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Mato Grosso do Sul

Perifeirarte mobiliza mais de 19 mil pessoas e fortalece lideranças comunitárias em 26 municípios

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Mais de 19,4 mil pessoas mobilizadas, 1.893 lideranças comunitárias certificadas e 30 edições realizadas em 26 municípios. Os números revelam o alcance do Programa Perifeirarte, iniciativa da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC) que une formação, cidadania, arte, cultura e desenvolvimento comunitário nos territórios periféricos de Mato Grosso do Sul.

Criado em 2023 pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, o Perifeirarte promove capacitação e qualificação para lideranças sociais e comunitárias, representantes do terceiro setor e população em geral. As formações abordam temas práticos para a organização das entidades locais, como regularização institucional, obtenção de CNPJ, documentação, uso de ferramentas digitais e acesso a políticas públicas.

Participantes do Perifeirarte recebem orientações sobre regularização de associações comunitárias durante formação. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

O programa aproxima o poder público das comunidades e cria caminhos para que as demandas dos territórios sejam reconhecidas, encaminhadas e transformadas em ações. A programação também integra arte e cultura e é encerrada com feira livre, ampliando a participação popular e fortalecendo a economia local, especialmente por meio da visibilidade dada a feirantes e empreendedores.

A subsecretária de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, Tânia Regina dos Santos, destaca que os resultados revelam a dimensão alcançada pelo programa e a importância de uma atuação construída em diálogo com as comunidades.

“O Perifeirarte desenvolveu um trabalho contínuo de conscientização, fortalecimento e potencialização do movimento comunitário, evidenciando sua importância para o desenvolvimento dos territórios. O programa incentivou a participação cidadã, a autonomia e o protagonismo das comunidades, contribuindo para o fortalecimento e a organização comunitária”, ressaltou.

Somente em 2026, a programação já passou por Anaurilândia, Miranda, Nova Andradina, Campo Grande, Porto Murtinho, São Gabriel do Oeste e Fátima do Sul.

Formação que transforma a atuação comunitária

Formação aborda procedimentos para atualização documental e organização das associações de moradores de cada município por onde passa. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Lideranças comunitárias participaram da formação do Perifeirarte em Ponta Porã, realizada em 2024. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Em Ponta Porã, onde o Perifeirarte foi realizado em 2024, a formação ajudou a Associação de Moradores do Jardim Planalto e Adjacentes a reorganizar uma trajetória que havia sido interrompida por pendências acumuladas ao longo dos anos.

Presidente da entidade, Marcelo André conta que ele e a diretoria mantinham as ações comunitárias, mas encontravam dificuldades para avançar por falta de orientação sobre exigências administrativas, tributárias e cartorárias. Documentos desatualizados há mais de uma década impediam que a associação acessasse oportunidades e ampliasse o trabalho realizado no bairro.

A participação na capacitação oferecida pelo Perifeirarte trouxe informações práticas sobre os procedimentos necessários para regularizar a instituição. A partir das orientações recebidas, a diretoria buscou os órgãos responsáveis, atualizou documentos e colocou em andamento as medidas necessárias para resolver as pendências.

Hoje, a Associação de Moradores do Jardim Planalto e Adjacentes é, segundo Marcelo, a única organização de moradores de Ponta Porã totalmente regularizada junto aos governos municipal, estadual e federal. A entidade também conquistou o título de utilidade pública estadual em 2025, reconhecimento que fortaleceu sua atuação social e abriu novas possibilidades para o desenvolvimento de projetos.

Uma das atividades realizadas pela Associação de Moradores do Jardim Planalto e Adjacentes, em Ponta Porã. (Foto: Arquivo Pessoal)
Marcelo André em visita à SEC, quando relatou resultados do Perifeirarte em Ponta Porã. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Com a regularização, a associação passou a estar apta a receber doações, participar de editais, captar recursos para iniciativas sociais e culturais e buscar emendas parlamentares. A mudança também ampliou a capacidade de acolhimento da comunidade, que hoje recebe moradores de outros bairros e regiões em busca de orientação, atividades e apoio.

“Depois dessa capacitação, novos horizontes se abriram. Nós entendemos quais caminhos precisávamos seguir diante de documentações que estavam desatualizadas havia mais de 12 anos. Hoje, estamos em outro patamar, totalmente legalizados e aptos a receber doações, acessar editais, projetos sociais e culturais e emendas parlamentares”, afirmou Marcelo.

Para ele, a transformação não se limita à organização documental da associação. Com uma estrutura regularizada e uma equipe mais preparada, a entidade conseguiu ampliar a frente de trabalho e oferecer acolhimento mais efetivo a pessoas com acesso limitado à cultura, cidadania, educação e serviços de proteção social.

“Hoje conseguimos acolher as pessoas de maneira mais eficaz. Nossa frente de trabalho atingiu mais gente, inclusive de outros bairros e regiões, porque estamos tecnicamente muito mais capacitados do que antes”, completou.

Cidadania e organização comunitária

A proposta do Perifeirarte é aperfeiçoar a governança municipal nas pautas da cidadania e contribuir para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e participativo das comunidades. Para isso, o programa articula parcerias entre Estado, prefeituras, organizações comunitárias e demais instituições públicas e privadas, ampliando a cooperação e aproximando serviços, oportunidades e direitos da população.

Formação realizada em Corumbá, um dos 26 municípios onde o Perifeirarte passou. (Foto: Divulgação)

“Além de ampliar o acesso da população a informações sobre serviços, programas e políticas públicas disponíveis, o Perifeirarte facilita o encaminhamento das demandas comunitárias e promove melhores condições para a qualidade de vida da população”, pontuou a subsecretária Tânia Regina.

Secretário-adjunto de Estado da Cidadania e fundador do Perifeirarte, Jairo Luiz da Silva avalia que a trajetória do programa confirma uma mudança na forma como o poder público se relaciona com os territórios periféricos e as comunidades tradicionais de Mato Grosso do Sul.

Encerramento sempre acontece nas feiras livres, com apresentações culturais e feirinhas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

“O Perifeirarte se consolidou como uma espécie de divisor de águas para as coletividades de Mato Grosso do Sul. Historicamente, as periferias e as comunidades tradicionais eram vistas apenas sob a ótica da carência. O programa mudou essa perspectiva e colocou esses territórios no centro do debate público como polos geradores de potência, cultura e transformação social”, afirmou.

Ao integrar formação, cultura, cidadania e empreendedorismo, o programa fortalece redes de economia solidária e abre espaço para pequenos produtores, artistas, feirantes, jovens e mulheres que sustentam suas famílias por meio do trabalho desenvolvido nos próprios territórios. A iniciativa contribui para que a renda circule nos bairros e municípios, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a capacitações e oportunidades para iniciativas locais.

“O programa não levou uma cultura de fora para dentro das comunidades. Ele se tornou uma vitrine e uma ferramenta de fomento para a riqueza que já existe nesses lugares. Muitos participantes encontraram no Perifeirarte um espaço para apresentar suas produções, mas também para se capacitar e fortalecer seus caminhos”, destacou Jairo.

Além das lideranças certificadas e das mais de 19,4 mil pessoas impactadas, o programa também registra o plantio de 541 mudas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Para o secretário-adjunto, um dos principais resultados da iniciativa está na construção de pontes entre lideranças comunitárias, coletivos culturais, movimentos sociais, voluntariado, municípios e Governo do Estado. Essa aproximação permite que as demandas vividas nos territórios cheguem aos espaços de decisão e sejam consideradas na formulação das políticas públicas.

“O Perifeirarte virou sinônimo de gestão participativa. É um espaço em que o Estado escuta, valida e apoia soluções criadas pelas próprias comunidades. A cidadania não se constrói de cima para baixo; ela se consolida quando o poder público reconhece as potências das periferias e caminha lado a lado com quem faz a transformação acontecer na ponta”, concluiu.

Além das 1.893 lideranças certificadas e das mais de 19,4 mil pessoas impactadas, o programa também registra o plantio de 541 mudas e a implantação de quatro unidades do Foco, iniciativa voltada ao fortalecimento da organização comunitária. Os números refletem uma atuação que, desde 2023, alcança diferentes regiões de Mato Grosso do Sul e fortalece redes locais de cidadania, participação e desenvolvimento.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

SEC dobra repasse a grêmios estudantis e amplia apoio a ações de protagonismo juvenil em MS

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A SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), dobrou neste ano o valor destinado aos Grêmios Estudantis ativos da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. Após o repasse de R$ 500 a cada grêmio em 2025, os 345 coletivos participantes da formação receberão, em 2026, R$ 1 mil para subsidiar ações desenvolvidas pelos próprios estudantes em suas escolas.

O investimento fortalece a atuação dos grêmios como espaços de participação, cidadania e mobilização juvenil, apoiando iniciativas nas áreas educacional, esportiva, cultural e social. Entre os eixos trabalhados está a valorização da vida, com ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, enfatiza que grêmios ampliaram tanto em número como em qualificação. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

A formação dos Grêmios Estudantis é coordenada pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude, vinculada à SEC, em parceria com a SED. Desde 2024, a iniciativa vem sendo estruturada de forma contínua, reunindo estudantes e professores em uma trilha formativa que incentiva o desenvolvimento de projetos dentro das unidades escolares.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, o crescimento da iniciativa é percebido tanto na ampliação do número de participantes quanto na qualidade das ações construídas pelos estudantes. “Os Grêmios Estudantis vivem um momento de grande crescimento em Mato Grosso do Sul, tanto do ponto de vista qualitativo quanto quantitativo. A formação que realizamos desde 2024 tem um formato sistematizado e inovador, único no País, e vem fortalecendo o protagonismo da juventude dentro e fora das escolas”, afirma.

No ano passado, 341 grêmios receberam R$ 500 cada para desenvolver atividades relacionadas à formação. Neste ano, o número de coletivos ativos participantes chegou a 345, e o valor do repasse foi ampliado. “É um recurso que ajuda a transformar ideias em ações e permite que os próprios estudantes desenvolvam iniciativas voltadas aos seus contextos escolares e comunitários”, destaca Jessé.

A trilha formativa “Juventude por Elas e por Eles” integra as ações do Protege, estratégia estadual de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Com carga horária de 40 horas, a formação aborda o papel dos grêmios como espaços de transformação, a construção de ambientes de respeito e equidade e a elaboração de propostas e ações escolares. Além de discutir cidadania e participação social, a proposta busca sensibilizar jovens para a prevenção das violências e para a construção de relações mais respeitosas. A temática da valorização da vida e do enfrentamento à violência contra mulheres e meninas é um dos pilares da formação desde o ano passado.

Para a Escola Estadual Prof. Tito, grêmios transformaram alunos em sujeitos ativos na construção de uma sociedade.

“O grêmio tem uma preocupação com os diferentes contextos previstos em lei, como as questões educacionais, esportivas, culturais e sociais. Mas, dentro dessa formação, a valorização da vida, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher e contra as meninas são eixos centrais. A proposta é trazer a juventude para esse compromisso de proteção, porque a juventude também protege”, reforça o subsecretário.

Na Escola Estadual Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias, conhecida como Prof. Tito, em Campo Grande, a atuação do grêmio estudantil tem contribuído para aproximar os estudantes das temáticas trabalhadas pela escola e pelas políticas públicas voltadas à juventude. A unidade desenvolve um projeto de combate à violência contra a mulher, com foco na valorização das mulheres e no fortalecimento do sentimento de pertencimento à comunidade escolar.

Para a diretora Fernanda Alves Bucallon Serafim, a participação dos estudantes torna as ações mais efetivas porque transforma os jovens em sujeitos ativos dos processos construídos dentro da escola. “Quando abrimos a possibilidade de os alunos se engajarem, e não apenas receberem as informações, o resultado é muito mais efetivo. Eles passam a compreender que o grêmio não existe somente para reivindicar algo, mas para ser exemplo e uma representatividade verdadeiramente positiva dentro da escola”, afirma.

Segundo ela, o protagonismo estudantil também amplia a capacidade de diálogo sobre temas que atravessam a realidade dos próprios jovens. “É uma conversa de igual para igual. Quando os estudantes encabeçam essas ações, eles conseguem alcançar colegas que, muitas vezes, enxergam os adultos a partir de outro lugar. Essa identificação faz diferença, porque eles compartilham vivências, angústias, conquistas e desafios semelhantes”, destaca.

As formações oferecidas aos integrantes dos grêmios, na avaliação da diretora, contribuem para ampliar o olhar dos estudantes para além da rotina escolar, das avaliações e da preparação para o futuro acadêmico. “São temáticas que ajudam a abrir a mente dos estudantes para outras perspectivas. Quando um grupo que tem destaque dentro da escola recebe essa formação, ele passa a refletir, criar novas ideias e levar essas discussões para outros espaços. Muitos entram no grêmio por interesse em esporte, cultura ou eventos, mas, ao vivenciarem a formação, compreendem a responsabilidade e o alcance que essa atuação pode ter”, explica Fernanda.

Repasse direcionado aos grêmios possibilita que grupos possam trabalhar a temática com autonomia.

O repasse de R$ 1 mil também é apontado pela diretora como uma oportunidade de aprendizado prático sobre planejamento, escuta e responsabilidade coletiva. Para além do desenvolvimento de uma ação específica, o recurso permite que os estudantes tenham autonomia para pensar prioridades, organizar estratégias e compreender os desafios envolvidos na gestão de recursos.

“Foi uma estratégia muito oportuna, porque dá a eles a possibilidade de realizar algo que seja, de fato, do grêmio. Mas, principalmente, ensina que uma boa ação não depende apenas do tamanho do recurso: depende de planejamento, escuta ativa e de uma proposta que alcance toda a comunidade escolar”, finaliza.

Em 2025, os recursos destinados aos grêmios contribuíram para a realização de rodas de conversa, palestras, produções audiovisuais, peças teatrais e campanhas de conscientização nas escolas.

Aprendizados que seguem para além da escola

Matheus, que foi presidente de grêmio até 2025, levou consigo o que aprendeu no grêmio.

A experiência no Grêmio Estudantil também deixa marcas que acompanham os jovens depois da conclusão do ensino médio. Aos 18 anos, Matheus Gleizer Pianta cursa licenciatura em Matemática na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas ainda carrega os aprendizados do período em que presidiu o Grêmio Athena, entre 2024 e o fim de 2025.

Para ele, as formações foram fundamentais não apenas para ampliar o conhecimento sobre temas sociais, mas também para fortalecer o trabalho coletivo dentro da escola. À frente do grêmio, Matheus acompanhou o envolvimento de outros estudantes na organização de eventos, campanhas de conscientização e ações de solidariedade.

“É muito importante conhecer novos temas e se aprofundar em assuntos que têm grande relevância para a sociedade. Enquanto presidente, foi muito significativo perceber o desenvolvimento dos demais integrantes, porque não fui apenas eu quem levou pautas importantes ou organizou campanhas. Tudo foi resultado do trabalho de uma equipe de estudantes que recebeu capacitação e passou a compreender a importância de atuar dentro da escola”, conta.

Entre os conteúdos que seguem presentes em sua trajetória, Matheus destaca a valorização da vida e o enfrentamento à violência contra as mulheres. Para ele, discutir o tema durante a formação ajudou a compreender que o compromisso com a prevenção da violência precisa envolver toda a sociedade, especialmente os homens.

“Levo comigo muitos dos aprendizados adquiridos nesse período, principalmente sobre a valorização da vida e o enfrentamento à violência contra a mulher. Mato Grosso do Sul enfrenta índices muito altos de feminicídio, o que torna esse debate ainda mais necessário. As formações nos ensinaram que não podemos nos omitir diante de qualquer situação de violência. Aprendi que, enquanto homem, também tenho responsabilidade nesse enfrentamento: é preciso denunciar quando presenciar, ouvir ou identificar qualquer indício de violência e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Esse é um dos maiores ensinamentos que vou levar para toda a vida”, afirma.

O ex-presidente também ressalta a importância do repasse destinado aos grêmios, que, segundo ele, deu condições para que as propostas elaboradas pelos estudantes saíssem do papel e se transformassem em ações voltadas à comunidade escolar.

“O recurso deu autonomia para que nós, estudantes, pudéssemos transformar ideias em ações. Muitas vezes, o maior obstáculo para desenvolver campanhas e projetos é justamente a falta de recursos. No nosso caso, o valor foi utilizado para fortalecer ações de conscientização relacionadas à valorização da vida e ao enfrentamento da violência contra a mulher”, explica.

Uma das atividades desenvolvidas pelos grêmios estudantis foi a produção de materiais audiovisuais e exposições dentro das escolas quanto às frases que muitas vezes são ditas pelas vítimas de violência. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Mais do que o apoio financeiro, Matheus entende que o investimento representa reconhecimento à capacidade dos jovens de mobilizar a escola em torno de temas que impactam a vida coletiva. “Esse investimento mostrou que a Secretaria acredita na capacidade dos estudantes de promover debates importantes e mobilizar a comunidade escolar. Isso nos motivou ainda mais a desenvolver iniciativas que realmente alcançassem os alunos e a escola”, destaca.

A iniciativa reafirma o papel dos grêmios como espaços legítimos de organização estudantil e formação cidadã, reconhecendo os jovens como agentes capazes de mobilizar suas escolas e comunidades em torno de temas que atravessam a vida coletiva.

“Os grêmios avançam a cada dia e têm se tornado referência para outros estados do país. Quando o Governo do Estado investe diretamente nesses estudantes, fortalece lideranças que ajudam a construir uma cultura de paz, respeito e responsabilidade coletiva”, finaliza o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul mantém selo de bom pagador e confirma estabilidade fiscal

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O risco de crédito do Estado de Mato Grosso do Sul foi confirmado, quarta-feira (1º), pela empresa Fitch Ratings – que classificou o Estado com a nota “BB’/‘AAA (bra)”– a avaliação é realizada em âmbito nacional e internacional e assegura a transparência e o controle das contas públicas.

A confirmação ocorre um ano após a atribuição da nota inicial, realizada em julho de 2025, e sinaliza que a trajetória de percepção de risco do Estado permaneceu inalterada. A estabilidade prevaleceu sobre as oscilações conjunturais, demonstrando que Mato Grosso do Sul absorveu as pressões macroeconômicas sem comprometer sua capacidade de pagamento.

A saúde financeira sul-mato-grossense é respaldada por números concretos. A dívida externa do Estado encerrou 2025 em R$ 1,393 bilhão, representando 14% da dívida direta, sendo a maior parte contratada junto a organismos multilaterais. Já os passivos com a União somam 77,6% do total e estão equacionados no âmbito do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (Propag). Como fator de segurança, o Estado quitou integralmente seu estoque de precatórios em abril de 2024, eliminando esse passivo acumulado.

Foram confirmadas as notas de crédito de longo prazo ‘BB’ em moeda estrangeira e local; a nota de curto prazo ‘B’, em moeda estrangeira e local; por fim, a classificação ’AAA(bra)’, essas notas equiparam Mato Grosso do Sul ao risco Brasil, o mais alto – e positivo – índice possível entre os entes da federação. A publicação aponta ainda que a perspectiva é estável para todos os indicadores.

Além dos ratings de longo prazo, a Fitch também chancelou o risco de inadimplência do emissor (IDRs – Issuer Default Ratings) de curto prazo, ou seja, a capacidade do Estado de honrar suas dívidas que envolve a análise de receitas, despesas, dívida e liquidez.

Para o período de 2026 a 2030, as projeções da agência apontam para um índice de payback (dívida líquida sobre o balanço operacional) de 6,0 vezes e uma cobertura do serviço da dívida de 1,3 vez. Além dos indicadores positivos, a empresa alerta sobre a rigidez orçamentária, que pode impactar a flexibilidade das despesas e a gestão de passivos.

Do ponto de vista macroeconômico, a manutenção do rating reflete a bem-sucedida transição da matriz produtiva de Mato Grosso do Sul. A agência destaca a chegada de novas indústrias, com ênfase no setor de celulose, como um vetor de impulsionamento da atividade econômica que tem compensado a redução histórica da arrecadação proveniente do gás boliviano.

Segundo o auditor fiscal Rédel Furtado Néres, diretor econômico-financeiro do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), a nota publicada pela Fitch funciona como um selo de segurança jurídica e financeira.

“Para o mercado de capitais e investidores em infraestrutura, a afirmação da nota ‘AAA (bra)’ assegura a manutenção do custo de oportunidade e mitiga riscos sistêmicos, configurando um ambiente favorável para a estruturação de novas operações de crédito e a atração de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) para o Estado”, afirma Rédel.

Laine Breda, Comunicação EPE
Foto: Divulgação


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Fonte: Governo MS

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