Água Clara
Em Água Clara| Primeiro Feminicídio do ano, ex-marido cancela sonho de Bia ser professora
Primeiro caso de Feminicídio em 2020 é registrado no Município de Água Clara-MS, fato amplamente discutido pelas autoridades do Estado de Mato Grosso do Sul, um termo de crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido pelo assassinato de mulheres.
Em Três Lagoas já contamos com o enfrentamento direto ao crime citado, através do programa Promusse realizado pela Polícia Militar que já apresenta resultados expressivos na redução dos casos de violência.
Na tarde de 26 de Março de 2020 por volta das 17 horas mais um crime bárbaro aconteceu em Água Clara, há 130 quilômetros de Três Lagoas, e 190 quilômetros da capital Campo Grande no MS, mais uma vítima, que após uma discussão doméstica motivada por ciúmes e não reatar relacionamento, teve a vida ceifada por seu ex-amásio que fez uso de uma arma de fogo, disparo este que atingiu a cabeça da vítima de 27 anos.
Segundo informes após cometer o crime o autor fugiu do local na carroceria de uma Fiat Strada tendo como condutora sua mãe e até o momento não foi localizado, o autor é de família influente no município e possuem diversas propriedades na região. A polícia militar junto a polícia civil realizam buscas pelas imaginações.
Relatos dos familiares
Clara levou o tiro fatal na testa, depois de discutir com o companheiro, conhecido como Gugu. Familiares disseram que eles permaneceram por um bom tempo no quarto onde houve o crime, antes de começarem a discutir. Segundo uma irmã da vítima, ele sempre visitava a ex-companheira.
Antes de se mudar para o referido quarto, no Jardim Nova Água Clara, ao lado da casa de sua mãe, Clara morou na chácara com Gugu, com quem teria vivido por mais de um ano. Segundo depoimento de familiares, ela já estaria sendo vítima de constantes ameaças e, inclusive, teria manifestado interesse de comprar uma arma para se defender.
Ainda segundo familiares, o rapaz era psicopata, ciumento e teria feito Clara ficar com raiva da família, para que acompanhasse os maus tratos da quais ela seria vítima.
O crime
Euzébia Clara Leite Pereira, “Clara Bianc (Bia)”, de 26 anos, foi morta com um tiro na testa no salão onde se mudou recentemente, ao lado da residência de sua mãe, no Jardim Nova Água Clara.
O acusado de ter efetuado o disparo, é Marcos Fernando Martins “Gugu”, com quem ela viveu por cerca de um ano. O motivo do crime teria sido a recusa de reatar a relação. Antes de ser morta, os dois teriam discutido.
Comoção
A população se mostrou incrédulos com tamanha atrocidade. A maioria se solidarizou com a família da vítima.
“A Bia era uma menina, uma mulher como todas nós. Dividimos nossa adolescência juntas, ela era minha amiga e melhor amiga da minha irmã, ela era como da família era de casa. Íamos à catequese juntas, nos acampamentos da família, todos ela estava. Cresceu, tornou-se mãe e mulher. Pensa em uma menina doce. Ahhh Bia, não sei como alguém pode matar por amar. Isso não é amor. Ao falar pra minha família, que considerávamos sua, o semblante foi o mesmo, dor.
Entendam que em briga de marido e mulher se mete a colher Sim! Denunciem. Descanse nos braços do Pai”, postou uma amiga no perfil de Clara Bianc.
“Fico triste pelas duas famílias, que Deus tenha misericórdia de todos nós e conforte as famílias (…)”, postou uma internauta, que completou: “isso é falta de amor”. Outra comentou: “Eu vejo essas coisas assim me dá até desgosto ver uma tragédia dessas, muita crueldade. muita frieza e maldade”.
A Família
O pai de Bia, mal chegou do serviço e recebeu tal notícia que sua filha havia sido assassinada, o homem esteve no local e presenciou sua filha caída ao lado de uma cama, com um tiro na cabeça.
Bem ao lado da casa estava a mãe, numa parede dividindo do acontecido, e sem força para ver a filha, ouvindo tudo que estava acontecendo.
Procurado
O rapaz “Gugu” que fugiu do local com ajuda de seus familiares, está foragido sendo procurado pela polícia de Água Clara e Três Lagoas.
A Policia Militar foi acionada alguns momentos do acontecido, e esteve preservando o local, enquanto outra equipe estava a procura do foragido.
Por volta das 20h após deslocar cento e trinta (130) quilômetros a Polícia Científica (Perícia) de Três Lagoas-MS chega ao Município de Água Clara-MS, para colher mais provas para esclarecer o crime junto à Polícia Civil que isolou o local onde a mulher foi morta.
O acusado – que está sendo procurado pela polícia – é filho de um tradicional empresário da cidade e antes de praticar o feminicídio, teria espancado à vítima.
A ocorrência ainda está em andamento e ainda não se sabe os motivos do crime que chocou a pequena cidade com pouco mais de 13 mil habitantes.

O sonho cancelado
Euzébia Clara Leite Pereira, “Clara Bianc (Bia)”, de 26 anos, estava terminando o curso de Pedagogia e já estava tendo suas primeiras aulas como professora, sonho este que foi cancelado pela tragédia que aconteceu na tarde de quinta (26).
Bia muito querida por todos, de coração grande, deixa um filho de um ano.
Água Clara
PRF apreende drogas e cigarros contrabandeados durante fiscalização em Água Clara (MS)
Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu uma mulher de 32 anos transportando maconha, skunk, haxixe e cigarros contrabandeados no km 141 da BR-262 no município de Água Clara/MS.
A ação ocorreu durante uma fiscalização de rotina, quando a equipe policial deu ordem de parada a um veículo Toyota Etios de cor branca. Ao abordarem os ocupantes e realizarem as entrevistas praxe, os policiais notaram nervosismo acentuado em uma das passageiras. A suspeita demonstrou inquietação excessiva e atenção desproporcional a uma bolsa que carregava no assoalho do veículo junto aos seus pés.
Diante da atitude suspeita, a equipe realizou a busca pessoal e nos pertences da passageira. Na bolsa de mão e em uma mala localizada no bagageiro do automóvel, foram encontrados diversos pacotes de entorpecentes e produtos ilegais: 20,7 kg de maconha (27 tabletes); 1 kg de haxixe (10 pacotes); 350 g de skunk (1 pacote) e 50 maços (5 pacotes) de cigarros de origem estrangeira.
A passageira, natural de Belo Horizonte/MG, confessou que o material lhe pertencia. Diante do flagrante, foi dada voz de prisão pelo crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006).
A ocorrência, a mulher presa, o aparelho celular e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Água Clara/MS para as providências legais cabíveis. Os demais ocupantes do veículo prestaram esclarecimentos na condição de testemunhas e foram liberados.
Água Clara
Em Água Clara| Mais de 2.500 famílias têm suas vidas transformadas com a regularização de imóveis
Um documento que cabe na mão, mas carrega o peso de décadas de espera. A Prefeitura de Água Clara acaba de atingir uma marca que vai muito além dos números, já são mais de 2.500 imóveis regularizados no município, somando os processos de Regularização Fundiária Urbana (REURB), aforamentos e as autorizações de financiamento para construção.
Cada um deles representa uma família que deixou a incerteza para trás e conquistou o direito de chamar sua casa de sua, de verdade.
O que significa ter um imóvel regularizado?
A regularização de imóveis vai muito além de um papel guardado na gaveta. É a segurança jurídica de quem agora tem a escritura em mãos. É a valorização do patrimônio construído com suor. É o acesso a serviços públicos que dependem de um endereço oficial. É, acima de tudo, a dignidade de morar em um lar reconhecido pela lei e pela cidade. Quando um imóvel é regularizado, o local passa a existir oficialmente para o município e o município passa a chegar com mais infraestrutura, iluminação, saneamento e qualidade de vida.
Nesta semana, essa transformação ganhou rostos e histórias reais. Na Portelinha, a emoção tomou conta de quem esperou anos pelo momento da entrega dos documentos. Agora, cada morador pode dizer com orgulho: “essa casa é minha”, com nome no papel, endereço no mapa e futuro garantido.
E o futuro também já começou para outras famílias. Nos bairros Jardim dos Ipês e Jardim das Oliveiras, a Prefeitura entregou documentos de autorização para construções financiadas. São terrenos que, em breve, deixarão de ser apenas um sonho no papel para se tornarem paredes, quartos e sala, uma casa. Com o financiamento aprovado e a autorização em mãos, essas famílias iniciam agora a jornada de construir, tijolo por tijolo, o lugar que será seu.
Cada número dessa marca histórica, mais de 2.500 imóveis regularizados carrega uma história particular. É a costureira que agora pode ampliar a casa sem medo. É o casal de idosos que finalmente terá a escritura para deixar de herança aos filhos. É a jovem família que deixou o aluguel para trás e começa a construir no seu próprio chão. São vidas que se transformam a partir de políticas públicas sérias, que enxergam a moradia como direito e prioridade.
A administração municipal segue trabalhando para que esses números não parem de crescer. Porque cada imóvel regularizado é um bairro que se fortalece e uma cidade que avança de porta em porta, de família em família.
Assessoria de Comunicação
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