Mato Grosso do Sul
Governo do Estado consolida políticas públicas e amplia o acesso à cultura em Mato Grosso do Sul
Com investimentos em fomento, descentralização das ações, preservação do patrimônio e fortalecimento da economia criativa, Fundação de Cultura amplia o alcance das políticas culturais em todas as regiões do Estado
Os primeiros seis meses de 2026 foram marcados pelo fortalecimento das políticas públicas de cultura. Por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), o Governo do Estado promoveu uma agenda de ações que valorizou a identidade sul-mato-grossense e alcançou artistas, produtores, gestores culturais e a população dos 79 municípios.
O período foi pautado por três frentes complementares de atuação: o fortalecimento do fomento cultural, com o lançamento de 22 editais e chamamentos públicos e novos investimentos; a descentralização das ações, levando programação artística a diferentes regiões do Estado; e a qualificação da infraestrutura cultural, com a modernização de equipamentos públicos, iniciativas de preservação da memória e programas permanentes de formação.
Cultura para todo o Estado
Um dos destaques do semestre foi o Circula Cultura MS, que percorreu 42 municípios, alcançou cerca de 25 mil pessoas e reuniu mais de 200 apresentações artísticas. Com mais de 110 atrações locais, o projeto valorizou artistas sul-mato-grossenses, fortaleceu manifestações culturais e movimentou a economia criativa em diferentes regiões do Estado.
A iniciativa levou atividades socioculturais, educativas e de conscientização por meio de uma carreta-palco adaptada para apresentações artísticas. Em cada município, a programação foi construída a partir das características locais, reunindo música, dança, teatro, circo, capoeira e manifestações da cultura popular.
“O Circula mostrou que a arte precisa chegar onde as pessoas estão, valorizando talentos locais, fortalecendo tradições e movimentando a economia criativa dos municípios. Para nós, da Fundação de Cultura, esse resultado representa um compromisso cumprido com a descentralização das políticas culturais, ampliando o acesso e criando oportunidades para artistas, produtores e trabalhadores da cultura no interior.”
Fotos: Arquivo FCMS
A política de descentralização também ganhou força com o Festival América do Sul 2026. Entre os dias 14 e 17 de maio, Corumbá reafirmou sua vocação como território de integração cultural ao reunir artistas brasileiros e sul-americanos em uma programação gratuita e diversa. O festival levou milhares de pessoas às ruas, praças, escolas e espaços culturais da cidade.
Os shows nacionais reuniram grande público, com destaque para o encerramento realizado por Dilsinho, que atraiu cerca de 20 mil pessoas. Marcelo D2 e Dennis DJ também integraram a programação, que foi além dos grandes palcos ao ocupar tendas, associações, escolas, praças e espaços públicos com apresentações de música, teatro, dança, literatura, artes visuais e manifestações populares.
Fomento e diversidade cultural
O primeiro semestre também consolidou a política de fomento cultural. Foram lançados 22 editais e chamamentos públicos voltados às áreas de cultura comunitária, patrimônio, formação, literatura e audiovisual, além da continuidade da execução dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) iniciados no ciclo anterior.
Entre as ações de maior alcance está o edital Cultura Viva, que selecionou 11 Pontos de Cultura para receber R$ 90 mil cada, totalizando R$ 990 mil em investimentos destinados ao fortalecimento da cultura comunitária. Com recursos da PNAB, a iniciativa amplia o acesso da população aos bens e serviços culturais e fortalece organizações que atuam diretamente nos territórios.
No audiovisual, a Fundação estruturou o programa Rota Cine MS, voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor na Capital e no interior. O programa prevê a implantação do circuito itinerante Cine Câmara em 40 municípios, ações culturais e exposições no Museu da Imagem e do Som (MIS), oficinas de qualificação profissional, implantação de um estúdio público para produtores audiovisuais e o fortalecimento da Pantanal Film Commission.

Também foram lançados três editais específicos para o audiovisual, somando R$ 1 milhão em investimentos destinados à produção, difusão de obras e participação de profissionais sul-mato-grossenses em festivais.
Patrimônio, memória e formação
A preservação da memória e a democratização do acesso ao patrimônio cultural também marcaram o semestre. Um dos principais destaques foi a reabertura do Museu da Imagem e do Som (MIS), que voltou a receber visitantes após a revitalização de seus espaços. O equipamento passou a oferecer melhores condições para exposições, atividades educativas e preservação do acervo audiovisual, reafirmando seu papel como referência na difusão da memória cultural sul-mato-grossense.
As ações de preservação também contemplaram museus, arquivos e bibliotecas comunitárias. Por meio de edital financiado pela Política Nacional Aldir Blanc, a Fundação destinou R$ 440 mil para 15 projetos voltados ao fortalecimento institucional, organização de acervos, preservação documental e ampliação do acesso público ao patrimônio cultural.
Os investimentos reforçaram o Sistema Estadual de Museus e beneficiaram instituições comunitárias e privadas responsáveis pela guarda de importantes acervos históricos e culturais.
Na área da gestão documental, o Arquivo Público Estadual promoveu a Semana Nacional de Arquivos, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais em palestras, oficinas e atividades voltadas à valorização dos acervos históricos e à preservação da memória coletiva.
Outra iniciativa estruturante foi a implantação da ação Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral, com oficinas e atividades artísticas aos estudantes da Rede Estadual de Ensino. A proposta fortalece o acesso à formação cultural desde a infância e amplia o papel da arte como instrumento de desenvolvimento humano, criatividade e valorização da identidade sul-mato-grossense.
Economia criativa e desenvolvimento
A Fundação também avançou no mapeamento da Economia Criativa de Mato Grosso do Sul, reunindo informações sobre profissionais, empreendedores e cadeias produtivas culturais em todas as regiões do Estado. Os dados servirão de base para a elaboração de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor, à geração de renda e à ampliação das oportunidades para trabalhadores da cultura.
Ao longo do semestre, a valorização da produção cultural também alcançou a literatura, o patrimônio, o audiovisual e as manifestações populares, reafirmando a cultura como vetor de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento da identidade sul-mato-grossense.
“As ações desenvolvidas ao longo deste primeiro semestre demonstram que Mato Grosso do Sul consolida uma política pública de cultura cada vez mais abrangente e estruturada. Avançamos no fomento à produção cultural, fortalecemos nossos equipamentos públicos, ampliamos o acesso da população às atividades culturais e chegamos a todas as regiões do Estado. Esse conjunto de iniciativas reafirma nosso compromisso de fazer da cultura um instrumento de cidadania, desenvolvimento e valorização da identidade sul-mato-grossense”, avalia o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes.
Comunicação Setesc
Foto de capa: Saul Schramm/Secom/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
1 ano do Protege: política que fortalece prevenção e amplia rede de enfrentamento à violência contra mulheres em MS
Um ano após sua instituição como política pública de Estado, o Protege (Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres) reúne resultados que evidenciam a consolidação de uma rede articulada de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Mato Grosso do Sul. Da formação de estudantes e profissionais à adesão de municípios, a iniciativa amplia a atuação integrada entre diferentes áreas do governo, fortalece a rede de atendimento e reafirma o compromisso do Estado com a prevenção da violência, a proteção das mulheres e a promoção da cidadania.

Coordenado pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, o programa foi estruturado sobre quatro pilares: prevenção e educação para igualdade de gênero; atendimento integral e proteção; autonomia, justiça e garantia de direitos; e governança e monitoramento. Em doze meses, o Protege mobilizou escolas, profissionais da segurança pública, saúde, assistência social, lideranças comunitárias, universidades, gestores municipais e organizações da sociedade civil, consolidando uma atuação transversal que já alcança dezenas de municípios sul-mato-grossenses.
Para a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, o principal resultado desse primeiro ano foi transformar a violência contra as mulheres em uma responsabilidade compartilhada por todo o Estado.
“O Protege fez com que a violência contra as mulheres deixasse de ser um tema tratado apenas pelas políticas públicas para mulheres e passasse a ser um problema de Estado. Hoje, educação, saúde, assistência social, segurança pública, justiça e os municípios trabalham de forma articulada para prevenir a violência, proteger as vítimas e construir uma cultura de respeito às mulheres.”
Prevenção começa na escola

Um dos principais investimentos do programa ocorreu justamente onde as mudanças sociais costumam produzir efeitos duradouros: dentro das escolas. Em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação) e com a Subsecretaria de Políticas Públicas para a Juventude, o Protege incorporou o enfrentamento à violência de gênero como tema permanente na formação dos grêmios estudantis da Rede Estadual de Ensino.

Em dois ciclos consecutivos de formação, mais de 340 grêmios estudantis passaram a desenvolver ações de conscientização sobre violência contra meninas e mulheres, alcançando diretamente cerca de 40 mil estudantes e, de forma indireta, mais de 100 mil jovens em todo o Estado. Ao todo, mais de 600 estudantes gremistas receberam formação específica para atuar como multiplicadores dentro das escolas, promovendo debates, rodas de conversa e atividades educativas sobre respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência.
Segundo Manuela, os resultados começaram a aparecer ainda durante o desenvolvimento das atividades.
“Nós já identificamos estudantes que reconheceram situações de violência vividas pelas próprias mães depois das formações e buscaram conversar com elas, orientar sobre os canais de denúncia e incentivar a procura por ajuda. Isso demonstra que informação salva vidas e que a prevenção começa muito antes de uma ocorrência policial.”
A iniciativa também integra outro projeto permanente da Secretaria da Cidadania, o Intervalo da Cidadania, ampliando o espaço de diálogo dentro das escolas sobre cidadania, direitos humanos e prevenção das violências. Para a subsecretária, formar adolescentes significa investir na transformação cultural das próximas gerações.
“Muitos jovens iniciam seus primeiros relacionamentos reproduzindo comportamentos de controle, ciúme e violência que aprenderam ao longo da vida. Quando levamos informação para dentro das escolas, estamos formando uma consciência crítica sobre essas relações, prevenindo futuras violências e construindo uma sociedade mais igualitária.”
Formação permanente fortalece a rede de atendimento

Outro eixo estratégico do Protege foi a qualificação contínua dos profissionais que atuam diretamente ou indiretamente no atendimento às mulheres. Ao longo do primeiro ano, a Secretaria da Cidadania percorreu todas as regiões de Mato Grosso do Sul promovendo formações voltadas a profissionais da segurança pública, assistência social, saúde, educação, políticas públicas para mulheres e demais serviços que compõem a rede de enfrentamento à violência.
Mais de 150 profissionais participaram da formação intersetorial coordenada pela ex-ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, voltada à atualização dos marcos legais, dos conceitos relacionados à violência de gênero e dos fluxos de atendimento às vítimas.
Na sequência, outros 100 profissionais da rede especializada participaram de um curso de atualização promovido em parceria com a Faculdade Insted, reunindo pesquisadoras e especialistas nacionais na área das políticas públicas para mulheres. Além disso, 50 gestoras municipais de políticas para mulheres receberam, pela primeira vez, uma formação específica voltada ao fortalecimento da gestão municipal da política pública.
Para Manuela, preparar os profissionais é uma das estratégias mais importantes para prevenir casos graves de violência. “Apenas um terço das mulheres em situação de violência procura diretamente uma delegacia. Muitas chegam primeiro a uma unidade de saúde, a um CRAS, a uma escola ou procuram assistência psicológica. Quando capacitamos esses profissionais, aumentamos as chances de identificar precocemente uma situação de violência e impedir que ela evolua para um feminicídio.”
As formações também alcançaram profissionais da saúde indígena, ampliando a atuação da rede em territórios tradicionalmente mais vulneráveis e fortalecendo o atendimento intercultural às mulheres indígenas.

Outro avanço destacado foi a participação da Subsecretaria na construção do Protocolo de Atendimento às Meninas e Mulheres da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, além da capacitação de delegados, escrivães e investigadores para aplicação dos novos procedimentos.
Segundo a subsecretária, o objetivo é garantir que toda mulher, independentemente da porta de entrada do serviço público, encontre profissionais preparados para acolher, orientar e encaminhar sua situação de forma humanizada. “A violência contra as mulheres se transforma ao longo do tempo. Hoje enfrentamos também a violência digital, a misoginia nas redes sociais e novas formas de controle e opressão. Por isso a formação precisa ser permanente. Qualificar a rede significa fortalecer a prevenção, proteger as vítimas e evitar a revitimização.”
Mobilização social fortalece prevenção nos territórios


O primeiro ano do Protege também consolidou uma estratégia voltada à participação da sociedade no enfrentamento à violência contra as mulheres. Por meio das ações Liderança Também Protege e Vizinho Também Protege, desenvolvidas em parceria com a Subsecretaria de Assuntos Comunitários e integradas ao programa Perifeirarte, lideranças comunitárias, representantes de associações de moradores, clubes de mães, conselhos comunitários de segurança, instituições religiosas, organizações da sociedade civil e representantes do setor empresarial passaram a receber formações sobre prevenção, acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência.
As ações têm como objetivo transformar pessoas que já exercem influência em seus territórios em multiplicadores de informação, capazes de identificar situações de violência, orientar sobre os serviços disponíveis e estimular o rompimento do ciclo de agressões.
Segundo Manuela Nicodemos Bailosa, fortalecer a comunidade é ampliar a própria rede de proteção. “As pesquisas mostram que, antes de procurar o Estado, a mulher procura a família, os amigos ou a comunidade. Muitas vezes ela conversa primeiro com alguém da igreja, da associação de moradores ou do bairro. Por isso precisamos formar essas lideranças para que saibam acolher, orientar e apoiar essas mulheres sem julgamento. É uma forma de fazer a proteção chegar onde o Estado, sozinho, nem sempre consegue chegar.”
A iniciativa tem percorrido diferentes municípios e bairros de Mato Grosso do Sul, ampliando o debate sobre violência de gênero para além dos espaços institucionais e estimulando uma responsabilidade coletiva na prevenção dos casos.
Atendimento integral amplia acolhimento às famílias

Outra frente fortalecida pelo Protege foi a qualificação do atendimento oferecido pelo Ceamca (Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência). A partir da atual gestão, o serviço passou a atender também crianças e adolescentes que fazem parte do contexto familiar das mulheres acolhidas, reconhecendo que a violência doméstica afeta toda a dinâmica familiar e que romper esse ciclo exige um cuidado mais amplo.
Além da ampliação da equipe técnica por meio de processo seletivo, a metodologia adotada pelo Ceamca começou a ser apresentada a municípios interessados em fortalecer seus CRAMs (Centros de Referência de Atendimento à Mulher), com a perspectiva de expandir esse modelo para outras regiões do Estado.
Para a subsecretária, o atendimento familiar representa uma mudança importante na forma de enfrentar a violência. “Nós percebemos que não bastava cuidar apenas da mulher de forma isolada. Quando acolhemos também seus filhos e filhas, trabalhamos o rompimento do ciclo da violência de maneira mais efetiva. É um processo que fortalece essa mulher e oferece às crianças novas referências de convivência baseadas no respeito e na proteção.”
Tecnologia aproxima informação e amplia o acesso aos serviços

Entre as inovações implementadas pelo programa está a Vitória, assistente virtual desenvolvida para orientar mulheres sobre direitos, serviços públicos e políticas disponíveis no Estado.
Disponível por meio do WhatsApp, pelo número 3348-6657, a ferramenta reúne informações sobre toda a rede de atendimento às mulheres, orienta sobre os canais de denúncia e apresenta os serviços oferecidos pelo Governo do Estado, funcionando como mais um instrumento de acolhimento e orientação.
Segundo Manuela, a tecnologia representa uma nova porta de entrada para a rede de proteção. “A Vitória amplia o acesso à informação e orienta as mulheres sobre onde procurar ajuda. Ela complementa serviços como o Ligue 180 e o 190, oferecendo um canal permanente para esclarecer dúvidas, apresentar direitos e fortalecer a autonomia das mulheres.”
A ferramenta tem sido amplamente divulgada durante as ações do programa no interior do Estado, especialmente em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e rurais.
Ônibus Lilás leva cidadania aos territórios mais distantes

A interiorização das políticas públicas também ganhou reforço com a retomada do Ônibus Lilás, unidade móvel que passou a percorrer diferentes regiões de Mato Grosso do Sul levando informação, orientação e serviços às mulheres.
Fruto de um convênio entre Governo do Estado e o programa federal Mulher, Viver sem Violência, o veículo voltou a ser utilizado de forma permanente e já passou por diversos municípios, alcançando comunidades rurais, indígenas, quilombolas e ribeirinhas, muitas vezes distantes dos equipamentos especializados de atendimento.
Além da divulgação da assistente virtual Vitória e dos canais oficiais de denúncia, as equipes realizam palestras, orientações sobre direitos, encaminhamentos à rede de proteção e atividades educativas em parceria com programas como o MS em Ação.
“O Protege nos permitiu integrar diferentes políticas públicas em um mesmo território. Levamos informação sobre violência contra as mulheres, mas também aproximamos saúde, assistência social, justiça, segurança pública e cidadania das comunidades. Essa atuação intersetorial é um dos maiores diferenciais do programa”, afirma Manuela.
Adesão dos municípios fortalece a política pública

Um dos resultados mais expressivos do primeiro ano do Protege foi a adesão de 45 municípios ao programa estadual. Na prática, a adesão representa o compromisso das administrações municipais em implementar ações permanentes de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres, fortalecendo os serviços especializados, qualificando as equipes locais e integrando diferentes áreas da gestão pública.
Para a subsecretária, a institucionalização do Protege garante continuidade às políticas públicas. “Quando uma política pública se torna política de Estado, ela deixa de depender do gestor da vez. Ela passa a ser um direito das mulheres e um dever permanente do poder público. A adesão ao Protege significa exatamente esse compromisso institucional de implementar ações que envolvem educação, saúde, assistência social, segurança pública e políticas para as mulheres.”
Além da adesão municipal, o programa conta com um sistema de monitoramento baseado em indicadores e metas que permitirá acompanhar a execução das ações e avaliar seus resultados ao longo dos próximos anos.
Uma política pública construída para permanecer
Ao completar seu primeiro ano, o Protege consolida uma nova forma de atuação do Estado no enfrentamento à violência contra as mulheres. A proposta vai além da resposta às ocorrências e aposta na prevenção, na formação permanente, na articulação entre instituições e na participação da sociedade para reduzir os índices de violência e fortalecer a proteção às mulheres sul-mato-grossenses.
Para Manuela Nicodemos Bailosa, o principal legado desse primeiro ano está justamente na capacidade de integrar diferentes setores em torno de um objetivo comum. “O maior legado do Protege é mostrar que enfrentar a violência contra as mulheres exige planejamento, monitoramento e trabalho conjunto. Quando educação, saúde, assistência social, segurança pública, justiça, municípios e sociedade civil caminham na mesma direção, conseguimos construir uma política pública permanente, capaz de salvar vidas e transformar realidades. É esse compromisso que o Governo do Estado assume ao instituir o Protege como uma política de Estado para Mato Grosso do Sul.”
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Referência em turismo de natureza, MS fecha primeiro semestre de 2026 consolidando protagonismo
Os seis primeiros meses de 2026 foram marcados por uma intensa agenda de promoção, inovação e fortalecimento institucional da FundturMS (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul).
Com ações realizadas no Brasil e no exterior, participação nos principais eventos do setor, reconhecimento nacional e internacional e novos projetos voltados à inclusão e à comercialização dos destinos, o estado consolidou seu posicionamento como uma das principais referências brasileiras em ecoturismo, turismo responsável e gestão pública do turismo.
O diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS analisa um primeiro semestre de muita produtividade.
“Tivemos um volume muito alto de ações variadas e bem trabalhadas, desde participação em feiras e eventos nacionais e internacionais sempre com destaque e com ativações dentro dos espaços. Posso destacar nossa participação na WTM LA, o projeto Pantanal Jam sendo distribuído em eventos internacionais segmentados, o lançamento da campanha de turismo acessível, o road show Isto é Mato Grosso do Sul que foi sucesso, a captação de voos que mostram avanço na malha aérea. Então foi um semestre muito positivo e de muita produção que, com certeza, vai refletir em bons resultados nos próximos meses”.
Ações de destaque
A estratégia de promoção nos seis eventos internacionais do semestre ganhou ainda mais força com a participação em importantes feiras e eventos voltados ao turismo de natureza e aventura, como a ITB Berlin, na Alemanha, considerada a maior feira de turismo do mundo.
Destaque também para o Remote Immersion, no Panamá, e das edições europeia e latino-americana do AdventureELEVATE, promovidas pela Adventure Travel Trade Association (ATTA).
Em todos esses encontros, Mato Grosso do Sul teve participação de destaque, apresentou seus destinos, participou de painéis sobre gestão de destinos e sustentabilidade e realizou dezenas de rodadas de negócios com operadores internacionais.
No mercado nacional foram 14 grandes eventos. Um dos grandes marcos do semestre foi a realização da segunda edição do “Isto é Mato Grosso do Sul – Especial por Natureza”, em São Paulo, que proporcionou uma experiência imersiva para operadores, companhias aéreas, imprensa especializada e parceiros estratégicos, com diversidade de experiências, gastronomia, cultura do estado. A iniciativa reforçou o posicionamento de Mato Grosso do Sul junto ao seu principal mercado emissor de turistas e ampliou oportunidades de negócios para o trade sul-mato-grossense.
O reconhecimento desse trabalho veio em forma de importantes premiações. O destaque ficou para o prêmio concedido pela Embratur, que reconheceu Mato Grosso do Sul como “Destaque de Destino na Promoção da Imagem do Brasil no Exterior”, considerado um dos principais reconhecimentos nacionais voltados à promoção internacional dos destinos brasileiros.
O Estado também foi eleito o melhor destino brasileiro de Ecoturismo pelo Mercado & Eventos e teve o Observatório do Turismo da Fundtur MS premiado como Observatório Destaque da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), reforçando a excelência na produção de inteligência turística para subsidiar políticas públicas e decisões estratégicas.
Outro avanço importante do semestre foi a implementação do Programa de Turismo Acessível, iniciativa que amplia as políticas de inclusão e democratização do turismo em Mato Grosso do Sul. O programa reúne ações voltadas à qualificação do setor, adaptação de atrativos e sensibilização dos profissionais, promovendo experiências cada vez mais acessíveis para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Na área de comercialização, a Fundtur MS intensificou as ações cooperadas com as principais OTAs (Online Travel Agencies), e ampliou a presença dos destinos sul-mato-grossenses nas plataformas digitais de venda de viagens.
O fortalecimento da promoção e da demanda também se reflete no aumento da conectividade aérea como o voo direto de Campo Grande para Belo Horizonte e, a partir de outubro, os três voos semanais entre Bonito e o Aeroporto Internacional de Guarulhos que serão ofertados pela LATAM, ampliando o acesso ao principal destino de ecoturismo do Brasil e fortalecendo sua integração com o principal hub aéreo do país.
As iniciativas ampliam a distribuição dos produtos turísticos, aumentam a visibilidade dos destinos e contribuem para o crescimento da comercialização de experiências em Mato Grosso do Sul.
O semestre também foi marcado pela realização da 15ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS/COP15), em Campo Grande. A Fundtur atuou na articulação entre o evento e o setor turístico, com a promoção de presstrips para jornalistas nacionais e internacionais de imprensa especializada com o intuito de posicionar Mato Grosso do Sul como referência mundial em turismo de observação de vida silvestre.
As ações desenvolvidas ao longo dos primeiros seis meses de 2026 refletem uma estratégia baseada na continuidade, inteligência de mercado, inovação, sustentabilidade, inclusão e promoção integrada. Mais do que ampliar a visibilidade dos destinos, a atuação da Fundação de Turismo fortalece a competitividade de Mato Grosso do Sul nos mercados nacional e internacional, impulsiona novos negócios e reafirma o estado como um dos principais destinos de ecoturismo e turismo de natureza do Brasil.
Débora Bordin, Comunicação Fundtur MS
Foto: Arquivo/Setesc
Fonte: Governo MS
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