Saúde
Variante Ômicron causa dor com frequência em três partes do corpo
A variante Ômicron do coronavírus causa uma gama variada de sintomas, dor no corpo é um deles, mas existem duas regiões em que esses desconfortos são mais sentidos.
Pesquisadores que estão debruçados em estudos sobre a nova cepa observam que muitas pessoas infectadas se queixam de dores intensas nas pernas, lombar e garganta.
Em fóruns de discussão, como o Reddit, muitos usuários relataram principalmente dor nas pernas nos primeiros dias de sintomas.
Não está claro o que explica dores localizadas, porém, já existem estudos dizendo que essa variante parece causar mais mialgia [termo médico para dor muscular] do que as versões anteriores do vírus.
Uma explicação pode ser os processos inflamatórios que ela causa em vários tecidos.
A mialgia, de acordo com a Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, descreve alguns sintomas, que incluem cãibras musculares e dores nas articulações.
Também se fala sobre que a Ômicron ataca o sistema musculoesquelético muito mais que do que acontecia com outras variantes.
Já a dor de garganta, não se assemelha a uma inflamação regular — como ocorre nas infecções da variante delta, por exemplo. Com a Ômicron, a garganta fica áspera, o que, muitas vezes, acaba causando rouquidão.
Outros sintomas da Ômicron para ficar de olho
O aplicativo de rastreamento de sintomas da covid-19, ZOE COVID, informou em um estudo que as pessoas diagnosticadas com a variante também se queixam de coriza, dor de cabeça, fadiga e espirros.
Saiba quais são os 19 sintomas atualizados da Ômicron
Febre e perda ou alteração do olfato e paladar foram reconhecidos como os principais sinais de infecção por coronavírus nos últimos dois anos. No entanto, a variante Ômicron está provando causar diferentes efeitos, e seus sintomas podem ser confundidos com um resfriado comum.
Uma análise dos relatórios de saúde no Reino Unido gerou uma nova lista de sintomas causados frequentemente por essa nova cepa.
O estudo foi realizado por especialistas do aplicativo ZOE Covid, que desde o início da pandemia faz o monitoramento das manifestações clínicas da covid-19.
Eles analisaram os casos positivos registrados em dezembro de 2021, quando a Ômicron se tornou dominante, e compararam esses dados com os do início de outubro, quando Delta era a variante dominante.
As descobertas se alinham com dados de um pequeno grupo que teve seus resultados de PCR positivos tidos pelo governo como suspeitos ou confirmados de infecções por Ômicron.
O que chamou atenção é que a perda do olfato e do paladar se tornou muito menos comum. No início de 2021, esses sintomas estavam entre os 10 principais, mas agora aparecem mais no fim da lista, com apenas uma em cinco pessoas experimentando esse efeito.
Por outro lado, dor de cabeça, coriza, espirros e de dor de garganta aparecem no topo da lista. Isso porque a nova versão do vírus tende a afetar mais o sistema respiratório superior – nariz, boca e garganta – e menos os pulmões, segundos estudos recentes.
Tim Spector, professor de Epidemiologia Genética do King’s College London e cientista por trás do aplicativo de estudo ZOE Covid, alertou que as pessoas precisam ter conhecimento sobre os novos sintomas que estão surgindo para que saibam quando fazer o teste.
Veja abaixo os 19 sintomas mais comuns da Ômicron, de acordo com o estudo:
Dor de cabeça;
Coriza;
Fadiga;
Espirros;
Dor de garganta;
Tosse;
Voz rouca;
Calafrios;
Febre;
Tontura;
Confusão mental;
Olfato alterado;
Dor nos olhos;
Dores musculares incomuns;
Perda de apetite;
Perda de cheiro;
Dor no peito;
Glândulas inchadas;
Desânimo.
Quando os sintomas tendem a aparecer?
No início da pandemia, o período de incubação da doença, ou seja, o intervalo entre a data de contato com o vírus até o início dos sintomas, era estimado entre 2 e 14 dias pelas autoridades de saúde norte-americanas e chinesas, sendo que a Organização Mundial da Saúde fixou a incubação em 2 a 10 dias.
Agora, com a Ômicron, esse intervalo tem se mostrado de apenas três dias, bem mais curto do que os quatro a cinco dias observados com a variante Delta.
A transmissão, no entanto, começa até antes disso. Uma pessoa infectada pode já passar o vírus para frente antes mesmo dos sintomas aparecerem. Veja aqui qual o período em que a pessoa com covid mais transmite o vírus.
Por que devo me preocupar com a Ômicron?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, embora a variante tenha provocado na maioria das vezes uma infecção menos severa, ainda assim ela tem causado mortes e não deve, portanto, ser tratada como “suave”.
A preocupação está principalmente na pressão que a nova cepa tem exercido sobre os sistemas de saúde dos países.
Como sua propagação é rápida, a tendência é que o volume de internações aumente ainda mais e os hospitais encontrem dificuldades de lidar com esse crescente número de casos.
Como se proteger?
Como a Ômicron é muito mais contagiosa que qualquer outra versão anterior do vírus, os cuidados precisam ser reforçados.
Os infectologistas recomendam usar uma máscara de qualidade superior às de tecido e cirúrgicas.
A PFF2, por exemplo, tem uma filtragem melhor, além de vedar bem as entradas e saída de ar. Embora um pouco mais cara, ela pode ser reutilizada algumas vezes. Veja aqui como usar a PFF2 mais de uma vez com segurança.
Por Catraca Livre
Saúde
Veganismo pode aumentar o risco de anemia?
Especialista explica por que dietas restritivas exigem atenção redobrada ao consumo de ferro e acompanhamento nutricional adequado
A decisão de seguir uma alimentação vegana ou vegetariana tem se tornado cada vez mais comum, seja por questões de saúde, sustentabilidade ou escolhas pessoais. Recentemente, o tema voltou ao debate após declarações da modelo Gisele Bündchen sobre mudanças em sua alimentação e os impactos percebidos em sua saúde, reacendendo discussões sobre os desafios nutricionais de dietas restritivas.
Embora padrões alimentares baseados em vegetais possam trazer benefícios e ser perfeitamente saudáveis, a restrição de alimentos de origem animal exige atenção especial ao consumo de nutrientes essenciais, entre eles o ferro, mineral fundamental para o transporte de oxigênio no organismo e prevenção da anemia.
De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, dietas veganas e vegetarianas podem ser saudáveis e equilibradas, desde que bem planejadas. O principal ponto de atenção está na ingestão e absorção de ferro, já que a principal fonte de ferro de alta biodisponibilidade é encontrada em alimentos de origem animal.
“O ferro presente em vegetais existe, mas sua absorção costuma ser menor quando comparada ao ferro heme, encontrado em carnes e vísceras. Isso significa que pessoas vegetarianas e veganas precisam ter um olhar ainda mais atento para a composição da dieta e para possíveis sinais de deficiência”, explica.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia afeta cerca de 1,62 bilhão de pessoas no mundo, sendo a deficiência de ferro sua principal causa. Mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e pessoas com dietas restritivas estão entre os grupos de maior risco.
Dados publicados pelo periódico científico Nutrients apontam que vegetarianos e veganos podem apresentar estoques de ferro mais baixos quando comparados à população onívora, especialmente mulheres, devido à combinação entre maior necessidade fisiológica e menor biodisponibilidade do mineral na dieta.
Entre os alimentos vegetais ricos em ferro estão feijões, lentilha, grão-de-bico, tofu, vegetais verde-escuros, sementes e oleaginosas. Ainda assim, especialistas reforçam que a absorção pode ser prejudicada por compostos presentes em alguns alimentos, como fitatos e polifenóis, encontrados em cereais integrais, café e chás.
Uma estratégia recomendada é associar fontes vegetais de ferro ao consumo de vitamina C, presente em frutas cítricas, acerola, morango e kiwi, que melhora a absorção do nutriente.
Os sinais de deficiência de ferro incluem cansaço excessivo, falta de concentração, queda de cabelo, palidez, unhas frágeis e baixa imunidade. Quando identificados, devem ser avaliados por um profissional de saúde.
“O mais importante não é demonizar nenhum padrão alimentar, mas entender que cada escolha nutricional exige responsabilidade e acompanhamento. Em alguns casos, a suplementação pode ser necessária para garantir níveis adequados de ferro e prevenir complicações”, reforça Dr. Carlos.
Com o crescimento do número de adeptos às dietas baseadas em vegetais, o debate sobre nutrição individualizada ganha ainda mais relevância. A orientação profissional continua sendo essencial para garantir saúde, equilíbrio e prevenção de deficiências nutricionais.
Sobre a Carnot Laboratórios
A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.
Saúde
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão: condição silenciosa atinge cerca de 28% dos brasileiros
Especialista reforça a importância do acompanhamento médico e de hábitos saudáveis para diminuir riscos e complicações da doença
Silenciosa e muitas vezes assintomática, a hipertensão arterial atinge cerca de 28% da população brasileira adulta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A condição é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento contínuo dos pacientes.
Doença silenciosa
Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, geralmente igual ou superior a 140/90 mmHg, a hipertensão pode evoluir sem apresentar manifestações claras. Quando surgem, sinais como dor de cabeça frequente, tontura, falta de ar e alterações visuais podem indicar a necessidade de avaliação médica.
De acordo com Leonardo Abreu, médico de família e comunidade e coordenador técnico da Amparo Saúde, empresa de Atenção Primária à Saúde do Grupo Sabin, a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, mas a ausência de sintomas não significa ausência de risco, uma vez que seus impactos são acumulativos e potencialmente graves. “Quando não tratada, pode comprometer órgãos vitais como coração, cérebro e rins”, explica.
Diagnóstico e acompanhamento
O especialista destaca que o diagnóstico deve ser feito com medições repetidas e acompanhamento ao longo do tempo. “Vale lembrar que uma única aferição acima do normal não fecha diagnóstico, mas serve como alerta. O mais importante é acompanhar esse paciente de forma contínua, para agir precocemente e reduzir riscos”, explica.
“Com um monitoramento regular e ajustes progressivos no tratamento é possível manter níveis de pressão arterial mais estáveis e reduzir significativamente o risco de eventos graves ao longo do tempo”, completa.
Nesse contexto, modelos de cuidado baseados na Medicina de Família e Comunidade (MFC) têm ganhado destaque por priorizar a prevenção, o vínculo entre médico e paciente e monitoramento regular. Iniciativas como a Amparo Saúde oferecem linhas de cuidado especializadas para grupos populacionais em, por exemplo, empresas e operadoras de saúde, que vão de pacientes com condições crônicas, como hipertensão, até pessoas saudáveis, para prevenção e cuidado integral.
Segundo o médico, a especialidade tem um papel no manejo da hipertensão por sua atuação proativa e integral, diferente de modelos reativos, que esperam o paciente chegar doente ao consultório. “Esse cuidado antecipatório é fundamental diante de uma condição silenciosa, permitindo identificar precocemente alterações e intervir antes do surgimento de complicações”, destaca Leonardo.
Além de fatores genéticos, a hipertensão está associada ao estilo de vida. Consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, álcool e estresse estão entre os principais fatores de risco. “Pequenas mudanças na rotina já fazem diferença, mas precisam ser sustentáveis. Quando o cuidado é construído junto ao paciente, os resultados tendem a ser mais consistentes”, completa.
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