Mato Grosso do Sul
Governo de MS age rápido e Justiça determina que Imol na Casa da Mulher e Cepol retome atendimentos
Os dois núcleos do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) criados pelo Governo de Mato Grosso do Sul na Casa da Mulher Brasileira e no Cepol (Centro Especializado de Polícia) em Campo Grande serão reabertos já a partir desta quinta-feira (8), após a Justiça Federal deferir liminar impetrada ontem contra a suspensão dos atendimentos nessas unidades.
A suspensão foi causada por parecer do CRM (Conselho Regional de Medicina), baseada em resolução de 2002 que tratava dos exames relativos à medicina legal em autores de crimes. Contudo, o atendimento oferecido nos núcleos do Imol nessas duas delegacias se refere as vítimas de crimes de violência contra mulheres e crianças.
“Entendemos que a resolução aplicada pelo CRM está está ultrapassada, antiquada e não se aplica”, explica o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, lembrando que a suspensão dos atendimentos obrigava com que fosse percorrido até 9 km pelas vítimas para conseguir realizar os exames de corpo de delito, entre outros.
Os atendimentos nos núcleos do Imol foram suspensos a partir de 29 de maio após o parecer do CRM. Desde então, houve diálogo com a entidade, inclusive com a indicação de revisão da situação. Contudo, após encontro entre Sejusp, Tribunal de Justiça, Procuradoria-Geral e Coordenadoria de Perícias, se decidiu ingressar com a ação judicial.
Como o Conselho de Medicina é um órgão de âmbito federal, a ação ordinária foi ingressada na Justiça Federal, com pedido de urgência. Tal solicitação foi acatada e a liminar analisada já na noite de quarta-feira (7). “Estamos entrando em um período de feriado prolongado, que é justamente quando existe maior incidência desses crimes”, comenta Videira, em entrevista coletiva.
Agora, a celeridade do atendimento no âmbito da medicina legal é retomada na Casa da Mulher e no Cepol, sendo as vítimas recebendo a atenção de imediato nesses locais. Durante o período de suspensão, 38 pessoas deixaram de receber tal atenção no Cepol e 138 na Casa da Mulher – sendo que até 26 de maio o local tinha atendido 418 mulheres e crianças.
Ação na Justiça Federal
“Nossa intenção foi tirar qualquer barreira que impedia esse importante serviço para a nossa sociedade. Com isso, o Estado faz o seu papel que é garantir um atendimento ágil e humanizado neste momento de fragilidade de quem sofre violência”, afirma a procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia. Foi a PGE quem encabeçou a ação contra a suspensão.
Além de determinar o restabelecimento imediato do atendimento no Cepol e na Casa da Mulher Brasileira, a Justiça Federal proibiu o Conselho Regional de Medicina de abrir sindicâncias e procedimentos disciplinares contra os peritos médicos legistas, até que ocorra o julgamento final da ação impetrada pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
O CRM alega que tal atendimento pode incidir em infração ética, contudo a PGE contrapõe que a suspensão estava gerando “situações injustas e desarrazoadas, em prejuízo do interesse público, reduzindo sobremaneira o combate à violência física e sexual contra as mulheres, dificultando a constatação da materialidade do crime, a consecução de medidas protetivas de urgência, bem como a punição de seus agressores”.
A realização de tais exames são necessárias para que se colha provas que materializem os crimes de violência. Não havendo a presença desses núcleos, a realização de pronto desses exames se torna mais difícil, o que faz muitas vítimas desistirem devido o longo deslocamento até a sede do Imol. Para a Sejusp, isso acaba beneficiando os autores e a impunidade.
“Há agentes em número suficiente para esse atendimento, inclusive sendo lotados direto para atender essa estrutura, que está pronta e pode estar em pleno funcionalmente. Assim que tivermos uma decisão da Justiça, que acreditamos que será favorável, esse atendimento volta a acontecer imediatamente”, conclui Videira sobre a estrutura atual, que conta com cinco médicos legistas e três agentes de polícia científica apenas na Casa da Mulher Brasileira.
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
*colaborou Fernanda Fortuna, da PGE
Foto de destaque: Saul Schramm/Arquivo
Fotos internas: Álvaro Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Captação de órgãos avança e Hospital Regional de Três Lagoas já alcança metade do total de 2025
Com duas captações recentes, unidade três-lagoense fortalece atuação e amplia impacto na fila de transplantes em MS
Gestos de generosidade têm encurtado distâncias entre a perda e a esperança em Mato Grosso do Sul. O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, administrado pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), realizou duas captações de órgãos neste ano, número que já representa metade de todas as captações realizadas no ano passado.
Desde a implantação do serviço, em maio do ano passado, o hospital soma seis captações de órgãos.
Em 2025, foram quatro procedimentos ao longo de oito meses, enquanto em 2026 já são duas ocorrências registradas, que ocorreram nos dias 17 e 25 de fevereiro, a partir de doadores da região da Costa Leste: um homem de 32 anos e uma mulher de 53 anos. Em ambos os casos, foram captados rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante em Mato Grosso do Sul.
Serviço que avança e salva vidas

O processo de captação de órgãos envolve uma complexa articulação entre equipes hospitalares e a CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul). Segundo o cirurgião especialista em transplante de fígado e pâncreas, Gustavo Rapassi, responsável pela equipe que atuou em Três Lagoas, tudo começa dentro do próprio hospital.
“A dinâmica da doação parte da notificação da morte pela equipe hospitalar. Essa informação é encaminhada para a OPO (Organização de Procura de Órgãos) e, em seguida, para a CET/MS, que coordena todo o processo. Após a autorização da família, iniciamos uma série de avaliações até a captação”, explica.
O médico destaca ainda a importância da agilidade e da integração entre as equipes para garantir o sucesso dos transplantes. “Contamos com apoio logístico, como transporte aéreo, que reduz o tempo e aumenta a viabilidade dos órgãos. Esse trabalho conjunto é fundamental para salvar vidas”, afirma.
Entre a chegada da equipe da Central de Transplantes e o retorno para Campo Grande, todo o processo leva, em média, cerca de quatro horas, período que inclui o deslocamento até Três Lagoas, a realização da cirurgia de captação e o retorno ao hospital onde o transplante será realizado. Nesse intervalo, o paciente receptor já está preparado e aguardando o órgão, o que torna a eficiência e a agilidade etapas decisivas para o sucesso do procedimento.
Rapassi também ressalta o protagonismo crescente do interior do Estado. “Foi a segunda vez, em menos de dez dias, que viemos a Três Lagoas. Isso é uma surpresa muito positiva. Cada vez mais, hospitais do interior têm se destacado na notificação e efetivação de doadores, o que amplia as chances de atendimento aos pacientes que aguardam na fila”, completa.
Formação de novos profissionais
Além de salvar vidas, o Hospital Regional também atua no campo de formação prática para estudantes da área da saúde. Um exemplo é a participação da estudante de medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Campus Três Lagoas, Karina Carleto, de 27 anos, natural de Adamantina (SP), que integrou a equipe durante a segunda captação, auxiliando na instrumentação cirúrgica.
“Foi uma experiência ímpar, algo que eu nunca imaginei vivenciar e ainda poder colaborar. Aqui tive a oportunidade não só de acompanhar, mas de participar ativamente da cirurgia”, relata.
No 6º ano do curso, a estudante destaca o ambiente de aprendizado e oportunidades proporcionado pela unidade.
“O hospital é muito acolhedor e aberto ao ensino. A gente aprende na prática e troca experiências com profissionais que incentivam nosso desenvolvimento. Até recebi um convite para contribuir com a equipe de captação quando eu me formar”, afirma.
A vivência despertou ainda mais o interesse pela área cirúrgica e pela atuação em transplantes. Karina pretende seguir carreira na área.
Qualificação, ampliação e conscientização do serviço
O trabalho no hospital é coordenado pela e-DOT (Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes), responsável por identificar potenciais doadores, acolher famílias e garantir que todo o processo ocorra de forma ética e segura.
Como parte do fortalecimento do serviço, a presidente da e-DOT, enfermeira Laís Silva, participou, de 9 a 12 de março, de treinamento para enucleação ocular no Banco de Olhos da Santa Casa de Campo Grande. A capacitação habilita profissionais de saúde a realizar a remoção cirúrgica do globo ocular para doação de córneas, garantindo a integridade do tecido. Com isso, o Hospital passará em breve a estar apto para realizar a captação de córneas na própria unidade, ampliando o alcance do serviço e contribuindo para reduzir a fila de espera por transplantes em Mato Grosso do Sul.
Ainda no mês de março, nos dias 26 e 27, foi realizada palestra para todos os colaboradores da unidade com o tema “Captação, Doação e Transplantes de Órgãos e Tecidos”, ministrada por Rodrigo Silva, enfermeiro da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul e especialista na área, reforçando a importância da qualificação contínua das equipes.
A presidente da e-DOT do Hospital Regional, ressalta que o sucesso desse processo está no trabalho em equipe. “Cada captação representa um trabalho coletivo que começa muito antes do centro cirúrgico. Envolve acolhimento às famílias, respeito às decisões e uma atuação técnica rigorosa de toda a equipe. Ver o hospital avançando nesse processo e contribuindo para salvar vidas reforça a importância de fortalecer, cada vez mais, a cultura da doação de órgãos”, destaca.
Com o aumento no número de captações, cresce também a importância da conscientização sobre a doação de órgãos. No Brasil, a autorização familiar é indispensável para que o procedimento aconteça. Por isso, a principal orientação para quem deseja ser um doador é: comunicar à família a vontade de fazer a diferença e transformar vidas, com a doação de órgãos.
Comunicação SES
*com informações do HR3L
Fotos: HR3L
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Fundação de Turismo de MS e Imasul iniciam cadastro de serviços turísticos nos Parques Estaduais
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS), em parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), deu início ao processo de cadastramento dos serviços turísticos ofertados nas Unidades de Conservação estaduais. A ação tem como foco a organização e qualificação da oferta turística em ambientes naturais, contribuindo para a gestão da visitação e para a valorização dos profissionais que atuam nesses territórios.
O levantamento abrange parques estratégicos para o turismo de natureza do estado como o Parque Estadual do Prosa, Parque Estadual Matas do Segredo, Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari e Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e reúne informações sobre condutores, monitores e guias que desenvolvem atividades nessas áreas protegidas.
A iniciativa busca identificar os serviços ofertados como observação de aves, trilhas interpretativas, fotografia de natureza e educação ambiental, além de mapear aspectos como a dinâmica de atendimento, disponibilidade e nível de qualificação dos profissionais. As informações irão subsidiar ações de planejamento, promoção e estruturação da experiência turística nos parques estaduais.
Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, o cadastramento representa um avanço na organização do turismo em áreas naturais. “A estruturação da oferta turística nas Unidades de Conservação é fundamental para garantir experiências qualificadas aos visitantes, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação ambiental e o desenvolvimento regional”, destaca.
De acordo com o gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística do órgão, Edson Moroni, o levantamento também permitirá ampliar a visibilidade dos profissionais e facilitar o acesso dos visitantes a serviços qualificados. “Estamos organizando informações estratégicas que irão apoiar tanto a promoção turística quanto a qualificação dos serviços ofertados, fortalecendo quem já atua nesses espaços e criando novas oportunidades”, afirma.
A ação está alinhada às diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo, que orienta o planejamento integrado e sustentável da atividade turística nos territórios, e abre caminho para futuras iniciativas de capacitação, qualificação profissional e desenvolvimento de produtos turísticos organizados, especialmente em segmentos em expansão, como o turismo de observação de aves.
Para o gerente de Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes Palma, o cadastro contribuirá diretamente para o aprimoramento da visitação. “A iniciativa aproxima visitantes e condutores locais, qualifica o planejamento da visitação e fortalece a geração de renda nas comunidades do entorno”, ressalta.
Cadastramento
Os condutores, monitores e guias que atuam nos parques estaduais já podem participar do cadastramento por meio do formulário disponibilizado pelas instituições. As informações coletadas poderão ser utilizadas, mediante autorização, para divulgação institucional dos serviços, ampliando as oportunidades de inserção no mercado turístico.
O formulário está disponível no link: https://forms.gle/csjn8PcfksxuBp9CA
Débora Bordin, Comunicação Fundtur
Foto: @visitmsoficial
Fonte: Governo MS
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