Mato Grosso do Sul
Vai viajar para curtir a folia? Especialistas de MS reforçam orientações para quem vai pegar a estrada
Experiência em análises periciais de acidentes mostra padrões que se repetem em feriados e podem ser evitados com atitudes simples
O aumento do fluxo de veículos no período de Carnaval costuma vir acompanhado de situações que se repetem nos acidentes registrados em rodovias e áreas urbanas. A partir da experiência prática e da análise técnica dessas ocorrências, a PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) chama atenção para fatores que aparecem com frequência nos sinistros e que, em muitos casos, poderiam ser evitados.
No trabalho realizado diretamente nos locais de acidente, equipes da Polícia Científica observam padrões que ajudam a explicar como esses sinistros acontecem. Entre os fatores mais comuns estão excesso de velocidade, consumo de álcool, desatenção ao volante e manobras arriscadas.
Para a perita criminal e chefe do Núcleo de Perícias Externas do Instituto de Criminalística, Thayla Venancio, muitas dessas situações têm relação com decisões tomadas momentos antes do impacto. “Em muitos casos, são escolhas feitas em poucos segundos que acabam determinando a gravidade do acidente. Grande parte dessas ocorrências poderia ser evitada com atitudes responsáveis no trânsito”, explica.
A análise dos vestígios encontrados nos veículos, na pista e no entorno ajuda a esclarecer como o acidente aconteceu e quais fatores contribuíram para a ocorrência. Esse trabalho técnico sustenta a elaboração de laudos periciais e também contribui para a identificação de padrões observados ao longo do tempo.
Antes de sair de casa ou iniciar uma viagem, alguns cuidados simples ajudam a reduzir riscos:
• não dirigir após consumir bebida alcoólica, já que o álcool compromete reflexos, percepção e tempo de reação;
• respeitar os limites de velocidade e a sinalização viária, que indicam curvas, cruzamentos e condições da via;
• usar sempre o cinto de segurança, item que reduz de forma comprovada a gravidade das lesões em colisões;
• evitar o uso do celular ao volante, uma das principais causas de desatenção que culminam em acidentes;
• revisar o veículo antes de pegar a estrada, observando condições dos pneus, calibragem, freios, iluminação e níveis de óleo;
• realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e com segurança, evitando manobras sem visibilidade adequada;
• em caso de chuva, reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança, devido ao risco de aquaplanagem e perda de controle do veículo;
• em trechos de maior movimento, manter velocidade compatível com as condições da via e atenção constante à sinalização.

Em caso de acidente, a prioridade deve ser sempre o socorro às vítimas e a segurança das pessoas envolvidas. Depois do atendimento emergencial e da sinalização do local, a preservação da cena é fundamental para o trabalho técnico da Polícia Científica e para a análise correta do ocorrido.
Além do atendimento em campo, a atuação da PCi-MS inclui exames laboratoriais, análises veiculares e estudos técnicos que ajudam a esclarecer a sequência dos fatos e os fatores envolvidos no acidente. Esse trabalho subsidia investigações, processos judiciais e também gera conhecimento técnico que pode ser aplicado em ações de prevenção.
O Carnaval é um período de celebração, mas que também exige escolhas responsáveis. “Para nós, o melhor cenário é quando não somos acionados. Cada acidente evitado significa que alguém voltou para casa em segurança”, destaca a perita criminal Thayla Venancio.
A Polícia Científica reforça que atitudes conscientes no trânsito ajudam a preservar vidas e contribuem para que o Carnaval seja lembrado pelos bons momentos.
Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mais de 11 mil CNHs aguardam retirada na sede do Detran de Mato Grosso do Sul
Mais de 11 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) aguardam retirada no Setor de Protocolo da sede do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. São documentos de residentes na Capital que não puderam ser entregues pelos Correios e retornaram ao Departamento.
O procedimento é simples. Após a emissão da CNH, os Correios realizam até três tentativas de entrega no endereço informado pelo condutor. Caso ninguém receba o documento, ele permanece por sete dias na agência dos Correios mais próxima da residência. Se, mesmo assim, não houver retirada, a CNH é devolvida ao Detran-MS. Na Capital, ela fica armazenada no Setor de Protocolo. Nos municípios do interior, permanece na agência do Detran responsável pelo atendimento.
Na sede do Departamento, as CNHs ficam armazenadas no Setor de Protocolo (Bloco 16) e podem ser retiradas a qualquer momento pelo titular ou por um procurador devidamente autorizado.
A procuração pode ser feita à mão ou em formato digital, com assinatura GOV.BR , e deve conter o nome completo e o número do documento de identificação do condutor e da pessoa autorizada a fazer a retirada.
Atualmente, 11.015 CNHs aguardam retirada na sede do Detran-MS. Entre dezembro de 2024 e junho de 2026, 8.006 documentos já foram entregues diretamente no balcão do Setor de Protocolo.
O maior volume é dos anos mais recentes. Em 2025, retornaram ao Detran 6.548 CNHs, das quais 5.384 já foram retiradas no local. Em 2026, foram 4.308, sendo 2.479 entregues aos proprietários até o fim de junho.
Como retirar a CNH?
Basta comparecer ao Setor de Protocolo (Bloco 16) da sede do Detran-MS, em Campo Grande, portando um documento oficial de identificação. O atendimento no local é de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 7h30 às 11h30 e das 12h30 às 16h30.
Caso o titular não possa comparecer, outra pessoa poderá retirar a CNH mediante procuração.
O Detran-MS orienta os condutores a manterem o endereço sempre atualizado. A consulta pode ser feita no portal Meu Detran, no menu Habilitação. Caso os dados estejam incorretos, é possível solicitar a atualização cadastral.
Com a popularização da CNH Digital, muitos condutores acabaram deixando de buscar a versão impressa do documento. No entanto, a CNH física continua sendo um documento oficial de identificação e pode ser utilizada em diversas situações do dia a dia.
Se você aguardava a entrega da sua habilitação pelos Correios e ela não chegou, antes de solicitar uma segunda via, confirme se a CNH foi devolvida ao Detran-MS e onde ela está disponível para retirada. A consulta pode ser feita pela assistente virtual Glória, no WhatsApp ou ligação para (67) 3368-0500.
Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Postos são implantados para emitir ‘novo RH’ em escolas de comunidades indígenas e no assentamento Itamarati
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED), está implantando novos Postos de Identificação para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em quatro escolas da Rede Estadual de Ensino, localizadas em comunidades indígenas e no Assentamento Itamarati.
Os novos postos serão instalados nas seguintes localidades:
• Aldeia Jaguapiru, em Dourados;
• Aldeia Te’yikue, em Caarapó;
• Escola Estadual Indígena Pastor Reginaldo Miguel – Hoyenó’O, em Aquidauana;
• Distrito de Nova Itamarati (Assentamento Itamarati), em Ponta Porã.
A iniciativa tem como objetivo descentralizar o serviço de identificação civil, ampliando o acesso à emissão da Carteira de Identidade Nacional para populações que enfrentam dificuldades de deslocamento até os postos convencionais.
Com isso, moradores dessas comunidades poderão solicitar o documento oficial de identidade mais perto de casa, reduzindo custos, tempo de deslocamento e facilitando o acesso a outros serviços públicos.
Agenda para cobertura
• 29 de julho (quarta-feira)
14h – Distrito de Nova Itamarati (Assentamento Itamarati) – Ponta Porã
Escola Estadual Nova Itamarati.
• 31 de julho (quinta-feira)
10h – Aldeia Jaguapiru – Dourados
15h – Aldeia Te’yikue – Caarapó
Comunicação Sejusp
Fonte: Governo MS
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