Mato Grosso do Sul
Bioparque Pantanal apresenta novos moradores de tanque itinerante
O maior aquário de água doce do mundo não para de inovar e apresenta seus mais novos moradores, dois filhotes de pirararas fêmeas. As pequenas já foram batizadas, Tukinha e Naína, e já fazem o maior sucesso no tanque itinerante pela beleza e fofura.
Da parceria do Bioparque Pantanal com o Projeto Pacu, os animais amazônicos chegaram bem menores e passaram pelo processo de quarentena por vários dias antes de serem inseridos no circuito de aquários. Conforme explica a bióloga-chefe do Bioparque e também responsável pelo bem-estar animal, Carla Kovalski, é necessário um tempo para que o animal esteja preparado para mudar de casa. “Priorizamos a saúde e bem-estar de cada espécie; aqui, eles recebem os cuidados da nossa equipe de manejo o tempo todo”.
A nova morada dos animais também foi adaptada para que eles se sintam à vontade e possam se desenvolver sem problemas. Um tronco de árvore foi inserido para melhor acomodação dos peixes. “As piraras gostam muito de se esconder em locais e são animais com hábito mais noturno; precisamos dar a elas a opção de esconderijo, caso não queiram ficar expostas durante o dia”, explicou Carla.
Com o tanque itinerante habitado por novos moradores, os antigos inquilinos também ganharam casa nova. As arraias bebês, frutos de reprodução no Bioparque Pantanal, cresceram e precisaram de um espaço maior para se desenvolverem de forma adequada; agora, residem no tanque Neotrópico, o famoso túnel.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destacou a importância dessas parcerias técnico-científicas e do trabalho de bem-estar animal realizado no complexo.
“Seguimos o conceito moderno de aquários e zoológicos, onde a pesquisa, o trabalho de conservação de espécies e o bem-estar dos nossos animais são prioridades. Os intercâmbios técnico-científicos realizados por meio do nosso Núcleo de Pesquisa e Tecnologias (NUPTEC), aliado ao trabalho de excelência desenvolvido pelos pesquisadores da nossa equipe de manejo, solidifica o Bioparque Pantanal como um empreendimento turis-científico, de experiência e conhecimento para todos”.
Rosana Lemes, Bioparque Pantanal
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Boletim Epidemiológico: MS registra 10.041 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul registrou 12.663 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 10.041 foram confirmados. Os dados constam no Boletim Epidemiológico referente à 32ª semana epidemiológica, publicado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quarta-feira (19).
Até o momento, foram confirmados 30 óbitos por chikungunya nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.
Dengue
Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.667 casos prováveis, sendo 1.978 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e dois estão em investigação.
Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Bonito, Coxim, Três Lagoas e Dourados registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Vacinação contra a dengue
Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
Orientação à população
Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.
Confira os boletins:
Comunicação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mudanças na Lei Seca: novas regras nacionais já eram aplicadas nas vias de MS
Após 18 anos da criação da Lei Seca, as regras de fiscalização de trânsito em todo o Brasil passam por atualizações a partir do dia 18 de outubro. A nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito, publicada em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (18), deixa mais clara a atuação dos agentes, diferencia o uso de álcool e de drogas ao volante e padroniza as abordagens em todo o país.
Para quem circula por Mato Grosso do Sul, grande parte dessas novidades não é surpresa. O Detran-MS já adotava em suas operações Lei Seca procedimentos que agora viram regra nacional, além de ter participado ativamente das discussões que ajudaram a construir as novas normas no país.
Uma dessas práticas é o teste passivo de bafômetro. Em Mato Grosso do Sul, o motorista já passa por uma pré-triagem onde o equipamento detecta o álcool no hálito, sem que haja a necessidade de assoprar o bocal descartável. Apenas se o aparelho indicar a presença de álcool é que o condutor é convidado a fazer o teste no bafômetro tradicional, que registra a quantidade exata para fins de autuação.
Outra regra que já fazia parte da rotina no estado diz respeito à avaliação dos sinais de embriaguez. A nova norma nacional exige que o agente da autoridade de trânsito identifique pelo menos dois sinais visíveis de alteração psicomotora para comprovar a infração, critério que já constava no manual de fiscalização do Detran-MS.
O que muda na prática para o motorista
A nova resolução também traz novidades importantes para fechar o cerco contra irregularidades no trânsito. A partir de outubro, as infrações por uso de álcool e por drogas continuam no mesmo artigo do Código de Trânsito Brasileiro (art. 165), mas passam a ser registradas de forma separada no auto de infração, o que vai gerar dados estatísticos mais precisos.
Além disso, a fiscalização passa a prever o uso dos chamados drogômetros. Esses aparelhos funcionam de forma rápida e indicam se o motorista consumiu algum tipo de substância psicoativa e qual foi o produto utilizado.
A nova norma também endureceu a regra para quem tenta “salvar” o motorista pego na blitz. A figura do “coiote” — pessoa chamada para retirar o carro do condutor embriagado — terá que fazer o teste do bafômetro ou do drogômetro no local. Se essa pessoa aceitar pegar o veículo e depois devolvê-lo ao motorista embriagado, e este for flagrado novamente, quem retirou o carro responderá por infração e também por crime de trânsito.
Para reforçar a constatação da alteração da capacidade psicoativa do condutor, os agentes poderão utilizar meios de provas legais como fotos, vídeos e depoimentos de testemunhas. Com as novas regras publicadas, o Detran-MS vai atualizar seu manual de fiscalização, capacitar suas equipes e planejar a compra dos drogômetros assim que os equipamentos forem disponibilizados e aprovados pelo INMETRO.
Emmanuelly Castro e Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fonte: Governo MS
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