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Agronegócios

Soja ganha força, mas irregularidade das chuvas preocupa produtores

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O mercado da soja em Goiás iniciou novembro com uma valorização discreta, reflexo direto do otimismo entre os produtores e das boas projeções de rentabilidade para a safra 2025/26. Os preços vêm reagindo às perspectivas positivas da demanda internacional e à expectativa de safra cheia no país, mesmo com os desafios climáticos que ainda rondam o campo.

No estado, os produtores mantêm o foco no plantio das lavouras, que avança de forma desigual em razão das chuvas irregulares nas últimas semanas. Em algumas regiões, o volume de precipitação foi suficiente para garantir uma boa germinação, mas em outras áreas o déficit hídrico obrigou parte dos agricultores a replantar. A situação exige atenção redobrada, especialmente nas áreas de solo mais arenoso e com menor capacidade de retenção de água.

Apesar desse início irregular, meteorologistas apontam que o cenário tende a melhorar nas próximas semanas. A previsão é de que as chuvas se tornem mais frequentes e regulares, criando condições favoráveis para o desenvolvimento das plantas e ajudando o estado a manter seu papel de destaque na produção nacional. Caso as precipitações se confirmem, Goiás pode repetir o bom desempenho do ciclo anterior e contribuir para mais uma safra recorde no Brasil.

O milho de primeira safra mantém estimativas estáveis de produção no país, em torno de 25,6 milhões de toneladas, conforme dados mais recentes de consultorias do setor. O número é semelhante ao do último ciclo e mostra que o cereal segue em ritmo estável, mas ainda dependente das condições do clima.

Boa parte das lavouras de milho verão está concentrada nos estados do Sul e Sudeste, mas o Centro-Oeste também tem participação crescente. Em Goiás, o cultivo do milho ocorre principalmente como segunda safra, após a colheita da soja, o que torna o calendário climático um fator determinante para o resultado final.

No mercado externo, as exportações de soja seguem no centro das atenções. As negociações comerciais entre grandes importadores vêm influenciando o comportamento dos preços e podem abrir novas oportunidades para o Brasil nos próximos meses. Goiás, com sua estrutura logística consolidada e forte presença no agronegócio, deve se beneficiar desse movimento, especialmente se o dólar mantiver patamares favoráveis às vendas.

Já o milho ganha destaque dentro do mercado interno. A produção de etanol a partir do grão continua em expansão, especialmente no Centro-Oeste, garantindo uma demanda consistente mesmo em períodos de menor exportação. Essa tendência ajuda a equilibrar os preços e dá mais segurança ao produtor.

As projeções iniciais para a safrinha de milho 2025/26 indicam redução na produtividade média, mesmo com aumento da área plantada. Estima-se uma produção em torno de 107 milhões de toneladas, cerca de 4% abaixo da safra passada. O principal motivo é o risco climático que acompanha o plantio tardio, comum quando a colheita da soja atrasa.

Se as chuvas se firmarem e o clima colaborar, a tendência é de que tanto a soja quanto o milho mantenham boa rentabilidade. Mas, por enquanto, o produtor goiano segue cauteloso — confiante nas perspectivas do mercado, porém atento às nuvens que ainda decidem o ritmo da safra.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Barreiras verdes da Europa colocam em risco mercado de R$ 16,5 bilhões do agro brasileiro

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Correndo contra o tempo para não colocar em risco cerca de R$ 16,5 bilhões (US$ 3 bilhões) em exportações, o agronegócio brasileiro vive uma realidade de dupla velocidade em sua relação comercial com a Europa.

De um lado, o setor acompanha as vantagens do acordo comercial provisório entre o Mercosul e a União Europeia, em vigor desde o dia 1º de maio, que traz uma redução gradual das tarifas de importação até a alíquota zero para diversos produtos. De outro, corre contra o tempo para se adequar à Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), cuja aplicação, após forte pressão dos países produtores, está confirmada para dezembro deste ano.

O emaranhado de regras e o tom das cobranças europeias foram o centro dos debates no Seminário Internacional do Café, realizado em Santos (SP). Lideranças do setor e representantes do governo pouparam críticas ao formato da nova legislação ambiental, classificada como unilateral e insensível à realidade do produtor rural brasileiro.

Para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as medidas restritivas adotadas pelo bloco europeu perdem eficiência justamente por ignorar os esforços e os dados oficiais do Brasil. Representantes da pasta destacaram que o País conseguiu reduzir o desmatamento em 50%, um resultado robusto que deveria ser considerado em negociações bilaterais (construídas em conjunto por ambos os lados), em vez de imposições de caráter extraterritorial, ou seja, leis criadas fora que tentam ditar as regras dentro do território nacional.

O governo brasileiro reforçou que está intensificando os canais de comunicação com a Europa para esclarecer as diferenças fundamentais entre o texto da lei internacional e a realidade prática das propriedades rurais no Brasil.

O avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia mira um mercado estratégico para o bolso do produtor. O bloco europeu consolidou-se como o segundo maior destino do agronegócio brasileiro, fechando o ano de 2025 com importações que somaram US$ 22,1 bilhões em produtos do campo, liderados pelo complexo soja, café e carnes.

A consolidação do acordo com tarifa zero promete abrir de forma definitiva as portas para um mercado consumidor de mais de 500 milhões de pessoas com alto poder aquisitivo, cujo PIB em bloco chega a impressionantes R$ 130 trilhões, aumentando drasticamente a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes globais.

Por outro lado, especialistas em economia agrícola alertam que o desmatamento ilegal cobra uma conta alta e direta do setor. No curto prazo, a não adequação às exigências da lei europeia (EUDR) coloca em risco imediato cerca de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 16,5 bilhões) em exportações brasileiras de produtos diretamente afetados pela nova regra, como o café e a soja.

Além do bloqueio comercial, o prejuízo atinge a produtividade dentro da porteira: estudos técnicos apontam que a degradação ambiental e a alteração no regime de chuvas causadas pelo desmatamento na Amazônia e no Cerrado já geram uma perda estimada em mais de R$ 5 bilhões anuais para o agronegócio brasileiro, devido a atrasos no plantio e quebras de safra por seca no Centro-Oeste e no Sudeste.

Apesar do cenário de cobrança, o setor exportador entende que a lei é uma realidade incontornável e que o Brasil precisa transformar o desafio em oportunidade comercial, mostrando ao mercado global o rigor da sua produção.

Segundo entidades ligadas aos exportadores de café, o setor precisa estar preparado até dezembro. No entanto, há um alerta para falhas técnicas cruciais no entendimento dos europeus sobre a geografia e a legislação brasileira.

Os principais gargalos regulatórios apontados pelas entidades:

  • Desrespeito às bases públicas: A União Europeia ainda resiste em utilizar e respeitar os dados oficiais de monitoramento e os cadastros públicos do governo brasileiro, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

  • Confusão de conceitos: A regulamentação atual da lei europeia não faz uma diferenciação clara entre o que é floresta nativa e o que é floresta plantada.

  • Risco injustificado: Na prática, a existência de um talhão de eucalipto ou outra espécie plantada para fins comerciais dentro de uma propriedade tecnicamente correta já eleva, aos olhos do comprador europeu, o risco de descumprimento da lei.

A busca por simplificação, contudo, ganhou um aceno recente. De acordo com informações de agências de certificação internacional, a União Europeia divulgou um pacote com a quinta atualização dos documentos orientadores da lei ambiental. O objetivo desse novo pacote é dar mais clareza ao processo, desburocratizar a papelada e reduzir os custos operacionais para que o foco central — o combate ao desmatamento real — seja atingido sem penalizar quem produz de forma correta.

Se por um lado o acordo provisório com o Mercosul abriu as portas para a redução de impostos, o Ministério da Agricultura adverte que o alívio nas tarifas não significa, de forma alguma, um afrouxamento na fiscalização da Europa.

As barreiras técnicas e sanitárias continuam rígidas. Um exemplo recente foi a suspensão temporária do Brasil da lista de exportadores de determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, motivada pelo uso de antimicrobianos (medicamentos utilizados no controle de infecções bacterianas) na cadeia produtiva.

Para o produtor rural brasileiro, a mensagem que sai do setor técnico é clara: o mercado europeu continuará sendo um dos principais compradores do agro nacional e a tarifa zero é uma grande vantagem econômica, mas o acesso real a esse dinheiro dependerá, cada vez mais, de dados rastreáveis, comprovação de sustentabilidade e conformidade sanitária absoluta.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Consumo alto e avanço nas exportações projeta semestre equilibrado

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A suinocultura brasileira consolida sua trajetória de expansão e ganha cada vez mais protagonismo no prato do consumidor. Impulsionado por um salto histórico no consumo interno e pelo ritmo acelerado dos embarques para o exterior, o setor projeta um cenário de maior equilíbrio e recuperação das margens para o segundo semestre deste ano.

Os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom momento da atividade no campo. No primeiro trimestre, o abate de suínos registrou um crescimento de 5,49% em número de cabeças na comparação com o mesmo período do ano passado. O volume de carcaças acompanhou a tendência de alta, subindo 2,64%.

Para ajudar a enxugar o mercado interno diante dessa maior oferta, as exportações de carne suína deram um salto de 15,27% no mesmo intervalo, demonstrando a forte demanda internacional pelo produto brasileiro.

O maior destaque do setor está na mudança de hábito do consumidor brasileiro. De acordo com dados compilados por analistas de mercado, o consumo per capita de carne suína deu um salto de 40,37% no acumulado entre 2015 e 2025. O desempenho supera com folga o da carne bovina (que cresceu 18%) e o da carne de frango (que recuou 3,28% no período). No ano passado, cada brasileiro consumiu, em média, 20,3 quilos de carne suína — um patamar recorde para o País.

Mesmo com o crescimento consolidado, o setor enxerga um enorme potencial de expansão em regiões como o Nordeste, onde o consumo ainda é considerado baixo, abrindo uma nova fronteira para o escoamento da produção.

A forte oferta de proteína no mercado doméstico gerou um ajuste técnico nos preços pagos ao produtor nos últimos meses. Segundo dados do Cepea/Esalq, a cotação média da carcaça, que chegou a atingir R$ 15,10 o quilo no final de 2024, opera atualmente na casa dos R$ 8,70.

Embora o patamar atual exija atenção e uma gestão rigorosa dos custos da porteira para dentro — já que em algumas praças o valor flutua próximo ao custo de produção —, lideranças do setor avaliam o cenário com otimismo estratégico. A leitura é de que o preço mais acessível na gôndola funciona como uma janela de oportunidade para fidelizar o consumidor e conquistar novas fatias de mercado.

Segundo especialistas do setor, o preço competitivo em relação a outras proteínas estimula o brasileiro a diversificar o cardápio diário, acelerando o giro nos supermercados e preparando o terreno para a recuperação dos preços no campo nos próximos meses.

Para impulsionar as vendas e aproximar ainda mais o produtor do varejo, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou, na última quinta-feira (21), em São Paulo, a 14ª Semana Nacional da Carne Suína. A campanha, realizada em parceria com as principais redes de supermercados do País, ocorrerá entre os dias 1º e 19 de junho.

Representantes do setor acreditam que ações promocionais estruturadas ajudam a quebrar antigos preconceitos que ainda restam sobre a proteína. O argumento do setor técnico é robusto: o Brasil adota os mais rigorosos padrões sanitários do mundo, o que permite ao País exportar para mercados altamente exigentes, como o Japão e a Coreia do Sul.

Com a expectativa de que o mercado se autoregule e encontre preços mais equilibrados a partir do segundo semestre, a projeção é de que a suinocultura brasileira mantenha seu ritmo consistente de crescimento, projetado em cerca de 4% para este ano.

Fonte: Pensar Agro

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