Mato Grosso do Sul
Dona de casa denuncia técnico de raio-x por tentativa de estupro em hospital de MS Postado por Jessica Silva
Uma dona de casa, de 41 anos, alega ter sido vítima de uma tentativa de estupro cometida por um técnico de raio-x na terça-feira (27), dentro do Hospital Regional Álvaro Fontoura em Coxim.
A vítima contou com exclusividade ao Edição de Notícias que no dia dos fatos foi internada no hospital com pneumonia e que no inicio da tarde o profissional foi até a enfermaria e a levou para a sala de raio-x para um exame no tórax.
Conforme a vítima, ao entrar na sala o profissional fechou a porta e ordenou que ela tirasse a roupa para vestir outra, do próprio hospital, mais adequada para o procedimento. A dona de casa estranhou, já que em outros exames não precisou fazer isso, e pediu que ele se retirasse para que ela efetuasse a troca, porém neste momento o técnico disse que não ia sair, pois iria ajuda-la a se despir.
Depois disso o técnico tirou a blusa da paciente, realizou o procedimento e disse que também iria remover o short dela. De acordo com ela, em seguida ele começou a puxar a bermuda junto com a calcinha chegando a tocar em suas partes íntimas.
Assustada e debilitada, a vítima disse que conseguiu resistir e impediu que a roupa toda fosse retirada, mas o técnico ainda aproveitou para passar as mãos em seus seios dizendo “nossa como você está gostosinha, nossa como seu marido deixou você sair de casa assim” e a todo o momento a assediava com supostos elogios.
Depois disso a vítima foi levada de volta para o quarto e no horário da visita contou o ocorrido para sua filha, uma estudante de 20 anos. Indignada a jovem relatou o caso para a assistente social do hospital e foi até a Delegacia de Polícia Civil onde denunciou o técnico em raio-x.
Ainda segundo a dona de casa, uma acompanhante de paciente que também estava na enfermaria disse que teria sido assediada pelo mesmo técnico em raio-x. Ele teria descoberto dados pessoais dela através da ficha do hospital e enviado mensagens ousadas através de uma rede social.
A dona de casa recebeu alta nesta quinta-feira (5) e prestou depoimento na DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher). Procurada por nossa reportagem, a Delegada Silvia Elaine Girardi dos Santos, informou que o caso ainda está sendo investigado e corre como segredo de Justiça.
Segundo o secretário de saúde Rogério Souto, que também responde pela direção do Hospital Regional, o caso foi enviado para o setor jurídico. Ele também explica que será montado um processo administrativo.
Mato Grosso do Sul
Programa de incentivo à qualificação transforma carreira e amplia perspectivas profissionais
A necessidade de ampliar a capacidade de atendimento da empresa e a busca por novos rumos profissionais levaram Adenilza Ribeiro, de 41 anos, a investir em uma nova qualificação. Com experiência na área de vendas de veículos, ela decidiu mudar de carreira para suprir a falta de motoristas no mercado e acompanhar o crescimento da empresa criada pela família em 2020, especializada em turismo e transporte de funcionários.
Beneficiada pelo programa Voucher Transportador, Adenilza iniciou em 2023 o processo de mudança da categoria da habilitação e concluiu a formação em 2024. A qualificação permitiu que ela passasse a conduzir ônibus e vans, contribuindo diretamente para a expansão do negócio e para o aumento da renda da família.
“Eu já era habilitada há bastante tempo, mas não podia dirigir ônibus e vans. Fiz a transição da categoria B para a D e isso aumentou significativamente a nossa renda. Hoje, dependendo da quantidade de veículos em operação, eu mesma faço o trabalho e conseguimos ampliar o nosso negócio”, conta.
A qualificação profissional tem sido uma ferramenta importante para ampliar a renda, criar oportunidades no mercado de trabalho e acompanhar o desenvolvimento econômico do Estado. O programa MS Qualifica, desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com o Sest/Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), já beneficiou milhares de pessoas desde 2023. Uma das iniciativas é o Voucher Transportador, criado para atender à demanda por mão de obra no setor de transporte e que já possibilitou a qualificação de quase 3 mil profissionais para atuação nas categorias D e E. Um detalhe importante é que a mudança de categoria é realizada sem custos para o trabalhador ou a trabalhadora.

Ao lado do marido, Adenilza administra uma frota composta por três vans, um ônibus e um carro executivo utilizado como apoio. O casal atende contratos fixos de transporte de funcionários e também organiza pacotes turísticos para diversas regiões do país. “Ele vai para um lado e eu para o outro. Com isso, conseguimos ampliar os serviços, fortalecer a empresa e transformar em realidade sonhos que antes pareciam distantes. Renovamos a frota, ampliamos a estrutura do negócio e até realizamos nossa primeira viagem internacional, para Portugal. Foi uma conquista muito especial para nós”, conta, entusiasmada.
Adenilza afirma que conheceu o Voucher Transportador por meio do marido, que viu uma divulgação do programa. Ela realizou todo o processo de qualificação no Sest/Senat, em Campo Grande, e destaca que, apesar de o setor ainda ser predominantemente masculino, incentiva outras mulheres a ingressarem na profissão.
“Existe ainda um certo preconceito, porque é um ambiente predominantemente masculino. Mesmo assim, aconselho outras mulheres a entrarem nesse ramo. É uma profissão muito boa, que permite conhecer lugares, trabalhar e conquistar independência”, afirma.
Na turma em que participou, Adenilza era uma das quatro mulheres entre dezenas de alunos. A experiência resultou em amizades que permanecem até hoje e reforçou a convicção de que a qualificação profissional pode transformar vidas. “Hoje incentivo minha irmã e outras colegas a tirarem a habilitação. É um mercado com muitas oportunidades e que pode mudar a vida das pessoas, assim como mudou a minha”, acrescenta.
Com a mudança para a categoria D, a renda da família aumentou e a empresa ganhou mais capacidade de atendimento. A atuação da própria empresária ao volante reduziu custos e permitiu ampliar as operações.
“Se eu tivesse que fazer todo esse processo por conta própria, gastaria entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Foi um dinheiro que economizei e, além disso, tive uma formação de muita qualidade. No início, eu tinha muitas dúvidas, aquele medo natural de não conseguir, principalmente por estar em uma turma predominantemente masculina. Mas consegui concluir todas as etapas sem reprovar em nenhuma disciplina”, relata.
Natural do Acre e morando em Campo Grande desde 2019, Adenilza conta que parte da família já vivia em Mato Grosso do Sul quando decidiu se mudar para o Estado. Pouco tempo depois, conheceu o marido, que trabalhava no setor de transporte. Após ser desligado da empresa em que atuava, o casal decidiu empreender e criou a Três Marias Transportes.

“Nós tínhamos acabado de nos casar e resolvemos apostar no negócio próprio. Graças a Deus, conseguimos nos manter, crescer e eu fui buscando cada vez mais qualificação”, afirma. Vivendo a rotina tanto de empresária quanto de motorista, Adenilza avalia que Mato Grosso do Sul oferece oportunidades para quem deseja crescer profissionalmente, mas ressalta que ainda faltam trabalhadores qualificados.
“Eu vejo os dois lados, como empregadora e como profissional. O Estado tem muitas oportunidades, mas o que falta é qualificação e pessoas comprometidas. Quem se prepara encontra espaço para crescer”, enfatiza.
O marido e também empresário, Thiago Amaral de Carvalho, de 44 anos, afirma que a qualificação profissional foi decisiva para ampliar a atuação da empresa. “Minha esposa sempre me acompanhou e conhecia as dificuldades que enfrentávamos por causa da falta de mão de obra. Quando surgiu a oportunidade, falei do programa para ela e tivemos a felicidade de ela ser convocada. Ela se dedicou muito, fez toda a formação no Sest/Senat e hoje tem uma condução muito técnica e econômica”, afirma.
Segundo o empresário, a participação feminina é um diferencial para o setor.“Não é porque ela é minha esposa, mas ela dirige muito bem. O cuidado que as mulheres têm faz diferença, principalmente no atendimento aos clientes. Isso agrega valor ao serviço e faz toda a diferença”, destaca.

Para Thiago, o crescimento econômico e logístico de Mato Grosso do Sul tende a ampliar ainda mais a demanda por profissionais qualificados. “O mercado está precisando de mão de obra, tanto no transporte de passageiros quanto no de cargas. Quem tiver a oportunidade de participar de um programa como esse deve aproveitar. O retorno é garantido”, afirma.
O secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, avalia que o Voucher Transportador se consolidou como uma das iniciativas mais inovadoras do programa MS Qualifica, contribuindo para o fortalecimento da economia e para a formação de mão de obra em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o crescimento acelerado do Estado exige profissionais cada vez mais preparados para atender às demandas do mercado.
“O Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão econômica e está entre os maiores PIBs per capita do país. Para sustentar esse ritmo de crescimento, precisamos de profissionais qualificados. Foi justamente para suprir uma necessidade urgente do setor de transporte, que enfrentava escassez de motoristas para veículos de grande porte, que o Governo do Estado, em parceria com o Sest/Senat, criou o Voucher Transportador”, afirma.
Esaú pontua que, desde o lançamento do programa, em 2023, quase 3 mil profissionais foram qualificados para atuar nas categorias D e E, sem qualquer custo para os trabalhadores. “Todo o processo de mudança de categoria é custeado pelo Estado, que assume integralmente as taxas e a formação. Isso elimina barreiras financeiras e abre oportunidades para quem deseja ingressar ou crescer no setor de transporte”, ressalta.

De acordo com o secretário-executivo, os benefícios também alcançam as empresas, que passam a contar com profissionais preparados para atuar com segurança, eficiência e responsabilidade. “As transportadoras recebem trabalhadores que passaram por uma qualificação teórica e prática rigorosa. O Voucher Transportador não é apenas um programa de habilitação, mas um verdadeiro motor de produtividade, geração de emprego e desenvolvimento social. É a prova de que, com os incentivos certos e parcerias de qualidade, conseguimos impulsionar o desenvolvimento do nosso Estado”, enfatiza.
Já o diretor da unidade do Sest Senat em Campo Grande, Herivelto Moisés, pontua que o Voucher Transportador, lançado em 2023 pelo Governo do Estado em parceria com a instituição, nasceu com a proposta inicial de oferecer mil vagas para mudança de categoria e qualificação profissional, com o objetivo de suprir a demanda por mão de obra no setor de transporte. No entanto, a grande procura fez com que o alcance do programa fosse ampliado.
“Durante os 15 dias de inscrições, em 2023, tivemos mais de 7,3 mil interessados. Ao longo de praticamente três anos, convocamos todas as 7.290 pessoas que tiveram a inscrição validada. Dessas, mais de 2.800 aderiram ao projeto e cerca de 2.400 concluíram a mudança de categoria. Foi um projeto extremamente importante para o Sest Senat, para o Governo do Estado e, principalmente, para o setor de transporte, que precisava de profissionais qualificados”, assinala.
“Em muitos casos, entregamos o certificado de qualificação profissional e a habilitação em uma mão, e a carteira de trabalho assinada na outra. Muitas pessoas não tinham experiência, mas foram acolhidas pelas empresas transportadoras, passaram por processos internos de integração e hoje estão atuando no transporte de passageiros e de cargas”, ressalta.
Diante do crescimento econômico e logístico de Mato Grosso do Sul, Herivelto observa que a necessidade por profissionais capacitados é hoje ainda maior do que em 2023 e defende uma nova etapa do programa.
“A demanda atual é superior àquela que tínhamos quando o projeto foi lançado. Por isso, há necessidade de uma nova fase do Voucher Transportador, para continuarmos formando profissionais e atendendo às necessidades do setor”, enfatiza.
ATENÇÃO: confira o pack imprensa com as imagens e sonoras.
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul celebra dez anos como referência nacional na educação de estudantes autistas
CEAME/TEA celebra uma década transformando a vida de estudantes autistas na rede estadual com formação, assessoramento e inclusão de verdade para milhares de famílias sul-mato-grossenses. Um salto de 174 para 2.459 estudantes atendidos por ano na década que mudou vidas
Daniel saiu de Campo Grande para João Pessoa cursar Engenharia de Software. Artur passou no vestibular de Turismo na UEMS. Ângelo, hoje, trabalha numa concessionária e usa Excel no trabalho. Valentina superou desafios impensáveis e está construindo seu caminho. O que essas histórias têm em comum?
Elas representam a presença do CEAME/TEA na vida de cada uma. O Centro Estadual de Apoio Multidisciplinar ao Estudante com Transtorno do Espectro Autista completou dez anos de existência nesta quinta-feira, 18 de junho, com um evento no auditório da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, em Campo Grande.
Uma década de propósitos
Quando o CEAME/TEA abriu as portas, em 2016, havia 174 estudantes autistas matriculados na rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul. Em 2025, esse número chegou a 2.459. Um crescimento de mais de 1.300% em menos de uma década.
A coordenadora de Educação Especial, professora Ana Paula Gava, projeta que o ritmo não vai desacelerar. “A proporção de estudantes na rede com autismo tem aumentado 50% a cada ano. Este ano, nós estamos com 2.400 estudantes e o ano que vem provavelmente ele será ampliado para ter 3.200.”
No mesmo período, o número de professores de apoio especializado saltou de 159 para 1.129 profissionais distribuídos por todo o estado. Para a professora Shirley Rodrigues, que atua diretamente com estudantes com TEA, esse crescimento tem rosto e resultado. “O Centro tem feito um trabalho extraordinário na formação dos professores. Hoje tem muitos professores comprometidos e esse trabalho só tende a crescer”, pontua a professora.
Os dados foram apresentados no lançamento do e-book ‘CEAME/TEA: 10 Anos de Inclusão, Aprendizado e Transformação’, publicação que sistematiza a trajetória do Centro desde sua criação, autorizada pela Lei Estadual nº 4.770 de 2015 e instituída pelo Decreto nº 14.480 de 24 de maio de 2016. A obra integra oficialmente as entregas do contrato de gestão da SED/MS no exercício de 2026.
Assessoramento que faz diferença na sala de aula
Na Escola Estadual São Francisco, a professora de apoio Emily Carvalho da Cruz acompanha Lucas Zanon Rossato, estudante com TEA nível 3 de suporte. No início, Emily chegou a procurar os técnicos do CEAME/TEA para solicitar seu próprio desligamento — estava insegura, sem saber como avançar.
A equipe do Centro ouviu, orientou e ficou ao lado dela. Hoje, Emily conduz um trabalho estruturado com Lucas, baseado em rotina flexível, recursos visuais e Plano Educacional Individualizado.
A história é uma das boas práticas registradas no e-book e ilustra o que o núcleo de assessoramento do Centro faz no cotidiano. Que é orientar professores, observar estudantes, propor estratégias e devolver às equipes escolares a confiança necessária para seguir em frente.
Para a professora Shirley, que acompanha a estudante Valentina, de nível 2 de suporte, o trabalho cotidiano tem muito de paciência e método. “É muito gratificante fazer parte desse do crescimento dela. Não é para qualquer um, tem que ter muito amor mesmo para fazer isso”, comenta a professora, emocionada.
Formação que alcança o interior
Entre 2016 e 2025, o CEAME/TEA realizou ações formativas voltadas a professores regentes, professores de apoio especializado e equipes gestoras. A partir de 2022, o volume cresceu expressivamente — chegando a 21 formações em 2022 e em 2024.
A formação continuada acontece no formato online e permite alcançar escolas nos municípios do interior do estado sem deslocar profissionais. Os conteúdos priorizaram ferramentas do Plano Educacional Individualizado, o Diário de Bordo e espaços de troca entre educadores.
O Centro também realizou formações no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, no SENAC e no Departamento Estadual de Trânsito, levando orientações sobre o atendimento à pessoa com autismo para além das fronteiras da rede estadual.
Próximo passo: psicomotricidade
Como perspectiva de ampliação dos serviços, o CEAME/TEA está em fase de planejamento para implementar o Atendimento Educacional Especializado em Psicomotricidade voltado aos estudantes autistas. A intenção, segundo a coordenadora Ana Paula Gava, é que o serviço seja “ampliado para as 217 salas de recursos que nós temos nos 79 municípios e nas 352 escolas.”
O evento que celebrou conquistas
A comemoração reuniu autoridades, profissionais, famílias e estudantes. A superintendente de Desenvolvimento da Educação Básica, professora Adriana Aparecida Buytendorp, esteve presente representando o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.
Com quase quatro décadas de trajetória na Educação Especial, ela resumiu o peso e a importância do momento. “Eu me sinto muito feliz em dizer que nós demos frutos, porque isso sempre foi o meu objetivo. Não consigo imaginar fazendo outra coisa da minha vida porque sempre soube que nós seríamos pessoas capazes de dar continuidade a esse sonho.”
A gerente pedagógica do CEAME/TEA, professora Maria José dos Santos, que apresentou oficialmente o e-book, dedicou a publicação à equipe do Centro e aos estudantes. “Essa trajetória só pode ser contada porque nela está presente o elemento mais importante de todos, os estudantes. É por eles e para eles que o nosso trabalho acontece diariamente”.
A professora e os educadores presentes foram aplaudidos de pé por mais de 2 minutos em um momento que emocionou o auditório lotado da Escola Estadual Maria Constânca de Barros Machado, local escolhido para a realização do evento.
A programação incluiu apresentação da Banda Ritmo Sem Barreiras, formada por estudantes do AEE (Atendimento Educacional Especializado) do CEESPI (Centro de Estadual de Educação Especial e Inclusiva), sob regência dos professores musicistas Carlos Antônio da Rocha e Luís Fernandes da Silva Lima, e orientação da professora do AEE Andréia Antônia Vieira Peixoto.
Integraram o grupo Jorge Luiz Weise e Rityellen da Silva nos vocais, Renatha Ferreira também nos vocais, Maria Fernanda de Almeida no carrilhão, Mariana Gomes Aguiar no agogô, Pedro do Carmo no pandeiro e meia-lua, Elias Arruda no bongô, Misael Bastos Leal no bloco sonoro, Danilo Ribeiro na bateria e Gabriel de Araújo no pandeiro e meia-lua.
A programação também incluiu depoimento do egresso Daniel Rubim Torres, aprovado em Engenharia de Software e hoje em João Pessoa e o canto da estudante Valentina Alicia Faravelli, da EE Sebastião Santana de Oliveira.
Ao deixar uma mensagem para outros estudantes com autismo, Daniel foi preciso. “Graças a esse trabalho todo, hoje estou fazendo na faculdade o curso de engenharia e a mensagem que eu deixo é que acreditem em vocês.”
A avó de Valentina, ressaltou o quanto a neta era fechada, não conseguia fazer amizade, e o CEAME mudou isso.
“Ela não conseguia interagir com ninguém. Depois que ela começou a participar do Centro, a vida dela mudou bastante. O que eu queria era que ela fosse mais participativa, mais incluída no meio social e ela conseguiu”.
Para Naina Dibo, presidente da Associação Prodetea (Associação de Pais Responsáveis Organizados pelas Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista) — que atende mais de 33 municípios e aproximadamente 24 mil famílias em Mato Grosso do Sul e é mãe de um jovem autista de 17 anos que estuda na rede estadual, a avaliação é direta.
“Quem tem cumprido à risca, com professores capacitados, é o Estado. O CEAME/TEA é especializado nisso e tem um atendimento de excelência”, resumiu Naina.
Representando o Ministério Público, o promotor de justiça Paulo Ishikawa, coordenador do programa MPTEA, conectou o trabalho do CEAME/TEA a uma pergunta que a rede estadual já começa a responder na prática. O que acontece depois da escola?
“Esses alunos irão para o mercado de trabalho, esses alunos irão para os órgãos públicos, vão se tornar servidores públicos ou profissionais na iniciativa privada. Precisamos, enquanto Estado, olhar para o futuro, pensar como que eles estarão na fase adulta, onde eles estarão no mercado de trabalho, qual será a garantia de sustentação que eles poderiam ter”, destacou o promotor Ishikawa.
Estiveram presentes ainda o deputado estadual Rinaldo Modesto; o presidente do Fórum de Diretores e Gestores da Rede Estadual de MS, Márcio Wagner de Souza; o presidente regional de inclusão e gerente do projeto PRF Amigos dos Autistas, Alexandre de Araújo; a diretora de Inclusão e Desenvolvimento Estudantil da UFMS, Eliane Matos Miranda; a procuradora de justiça e coordenadora do Núcleo de Educação do Ministério Público Estadual, Vera Aparecida Bogalho; o coordenador do CAED (Centro de Apoio Educacional), Nicolas Maldonado; diretor da EE Maria Constança de Barros Machado, Rinaldo Schmidt e Ildario Santos, diretor adjunto da mesma unidade escolar, que sediou o evento.
Também marcaram presença os gerentes pedagógicos dos Centros Estaduais de atendimento ao público da Educação Especial, a professora Ângela Maria Dias da Silva, do CEESPI; o professor Bruno Ribeiro da Cruz, do CEADA; a professora Daniela Silva da Costa, do CAS; a professora Rosemary Nantes Ferreira Martins, do CEAM/AHS; e o professor Erick Douglas Costa Montenegro, do CAP/DV-MS.
A publicação do e-book está vinculada à Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul.
Gilberto Junior, Comunicação SED
Fotos: Rick Agra/SED
Fonte: Governo MS
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