Mato Grosso do Sul
Planejamento, parceria com produtores e ambiente favorável aos negócios impulsionam a suinocultura de Mato Grosso do Sul
A combinação entre planejamento estratégico, investimentos em infraestrutura, diálogo permanente com o setor produtivo e segurança institucional tem sido decisiva para o avanço da suinocultura em Mato Grosso do Sul.
A avaliação foi apresentada quarta-feira (24) pelo secretário-adjunto da Semadesc, Alex Marcel Melotto, durante o 333 Experience, em Florianópolis (SC), um dos maiores eventos da suinocultura nacional. Também participam do evento os secretários executivos de Desenvolvimento Sustentável, Rogério Beretta e de Qualificação e Trabalho, Esaú Aguiar.
O encontro reúne lideranças do agronegócio, produtores, cooperativas, agroindústrias e representantes do poder público para discutir os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva brasileira. Representando o Governo de Mato Grosso do Sul, Melotto participou do painel “Como capitalizar nossas vantagens competitivas e mitigar riscos no longo prazo”, que debateu estratégias para ampliar a competitividade, a sustentabilidade, a logística e a atração de investimentos para o agro.
Durante sua apresentação, o secretário-adjunto destacou que o crescimento da suinocultura sul-mato-grossense é resultado de uma construção coletiva iniciada há mais de uma década, baseada em planejamento de longo prazo e forte integração entre governo, produtores e indústria.
“Grande parte do que estamos vivendo hoje foi construída há cerca de 12 anos, quando o Estado começou a planejar seu futuro, especialmente na área de infraestrutura. Costumo dizer que o progresso anda sobre o asfalto. Os investimentos realizados naquele momento criaram as condições para que o setor produtivo pudesse crescer com segurança”, afirmou.
Melotto ressaltou ainda que um dos principais diferenciais de Mato Grosso do Sul é o ambiente institucional, que favorece o diálogo e a construção conjunta de soluções. “Temos um ambiente em que governo, produtores, indústria e órgãos de defesa sanitária trabalham alinhados. Nosso papel é criar condições para que quem investe no Estado possa produzir, gerar empregos e crescer. O produtor rural é o primeiro elo dessa cadeia e merece todo o nosso respeito e apoio”, destacou.
Outro aspecto apontado pelo secretário-adjunto foi a forte organização dos produtores. Segundo ele, a atuação da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas) fortalece a representatividade do setor e facilita a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades da cadeia produtiva.
“Quando nos reunimos com a associação, temos a segurança de que estamos dialogando com toda a cadeia. Isso torna o processo mais eficiente e fortalece a tomada de decisões”, observou.
Desafios climáticos e preparação para o futuro
Ao abordar os desafios para os próximos anos, Melotto destacou os impactos das mudanças climáticas sobre a produção agropecuária e a necessidade de adaptação das cadeias produtivas.
“O grande desafio está em manter os padrões de produtividade e qualidade diante das transformações climáticas que estamos observando. Precisamos construir soluções que garantam competitividade ao setor e segurança para os produtores”, afirmou.
Como exemplo, ele citou a forte variação da produtividade do milho no Estado nos últimos anos, demonstrando a influência direta dos fenômenos climáticos sobre a produção agrícola e, consequentemente, sobre as cadeias de proteína animal.
Segundo o secretário-adjunto, governo, entidades representativas e setor produtivo já discutem alternativas para aumentar a resiliência da atividade diante de eventos climáticos extremos.
Suinocultura em expansão
Os números confirmam o momento positivo vivido pela cadeia produtiva em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o Estado possui um rebanho de 3,75 milhões de cabeças, ocupando a oitava posição entre os maiores produtores de carne suína do país e a sexta colocação entre os exportadores brasileiros do segmento.
Nos últimos sete anos, a atividade recebeu R$ 1,7 bilhão em financiamentos aprovados por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), fortalecendo investimentos em ampliação, modernização e aumento da capacidade produtiva.
Entre os principais indicadores do setor estão:
* Rebanho de 3,75 milhões de suínos;
* 8º maior produtor de carne suína do Brasil;
* 6º maior exportador nacional;
* R$ 1,7 bilhão em financiamentos aprovados pelo FCO entre 2019 e 2025;
* 272 estabelecimentos cadastrados e auditados no Programa Leitão Vida;
* 239 propriedades já adaptadas ao novo protocolo de avaliação;
* 111.570 matrizes cadastradas.
Somente entre janeiro e 8 de junho de 2026, o Programa Leitão Vida registrou:
* 4.546.100 animais incentivados;
* 1.638.680 suínos abatidos;
* R$ 45,2 milhões em incentivos concedidos aos produtores.
Sustentabilidade e inovação fortalecem a cadeia
A modernização do Programa Leitão Vida, implantada em 2025, consolidou uma nova etapa para a atividade no Estado. A iniciativa passou a adotar o Protocolo Leitão Vida em Conformidade (PLVC), desenvolvido pela Câmara Setorial da Suinocultura com participação de produtores, entidades representativas e órgãos públicos.
O novo modelo estabelece critérios de avaliação baseados em seis pilares: sustentabilidade social, sustentabilidade econômica, sustentabilidade ambiental, biossegurança, bem-estar animal e produção.
A metodologia reforça o compromisso de Mato Grosso do Sul com a produção sustentável e amplia o reconhecimento das boas práticas adotadas pelos produtores. Além dos incentivos diretos, o Governo do Estado, por meio da Semadesc, mantém apoio permanente ao setor por meio da realização de fóruns, workshops, missões técnicas, encontros de lideranças e participação em eventos nacionais e internacionais de negócios.
Com forte presença nos polos de São Gabriel do Oeste e Dourados, onde estão concentradas importantes agroindústrias integradoras, a suinocultura sul-mato-grossense segue avançando com base em inovação, sustentabilidade, segurança sanitária e planejamento estratégico, consolidando-se como uma das atividades que mais contribuem para a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
“Convido todos a conhecerem Mato Grosso do Sul. Temos uma cadeia organizada, um ambiente favorável aos investimentos e um governo comprometido com o desenvolvimento sustentável. Estamos de portas abertas para quem deseja crescer junto conosco”, concluiu Alex Melotto.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Banco de Leite Humano do HRMS alerta para estoque baixo e reforça importância da doação
O Banco de Leite Humano do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) está com estoque abaixo do necessário para atender à demanda de recém-nascidos internados na unidade e reforça o convite às mães que estão amamentando e possuem leite excedente para que façam a doação.
O ideal é que o Banco de Leite Humano realize a coleta de 120 litros de leite humano por mês, volume necessário para manter um estoque adequado para atender à demanda da unidade. Em julho de 2026, foram coletados apenas 47 litros, volume considerado baixo. A doação é fundamental para garantir a oferta de leite humano aos bebês que mais precisam, especialmente os prematuros e aqueles que apresentam baixo peso ao nascer.
O leite humano é um alimento completo e oferece nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento do bebê. Além disso, contém componentes que contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico e ajudam na proteção contra infecções. Para recém-nascidos prematuros ou de baixo peso, esses benefícios são ainda mais importantes.
Quem pode doar
Podem ser doadoras as mulheres que estão amamentando seus próprios bebês, possuem leite excedente e têm os exames realizados durante o pré-natal. Antes de iniciar a doação, a mãe passa por cadastro e recebe as orientações necessárias da equipe do Banco de Leite Humano.
As mães interessadas em contribuir podem entrar em contato com o Banco de Leite Humano do HRMS pelo telefone (67) 3378-2715 para receber informações sobre o cadastro e o processo de doação.
Agosto Dourado
A mobilização ocorre durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê. A campanha também reforça a importância do início precoce do aleitamento materno e do contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o nascimento, sempre que as condições clínicas permitirem.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. A partir desse período, a amamentação deve ser mantida junto à introdução da alimentação complementar, podendo continuar até os dois anos de idade ou mais.
Embora seja um processo natural, amamentar também é um aprendizado para a mãe e para o bebê. Dificuldades nos primeiros dias podem ocorrer e, nesses casos, o acompanhamento de profissionais de saúde e o apoio dos Bancos de Leite Humano podem ajudar a superar desafios relacionados à pega, à produção de leite e a outras intercorrências.
Serviço
Banco de Leite Humano do HRMS
Telefone: (67) 3378-2715
Para doar, é necessário realizar cadastro e atender aos critérios estabelecidos pelo Banco de Leite Humano.
Comunicação HRMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Funtrab oferece vagas de Papai Noel com salários de até R$ 22 mil na Capital
Ainda faltam alguns meses para o Natal, mas, para quem sonha em viver — literalmente — o espírito natalino, a oportunidade já chegou. A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) está com duas vagas temporárias para Papai Noel, com salários que chamam a atenção: R$ 18 mil e R$ 22 mil por mês. E o melhor, não é preciso ter experiência anterior para se candidatar.
As empresas contratantes oferecem capacitação e suporte para preparar os selecionados para a missão de assumir um dos personagens mais queridos do imaginário infantil. As vagas pedem características bem específicas, mas, para quem se encaixa no perfil, a oportunidade pode unir trabalho, bons ganhos e a chance de participar de uma das épocas mais simbólicas do ano.
O candidato precisa ter barba e barriga naturais, além de carisma, empatia com crianças, simpatia e disponibilidade de horário — inclusive aos domingos. Também é necessário ter pelo menos Ensino Fundamental incompleto. O trabalho será realizado durante 45 dias, no período das ações natalinas.
Já as jornadas de trabalho variam conforme a empresa contratante. Uma das oportunidades prevê expediente de segunda a segunda-feira, das 10h às 22h, em local não fixo. A outra estabelece trabalho de terça-feira a sábado, das 14h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.
Entre as missões do Papai Noel contratado, está recepcionar o público, conversar e interagir de maneira acolhedora com crianças e famílias, atender visitantes para fotos, participar das atividades da campanha de Natal e ajudar a transformar a visita de cada pessoa em uma lembrança especial.
Na prática, será preciso ter jogo de cintura, paciência e, principalmente, disposição para espalhar alegria. Afinal, para muitas crianças, o encontro com o Papai Noel é um daqueles momentos que ficam guardados na memória por muitos anos.
Os interessados devem procurar a Funtrab, à Rua 13 de Maio, 2.773, levando RG, CPF e Carteira de Trabalho. O atendimento para encaminhamento às vagas ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h.
Cláudia Yuri, Comunicação Funtrab
Fonte: Governo MS
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