Mato Grosso do Sul
MS lidera debate nacional sobre compras públicas sustentáveis e fortalece municipalismo
Licicomp e Congresso dos Municípios reúnem gestores, especialistas e lideranças para discutir inovação, eficiência administrativa e desenvolvimento regional nos 79 municípios
Mato Grosso do Sul voltou a se posicionar como referência nacional em modernização da gestão pública ao sediar, terça-feira (9), em Campo Grande, o 2º Licicomp – Congresso Estadual de Licitações e Compras Públicas, realizado simultaneamente à 4ª edição do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul.
Promovidos pela Assomasul, Sebrae/MS e Governo do Estado, os eventos transformam a capital em um grande ambiente de debates sobre inovação administrativa, sustentabilidade, eficiência pública e fortalecimento das cidades sul-mato-grossenses.
Com foco na construção de modelos mais modernos, transparentes e sustentáveis de gestão pública, o Licicomp reúne gestores estaduais e municipais, órgãos de controle, especialistas, técnicos e representantes do setor produtivo para discutir os impactos das compras governamentais no desenvolvimento econômico e social dos municípios.
A programação aborda temas ligados à nova Lei de Licitações, governança pública, transformação digital, sustentabilidade nas contratações públicas e modernização administrativa, reforçando o papel estratégico das compras públicas como instrumento de desenvolvimento regional, estímulo à economia local e melhoria dos serviços prestados à população.
Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que Mato Grosso do Sul vem consolidando um modelo de gestão baseado em eficiência, responsabilidade fiscal, inovação e parceria permanente com os municípios.
“Estamos construindo um Estado moderno, eficiente e preparado para os desafios do futuro. E isso passa diretamente pela capacidade de inovar na gestão pública, fortalecer os municípios e transformar investimentos em resultados concretos para a população. O Licicomp amplia um debate essencial sobre transparência, sustentabilidade e eficiência administrativa, mostrando que gestão pública de qualidade também é instrumento de desenvolvimento”, afirmou.
O secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, ressaltou que as compras públicas possuem impacto direto no fortalecimento das economias locais e na melhoria da gestão governamental.
“As licitações e contratações públicas deixaram de ser apenas processos administrativos. Hoje elas representam estratégia de desenvolvimento, incentivo à inovação, fortalecimento de empresas locais e melhoria da eficiência dos serviços públicos. Mato Grosso do Sul vem avançando fortemente nessa agenda”, pontuou.
Paralelamente ao Licicomp, o Congresso dos Municípios discute os desafios contemporâneos da administração municipal. Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o encontro reforçou o papel dos municípios como protagonistas na execução das políticas públicas e no desenvolvimento regional.
Durante a programação, serão debatidos temas estratégicos como reforma tributária, arrecadação municipal, sustentabilidade, empreendedorismo, inovação, planejamento urbano, saúde pública e modernização administrativa.
O presidente da Assomasul e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, destacou que o congresso fortalece a integração institucional e amplia a capacidade técnica das administrações municipais.
“Os municípios estão cada vez mais desafiados a entregar resultados rápidos e eficientes para a população. Eventos como este fortalecem a troca de experiências, aproximam instituições e ajudam a construir soluções conjuntas para uma gestão pública mais moderna, eficiente e preparada para o futuro”, afirmou.
A programação também conta com palestrantes de destaque nacional, como o economista Bernard Appy, um dos formuladores da Reforma Tributária; a jornalista e especialista em ESG Rosana Jatobá; a pesquisadora Juliana Benício; e o comentarista político Caio Coppolla.
Durante a cerimônia de abertura, ainda foram realizadas entregas institucionais importantes, como o Certificado ISO 9001 para a Assomasul, o Selo de Sustentabilidade da AGEMS, o Labô MS e o Selo A3P concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima ao Estado de Mato Grosso do Sul, em decorrência da renovação da adesão à Agenda Ambiental na Administração Pública e cumprimento de todas as metas do programa pela gestão estadual em 2025. Em MS, a execução da A3P é coordenada pela SAD, reforçando o compromisso das instituições públicas com qualidade, sustentabilidade e inovação administrativa.
O vice-governador também ressaltou que o atual ciclo de crescimento de Mato Grosso do Sul é resultado de uma política permanente de cooperação entre Estado e municípios, construída a partir do fortalecimento do municipalismo.
“Não existe Estado forte sem municípios fortes. Mato Grosso do Sul cresceu porque aprendeu a construir soluções de forma compartilhada, ouvindo os prefeitos, respeitando as diferenças regionais e trabalhando em parceria permanente com os 79 municípios. É essa união que permite ao Estado avançar em desenvolvimento, inclusão social, sustentabilidade e qualidade de vida”, concluiu Barbosinha.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul sedia Reunião Estratégica Regional sobre infraestrutura com especialistas nacionais
Com uma economia que cresce a taxas superiores à média nacional, apoiada principalmente na expansão das indústrias e na alta produtividade agropecuária, Mato Grosso do Sul sediará a Reunião Estratégica Regional P3C, evento que reunirá no dia 16 de junho, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, especialistas da área de infraestrutura de todo o país.
Com o objetivo de fortalecer o ecossistema das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, a Reunião Estratégica Regional promoverá discussões entre profissionais, gestores públicos, investidores e lideranças do setor privado, ampliando o debate para além dos grandes centros financeiros do país.
Entre os estados que registraram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, Mato Grosso do Sul tem se destacado pela adoção de modelos de parceria entre o setor público e a iniciativa privada. Projetos estruturados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) têm contribuído para o desenvolvimento regional, a modernização da infraestrutura e a ampliação dos serviços prestados à população.
O estado consolidou experiências relevantes em áreas como saneamento, energia e gás, logística, infraestrutura urbana e turismo sustentável, fortalecendo um ambiente institucional favorável à atração de investimentos e à estruturação de novos projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões.
Segundo a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, “Mato Grosso do Sul consolida-se como ambiente regulatório seguro e positivo para PPPs e concessões, ao sediar a reunião, com especialistas de alto nível. Este evento é fundamental para ampliar o debate além dos grandes centros, conectando gestores e investidores a soluções que geram impacto direto na competitividade, no desenvolvimento regional e na melhoria dos serviços à população”.
O encontro será realizado pela plataforma P3C e pelo Governo do Estado, por meio do EPE, e tem o apoio da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) e promete analisar desafios, identificar oportunidades e apresentar caminhos para ampliar projetos estruturantes que contribuam para uma infraestrutura mais eficiente, moderna e sustentável.
O evento contará com quatro painéis temáticos sobre infraestrutura social, governança pública, infraestrutura logística e reforma tributária.
Entre os participantes confirmados estão Luciene Machado, superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Viviane Esse, secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes.
Serviço
A Reunião Estratégica Regional de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 16 de junho, das 9h às 17h, no Bioparque Pantanal, localizado na Avenida Afonso Pena, 6001, Chácara Cachoeira, em Campo Grande.
Para conferir a programação completa e realizar sua inscrição gratuita, acesse o link.
Laine Breda, Comunicação EPE
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Acolhimento que fica: crianças recebem brinquedos após atendimento na Sala Lilás, em Amambai
Criado por servidores, espaço já apoiou o acolhimento em 505 exames e organiza atendimento reservado a crianças, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade
Antes do exame, a criança escolhe um brinquedo. Pode ser um carrinho, uma boneca, um livro ou uma miniatura entre as opções nas prateleiras da Sala Lilás, na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Amambai. Naquele momento, o brinquedo ajuda a aproximar a criança da equipe, reduz o medo inicial e torna o ambiente da perícia menos intimidador para quem chega à unidade.
Criada por servidores da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, a Sala Lilás funciona desde março de 2023 e acolhe crianças, adolescentes e mulheres, especialmente em contextos de violência física ou sexual. Desde a implantação, o espaço já apoiou o acolhimento em 505 exames médico-legais realizados na unidade.
Segundo o coordenador regional da URPI de Amambai, perito criminal Paulo Henrique Oliveira, muitas crianças chegam assustadas e sem compreender exatamente por que estão ali. A equipe usa a sala para criar vínculo, reduzir a tensão e preparar a vítima antes da etapa técnica.
“Ela brinca, baixa um pouco a guarda e depois segue para o procedimento. Às vezes, leva o brinquedo junto. Isso ajuda naquele momento”, explica.

O brinquedo como primeiro cuidado
Nas paredes lilás, desenhos de crianças, animais e letras coloridas dividem espaço com trabalhos feitos à mão. Há barraca de dinossauro, tenda, tapete, sofá, mesa infantil, cadeiras pequenas, livros, jogos, carrinhos, bonecas e materiais de desenho.
Tudo parece simples. Mas, no contexto da perícia, cada objeto tem uma função.
Antes de qualquer etapa técnica, a criança precisa reconhecer o ambiente e encontrar algum ponto de segurança. O recurso lúdico ajuda a construir esse primeiro contato e torna a passagem pela unidade menos difícil.
Depois do exame, o cuidado continua. A criança retorna à Sala Lilás, reencontra os objetos que viu antes, senta novamente à mesa, entra na barraca ou retoma a brincadeira interrompida.
A decisão de permitir que ela leve um brinquedo para casa nasceu da observação da própria equipe. Para os servidores, não faria sentido colocar uma criança fragilizada diante de tantos brinquedos, permitir que ela criasse vínculo com um objeto e, depois, pedir que deixasse tudo para trás.
“Quando ela volta para a sala, o choro diminui bastante. A gente vê que funciona”, relata o coordenador.
A iniciativa surgiu da rotina da própria unidade. A equipe percebeu que crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência precisavam de um ambiente mais reservado, funcional e menos intimidador.
No início, a perita médica-legista Ana Paula Miranda, chefe do NRML (Núcleo Regional de Medicina Legal), comprou alguns brinquedos para auxiliar nos atendimentos. Depois, a URPI recebeu uma doação da Receita Federal, o que permitiu ampliar o acervo e organizar melhor o espaço.
“Começou de forma simples, mas a gente sentiu a necessidade de melhorar esse processo”, afirma o perito criminal.
Hoje, a sala reúne itens de diferentes faixas etárias. A criança pode escolher, tocar, testar, brincar e, ao fim do atendimento, levar um ou dois brinquedos consigo. O item passa a ser dela.
Sala também organiza proteção
Embora o brinquedo seja o elemento mais visível do acolhimento, a Sala Lilás faz parte de uma organização maior dentro da URPI de Amambai. A unidade estruturou um fluxo interno para preservar vítimas e evitar contato com possíveis autores de violência.
Crianças, adolescentes e mulheres entram pela porta principal e seguem para uma área reservada. Pessoas custodiadas, quando precisam passar por avaliação médico-legal, entram por acesso lateral, em viatura, e são encaminhadas para outro ambiente.
“De maneira nenhuma acontece esse encontro. São lados opostos da unidade”, explica o coordenador regional.
A separação reduz o risco de constrangimento, intimidação ou revitimização, especialmente em casos de violência doméstica e sexual. Também mostra que o cuidado começa antes do exame, na forma como a vítima é recebida.
Crianças, adolescentes, mulheres e outras situações sensíveis
A Sala Lilás foi criada com foco no acolhimento de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência, mas também passou a ser usada em outras situações que exigem abordagem cuidadosa.
Crianças que acompanham mães durante exames de corpo de delito podem permanecer no espaço. Crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) em atendimento de identificação civil também podem ser encaminhadas à sala, quando necessário, para aguardar em um ambiente mais reservado. O mesmo ocorre em coletas de DNA cível, quando o ambiente lúdico ajuda a reduzir medo, agitação ou resistência.
Na prática, a sala garante mais privacidade às mulheres, reduz a exposição de crianças e adolescentes e oferece à equipe técnica melhores condições para conduzir o atendimento sem ignorar a condição emocional de quem está diante dela.
Prova pericial com cuidado humano
A Polícia Científica atua na produção da prova técnico-científica que subsidia procedimentos policiais e processos judiciais. Em casos de violência, esse trabalho exige método, precisão e responsabilidade. Também exige escuta, ambiente adequado e respeito ao tempo da vítima.
A experiência da Sala Lilás mostra que o acolhimento pode melhorar o atendimento sem interferir no rigor técnico do exame.
Para o coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica, Nelson Fermino Junior, a proposta une técnica e acolhimento.
“A prova pericial continua precisa e indispensável para a Justiça. Mas a experiência de Amambai mostra que o acolhimento também precisa fazer parte desse caminho. É uma iniciativa que queremos fortalecer e levar para outras unidades”, afirma.
Para a equipe da URPI de Amambai, o brinquedo não muda a finalidade do exame nem reduz a gravidade do caso. Mas ajuda a construir uma travessia mais segura para a criança: antes da técnica, há vínculo; depois da perícia, há uma lembrança concreta de cuidado.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Fotos: Paulo Henrique Oliveira

Fonte: Governo MS
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