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PMA comemora 29 anos de criação e realiza Semana da Água com Educação Ambiental na Capital e Interior

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A Educação Ambiental tem sido a prioridade nos trabalhos da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, a qual tem atuado prioritariamente, por meio dos Núcleos de Educação Ambiental (NEAM) de várias subunidades no Estado, e do Projeto Florestinha, que além de atender crianças e adolescentes em vulnerabilidade social participantes do Projeto, ainda estes, desenvolvem a Educação Ambiental, por meio de oficinas, com palestras e teatro de fantoches.

A Educação Ambiental realizada pela PMA não se resume às datas comemorativas relacionadas aos temas ambientais, mas sim, é um trabalho continuado que visa à mudança cultural, mostrando que o ambiente é um complexo sistema e buscando a sensibilização pública, sobre a importância do equilíbrio ambiental como forma de manter os serviços ambientais em qualidade, como forma de gerar e manter qualidade de vida.

No ano passado, só o Projeto Florestinha realizou trabalhos de Educação Ambiental para 11.862 alunos de escolas públicas e privadas da Capital e Interior. São as próprias crianças que realizam as palestras.

Além da comemoração à Semana da Água, em razão do dia 22 de março (Dia Internacional da água), no dia 19 de março (amanhã), a Polícia Militar Ambiental comemora 29 anos de sua criação. De um trabalho inicial extremante repressivo em combate vencido contra os coureiros, em defesa do jacaré-do-pantanal, que chegou a figurar na lista de espécies em extinção, a PMA passa a priorizar a prevenção pelo policiamento ostensivo e pela Educação Ambiental.

Nessa semana da Água, de 17 a 23 de março, a PMA com diversos parceiros, tais como, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SEMADUR), Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal da Capital, o Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e a Prefeitura Municipal de Paraíso das Águas realizarão diversos trabalhos de Educação Ambiental e eventos de voltados às águas.

PROJETO FLORESTINHA – Unidade I – (17 a 23 março) – CAMPO GRANDE

Na Capital, o Projeto Florestinha da unidade I, no Parque Cônsul Assaf Trad, onde funciona como um Centro de Educação Ambiental (CEA/FLORESTINHA), em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SEMADUR) realizará trabalhos de Educação Ambiental, recebendo todas as tardes alunos, em oficinas com vários temas ambientais e teatro de fantoches (OFICINAS).

  1. Reciclagem de papel, com palestra sobre os problemas relacionados aos resíduos sólidos.
  2. Visitação ao museu de animais e peixes taxidermizados e materiais utilizados em crimes ambientais (empalhados), com palestra sobre fauna, pesca, atropelamentos de animais silvestres, etc.
  3. Apresentação do teatro de fantoches, com peças sobre as questões ambientais, como: desmatamentos, incêndios florestais e resíduos sólidos, etc.
  4. Ciclo da Água, com palestras sobre o ciclo, uso sustentável, poluição e escassez dos recursos hídricos.
  5. Casa da Energia – Trata-se de uma maquete de uma residência com todos os locais de consumo de energia (lâmpadas, chuveiros, ar condicionado, geladeira, micro-ondas etc.). Com esta oficina é realizada a discussão e informação sobre os tipos de energia e a importância ambiental de se economizar este recurso.
  6. Plantio de mudas nativas, com palestra sobre flora (Desmatamento, erosão de solos, controle de poluição, assoreamento), preservação, conservação e uso racional dos recursos hídricos (Parque Assaf Trad).

 Ao todo serão atendidos em torno de 150 alunos das seguintes escolas municipais, além de 50 professores:

DIA 17/03 – Os participantes do Projeto Florestinha participaram de atividades educativas, na área do Parque Cônsul Assaf Trad (50 crianças e adolescente).

DIA 18/03 (Hoje) – Escola Municipal Fauze Scaff  (50 alunos).

DIA 21/03 – Núcleo de formação continuada de Professores/SEMED do 6º ao 9º ano 50 pessoas (30 professores).

Dia 22 de março – Passeio Ciclístico e Plantio de 500 mudas – Com saída às 13h30 da sede do Batalhão da PMA, no Parque das Nações Indígenas, que fica ao lado do Centro de Reabilitação de Animais Silvestre (CRAS), e depois seguem de bicicleta para a sede do Florestinha, no Parque Cônsul Assaf Trad, na saída para Cuiabá. Depois de compartilhamento de informações com alunos do projeto, todos seguem para as margens das lagoas das nascentes do córrego Coqueiro para plantio de 500 mudas de árvores nativas.

Participam diversos grupos de ciclistas da Capital organizados pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal e da OAB e pela Polícia Militar Ambiental.

PROJETO FLORESTINHA – Unidade II – (17 a 23 março) – CAMPO GRANDE

Na Capital, o Projeto Florestinha da unidade II, no Parque Estadual Matas do Segredo, em parceria com a Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) realizará trabalhos de Educação Ambiental, recebendo todas às manhãs alunos, com as mesmas oficinas e teatro de fantoches. Os alunos também realizarão uma trilha educacional pela mata. Também será executado plantio de mudas nativas em área do Parque.

DIA 17/03 – Os participantes do Projeto Florestinha participaram de atividades educativas, na área do Parque Estadual Nascentes do Segredo (50 crianças e adolescente).

DIA 18/03 – Escola da amarelinha  (50 alunos)

DIA 21/03 a 23 – Desmarcadas escolas em razão da paralisação dos professores. Alunos do Projeto Florestinha participam de atividades educativas na área do Parque.

PARAÍSO DAS ÁGUAS (MS)

Uma equipe do Projeto Florestinha da unidade II, do Parque Estadual Nascentes do segredo, em parceira com a Prefeitura Municipal de Paraíso das Águas e Ministério Público de Chapadão do Sul realizarão as mesmas oficinas e mais o lançamento de três Projetos Ambientais.

  1. ABERTURA DA GINCANA ÓLEO LIMPO – Promover uma gincana entre as escolas para a coleta de óleo vegetal utilizado, que será reciclado, transformado em biodiesel e utilizado no ônibus da Educação Ambiental da PMA (Paraíso das Águas). Obs: A secretaria de Meio Ambiente de Paraíso das Águas continuará com a campanha de arrecadação de óleo durante todo o ano (Paraíso das Águas).
  2. PANFLETAGEM E ORIENTAÇÃO PORTA-A-PORTA SOBRE SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOS (COLETA SELETIVA) E PREVENÇÃO À DENGUE –  Equipes da Prefeitura, da PMA orientarão e do Projeto Florestinha distribuirão material educativo sobre coleta seletiva e do Projeto Rios Vivos do MPE e campanha contra a dengue e retirada de criadouros do Aedes egypti na cidade.
  3. Plantio de mudas nativas, com palestra sobre flora (Desmatamento, erosão de solos, controle de poluição, assoreamento), preservação, conservação e uso racional dos recursos hídricos, pelo Projeto Florestinha. A atividade ocorrerá com plantio de 300 mudas nativas em recuperação às matas ciliares de um córrego nas proximidades da cidade.

O Comando da PMA considera extremamente prioritário o trabalho de Educação Ambiental, haja vista, toda a movimentação criada no seio da população em defesa das questões ambientais. O Comando acredita que, só por meio da Educação Ambiental, com crianças e adolescentes, as infrações e crimes ambientais diminuirão e, as decisões deles, que no futuro estarão no Comando das ações no País, com certeza, serão mais planejadas do que estão sendo agora. Na verdade, quando se realiza Educação Ambiental, está-se fiscalizando o futuro, com a prevenção.

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Operação Prolepse – ações preventivas impulsionam expressiva redução dos focos de calor em MS

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A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul desenvolve, de forma permanente, ações de prevenção, fiscalização e proteção dos recursos naturais em todo o território estadual, atuando de maneira integrada com outros órgãos ambientais e de resposta a emergências. Essas ações são fundamentais para a mitigação dos impactos decorrentes das queimadas e dos incêndios florestais, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade ambiental.

Nesse contexto institucional, destaca-se a Operação Prolepse, estratégia preventiva da Polícia Militar Ambiental voltada à antecipação de riscos, à orientação e à conscientização, bem como à presença territorial qualificada em áreas sensíveis. No âmbito do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, responsável predominantemente pelas áreas inseridas na Bacia do Rio Paraguai, a operação foi intensificada como parte do esforço preventivo estadual.

Os resultados obtidos reforçam a relevância dessa atuação articulada. Dados oficiais do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indicam que Mato Grosso do Sul registrou uma redução de 72,7 por cento nos focos de calor, passando de 8.712 registros em 2024 para 2.376 em 2025. Ressalta-se que esses números correspondem ao total de focos registrados em todo o Estado, enquanto as ações da Operação Prolepse aqui analisadas referem-se exclusivamente à área de atuação do 1º BPMA.

No que se refere às atividades preventivas, a Operação Prolepse apresentou crescimento substancial no âmbito do 1º BPMA, com aumento de 84,8 por cento, passando de 289 ações em 2024 para 534 ações em 2025. Esse avanço demonstra o fortalecimento da estratégia preventiva adotada na região da Bacia do Rio Paraguai, em consonância com as diretrizes institucionais da Polícia Militar Ambiental.

É importante destacar que a redução dos focos de calor resulta de um esforço integrado e coordenado, que envolve diferentes órgãos e instituições. Nesse cenário, a atuação da Polícia Militar Ambiental, por meio da Operação Prolepse, soma-se às ações desenvolvidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul e pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecendo a governança ambiental estadual.

A integração entre esses órgãos potencializa os resultados alcançados, permitindo que ações preventivas, de fiscalização, resposta e gestão ocorram de maneira complementar e eficiente. No âmbito territorial da Bacia do Rio Paraguai, a Operação Prolepse se destaca como um dos principais pilares preventivos, ao atuar diretamente no território, reduzindo ignições, promovendo mudança de comportamento e fortalecendo a presença do Estado.

A intensificação da Operação Prolepse no âmbito do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental evidencia que investir em prevenção é investir em eficiência, reduzindo danos ambientais, custos operacionais e impactos sociais. A Polícia Militar Ambiental reafirma, assim, seu compromisso institucional com a proteção dos recursos naturais e com a atuação técnica e integrada em áreas estratégicas do Estado.

A Polícia Militar Ambiental segue firme em sua missão constitucional de preservar o Pantanal e os demais biomas sul-mato-grossenses, atuando de forma antecipada, técnica e articulada, em benefício da sociedade e das futuras gerações.

Assessoria de Comunicação do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental

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Ambiental

Operação Libertas prende 18 pessoas e resgata quase 800 animais em 11 estados

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Nesta quarta-feira (29/10), Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização de onze estados brasileiros deflagraram a Operação Libertas, que mirou alvos do tráfico de animais silvestres. A ação resultou no cumprimento de 116 mandados, na prisão de 7 pessoas preventivamente e 11 em flagrante, além do resgate de quase 800 animais retirados ilegalmente da natureza – em sua maioria aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção –, destinadas a feiras clandestinas e pontos de comércio irregular.

A operação é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação de Lei dos Estados Unidos (INL).

A Abrampa é presidida pelo promotor de Justiça e coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS, Luciano Loubet. O Estado foi um dos participantes da operação, junto com Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Maranhão e Bahia.

Ações em MS

Em Mato Grosso do Sul, foram vistoriados 35 locais pelo Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e pela Polícia Militar Ambiental (PMA), nos municípios de Campo Grande, Bataguassu, Batayporã e Ivinhema. Durante as fiscalizações:

* Uma ave curió foi apreendida;

* Um filhote permaneceu com o criador, como fiel depositário;

* Foi aplicada uma multa de R$ 500,00;

Foram emitidas cinco notificações, envolvendo situações como manutenção de aves exóticas sem nota fiscal e comunicação de óbito de animal.

Além do tráfico de animais silvestres, a operação também revelou a prática de outros crimes associados, como receptação, falsificação de documentos e de sinais públicos, maus-tratos, organização criminosa, entre outros. Durante a operação, também foram apreendidas armas de fogo, veículos, quantias em dinheiro, documentos, celulares e gaiolas.

Entre as espécies apreendidas destacam-se aves como papagaios, coleirinhos, trinca-ferros e tucanos, além de espécies ameaçadas de extinção. Também foram encontrados quelônios, gatos de bengala, entre outros.

Os animais resgatados foram encaminhados a centros de reabilitação do Ibama e de órgãos estaduais, onde recebem cuidados veterinários. Sempre que possível, são devolvidos à natureza; os que não têm condições de sobrevivência permanecem em criadouros conservacionistas ou zoológicos autorizados.

“A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, destacou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas.

“Essa ação integrada demonstra o compromisso sério do Ministério Público brasileiro com o enfrentamento ao tráfico de fauna silvestre, um crime que causa sofrimento a milhões de animais, ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida. Combater essa prática é também proteger a saúde pública, a integridade ambiental e a própria governança do país”, afirmou Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.

Texto: Marta Ferreira de Jesus

Revisão: Fabrício Judson

Fotos: Imasul e PMA/MS

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