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Mato Grosso do Sul

Com meta de crescer 9,5%, setor sucroenergético retoma fôlego e dá exemplo em economia verde em MS

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Com 18 usinas sucroenergéticas, 43 milhões de toneladas de cana-de-açúcar produzidas, 3,2 bilhões de litros de etanol e geração de 2,3 milhões de megawatts de energia a partir de biomassa que daria para abastecer toda a população do Estado, o setor socrualcooleiro de Mato Grosso do Sul consolida-se como um grande produtor de energia verde, limpa e sustentável. E prevê um crescimento de 9,5% nesta safra.

Todo este potencial foi apresentado hoje (29) durante a Expocanas 2023, em Nova Alvorada do Sul. A feira em sua terceira edição vai até o dia 2 de abril e já é o maior evento do setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul, trazendo novidades e tecnologias no setor.

O secretário de estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Jaime Verruck participou hoje da abertura da feira juntamente com o governador Eduardo Riedel, o secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, o secretário-adjunto da Semadesc Ademar Silva Jr, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Rogério Beretta, o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, o diretor presidente da Biosul Érico Paredes, e o prefeito da cidade, José Paleari.

“O setor sucroenergético é de extrema relevância para o MS. São 18 usinas operando com etanol e açúcar com 860 mil hectares por ano. A cana é a cultura mais importante depois da soja e do milho em termos de plantio. Hoje a cana compete em arrendamento com a soja mas a gente nota que existe um pacto das usinas para melhorar as tecnologias. O Renova Bio chega hoje como uma injeção de recursos sustentáveis. Então tudo isto mostra o quanto é estratégico o setor sucroenergético quando se fala em mudança climática e descarbonização da economia”, enfatizou.

Verruck relembra que o setor, que há alguns anos o segmento que estava estagnado está retomando investimentos com a chegada de duas novas usinas uma em Anaurilândia e outra em Paranaíba. “Nós temos duas boas notícias para o setor que é a retomada da planta em Anaurilândia que era uma grande usina e estava parada e agora começa a operar e temos a construção de uma nova usina no município de Paranaíba que é a Pedra Agroindustrial. Então são dois novos empreendimentos retornando pra o setor sucroenergético”, citou.

Com relação ao evento, o secretário destacou o protagonismo do município com a realização do Expocanas. “Antes o Estado não tinha uma feira setorial e o município de Nova Alvorada abraçou esta causa e já é a terceira edição, agora muito mais robusta e estruturada com apoio do Governo do Estado”, acrescentou lembrando que hoje o foco é produtividade da cana e das usinas.

Importância na economia
Gerando 30 mil empregos diretos, o setor sucroenergético movimenta R$ 834 milhões em massa salarial. “Ou seja o setor sucroenergético é o que tem melhor massa salarial. Além disso quando chega uma usina no município aumenta a geração de empregos, movimentação no comércio e serviços. Então é uma atividade extremamente importante para o agronegócio, para os municípios em massa salarial e na chamada economia verde tão relevante para o Mato Grosso do Sul”, concluiu.

O governador Eduardo Riedel lembrou que a atividade é uma grande geradora de divisas. “O setor é robusto, consolidado, gera milhares de empregos e ainda tem uma agenda sustentável, de boas práticas”, avaliou Riedel.

Anfitrião do evento, o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, agradeceu ao Governo pelo apoio à feira e pelos investimentos na cidade. “Evento que vem para fazer história, trazer tecnologia e desenvolvimento ao Estado. Somos o quarto maior produtor de cana do Brasil. Isto é graças ao homem do campo, que move este País”.

Quem também falou foi o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, destacando que impressiona o Estado diferenciado que é Mato Grosso do Sul, e que o setor sucroenergético faz parte disto. “Somos destaque na produção e nas ações sustentáveis”.

Rosana Siqueira, Semadesc

Foto: Bruno Rezende

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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