podem auxiliar na melhora do humor. Para começar o dia com alto-astral, por exemplo, no café da manhã ela sugere o chocolate amargo. Chocolate logo pela manhã? O alimento é rico em triptofano, responsável pela produção de serotonina, e provoca sensação de bem-estar e relaxamento. A orientação é que seja consumido uma pequena fração por dia, algo em torno de 30 a 40 gramas.
As nozes também são excelentes opções, principalmente para quem deseja substituir o chocolate. O ácido fólico, presente na oleaginosa, é fundamental para desenvolver as funções cerebrais, melhorando a capacidade cognitiva e a saúde emocional. A nutricionista recomenda o consumo de três nozes pela manhã. “Ingerir esse alimento com frequência aumenta expressivamente a serotonina em curto prazo. Em cerca de três meses é possível avaliar os resultados”, destaca Tizziani.
Na metade da manhã, Tizziani recomenda o consumo de aveia. O cereal é rico em vitaminas B e E. Além de auxiliar no combate da ansiedade e da depressão, melhora o funcionamento do intestino. “Ela pode ser acrescentada no iogurte ou acompanhada por uma fruta de sua preferência. O ideal é ingerir três colheres de sopa por dia”, explica.
No almoço não pode faltar arroz integral ou banana. Os grãos facilitam a chegada de triptofano ao cérebro, promovendo mais alegria e noites tranquilas de sono. Já a fruta deve ser incrementada crua nas refeições, pois uma das dicas para aproveitar todos os seus benefícios é, principalmente, não fritá-la. “A banana é fonte de vitamina B6, que produz energia, aumenta a criatividade e ajuda a relaxar o corpo”, completa.
Outra sugestão é o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana. Esse alimento é rico em ômega 3, que ativa os receptores dos neurotransmissores e estimula o bom humor. Também possui magnésio, que tem funções antiestressantes. “Outros alimentos que são fontes de ácidos graxos são abacate, linhaça, folhas verdes escuras e leguminosas como grão-de-bico, ervilha e feijão. Todos possuem benefícios semelhantes aos do peixe”, aponta.
No período da noite, Tizziani orienta evitar o consumo de café. A cafeína aumenta a energia do corpo e deixa o organismo mais ativo, combatendo o sono e o cansaço. “Dormir bem é indispensável para acordarmos de bom humor. É preciso descansar. Prefira chá de verbena ou erva-cidreira. As plantas medicinais são excelentes calmantes, diminuindo a fadiga, estresse e nos deixam mais felizes. Uma dica para todos os dias: controle a ingestão de açúcares, pois causam sentimentos rápidos de alegria muitas vezes seguidos de culpa”, alerta.
Além de uma boa alimentação, a prática de exercícios físicos é fundamental para garantir o bom humor. Tizziani destaca que o nervosismo e a ansiedade também podem ser consequências do sedentarismo. “Os treinos são essenciais, pois estimulam a liberação de endorfina. Essa substância, além de ter efeito calmante, alivia a dor e promove bem-estar. Exercite-se! Prefira locais verdes e abertos. Lembre-se, é possível cuidar da saúde física e emocional e manter os devidos cuidados na pandemia”, finaliza a nutricionista que atua em uma das lojas do Fort Atacadista.
Saúde
Novo medicamento dobra sobrevida em câncer de pâncreas e traz esperança aos pacientes
Aproximadamente 11.000 brasileiros são afetados por ano com o câncer de pâncreas, correspondendo a cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e 5% do total de mortes por neoplasias no país. Além disso, no Brasil, o câncer de pâncreas ocupa a 14ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes. Por ser difícil de ser detectado e por ele avançar de forma rápida sem apresentar sinais, este tumor que atinge uma glândula localizada no abdome que é responsável pela produção de enzimas digestivas e produção de hormônios possui poucas opções de tratamento.
Mas os profissionais da área da saúde estão conseguindo mudar este cenário graças à descoberta de novos medicamentos e tratamentos. E essas descobertas só são possíveis através da pesquisa clínica, que é quando são realizados testes em humanos para saber a segurança e a eficácia de novas drogas e vacinas.
Recentemente, durante a sessão plenária da ASCO 2026, o principal congresso mundial de oncologia, milhares de especialistas aplaudiram de pé a apresentação dos resultados de uma nova droga experimental para pacientes com câncer de pâncreas em estágio avançado, que já não respondiam às terapias convencionais. A sobrevida dos pacientes que receberam o medicamento praticamente dobrou: foi de sete para 13 meses. Trata-se de um tratamento oral desenvolvido para bloquear a atividade da proteína RAS, que impede o crescimento do tumor. Apesar de o medicamento não ser a cura, ele traz esperança aos pacientes que achavam que já não tinha mais o que ser feito, e isso tudo só foi possível graças aos estudos clínicos.
“Nenhum novo tratamento chega aos pacientes sem pesquisa clínica. Cada nova terapia aprovada, cada ganho de sobrevida e cada avanço que transforma a prática médica são resultado de estudos cuidadosamente conduzidos, que geram as evidências necessárias para que a ciência se traduza em benefício real para a sociedade”, afirma Fernando de Rezende Francisco, diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).
Nos últimos anos, a pesquisa clínica tem ganhado destaque no Brasil graças a regulamentação da Lei da Pesquisa com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024). A expectativa é que nos próximos anos o Brasil se consagre como um dos países que mais investem em estudos clínicos. De acordo com a Anvisa, nos últimos cinco anos, mais de 1,4 mil estudos clínicos foram autorizados no Brasil, grande parte direcionada ao tratamento de tumores.
“Essa descoberta apresentada na ASCO 2026 é o resultado de anos de investigação científica, colaboração entre especialistas e participação voluntária de pacientes em estudos clínicos e mostra que nenhuma inovação chega aos pacientes sem pesquisa clínica. Quanto mais investirmos em estudos clínicos, maior a probabilidade de oferecermos qualidade de vida e esperança aos pacientes”, finaliza Francisco.
Sobre a ABRACRO
A Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica é responsável pela grande mudança na reputação dessa área tão importante para a saúde no Brasil. Desde 2005, ela representa as ORPCs (Organizações Representativas de Pesquisa Clínica) e contribui para a melhoria dos processos e atividades do setor. Hoje, são fonte para os órgãos reguladores do setor que, pela rigidez dos processos e questões éticas, muitas vezes a consulta antes da publicação de uma nova norma. A ABRACRO também realiza eventos e workshops para aproximar o paciente e o público leigo dos profissionais da área.
Saúde
CVV oferece escuta e acolhimento gratuito em todo o país
O CVV (Centro de Valorização da Vida) busca ampliar sua rede de voluntários online em estados que ainda não possuem postos de atendimento da instituição, como Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins. A iniciativa pretende fortalecer o acesso ao serviço de apoio emocional oferecido gratuitamente em todo o país, ampliando a presença da instituição em regiões onde o atendimento presencial ainda não está disponível.
Fundado em 1962, o CVV realiza atendimentos voluntários e sigilosos por meio do telefone 188, chat, e-mail e postos presenciais em diferentes regiões do Brasil. O serviço funciona 24 horas por dia e tem como principal missão oferecer apoio emocional sem julgamentos, críticas ou comparações para todas as pessoas que desejam conversar.
Todo o atendimento é gratuito e realizado por voluntários capacitados por meio de formações promovidas pela instituição ao longo do ano.
A escuta realizada pelos voluntários do CVV parte de princípios fundamentais como o sigilo e o anonimato, garantindo que não seja necessária a identificação e que todas as conversas permaneçam totalmente privadas. Outro valor essencial é a oferta do espaço de acolhimento sem críticas e julgamentos buscando oferecer acolhimento e compreensão.
O trabalho também é pautado pela escuta com foco integral no que a pessoa sente e deseja compartilhar, respeitando o tempo de cada conversa e valorizando a singularidade de cada experiência.
“Estar no CVV é compreender que, muitas vezes, o que uma pessoa mais precisa não é de um conselho ou de uma solução mágica, mas apenas de alguém que a escute de verdade, com respeito e sem julgamentos. A escuta pode transformar pessoas e trazer esperança a quem está passando por um momento de fragilidade. Nosso objetivo ao expandir o voluntariado online é garantir que essa ponte de empatia chegue a cada canto do Brasil, mostrando que ninguém precisa carregar suas dores sozinho”, afirma Eliane Soares, voluntária do CVV.
Mais do que um canal de apoio, o CVV representa um espaço de conexão humana, empatia e valorização da vida, mostrando que conversar com alguém com atenção e respeito pode ser o primeiro passo para que essa pessoa volte a enxergar possibilidades e encontre acolhimento em momentos de vulnerabilidade.
Interessados em participar do voluntariado online podem obter mais informações no site e inscrever-se em: https://cvv.org.br/voluntarios/virtual/
Sobre o CVV
O CVV oferece o serviço voluntário de apoio emocional anônima, gratuita e com empatia. Disponível 24 horas de por dia, 7 dias por semana, pode ser acessado pelo telefone 188, pelo site www.cvv.org.br , via chat e ainda pelo e-mail [email protected] .
Em 2025, foram oferecidos 2 milhões de apoios. A instituição conta com cerca de 3.200 voluntários e, permanentemente, as inscrições estão abertas para quem se interessar por fazer parte desta rede. Os treinamentos são gratuitos e podem ser feitos pelo site, em www.cvv.org.br/seja-voluntario .
O CVV é uma entidade independente financeira e administrativamente, mantendo-se por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. Para colaborar, acesse https://cvv.org.br/doacoes-e-parcerias/.
Sobre o suicídio
O suicídio é um problema de saúde pública e pode ser prevenido. Em 2021, segundo o Ministério da Saude, foram 15.507 mortes. 42 vítimas por dia, a maioria delas do sexo masculino. O movimento Setembro Amarelo, iniciativa brasileira para ampliar o impacto do dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, foi iniciado em 2015 para sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Para saber mais, acesse www.setembroamarelo.org.br
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