Mato Grosso do Sul
Parceria do Governo de MS leva energia limpa e mais barata para escolas e prédios públicos
Escolas da Rede Estadual de Ensino, além de unidades do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros serão beneficiadas com oferta de energia elétrica fotovoltaica como parte do contrato de PPP (Parceria Público-Privada) assinado hoje (7) pelo governador Eduardo Riedel. Na solenidade também foi lançado o MS Renovável (Plano Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Produção de Energia).
“Quando a gente faz um projeto sustentável a partir de geração de energia renovável e isso traz 32% a 35% de economia para todo consumo de energia no Estado. Quando a gente fala em monetizar a questão ambiental e sustentabilidade é isso, recurso no bolso das pessoas e da sociedade a partir de projetos sustentáveis. A mensagem que a gente tem passado para o capital privado é muito poderosa, a agenda está colocada para que a tenhamos esses resultados, e quem vai se beneficiar é toda a sociedade sul-mato-grossense”, afirmou o governador.
A PPP na modalidade de concessão administrativa, com a empresa HCC Projetos Elétricos AS, é para implantação, manutenção e operação de centrais de energia elétrica fotovoltaica, com gestão de serviços de compensação de créditos, e supre a demanda energética das estruturas físicas da administração pública do Estado e da Sanesul.
“A empresa terá prazo de até um ano para a implantação dos projetos. Vai gerar enorme economia. São duas mil unidades de baixa tensão, quase 80% das escolas da Rede Estadual de Ensino. Além de ser totalmente alinhado com a estratégia do Governo de desenvolvimento sustentável”, afirmou a secretária Especial do Escritório de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

Os dois contratos, no valor total de R$ 1,5 milhão com a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) e a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) vão contribuir positivamente para que o Estado atinja sua meta de sustentabilidade.
“No caso da geração de energia fotovoltáica, uma empresa privada vai investir mais de R$ 210 milhões em geração de energia solar e o Estado, que paga a conta de energia hoje, vai pagar 35% mais barato. Ou seja, é o imposto do contribuinte, que está deixando de pagar energia mais cara, a partir do investimento do capital privado. É uma equação realizada ao longo de três anos de trabalho, de estudo, e foi a leilão na bolsa de valores. A empresa que ganhou vai levar o projeto agora, a diante, no próximo ano”, explicou Riedel.
No primeiro contrato, para atender a empresa de saneamento, serão aplicados R$ 560.110,61 de recursos do Estado, no prazo de 18 anos, para o suprimento da demanda energética de 463 unidades da Sanesul (60% unidades de Captação de Água – Poços e 40% unidades administrativas, reservatórios e Estação Elevatória de Água).
Já o segundo contrato, para manutenção e operação de Centrais de Energia Elétrica Fotovoltaica do Estado em estruturas físicas da administração pública estadual e a geração de energia sustentável, terá vigência de 23 anos e R$ 970.238,39 de saldo.
No projeto da Seilog, a abrangência é de 1.434 unidades de baixa tensão do governo estadual:
• 96% das unidades do DETRAN;
• 95% das unidades da Polícia Militar;
• 95% das unidades da Polícia Civil;
• 97% das unidades do Corpo de Bombeiros;
• 79% das Escolas Estaduais.

Carbono
O MS Renovável é uma das ações do Plano Estadual MS Carbono Neutro (Proclima) que prevê zerar as emissões líquidas de carbono até o ano de 2030. O documento entregue hoje traz um diagnóstico do setor energético no Estado com a caracterização de suas principais matrizes (hidrelétrica, termoelétrica, eólica, fotovoltaica, biomassa e biogás), bem como dos modelos de geração de energia (concentrada e distribuída) e um panorama estadual da demanda e oferta de energia e do potencial de oferta de energia renovável.
“O Estado tem um projeto coordenado e entre na era da energia limpa. É um compromisso e está alinhado com o plano estratégico de Governo. Após a alteração da lei da geração de energia, agora podemos avançar e atrair projetos de grande porte”, afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.
O Governo do Estado, por meio da Lei n. 5.807 (de 16 de dezembro de 2021), instituiu o Programa Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Produção de Energia Elétrica (MS Renovável), como instrumento de execução da política de desenvolvimento econômico do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio de um modelo sustentável de produção.
O MS Renovável tem como foco principal o estímulo à implantação à ampliação e à diversificação de sistemas geradores de energia em território sul-mato-grossense, com o objetivo de melhorar o sistema elétrico local, a partir de fontes renováveis, como eólica, termossolar, fotovoltaica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, biogás, hidrogênio e outras fontes renováveis alternativas.
A referida Lei foi regulamentada pelo Decreto n. 16.038, de 28 de outubro de 2022, que detalha o incentivo fiscal relativo à dispensa do pagamento do ICMS relativo à importação e ao diferencial de alíquotas, incidente nas aquisições de equipamentos destinados à produção de energia a partir de diferentes fontes como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), fotovoltaica, biogás-biometano, eólica, hidrogênio e biomassa. A lei autorizou o Poder Executivo, por intermédio da então Semagro (atual Semadesc) a elaborar e publicar o plano de ações adicionais.

Nathalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto: Saul Schramm
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
HRMS: saúde pública e gratuita com outro nível de entrega e resultado
Para otimizar e melhorar a prestação dos serviços de saúde pública em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado formalizou nesta segunda-feira (11), a PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).
Esta é uma das mais importantes etapas da nova arquitetura da saúde em Mato Grosso do Sul. O hospital permanecerá público, com atendimento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), e a gestão assistencial mantida sob responsabilidade do Estado e administrativa pela Inova Saúde MS.
“Este foi o melhor modelo encontrado, depois de muito tempo estudando. É uma PPP que envolve a ampliação do hospital e construção, além da modernização do equipamento, estrutura e gestão. Esta mudança vai trazer um resultado muito positivo e impactar no projeto da saúde de todo o Estado. É um modelo que foi difícil de chegar a um projeto final, foram quase três anos entre o início até ter finalizado o processo em leilão na B3. É complexo, envolve modernidade, ampliação e longo prazo. Mas é um projeto muito bem estruturado. A gente já começa agora, a partir da assinatura, com todas as etapas contratuais para chegar ao objetivo final de ter um hospital modelo com 577 leitos”, disse o governador Eduardo Riedel.
O projeto prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em operação (o chamado opex, que envolve salários, manutenção, compra de insumos, entre outros) ao longo de 30 anos, além de R$ 966 milhões em obras de ampliação, modernização e renovação tecnológica, que vão qualificar o espaço e abrir mais vagas e oferta de serviços de saúde.
“Com este novo modelo será oferecido aos profissionais de saúde a estrutura, ambiente adequado para atuar e fazer com que o paciente perceba ao mesmo tempo o cuidado, mas também a humanização do cuidado. A experiência da internação precisa ser a melhor possível e é nesse caminho, nessa direção que nós fomos em busca de um parceiro”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.
Com eficiência de gestão, tecnologia e sustentabilidade, a PPP tem como objetivo modernizar a estrutura hospitalar e contempla a construção de novos blocos, ampliação de 60% da capacidade com oferta de 577 leitos, passando de 30mil para 42 mil atendimentos ao ano. Além disso, o número de internações será ampliado em 97%, passando dos atuais 1,4 mil pacientes internados para 2.760 ao mês.
“A PPP traz ganho de eficiência no serviço prestado para a população, com redução do tempo médio de internação. Além disso, haverá economia na gestão de todo o hospital, em relação a materiais e insumos. Hoje nós temos um custo em torno de R$ 20 milhões no hospital por mês. A contratação vem com R$ 15,9 milhões, embutido ainda a construção do novo prédio. E vamos continuar a oferecer saúde pública e gratuita para todos, com outro nível de entrega e qualidade”, disse Riedel.
A apresentação do contrato de PPP do hospital, após a conclusão da fase licitatória e homologação da empresa vencedora, reuniu os representantes da Concessionária Inova Saúde MS (subsidiária da Construcap), que foi confirmada como responsável pela gestão dos serviços não assistenciais, com proposta de R$ 15,9 milhões mensais – deságio de 22% em relação ao valor de referência.
A Construcap CCPS Engenharia e Comércio apresentou a proposta mais vantajosa e foi a vencedora do certame que a qualificou para assumir a gestão dos serviços não assistenciais do HRMS. A escolha da proposta – de R$ 15,9 milhões mensais – ocorreu durante leilão realizado em dezembro de 2025, na sede da B3, em São Paulo (SP), e contou com outros quatro concorrentes do pregão.
“Vou começar com a definição de uma parceria privada. Na verdade, a ESA de infraestrutura social tem de analisar projetos sociais com participação da privada. Está envasada em um contato de iniciativa firmado entre o governo e o setor privado. E ela visa trazer para a saúde capacidade de investimento, de renovação e de automatizações e de eficiência que não são capazes nesse momento. O marco legal dela foi feito pela lei de 2004, que propiciou que as parcerias privadas pudessem ser efetuadas no Brasil. Vamos passar ao próximo ponto. Bom, e o que é e o que ela não mede, científicando um pouco? Primeiro, é o contrato de longo prazo. E a gente há de imaginar que um contrato de 30 anos possa sofrer modificações nesse meio. Com toda a segurança, com toda a eficiência e garantindo aos cidadãos que mataram os seus filhos. Que ele tenha a melhor distância possível suportada pela Lada Senza que está lá dentro do núcleo para apoiá-lo. Ele é baseado em metas e obrigações e é indicador de desempenho tanto faritativos quanto quantitativos. É um método que o Estado tem para fazer a gestão e a ferir a paridade dos produtos personales da Lada Senza. Ele transfere os riscos, como a CIDEDA ainda falou, para o parceiro privado. O risco de trazer toda a parte de modernização, atualização tecnológica e eficiência, o que não é o corpo da saúde, o que não é a assistência, o que é o apoio. E, como já disse, tem o controle dos indicadores.
O projeto é uma parceria, não é uma privatização de nenhuma forma. Na PPP, a prestação de serviço é transferida em iniciativa privada por um prazo determinado, sob fiscalização do Estado, no nosso caso é de 30 anos. Cabe ao Governo o planejamento de políticas públicas de saúde, aplicação do acesso ao paciente à assistência”, explicou o diretor de operações da Inova, Vinícius Battistella.
O prazo para a conclusão das obras de expansão é de dois anos e a reforma das estruturas já existentes serão realizadas em mais dois anos.
Entre as atribuições do Inova Saúde MS estão recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, central de material esterilizado, nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas e apoio ao serviço de atendimento domiciliar.
“Nós consolidamos o Programa de Parcerias Estratégicas desde 2015 com projetos bem-sucedidos em infraestrutura, como foram as nossas concessões rodoviárias, os avanços do saneamento e da tecnologia, mas hoje o nosso programa ganha uma dimensão ainda maior porque envolve serviços essenciais. Nós inauguramos a nossa carteira de infraestrutura social com o projeto da PPP do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e fizemos isso com uma convicção muito clara, se a infraestrutura logística move o nosso estado é na infraestrutura social que os benefícios serão sentidos de forma mais direta no bem-estar, na qualidade de vida e na dignidade da nossa população”, disse a titular da EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) do Governo do Estado, Eliane Detoni.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende, Secom/MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Territórios Quilombolas em Evidência: Governo de MS fortalece políticas públicas para comunidades tradicionais
Na véspera do 13 de Maio, data que marca a assinatura da Lei Áurea e que, historicamente, simbolizou uma liberdade incompleta para a população negra brasileira , o Governo de Mato Grosso do Sul promove uma agenda de ressignificação, protagonismo e fortalecimento das comunidades quilombolas do Estado.
Nesta terça-feira (12), das 7h30 às 16h30, a Secretaria de Estado da Cidadania realiza, em Campo Grande, o evento “MS sem Racismo: Territórios Quilombolas em Evidência”, reunindo lideranças quilombolas, gestores de promoção da igualdade racial, conselhos, movimentos sociais e população negra em geral em uma programação marcada por fortalecimento institucional e valorização da ancestralidade.
A atividade integra as ações do Plano de Metas Antirracistas do programa MS Sem Racismo e articula políticas públicas voltadas à promoção da equidade racial, desenvolvimento econômico, cultura, turismo, agricultura familiar e preservação do patrimônio histórico das comunidades tradicionais.
Além de revisitar a história do 13 de Maio, o encontro propõe refletir sobre aquilo que não foi ensinado sobre a data: a continuidade das desigualdades, a resistência da população negra e a necessidade de políticas públicas permanentes para garantir direitos, autonomia e justiça social.

Entre as apresentações estão o lançamento do Painel Quilombola do Observatório da Cidadania, a primeira edição do Guia Isto é MS – Afroturismo, o documentário Pantanal Negro, além da apresentação do tombamento do Quilombo Tia Eva pelo IPHAN, ações de fomento cultural, programas de fortalecimento da agricultura familiar quilombola e iniciativas voltadas ao empreendedorismo e desenvolvimento econômico das comunidades.
A programação também marca a realização do 1º Fórum Quilombola de Mato Grosso do Sul, espaço oficial de articulação política e construção coletiva de propostas voltadas às comunidades quilombolas do Estado.
Para o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a escolha da data é simbólica e carrega um compromisso com a transformação social por meio de ações concretas.
“Essa data não foi escolhida por acaso. Ela antecede o 13 de maio, o dia do estabelecimento da Lei Áurea, que historicamente trouxe um falso ideal de liberdade para a população negra do nosso país. A nossa intenção é ressignificar esse momento. Em vez de celebrarmos uma liberdade incompleta do passado, estamos aqui para celebrar a resistência e a sobrevivência do presente, transformando isso em políticas públicas concretas”, afirma.
Segundo ele, Mato Grosso do Sul possui 22 comunidades quilombolas distribuídas em 15 municípios, que estarão representadas no encontro em Campo Grande para discutir perspectivas, demandas e propostas de desenvolvimento para os territórios tradicionais.

“Esse será um espaço de diálogo, de construção coletiva e de escuta. As comunidades vão deixar registradas as suas perspectivas de políticas públicas e aquilo que almejam para o desenvolvimento dessas regiões dentro do Estado”, destaca.
Entre os destaques da programação, Deividson Silva ressalta as ações voltadas à preservação da cultura e da memória quilombola, o fortalecimento do afroturismo, o incentivo ao desenvolvimento econômico e à agricultura familiar, além da ampliação do acesso às manifestações culturais.
“Estamos falando da valorização das raízes como motor de desenvolvimento, do fortalecimento da produção agrícola quilombola para garantir autonomia financeira, do acesso à cultura através do Cine Povos Tradicionais e da construção de ferramentas de transparência e visibilidade, como o Painel Quilombola, que vai sistematizar dados, informações e potencialidades dessas comunidades”, explica.
O subsecretário também enfatiza o caráter transversal da iniciativa, construída em parceria com diferentes órgãos estaduais e instituições da sociedade civil desde Fundação de Turismo, Fundação de Cultura, Iphan, UFMS, Semadesc, Conselhos, movimentos sociais e a Rede de Enfrentamento ao Racismo.
A ação está alinhada ao 3º Pilar – Equidade, Inclusão e Garantia de Direitos do Plano de Metas Antirracistas de Mato Grosso do Sul e tem como foco ampliar o acesso a direitos, fortalecer a autonomia econômica e promover justiça social para comunidades quilombolas, povos de terreiro, população negra e povos tradicionais.
A programação inicia às 7h30 e segue até 16h30. A SEC fica na Av. Ceará, 984, Bairro Vila Antônio Vendas, em Campo Grande.
Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Fonte: Governo MS
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