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Mato Grosso do Sul

Estudos técnicos avançam para implantação do contorno viário em Chapadão do Sul

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Os estudos técnicos para implantação do contorno viário de Chapadão do Sul, na MS-306, estão avançando e já estão nas mãos da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos). O projeto, denominado Dispositivo da Interseção da BR-060 foi apresentado recentemente pela concessionária da rodovia estadual, a Way 306.

Para concretizar a obra do anel viário, um trecho de 2,4 km da MS-306 vai coincidir com trecho da BR-060. Atualmente, a rodovia estadual conecta-se com a federal nas proximidades do km 115, próximo ao início da ocupação urbana de Chapadão.

Com a implantação do contorno, o entroncamento será dividido e o trecho sul da BR-060 será deslocado para as proximidades do km 13+400. Entre estes dois pontos, os tráfegos das duas rodovias compartilharão o mesmo segmento rodoviário.

“Como órgão que fiscaliza o cumprimento correto e eficiente do contrato de concessão, cabe à Agems conhecer e avalizar qualquer intervenção que vá acontecer. Explica o diretor de Rodovias da Agência sul-mato-grossense, Matias Gonsales.

Ele ainda completa a fala revelando que o projeto do novo dispositivo de interseção, ou seja, do ponto onde as duas rodovias vão se conectar no novo anel viário, é uma das novas obras mais importantes atualmente para o sistema viário da região.

“Também estamos acompanhando o alinhamento entre concessionária e Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) para a delegação desse trecho de rodovia federal”, frisa o coordenador da Câmara Técnica de Rodovias, Edson Delgado.

Segurança e trafegabilidade

O projeto considera pontos como a preferência de trânsito no entroncamento entre a via estadual e a federal, e a forma como devem ser as alças de acesso, entre outros. A aprovação para alterar o traçado da via aconteceu após análise técnica e o recebimento de contribuições em consulta pública, dando transparência à discussão.

Com o intuito de levar mais segurança e fluidez ao tráfego da estrada, retirando a passagem pelo centro da cidade, um aditivo foi feito ao contrato permitirá fazer essa adequação. Todas as etapas desse projeto de modificação contam com participação da Agems, que é responsável por dizer se determinada intervenção pode ou não ser executada, e indicar quando é necessário ajustar um projeto e fiscalizar trabalhos

O diretor-presidente da Agência Reguladora, Carlos Alberto de Assis, aponta que a expansão das concessões rodoviárias tornam cada vez mais importante a qualidade do trabalho da Agems no setor de infraestrutura.

“Em um projeto como esse, do contorno, por exemplo, são muitos detalhes técnicos importantes que vão impactar na vida de quem passa pela rodovia, seja motorista com seu carro de passeio, pedestre, ciclista, motociclista, sejam produtores e transportadores de carga. Então, estamos focados em entregar resultados de excelência”, diz.

Gizele Oliveira, Comunicação Agems
Foto: Way 306/Arquivo

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Membros do conselho do FCO aprovam R$ 131 milhões em investimentos para MS

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Membros do CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) realizaram reunião extraordinária na sexta-feira (19), em formato virtual, com aprovação de 69 cartas consultas que perfazem financiamentos no valor de R$ 131.833.258,22.

Na linha FCO Rural foram aprovadas 61 cartas consultas totalizando R$ 103.246.159,16, sendo distribuídas em 34 cartas consultas para compra de máquinas, nove para correção de solo, sete para aquisição de bovinos, quatro para reforma de pastagens, dois para retenção de matrizes e um para os setores de suinocultura, avicultura, energia fotovoltaica, armazenagem e benfeitorias rurais.

Já na linha FCO Empresarial foram aprovadas oito cartas consultas, sendo seis para o setor de comércio e serviços, enquanto os investimentos no turismo regional e em ciência e tecnologia tiveram uma carta consulta aprovada, cada.

No ano já foram aprovadas 525 cartas consultas nas duas linhas de financiamento, atingindo a cifra de R$ 1.000.641.013,12. Mato Grosso do Sul tem disponível para contratar, nesse ano. R$ 3.028.102.274,00, valor dividido ao meio entre as duas linhas de financiamento (Rural e Empresarial).

O CEIF/FCO é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e composto por representantes de órgãos públicos e entidades de classe produtora e trabalhadora, que têm como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, através da aplicação dos recursos tributários definidos em programas de financiamento aos setores produtivos.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Ana Christina, Semadesc

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS

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Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.

A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor

O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.

Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.

“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

Pelo Rio Paraguai, turistas fazem passeio para visitar a obra da ponte. (Foto: Annice Dias/divulgação)

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.

“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.

A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.

“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.

Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.

“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.

Comércio e negócios

Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.

O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

Empresário Luiz Carlos, de Jardim, está confiante e se prepara para as operações após o fim da obra do Corredor Bioceânico. (Foto: divulgação)

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.

O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.

“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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