Mato Grosso do Sul
Junho Vermelho mobiliza doadores e leva Hemosul Móvel para municípios de Mato Grosso do Sul
Campanha inspirada no clima da Copa do Mundo reforça a importância da doação de sangue e amplia atendimento com Hemosul Móvel em diferentes regiões do Estado
Com o tema “O Jogo Mais Importante do Ano”, a campanha Junho Vermelho 2026 transforma a solidariedade em uma grande convocação pela vida. Em Mato Grosso do Sul, a Rede Hemosul participa da mobilização nacional promovendo ações de conscientização, homenagens aos doadores e uma agenda itinerante que leva coleta de sangue e cadastro para doação de medula óssea a diferentes municípios do Estado.
A proposta da campanha, inspirada no espírito coletivo da Copa do Mundo, é lembrar que existe uma partida decisiva acontecendo todos os dias nos hemocentros: a manutenção dos estoques de sangue para atender pacientes que dependem de transfusões. A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo IPH (Instituto Pró-Hemo), por meio do projeto Hemocentros Unidos, com apoio da Hemorrede Nacional.
Solidariedade que percorre o Estado
Como parte da programação do Junho Vermelho, o ônibus de coleta da Rede Hemosul segue percorrendo diferentes municípios e instituições para facilitar o acesso à doação de sangue e ao cadastro de medula óssea. Nos dias 2 e 3 de junho, a unidade esteve em Campo Grande, em parceria com o Pátio Shopping do Centro, aproximando o serviço da população em um dos pontos de maior circulação da Capital.
Na sequência, em 9 de junho, o ônibus esteve em Água Clara. Já nos dias 10 e 11, os atendimentos ocorreram em Ribas do Rio Pardo, reforçando a mobilização em favor da doação voluntária.
A agenda continua no dia 18 de junho, em Campo Grande, com ação na TV Morena. Na sequência, a unidade móvel estará em Miranda, no dia 23, e em Aquidauana nos dias 24 e 25 de junho.
Para o doador Breno Garcia, que participou da ação no Hemosul móvel, a presença da unidade móvel em locais de grande circulação facilita a participação da população.
“Eu já doo há 10 anos e quando vi a unidade móvel, aproveitei a oportunidade. É uma iniciativa que aproxima as pessoas e mostra que um gesto simples pode ajudar quem está precisando de sangue”, afirma.
Um time que salva vidas
A campanha deste ano também reforça a ideia de pertencimento e participação coletiva. A mensagem é simples: todos podem fazer parte desse time da solidariedade que ajuda a salvar vidas.
“A doação de sangue é um gesto individual que produz um impacto coletivo enorme. O Junho Vermelho nos ajuda a lembrar que manter os estoques abastecidos depende do compromisso contínuo da sociedade”, afirma a coordenadora da Rede Hemosul MS, Marina Sawada Torres.
Segundo o Ministério da Saúde, a campanha tem papel estratégico no fortalecimento da cultura da doação voluntária e não remunerada, contribuindo para a segurança transfusional em todo o país e para a manutenção dos atendimentos realizados diariamente pela Hemorrede.
Homenagens marcam o Dia Mundial do Doador de Sangue
Além das ações de coleta, a Rede Hemosul preparou uma programação especial para celebrar o Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho. Como a data cairá em um domingo, as homenagens serão realizadas ao longo da quinzena nas unidades da rede.
No dia 12 de junho, a comemoração acontece em Três Lagoas. Já no dia 15, será a vez das unidades que realizam coleta diária: Hemosul Coordenador, Hemosul Santa Casa, Hemosul Hospital Regional, Dourados, Ponta Porã e Paranaíba.
No Hemosul Coordenador, em Campo Grande, a programação começa às 7 horas com apresentações musicais voluntárias do grupo O Baile do Régis e da dupla sertaneja João Lucas e Walter Filho, além de lanche especial e atividades voltadas aos doadores.
As celebrações continuam em Coxim, no dia 16 de junho, em Corumbá, no dia 20, e em Aquidauana, nos dias 24 e 25 de junho, reforçando o reconhecimento aos voluntários que ajudam a manter a rede de sangue funcionando todos os dias.
Como doar
Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, estar alimentado e hidratado, pesar pelo menos 51 kg, evitar alimentos gordurosos antes da doação e apresentar documento oficial com foto. Informações sobre horários de atendimento e endereços das unidades estão disponíveis no site da Rede Hemosul.
André Lima, Comunicação SES
Mayra Franceschi, Comunicação Hemosul
Fotos: Divulgação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Projeto Circula Cultura MS encerra primeira edição com público de 25 mil pessoas em 42 municípios
A primeira edição do Circula Cultura MS consolidou o projeto como uma das maiores ações de circulação cultural já realizadas em Mato Grosso do Sul. A última apresentação ocorreu no final de maio, em Naviraí, com o espetáculo de circo Fuzarca, do grupo Trupior, além de apresentações de artistas locais. Desde o início da programação, dia 23 de abril em Sonora, o projeto percorreu 42 municípios e alcançou um público total de aproximadamente 25 mil pessoas.
O Circula Cultura MS levou atividades socioculturais, educativas e de conscientização por meio de uma carreta-palco adaptada para apresentações artísticas. Em cada cidade, a programação foi construída valorizando as características locais, reunindo atrações de música, dança, teatro, circo, capoeira e manifestações da cultura popular.
Ao todo, mais de 110 atrações locais integraram a programação, ampliando significativamente o alcance do projeto, que ultrapassou 200 apresentações entre atrações selecionadas e artistas convidados pelos municípios. Além do fortalecimento cultural, a iniciativa movimentou a economia criativa por meio da participação de feiras, artesanato e gastronomia regional.
Financiado pela Política Nacional Aldir Blanc do Governo Federal e operacionalizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de MS (FCMS), com produção da Flor e Espinho Teatro, o Circula Cultura MS encerra sua primeira edição com resultados expressivos.
Foram 25 espetáculos selecionados com duas apresentações cada, totalizando 50 apresentações iniciais, além da participação ampliada dos municípios, que acrescentaram mais de 80 atrações musicais, 68 apresentações de dança e mais de 25 apresentações de teatro e circo.
Somadas às ações locais, o projeto ultrapassou 200 apresentações culturais, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de circulação artística já realizadas em Mato Grosso do Sul e reforçando o papel da cultura como ferramenta de inclusão, valorização dos territórios e fortalecimento da economia criativa.
Segundo a diretora e produtora cultural da Organização da Sociedade Civil Flor e Espinho Teatro, Nair Gavilan, “o projeto cumpriu um papel importante na descentralização do acesso à cultura, levando oportunidades para artistas do interior, fortalecendo identidades regionais e impulsionando a economia criativa nos municípios participantes”.
Para o coordenador do projeto e diretor da Flor e Espinho Teatro, Anderson Lima, “o Circula Cultura MS ampliou o espaço para apresentações de artistas locais e projetos sociais, oferecendo estrutura técnica de qualidade e consolidando-se como uma das maiores iniciativas de circulação cultural já promovidas no Estado”.
Diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes destacou que os resultados demonstram a força das políticas públicas voltadas à democratização do acesso à cultura.
“Encerrar a primeira edição do Circula Cultura MS com 42 municípios atendidos, mais de 25 mil pessoas alcançadas e centenas de apresentações realizadas é a confirmação de que investir em cultura é investir em pertencimento, identidade e desenvolvimento para todas as regiões do nosso Estado”, frisa o diretor da FCMS, completando em seguida.
“O Circula mostrou que a arte precisa chegar onde as pessoas estão, valorizando talentos locais, fortalecendo tradições e movimentando a economia criativa dos municípios. Para nós, da Fundação de Cultura, esse resultado representa um compromisso cumprido com a descentralização das políticas culturais, ampliando o acesso e criando oportunidades para artistas, produtores e trabalhadores da cultura no interior.”
Por fim, Mendes ainda frisa que “ver cada cidade ocupando o caminhão-palco com suas próprias expressões culturais demonstra a força e a diversidade da produção sul-mato-grossense. Seguimos com o compromisso de construir políticas públicas que façam a cultura circular, chegar mais longe e transformar vidas”, afirmou.
Comunicação Setesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul amplia preparação da rede de saúde para vigilância da malária na Rota da Celulose
Evento promovido pela SES e Ministério da Saúde reforçou a capacidade dos municípios para identificar, investigar e responder a casos da doença
Em um contexto de crescente mobilidade populacional e da necessidade de manter os serviços de saúde preparados para o enfrentamento de doenças de relevância epidemiológica, Mato Grosso do Sul tem ampliado as ações de capacitação voltadas à prevenção e ao controle da malária. Com esse objetivo, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da superintendência de Vigilância em Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, realizou nos dias 10 e 11 de junho, em Três Lagoas, o evento “Malária em Foco – Vigilância e Resposta na Região Extra-Amazônica da Rota da Celulose”.
Promovido no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, o encontro reuniu representantes do Ministério da Saúde e profissionais da saúde dos municípios de Três Lagoas, Costa Rica, Chapadão do Sul, Inocência e Brasilândia, incluindo equipes da vigilância epidemiológica, laboratórios, controle vetorial, assistência e gestão municipal. A capacitação teve como foco fortalecer a capacidade de detecção, diagnóstico e resposta à malária na região da Costa Leste e em municípios inseridos na área de influência da Rota da Celulose.
A escolha de Três Lagoas como sede do evento está relacionada ao crescimento econômico da região e ao aumento do fluxo migratório impulsionado pelos empreendimentos da Rota da Celulose. Esse cenário torna ainda mais importante a preparação das equipes de saúde para reconhecer rapidamente casos suspeitos e adotar as medidas de vigilância necessárias.

Para o consultor técnico da Coordenação-Geral de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Ronan Rocha Coelho, a realização do encontro demonstra o compromisso dos gestores com o fortalecimento da vigilância diante das transformações vivenciadas pela região.
“A realização deste evento no município de Três Lagoas reflete a preocupação do município, que é sede de um núcleo regional de saúde, juntamente com o Estado de Mato Grosso do Sul, em relação à temática da vigilância da malária diante da Rota da Celulose, que tem elevado o fluxo migratório de trabalhadores provenientes de diversas regiões do país, com destaque para a Região Amazônica. Dessa forma, possibilitar discussões sobre os eixos do Programa Nacional de Prevenção, Controle e Eliminação da Malária é essencial para garantir que as equipes de saúde estejam preparadas para a ocorrência de casos da doença”, destacou.
De acordo com a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, a atualização permanente dos profissionais é uma das principais estratégias para manter a capacidade de resposta dos serviços de saúde.
“A malária é uma doença que exige atenção constante, mesmo em regiões onde não há transmissão sustentada. Manter os profissionais capacitados para reconhecer sinais e sintomas, realizar o diagnóstico em tempo oportuno e desencadear rapidamente as ações de vigilância é essencial para evitar a ocorrência de casos secundários e garantir a assistência adequada aos pacientes”, afirmou.
Durante os dois dias de programação, os participantes acompanharam palestras, mesas de discussão e atividades de troca de experiências sobre vigilância epidemiológica, diagnóstico laboratorial, assistência aos pacientes, investigação de casos e estratégias de prevenção e controle da malária.
Um dos destaques da capacitação foi a abordagem sobre a incorporação da tafenoquina e da testagem de G6PD, recursos que ampliam a segurança e a efetividade do tratamento da doença. A atividade reuniu conteúdo teórico e treinamento prático voltados à utilização do medicamento, à realização dos testes e à organização dos fluxos necessários para a implementação dessas tecnologias nos serviços de saúde.
A programação também reforçou a integração entre os diferentes níveis de gestão e a importância da atuação articulada para manter a rede preparada para identificar, investigar e conduzir adequadamente casos suspeitos e confirmados da doença.
Participaram da programação a tecnologista da Coordenação-Geral de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Chayane Marques; a farmacêutica bioquímica do LACEN-MS, Elisângela Freitas Mendonça; a especialista em Serviços de Saúde da Gerência de Doenças Endêmicas da SES e apoiadora da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, Bianca Modafari Godoy; e o supervisor técnico da Coordenadoria de Controle de Vetores, José Pedro.
Comunicação SES, com informações do HRCLMT
Fotos: Divulgação HRCLMT (Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé)
Fonte: Governo MS
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