Mato Grosso do Sul
Escola estadual de Corumbá se consolida como polo de ciência e tecnologia no Pantanal
Escola pública do interior mostra que inovação não é privilégio dos grandes centros
Há escolas que falam sobre o futuro enquanto outras constroem. É o caso da Escola Estadual Dom Bosco, em Corumbá, que oferece oportunidades de aprendizagem com as melhores tecnologias educacionais disponíveis na atualidade. Com robótica, inteligência artificial, Arduino, LEGO Education e uma carreta escola equipada com 18 notebooks, a escola amplia ainda mais as possibilidades de quem estuda no coração do Pantanal.
Essa conquista foi celebrada com a cerimônia de inauguração do Espaço Maker ‘Pe. Didimo de Campos Filho’ e a chegada da Carreta Escola do Senac, na presença de autoridades, gestores, professores, estudantes e parceiros num momento que marca uma virada na trajetória dos mais de 1.600 estudantes atendidos pela unidade.
O Espaço Maker foi planejado para integrar ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o chamado STEM, com atividades de robótica, programação, eletrônica, automação e inteligência artificial. O ambiente conta com computadores, recursos multimídia, materiais de prototipagem, arenas para treinamento de equipes de robótica e plataformas como LEGO Education, Arduino e Conecta Edutec.
Um detalhe que merece destaque, o espaço também dispõe de kits de Robótica para Inclusão, destinados a estudantes público-alvo da Educação Especial — porque inovação que exclui não é inovação.
Crianças das escola corumbaense tem acesso às melhores práticas educacionais da atualidade
IA para proteger o Pantanal
Entre os projetos desenvolvidos na escola, um chama atenção pelo propósito. O SAVIA (Sistema de Alerta e Vigilância Inteligente Ambiental) desenvolvido por estudantes do Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico em Informática para Internet.
O projeto usa sensores, automação e inteligência artificial para auxiliar na prevenção de atropelamentos de animais silvestres e na detecção precoce de incêndios florestais no Pantanal.
A iniciativa chegou à semifinal do programa ‘Solve for Tomorrow Brasil’ e foi contemplada pelo Pictec (Programa de Iniciação Cientifica e Tecnológica) da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), ambos de Mato Grosso do Sul.
O SAVIA é uma conquista que prova o quanto a ciência feita por estudantes da escola pública pode e deve ter alcance nacional.
A carreta que amplia horizontes
Além do Espaço Maker, a Dom Bosco passou a contar com a Carreta Escola do Senac, uma unidade móvel moderna equipada com 18 notebooks, telas de projeção, sistema de sonorização, internet via satélite e ambiente climatizado. A parceria com o Senac amplia significativamente a capacidade de atendimento das atividades tecnológicas e de formação profissional da escola.

Mais de 30 estudantes já participam das atividades do Clube de Robótica, desenvolvendo projetos e se preparando para competições como a OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica). São jovens que aprendem fazendo e que já mostram que o Pantanal também é território de inovação.
A Dom Bosco se torna um dos principais polos de ciência, tecnologia e iniciação científica da região pantaneira, revelando uma educação pública de qualidade onde há planejamento e dedicação.
Um reconhecimento especial é dedicado aos professores Felipe de Oliveira e Bruno Silva, além do diretor-adjunto Elvécio Zequeto, educadores atuantes na orientação dos estudantes para o desenvolvimento do sistema de inteligência artificial para proteger o Pantanal, um dos maiores desafios do nosso tempo.
Para o diretor Fernando Cruz, a chegada da Carrega Escola do Senac representa a materialização de um compromisso coletivo para que os estudantes de Corumbá possam competir com qualquer estudante do país.
“O Espaço Maker e a Carreta do Senac chegaram para que nossos estudantes não precisem buscar outro espaço para encontrar o futuro porque ele já está aqui, dentro da Dom Bosco”, ressalta o diretor Fernando.
Gilberto Junior, Comunicação SED
Fotos: Reprodução
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul registra queda nos principais indicadores criminais entre janeiro e maio
Mato Grosso do Sul apresentou redução nos indicadores criminais entre janeiro e maio de 2026, consolidando os resultados das ações integradas desenvolvidas pelas forças de segurança pública em todo o Estado. Dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam queda nos crimes contra o patrimônio, nos homicídios e nos crimes sexuais, tanto na Capital quanto no conjunto dos municípios sul-mato-grossenses.
Em Campo Grande, os homicídios dolosos recuaram de 71 para 51 ocorrências na comparação com o mesmo período de 2025, uma redução de 28,2%. Também houve diminuição nos casos de estupro, que passaram de 295 para 246 registros, queda de 16,6%, e nos estupros de vulnerável, que caíram de 245 para 179 ocorrências, redução de 26,9%.
Os crimes patrimoniais mantiveram trajetória de queda na Capital. Os roubos reduziram de 691 para 532 registros, uma diminuição de 23%, enquanto os furtos passaram de 6.735 para 6.324 ocorrências, queda de 6,1%. Os furtos em residência tiveram leve redução de 0,3%, passando de 1.764 para 1.758 registros.
No cenário estadual, os números seguem a mesma tendência. Os casos de estupro diminuíram de 1.014 para 868 registros, redução de 14,4%, ao passo que os estupros de vulnerável passaram de 831 para 695 ocorrências, queda de 16,4%. Os roubos apresentaram uma das reduções mais expressivas, recuando de 1.175 para 920 casos, redução de 21,7%.
Os furtos também registraram queda em todo o Estado, passando de 14.213 para 13.293 ocorrências, redução de 6,5%. Houve ainda variação nos registros de violência doméstica, que passaram de 9.061 para 8.813 casos, retração de 2,7%.
Enfrentamento ao tráfico de drogas
As ações de combate ao tráfico de drogas também apresentaram resultados expressivos nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, as forças de segurança apreenderam 238,5 toneladas de entorpecentes em Mato Grosso do Sul, volume 21,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram retiradas de circulação 197 toneladas de drogas.
As apreensões ocorreram tanto em áreas urbanas quanto nas regiões de fronteira, reforçando o papel estratégico do Estado no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no tráfico internacional de entorpecentes. Na Capital, foram apreendidas aproximadamente 27 toneladas de drogas, contra 21,5 toneladas registradas no ano anterior, aumento de 25,6%.
As ações desenvolvidas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, têm contribuído para a redução da criminalidade e para a manutenção de Mato Grosso do Sul entre os estados mais seguros do país.
Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Fotos: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Penitenciária de Paranaíba amplia segurança com instalação de alambrados e telas de proteção nos pavilhões
A Penitenciária de Paranaíba concluiu a instalação de alambrados no perímetro externo da unidade e iniciou a implantação de telamento sobre os pavilhões, ampliando as medidas de segurança e prevenção adotadas pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
As intervenções têm como objetivo criar uma barreira de proteção próxima à muralha da unidade, dificultando o arremesso de materiais ilícitos por terceiros a partir da área externa, além de reduzir as possibilidades de utilização de drones para o transporte irregular de objetos ao interior dos pavilhões.
Com a instalação dos alambrados em todo o entorno do prédio da penitenciária e o início da implantação das telas de proteção, a unidade passa a contar com uma estrutura adicional de controle e vigilância. A medida contribui para dificultar a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais proibidos que possam comprometer a segurança, a disciplina e a rotina operacional do estabelecimento penal.
Segundo a direção do presídio, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao aprimoramento da estrutura de segurança da unidade e ao fortalecimento do trabalho desenvolvido pelos policiais penais. “Essa é uma iniciativa que fortalece o controle interno da unidade e proporciona mais segurança tanto para os servidores quanto para a população carcerária, dificultando práticas ilícitas que possam comprometer a rotina operacional do estabelecimento penal”, destacou o diretor André França.

O uso de drones para o envio de materiais proibidos em estabelecimentos penais tem se tornado um desafio para os sistemas penitenciários em todo o país. Nesse cenário, a adoção de barreiras físicas, aliada às ações de vigilância, inteligência e monitoramento, representa uma importante ferramenta preventiva para coibir tentativas de acesso irregular ao interior das unidades.
A Agepen tem investido continuamente em melhorias estruturais e operacionais nas unidades penais de Mato Grosso do Sul, com foco no aprimoramento da segurança institucional, na valorização do trabalho dos policiais penais e na manutenção da ordem e da disciplina no sistema penitenciário estadual.
Tatyane Santinoni, Comunicação Agepen
Fonte: Governo MS
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