Mato Grosso do Sul
Sob fiscalização da Agems, implantação do contorno viário e faixas adicionais avançam na MS-306
A concessão da MS-306 está no quarto ano, mas a Agems (Agência Estadual de Regulação) já fiscaliza também obras de médio prazo incluídas na programação do quinto ano de concessão.
São projetos em andamento que levam mais segurança e qualidade ao tráfego, com execução entre 2023 e 2024.
Contorno
Equipe da Diretoria de Rodovias acaba de realizar mais uma inspeção a campo na implantação do Contorno Viário de Chapadão do Sul, obra moderna lançada em junho, que terá investimento direto de R$ 7 milhões, além de R$ 65 milhões em desapropriações, totalizando R$ 72 milhões aplicados.
Com 12,5 quilômetros de extensão, o anel vai mudar o traçado da rodovia no trecho de entroncamento com a BR-060, livrando o centro da cidade do trânsito pesado e criando para os motoristas uma alternativa mais rápida e segura.
“É uma obra de grande impacto, que já foi iniciada, com a locação do traçado e os serviços de terraplenagem. Já é possível verificar no local um grande volume de movimentação de terras e equipamentos”, constatou o coordenador da Câmara Técnica de Rodovias, engenheiro Edson Delgado.
Simultaneamente à construção da pista, também está sendo implantado o dispositivo de acesso ao novo contorno viário, localizado no km 122 da MS-306.
Faixas adicionais e dispositivos de segurança
O trecho sob concessão tem cerca de 219 quilômetros de extensão, desde a divisa com o estado de Mato Grosso, passando pelos municípios de Costa Rica, Chapadão do Sul e Cassilândia.
Na programação periódica de investimentos, a Agems verificou que está avançada a execução de terraplenagem e conformação de terceira faixa e acostamento junto ao ponto conhecido como curava crítica, localizada entre os quilômetros 34 e 37.
Mais adiante, é também grande a grande mobilização de engenharia, de operação, de segurança e de máquinas e equipamentos entre os quilômetros 48 e 52, por conta de obras de faixa adicional, acostamento, de faixas tipo tapers (de transição para faixas de redução e retomadas de velocidades), além do dispositivo de acesso a comunidade intitulada Santo Fujão.
“É um trabalho rigoroso que fazemos para garantir o cumprimento dos compromissos de contrato no prazo devido. São obras essenciais e muito reivindicadas pela população e pelos gestores públicos”, comenta o diretor Matias Gonsales.
“A regulação e a fiscalização caminham juntas com os investimentos do operador privado. Nós sabemos da importância da nossa presença, do nosso olhar técnico para garantir que os benefícios que o Estado espera para o cidadão seja alcançado quando delega um serviço público dessa magnitude”, finaliza o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis.
Gizele Oliveira, Agems
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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