Três Lagoas
Em Três Lagoas| Agosto Lilás é pauta em reunião com Deputado Eduardo Rocha
A Assessora Parlamentar Leide Dayane e a Vereadora Evalda Reis, membros do Partido MDB Pastora Regina Soares, representantes da Vereadora Marisa Rocha e Izete Ramos, Jessica, Angela, Paula Danielle, e a chefe de gabinete de Eduardo Rocha, Madiane Camargo, todas pertencentes ao MDB Mulher, estiveram reunidos nesta manhã de terça (11) de agosto, com o Deputado Estadual Eduardo Rocha, para tratar de assuntos referentes ao mês do Agosto Lilás do Município de Três Lagoas-MS.
Na ocasião, eles discutiram o tema da campanha, sua importância e necessidade, infelizmente, de ser lembrado que violência contra a mulher é crime, que não deve ocorrer e que é necessário a denuncia, caso ocorra.
O parlamentar expos sua opinião, que sem dúvida é totalmente contrária a qualquer tipo de violência contra a mulher e que está à disposição para ajudar a combater este problema, dentro de suas possibilidades.
Conforme a Assessora Leide Dayane, foi uma reunião produtiva “uma reunião muito produtiva aonde pudemos debater com o Deputado e pedir seu apoio sobre vários assuntos relacionados a proteção e violência contra a mulher no nosso município e aos 15 anos da lei Maria da Penha, aonde o Deputado Eduardo se propôs trabalhar e abraçar está causa!!!
Programa Mulher Segura (PROMUSE) em Três Lagoas
Durante o ano de 2020 o PROMUSE – Programa Mulher Segura realizou o acompanhamento de 400 mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
O PROMUSE é um programa da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, que realiza o monitoramento e proteção das mulheres em situação de risco, por meio de ações de prevenção, visitas técnicas, conversas com vítimas, familiares e até mesmo com os agressores.
No ano de 2020, policiais militares devidamente capacitados realizaram o atendimento a 400 mulheres em situação de risco.
Foram fiscalizadas 334 MPU (Medidas Protetivas de Urgência), feitas 276 visitas técnicas. Um total de 248 agressores foram presos em flagrante por atos violência doméstica e outros 22 foram presos em flagrante por descumprirem as MPU.
O 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), através do PROMUSE integra a rede de atendimento à mulher em situação de violência juntamente com CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Subseção de Três Lagoas e equipe do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Colaborar com a Polícia Militar, em caso de EMERGÊNCIA ligue para o 190 (gratuito) ou 67 3919-9736. Em Três Lagoas, denuncias podem ser realizadas pelo Whatsapp 3919-9700. Não precisa se identificar!
CRAM “Halley Coimbra Ribeiro Junqueira”
Em 2020 cresceram muito em Três Lagoas os números de violência contra a mulher, chegando à triste repetição de casos máximos de barbáries e atrocidades do feminicídio consumado e suas tentativas.
Ao lado dos casos que viraram notícias, existem muitos outros mais com inúmeras vítimas silenciosas, cujo medo e terror as impedem de tornar essa violência pública, deixando assim de pedir ajuda a órgãos e entidades apropriadas para esse fim, como é o caso do Centro de Referência de Atendimento à Mulher, Vítima de Violência – CRAM “Halley Coimbra Ribeiro Junqueira”, serviço público da Diretoria de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) de Três Lagoas.
NÚMERO DE ATENDIMENTO
Inaugurado em meados de março, o CRAM de Três Lagoas, até outubro, ou seja, em pouco mais de sete meses de atendimento ao público feminino, acolheu 409 casos de violência contra as mulheres. Só neste período, foram ofertados 340 atendimentos às vítimas de toda a espécie de violência.
REDE DE ATENDIMENTO
Em Três Lagoas, junto com o CRAM, instalado na Rua Joaquim Martins, número 603, Bairro Santos Dumont, as mulheres também podem contar com os serviços do CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher); seis unidades CRAS (Centro de Referência de Assistência Social); CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social); PROMUSE – Programa Mulher Segura, mantido pela Polícia Militar; e Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), situada na Rua Oscar Guimarães, número 1655, Bairro Lapa.
EQUIPE DO CRAM
“À medida em que as mulheres confiarem e entenderem a seriedade e responsabilidade dos serviços da nossa equipe, a realidade e resultados da violência podem mudar em Três Lagoas, porque temos uma equipe de profissionais preparados, dedicados e competentes para o fortalecimento dos direitos e dignidade das pessoas que nos procuram, vítimas de violência”, comentou a coordenadora do CRAM, psicóloga Aline da Rocha Schultz.
A equipe do CRAM é formada por: Coordenação; Psicóloga; Assistente Social; Pedagoga; Cuidadoras; Técnica Administrativa; Advogado; Vigias Patrimoniais (plantão); e Auxiliar de Limpeza (terceirizada).
EXPEDIENTE
O atendimento normal é de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. O telefone do CRAM é o 3929-9986. A equipe também atende em regime de plantão (24h), incluindo sábados, domingos e feriados, pelo telefone (67) 99274-4942.
SERVIÇOS
Entre as principais ações do CRAM, estão a oferta de acolhida e a identificação do tipo de violência; identificar e providenciar respostas imediatas às necessidades específicas de cada mulher; orientações e escuta qualificada de profissionais qualificados para essas finalidades; atendimento individual e em grupos; e acompanhamento e encaminhamentos necessários a cada caso da mulher, vítima de violência.
Como observou a psicóloga Aline, “atendemos vítimas de todas as formas de violência, sexual, física, patrimonial, psicológica e moral”, relatou.
“É importante ressaltar que, na maioria dos casos, as mulheres vítimas de violência, de modo equivocado, só reconhecem que são vítimas quando sofrem violência física e desconsideram os danos causados pelos demais tipos de violência”, explicou a coordenadora do CRAM.
“Infelizmente, em Três Lagoas, entre os casos atendidos pelo CRAM, os de maior incidência continuam sendo a violência física e psicológica contra as mulheres”, completou Aline.
A equipe do CRAM avalia que, “as vítimas de violência contra as mulheres estão tendo mais coragem para denunciar o agressor e fazer justiça, porque se sentem mais amparadas e protegidas pela legislação, instituições e serviços que estão disponíveis em Três Lagoas”.
No MS
Segundo dados da Subsecretaria foram contabilizados 40 feminicídios em 2020 no estado, sendo 12 na capital e 28 interior. Um aumento de 33% no estado e 120% na capital.
As vítimas tinham entre 17 a 80 anos. Das 40 mulheres mortas, 30 eram mães e 13 filhos presenciaram o crime. Apenas cinco tinham medidas protetivas vigentes.
No ano de 2019, em Mato Grosso do Sul, 30 mulheres foram vítimas de feminicídio. 98 sobreviveram para contar suas histórias. A cada mês, 130 mulheres registraram Boletim de Ocorrência por estupro. A cada semana, 150 mulheres sofreram agressões físicas tipificadas como lesão corporal dolosa. Saiba mais pelo mapa da violência clicando aqui.
Um material informativo foi entregue a todos os gabinetes na ALEMS, conscientizando sobre as diversas formas de violência. “A partir de amanhã a gente começa uma agenda de visitas a 20 municípios para informar a população e retomar a interiorização das políticas públicas, com o Programa Mulheres em Movimento, para as mulheres e fomentar a criação das coordenadorias no interior para que a gente tenha também um protocolo de atendimento nos municípios e a conscientização das mulheres sobre as formas de violência e os canais de denúncia”, ressaltou Luciana.
Em nome dos 24 deputados, o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa (PSDB), disse que o Executivo terá o apoio do Legislativo. “Agradeço a visita e saiba que tem 24 deputados com o intuito de caminharmos juntos, no que a gente puder fazer”, disse o presidente. Também participou da reunião o deputado Herculano Borges (Solidariedade).
Denuncie
Se você presenciar um caso de violência contra a mulher chame imediatamente a Polícia Militar pelo 190 ou leve a vítima para ser atendida nas unidades da delegacia da mulher ou ainda na Casa da Mulher Brasileira, na Rua Brasília, Lote A, Quadra 2 s/n – Jardim Ima, aberta 24 horas em Campo Grande. Ainda é possível denunciar pelos canais 180 e disque 100, além do site da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul pelo pc.ms.gov.br e pelo aplicativo MS Digital, no item Mulher MS. Para mais informações e apoio acesse o site www.naosecale.ms.gov.br.
Lei Maria da Penha completa 15 anos
Uma situação natural, uma questão privada e um crime de menor potencial ofensivo. Era assim que a violência doméstica, mesmo nos casos de agressão física ou homicídio, era vista. Não faz muito tempo que essa história começou a mudar, dizem especialistas ouvidas pela Agência Brasil. Mas não há dúvidas sobre o significado dessa conquista. A Lei Maria da Penha completou no dia (07) de agosto de 201, 15 anos.
A promotora Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo (MPSP), diz que a lei “inaugurou um novo tempo para as mulheres”, não somente com uma “uma mudança de olhar, mas com um sistema de proteção integral”. “A lei não prevê punição apenas”, ressalta.
A lei, considerada uma das três melhores no mundo pelas Nações Unidas, prevê mecanismos inovadores, como medidas protetivas, ações de prevenção, suporte às mulheres e grupos reflexivos para homens.
Para Sônia Coelho, da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Marcha Mundial de Mulheres, a Lei Maria da Penha desnaturalizou a violência doméstica. “É um crime e as bases dessa violência estão justamente nas desigualdades que homens e mulheres vivem na sociedade”, aponta. “A lei muda radicalmente o cenário que havia antes dela. De fato, desloca o problema da violência doméstica do campo da banalização”, concorda Alessandra Teixeira, professora da Universidade Federal do ABC (UFABC).
A Lei Maria da Penha definiu cinco formas de violência: física, sexual, moral, psicológica e patrimonial. “Até então, a violência contra a mulher era identificada apenas com o olho roxo”, relembra Valéria. Em 2015, nova conquista com a tipificação do crime de feminicídio e, neste mês, a criação do tipo penal violência psicológica. “Essas violências estão sempre acontecendo concomitantemente e, muitas vezes, acaba em feminicídio”, diz Sônia.
A lei reduziu as agressões?
“É muito difícil de responder isso, até porque teríamos que ter, no passado, números mais confiáveis. Sempre tivemos altíssima subnotificação. Claro que o fenômeno da violência está aí, ele não vai acabar de uma hora pra outra”, avalia Alessandra. A professora acredita que a violência contra a mulher sofre cada vez mais “rachaduras” e força instituições a se posicionarem. “Há uma não conformidade daquela máxima que era muito repetida: em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.”
“Muitas vezes as pessoas perguntam por que a cada ano os índices de violência contra a mulher aumentam? Há sim o aumento dos índices de violência, mas há também o aumento da conscientização. Muitos homens já eram violentos e agora as mulheres estão rompendo o silêncio”, aponta a promotora paulista.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o assassinato de mulheres registrados como feminicídio passou de 929, em 2016, para 1.350, em 2020. Além disso, quase 15% dos homicídios de mulheres no ano passado praticados por parceiros ou ex-parceiros das vítimas não foram registrados como feminicídio.
Orçamento
A integrante da SOF destaca que, como uma lei integral, a sua execução requer investimentos em áreas de prevenção e proteção. “Se a gente quer superar a violência, não basta punir, principalmente em um país como este que a gente nem precisa falar no que é o modelo carcerário”, avalia.
Alessandra reforça que políticas sociais, de forma geral, podem ter impacto no fortalecimento das mulheres. “Uma política, por exemplo, de transferência de renda, como o Bolsa Família, tem um impacto direto na questão da violência contra a mulher. Nem precisa fazer grandes exercícios pra entender: ela diz respeito à autonomia financeira, diz respeito ao cumprimento dos direitos sociais dos filhos.”
A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) disse, em nota, que “está evoluindo tanto no aspecto da recomposição orçamentária, quanto na execução”. De acordo com a secretaria, o orçamento em 2019 era em torno de R$ 30 milhões. “Em 2020, recebemos um incremento oriundo de emendas excepcionais, que nos permitiu chegar a R$ 126 milhões”, destacou. Em 2021, o orçamento é de R$ 60 milhões.
Ainda segundo a secretaria, a execução, em 2020, chegou a 98% do total. Em 2019, esse percentual ficou em 96%, em 2018, em 84%, e em 2017, em 55%.
“Destaca-se que nos últimos três anos a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres tem investido os recursos do orçamento de forma prioritária em: novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, qualificação profissional, equipagem de patrulhas e rondas Maria da Penha e implantação de Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher”, ressaltou a secretaria.
De acordo com a secretaria, existem atualmente sete unidades da Casa da Mulher Brasileira, localizadas em Brasília, São Luís, Boa Vista, Fortaleza, Curitiba, Campo Grande e São Paulo. Há recursos empenhados do Orçamento para a implementação de 23 novas unidades, além de três novos Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher em delegacias em fase de instalação.
Vítimas de violência doméstica podem apresentar um sinal vermelho na mão para alertar que estão vivendo uma situação de vulnerabilidade – Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Campanha Sinal Vermelho
Uma das iniciativas recentes do ministério foi tornar lei a utilização de um “X” vermelho na palma da mão como forma de denúncia contra um agressor. “Em dois anos e meio, sancionamos diversas leis de proteção ao segmento feminino. Em breve nós também vamos contar com o Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio (PNEF)”, disse a ministra Damares Alves, na cerimônia de sanção da lei.
Damares também destacou a inclusão, em abril, de atos de perseguição como crime no Código Penal. A norma também incluiu como agravantes a violência contra mulheres, crianças, idosos e adolescentes, com uso de arma de fogo ou quando cometido por mais de uma pessoa. A ministra lembrou ainda do formulário unificado de enfrentamento à violência contra a mulher e da inclusão da prevenção à violência contra a mulher no currículo da Educação Básica.
Rede especializada
A Lei Maria da Penha estabelece a criação de estruturas especializadas no atendimento às mulheres, como delegacias e varas de Justiça. “A Lei Maria da Penha prevê um atendimento humanizado, ininterrupto da mulher, por exemplo, na delegacia de polícia, na perícia, num ambiente reservado, especialmente projetado para essa mulher, em que ela não tenha contato com o agressor, tendo a sua intimidade preservada”, explica Valéria, destacando que o objetivo é evitar a revitimização.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam a existência de 138 varas exclusivas de violência doméstica em 2020, uma a menos do que em 2019, quando eram 139. Em 2016, eram 109 varas. No ano passado, a Justiça tinha mais de 1,1 milhão de casos pendentes de violência doméstica em fase de conhecimento. Esse número era cerca de 880 mil em 2016. Além disso, foram 554 mil novos casos no ano passado.
Para a promotora, “é possível fazer justiça mesmo nos locais onde não existe estrutura para isso”. “Desde que aquela pessoa presente tenha esse olhar de gênero, tenha a compreensão de que aquela mulher vítima de violência não escolheu estar na relação violenta, ela não consegue mais reagir”, destaca. Ela reconhece, no entanto, que “o machismo estrutural e estruturante [está] em todos os setores da sociedade, inclusive perante aquelas autoridades que aplicam a lei”.
Denuncie
O governo federal mantém a Central de Atendimento à Mulher para recebimento de denúncias e encaminhamentos de casos de violência contra a mulher. O número é 180. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.
Três Lagoas
Arte, criatividade e talento marcam abertura da mostra “Arte Orgânica” no Paço Municipal de Três Lagoas
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SETURC), convida a população para prestigiar a Primeira Mostra de Pintura em Cerâmica, Arte Orgânica, Decupagem em Vidro e Textura em Tela, intitulada “Arte Orgânica”, que estará aberta à visitação até o dia 10 de julho, no saguão do prédio da Secretaria Municipal de Fazenda (SEFAZ), no Paço Municipal.
A exposição reúne trabalhos produzidos pelos alunos do Núcleo de Artes Plásticas da SETURC durante as aulas, apresentando ao público o resultado do aprendizado, da dedicação e da criatividade desenvolvidos ao longo das atividades.
A mostra contempla diferentes técnicas artísticas, como pintura em cerâmica, decupagem em vidro, textura em tela e produções inspiradas na arte orgânica, valorizando a expressão artística, a sensibilidade e o desenvolvimento cultural dos participantes.
A visitação é gratuita e poderá ser realizada de segunda a sexta-feira, durante o horário de funcionamento do Paço Municipal 7h às 17h, proporcionando à comunidade a oportunidade de conhecer e prestigiar os talentos locais, além de incentivar a valorização das artes visuais desenvolvidas em Três Lagoas.
| Texto por: | Henrique Alves | Foto por: | Divulgação |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
Três Lagoas
“Esse país vai construir sua soberania sendo independente de importação de fertilizantes”, diz Lula na retomada da UFN-III
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia que marcou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), nesta quinta-feira (25/6). O empreendimento da Petrobras é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do país. As obras receberão investimento de mais de R$ 5 bilhões do Novo PAC.

Paralisada desde 2015, a UFN-III teve sua retomada confirmada pela Petrobras após nova reavaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do projeto e sua aderência ao Plano de Negócios 2026-2030 da companhia. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Estou orgulhoso porque ainda sonho que a gente vai ter acima de 70% de todo o fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono das coisas principais que ele produz”
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que a produção nacional de fertilizantes é estratégica para fortalecer a soberania do país. “Estou orgulhoso porque ainda sonho que a gente vai ter acima de 70% de todo o fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono das coisas principais que ele produz”, ressaltou.
Paralisada desde 2015, a UFN-III teve sua retomada confirmada pela Petrobras após nova reavaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do projeto e sua aderência ao Plano de Negócios 2026-2030 da companhia. “Pode ficar certo: esse país vai construir sua soberania sendo independente de importação de fertilizantes de outro país. É apenas esperar que a gente vai ver o que vai acontecer”, completou o presidente.
EMPREGOS – As obras devem gerar aproximadamente 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos, além de impulsionar a economia regional por meio da contratação de fornecedores e da movimentação dos setores de serviços, transporte, hospedagem, alimentação e comércio.
“Um país que é o segundo maior produtor de alimento do mundo, um país que tem tudo para ser o celeiro do mundo de verdade, porque pouco lugar do mundo tem condições de competitividade e de produtividade que nós temos, por que tanta irresponsabilidade de deixar uma fábrica dessa parada?”, questionou Lula.
Três Lagoas já possui forte vocação industrial e logística, perfil que será reforçado com a instalação de uma das maiores unidades da indústria química e de fertilizantes do país.
A cerimônia marcou a mobilização do empreendimento e a assinatura dos principais contratos para a conclusão da planta, consolidando a retomada de um projeto 100% Petrobras. O presidente Lula defendeu a atuação da instituição em áreas que vão além da exploração de petróleo, como fertilizantes, indústria naval e transição energética. “A Petrobras é uma empresa que tem um papel fundamental na famosa transição energética que esse país está passando. É muito importante para o Brasil e para o mundo”, destacou.
CAPACIDADE — A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a retomada da UFN III simboliza a reconstrução da capacidade produtiva e da engenharia brasileira. “Quando a gente fala em retomada da UFN III, o que estamos falando, dentre outras coisas, é que a gente acredita no Brasil, a gente acredita na Petrobras e a gente acredita na tecnologia e na engenharia brasileira”, disse.
LOGÍSTICA – A localização da fábrica é considerada estratégica. O Centro-Oeste responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada principalmente pelas culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens. A proximidade da unidade com importantes polos produtores agrícolas deve ampliar a confiabilidade do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
“Isso é emprego na veia, isso é fertilizante para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, São Paulo, região que concentra 40% da demanda brasileira de ureia”, acrescentou Magda Chambriard.
PRODUÇÃO – Quando entrar em operação comercial, prevista para 2029, a unidade terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia granulada e 2.200 toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano — volume equivalente a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo.
NOVO PAC — Miriam Belchior, ministra da Casa Civil, ressaltou que a retomada da fábrica de fertilizantes faz parte do Novo PAC. “Essa é uma obra do Novo PAC. Para que serve o Novo PAC? Para aumentar o investimento em infraestrutura do país. É importante porque gera emprego, gera crescimento no país, é bom para todo mundo, reúne o setor público, reúne o setor privado, as nossas estatais”, afirmou.
A ministra também mencionou os investimentos federais no município, com recursos para obras de mobilidade, saúde, drenagem urbana e habitação. “Isso que é o PAC: lida com a grande infraestrutura nacional, mas também com a infraestrutura das cidades”, disse.
MERCADO NACIONAL – A retomada da UFN-III integra uma estratégia mais ampla do Governo do Brasil e da Petrobras para reconstruir a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados. A carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III. Com a entrada em operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada.
O fortalecimento da produção nacional de fertilizantes busca reduzir a vulnerabilidade externa do Brasil diante de crises internacionais e interrupções nas cadeias globais de suprimentos. A guerra na Ucrânia, por exemplo, evidenciou os riscos da dependência externa ao afetar a oferta global de insumos e pressionar os preços internacionais dos fertilizantes. Nesse contexto, a retomada da UFN-III representa um passo importante para ampliar a segurança alimentar, fortalecer o agronegócio e promover a recomposição da indústria nacional.
DESENVOLVIMENTO — O prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, destacou a importância das obras para o desenvolvimento local e agradeceu o trabalho das equipes responsáveis pela preservação da estrutura. “É muito importante receber toda essa comitiva, junto com todos os nossos colegas que trabalham na Petrobras mantendo essa UFN III, que realmente tem sido bem cuidada nesse período, para que hoje a gente consiga estar retomando todo esse processo da obra. É muito importante para o nosso município”, disse o prefeito.
POLO INDUSTRIAL — A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, atribuiu ao apoio do Governo do Brasil parte dos investimentos que consolidaram Três Lagoas como polo industrial. “Três Lagoas hoje é uma referência mundial”, disse Tebet. “Nós estamos falando da maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina”, completou, ao contar a história do início da UFN III no município.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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