Brasil
Biomas do Brasil: Mercur lança programa de educação ambiental
Iniciativa é resultado de parcerias com organizações de diferentes regiões do país e visa a promoção, a preservação e o cuidado com os biomas brasileiros através da produção do conhecimento sobre as áreas ambientais
A Mercur, empresa das áreas da saúde e educação, lança seu novo programa na área da educação: O Biomas do Brasil. O objetivo é promover a preservação e o cuidado com os biomas brasileiros por meio do conhecimento e de práticas na relação com a natureza. O convite é direcionado para que estudantes, professores e organizações que atuem com meio ambiente, educação e demais pessoas interessadas no tema formem uma rede de aprendizado na relação com a natureza.
O programa disponibiliza, em uma plataforma digital, uma curadoria de conteúdos desenvolvidos entre a Mercur e as organizações parceiras de diversas regiões brasileiras, como a Associação Caatinga, o SOS Amazônia, o Corredor Ecológico, a Fundação Neotrópica do Brasil e a Curicaca. Entre os conteúdos estão disponibilizados vídeos, áudios, fotos, jogos pedagógicos e atividades interativas para a construção de novos conhecimentos. A proposta é ser um espaço seguro de informações e que possa ser referência do trabalho para a rede de pessoas que queiram se engajar na preservação e cuidado ao meio ambiente, principalmente dos biomas.
A Facilitadora de Coordenação da Mercur, Fabiane Lamaison, ressalta que uma das propostas do programa é engajar pais, educadores e estudantes para refletir sobre a necessidade de regeneração da saúde do planeta por meio da educação. “A extinção da diversidade biológica dos biomas afeta a todos e passa a ser um desafio individual e coletivo mudar esse cenário ou retardá-lo”, explica.
Por meio da borracha de apagar, o programa será inserido nos espaços escolares para promover o conhecimento, a sensibilização e o fomento ao pertencimento das pessoas em relação ao bioma local. “A borracha escolar, vinculada à identidade e ao propósito da empresa para a preservação das paisagens naturais, passa a levar o conhecimento dos biomas para o dia a dia das escolas e das famílias”, afirma Fabiane.
O tema do programa foi fundamentado a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em diferentes faixas etárias, e está voltado para estudantes do ensino fundamental tanto nas séries iniciais quanto nas séries finais. Dessa forma, a Mercur e seus parceiros fomentam a ampliação do aprendizado dos biomas como sistemas do meio ambiente, que abrangem a biodiversidade de espécies da fauna e flora. Vinculado ao programa, a Mercur lançou uma borracha escolar que traz os animais de cada bioma, representados por um desconhecido ou pouco conhecido, um ameaçado de extinção e outro mais popular. Cada borracha contém, além da imagem, um QRCode que leva ao site do programa. A plataforma disponibiliza informações, imagens e histórias sobre cada um dos bichos Para saber mais, acesse: www.mercur.com.br/biomas
Ações individuais que impactam no coletivo
Com o programa de educação ambiental, a Mercur quer instigar as pessoas a repensar seus hábitos diários e a contribuir com a preservação dos biomas, independentemente do local em que elas se encontram.
Separamos três dicas que podem contribuir na proteção e cuidado com os biomas:
- Economize o consumo de águas. Hábitos simples ajudam muito, como ensaboar toda a louça e enxaguar tudo de uma vez, coletar a água da chuva em casa para reutilizar em serviços domésticos, optar por balde no lugar da mangueira para lavar o carro ou a calçada e acumular roupas para lavar tudo de uma só vez.
- Separe o lixo e faça o descarte correto. Há um elevado grau de contaminação dos solos e das águas. Doe roupas e outros utensílios que podem ser reutilizados.
- Economize energia elétrica. Use lâmpadas de LED, elas são mais econômicas que as incandescentes. opte por luz natural sempre que possível. Opte por sistemas de aquecimento solar para aquecer a água.
Sobre a Mercur
A Mercur é uma empresa brasileira, quase centenária, localizada na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) que começou sua trajetória com produtos derivados da borracha. A partir da construção coletiva, oferece soluções em saúde e educação que impulsionam o potencial humano e regeneram o planeta. Em seu portfólio de produtos encontra-se: borrachas de apagar, colas, corretivos, andadores, bengalas, bolsas térmicas, muletas, órteses e produtos voltados à pessoa com deficiência. Atualmente, a empresa conta com cerca de 600 colaboradores Para conhecer mais, acesse: mercur.com.br
Brasil
Eldorado Brasil reúne mais de 400 mulheres em evento e reforça protagonismo feminino no campo
Três Lagoas, 30 de março de 2026 – A Eldorado Brasil Celulose, referência global em sustentabilidade e eficiência no setor, reuniu mais de 400 mulheres nesta quarta-feira (24), em Três Lagoas, para celebrar a diversidade e a presença feminina no campo. Na quarta edição, o encontro Mulheres em Campo, promove palestras, talk show e, principalmente, a promoção de troca de experiências entre profissionais que desafiam limites e rompem barreiras diariamente nas operações da companhia e no setor florestal de Mato Grosso do Sul.
De desafiar padrões, Milena da Silva Melo, 27 anos, entende bem. Mecânica na Eldorado Brasil Celulose, ela deixou por muito tempo o diploma na gaveta de casa até participar de uma seleção na empresa. “Desde criança eu sempre fui diferente das outras meninas. Enquanto elas brincavam de barbie e boneca, eu já era o tipo de criança que gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como era. Adulta, eu fiz o curso técnico de Mecânica Industrial e como eu trabalhava, era casada, tinha minha casa, acabei deixando de lado”, relembra.

Durante uma seleção da Eldorado Brasil Celulose, um dos recrutadores pediu para analisar o currículo de Milena e deu a sugestão para que ela tentasse a vaga de mecânica da Florestal.
“Foi uma oportunidade que surgiu na hora certa, e eu a abracei da melhor forma possível. Quando cheguei ao campo, tive receio de ser deixada de lado por ser mulher em uma área predominantemente masculina, mas fui muito bem recebida pelos colegas, tanto da mecânica quanto pelas lideranças da manutenção. Posso não ter a mesma força física que um homem, mas tenho a minha força e a minha inteligência, que uso a meu favor no dia a dia no campo”, pontua.
Milena integra o quadro de colaboradores da Eldorado desde 2025 e faz parte de um movimento crescente de ampliação da presença feminina nas operações da companhia. No comparativo entre 2023 e 2024, a Eldorado registrou um aumento de 14% no número de mulheres em seu quadro de colaboradores. Na área administrativa, elas já são maioria.
Marilu Ramos, coordenadora de Treinamento Operacional e da equipe Nossa Gente Florestal, destaca a importância da iniciativa. “Estamos na quarta edição das Mulheres em Campo. É um evento pensado com muito carinho, ele é desenhado para ser um dia de celebração, de festa, de valorizar a presença feminina e o trabalho que cada uma delas desempenha”, ressalta.
Engenheira florestal, Marilu também reforça as transformações no setor. “Historicamente, essa é uma área predominantemente masculina, mas, nos últimos anos, o número de mulheres nesse setor tem aumentado, a presença feminina tem crescido — e eu sou um exemplo disso. A diversidade é fundamental para o mercado de trabalho, seja de gênero ou de qualquer outra natureza. Podemos contribuir com nosso jeito, com nosso preciosismo e qualidades”, pontua.
Sobre a Eldorado Brasil Celulose
A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.
Brasil
Pós-Carnaval sem perrengue: o que fazer (e o que não fazer) para melhorar da ressaca
Depois de dias de folia, pouca água e sono bagunçado, é comum a manhã seguinte pesar. Dor de cabeça, enjoo, boca seca, tontura e cansaço intenso são sinais frequentes no pós-Carnaval, e não é exagero: a ressaca tem explicação fisiológica.
“A ressaca alcoólica é definida, sob o aspecto farmacológico e fisiológico, como um conjunto de sinais e sintomas resultantes dos efeitos tóxicos do etanol e de seus metabólitos”, explica Denise Basílio, coordenadora do curso de Farmácia da Estácio. Segundo ela, mesmo quando a concentração de álcool no sangue cai, o organismo segue com alterações metabólicas e inflamatórias.
O principal fator é o acetaldeído, substância formada no fígado durante o metabolismo do álcool. “O etanol é metabolizado principalmente no fígado pela ação da enzima álcool desidrogenase, resultando na formação de acetaldeído, um metabólito altamente reativo e tóxico”, afirma Denise. “Esse composto está amplamente associado a manifestações como náuseas, cefaleia, rubor e mal-estar geral.”
Além disso, o álcool ativa processos inflamatórios. “O consumo provoca a ativação de vias inflamatórias sistêmicas, levando ao aumento de citocinas pró-inflamatórias”, aponta. Isso ajuda a explicar a fadiga, dores no corpo e a sensibilidade maior a luz e som.
Por que a ressaca dá tantos sintomas? – A desidratação é um dos mecanismos principais, já que o álcool aumenta a perda de líquidos e eletrólitos. “Isso aumenta a diurese e provoca a perda de água e eletrólitos”, destaca Denise. Com isso, aparecem sintomas como dor de cabeça, tontura, boca seca e fraqueza.
Já o enjoo e a dor no estômago costumam ser consequência da irritação gástrica. “Estão mais relacionados à irritação da mucosa gástrica e ao aumento da secreção ácida provocados pelo álcool”, explica.
“A sensibilidade à luz e ao som, além da cefaleia pulsátil, também tem relação com alterações no cérebro. ‘Estão associadas à vasodilatação cerebral e à inflamação neurovascular’, acrescenta Denise.
E há ainda um agravante importante: o sono. O álcool diminui a qualidade do sono REM, fase considerada essencial para a recuperação do cérebro, ligada à consolidação da memória e ao descanso mental. “Quando esse ciclo é prejudicado, a pessoa pode acordar mais cansada, irritada e com dificuldade de concentração, mesmo tendo dormido por várias horas”, pontua.
O que melhora – Quando a ressaca já chegou, não existe milagre. “A recuperação da ressaca baseia-se, essencialmente, em medidas de suporte”, orienta Denise.
A principal delas é beber água. “A hidratação adequada, de preferência com água e associada a soluções eletrolíticas, é essencial”, diz. Alimentação leve também contribui, especialmente com carboidratos, e o repouso ajuda o corpo a se recuperar do estresse metabólico.
O que piora – Na tentativa de melhorar rápido, muita gente se automedica e isso pode trazer risco. “O alívio dos sintomas deve ser feito com cautela, evitando a automedicação inadequada”, reforça Denise.
Ela alerta para o paracetamol: “Seu uso após a ingestão de álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade, que é quando o órgão sofre dano por estar sobrecarregado ao metabolizar substâncias, como álcool e alguns medicamentos”. Anti-inflamatórios também exigem cuidado, pois podem agravar a irritação gástrica e aumentar riscos renais. Já medicamentos depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, podem ser perigosos quando associados ao álcool.
“A abordagem mais segura consiste em garantir hidratação, alimentação adequada, um ambiente tranquilo e descanso”, afirma Denise. “O uso de medicamentos deve ser reservado apenas para quando for estritamente necessário e sob orientação.”
Além disso, ela alerta que alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica. “Vômitos persistentes, confusão mental, dor abdominal intensa, sonolência excessiva, convulsões ou icterícia não são sinais de uma ressaca comum.”
Como prevenir – Para evitar a ressaca, Denise reforça que medidas simples funcionam melhor. “Evitar o consumo em jejum, alternar bebida alcoólica com água, alimentar-se adequadamente e respeitar os limites individuais são medidas embasadas em evidências”, orienta.
Ela também chama atenção para práticas comuns que podem aumentar riscos. “O uso preventivo de medicamentos e a combinação de álcool com bebidas energéticas carecem de fundamentação científica e podem piorar os danos à saúde”, conclui.
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