Trânsito
Um alerta para o risco das ultrapassagens indevidas
Ao ultrapassar de maneira imprudente, além de desrespeitar a legislação, o condutor ignora a importância da prevenção de sinistros
Curitiba, janeiro de 2024 – Relatório da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que as ultrapassagens proibidas em faixa contínua aumentaram cerca de 201% em 2023 em relação ao ano anterior. E a questão é preocupante, já que esse tipo de infração não só é um risco para o condutor, como também para todos que estão nas vias.
No Brasil, as ultrapassagens perigosas e irregulares têm sido uma triste realidade, ceifando vidas e deixando cicatrizes irreparáveis. Cada ultrapassagem indevida não é só uma violação das leis de trânsito, mas uma aposta arriscada com a própria vida e a dos demais. “Não estamos apenas falando de multas ou penalidades, mas sim da fragilidade da vida humana. O tipo de sinistro que mais mata é a colisão frontal, e ela é, basicamente, ocasionada por ultrapassagens proibidas – que são a principal causa de mortes em rodovias. É essencial que, ao assumir o volante, compreendamos a responsabilidade que carregamos conosco e com todos com quem compartilhamos a via”, destaca Luiz Gustavo Campos, especialista em trânsito e diretor da Perkons.
Ultrapassagem segura
O ato de ultrapassar deve ser cuidadosamente planejado, levando em consideração visibilidade, velocidade e a sinalização.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ArteSP) dá algumas dicas para uma ultrapassagem segura, entre elas, manter a distância do veículo da frente. Isso ajuda a ter mais noção de espaço. Importante também usar a marcha certa além de manter o desenvolvimento e a tração do motor, sem perder a potência na ultrapassagem. Lembrar de sempre deixar os faróis ligados, pois isso desperta a atenção de quem vem no sentido contrário.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é proibido realizar ultrapassagens em vias com duplo sentido de direção e pista com uma faixa de tráfego por sentido; em curvas, aclives e declives, sem visibilidade suficiente; em pontes, viadutos e túneis; em cruzamentos; em travessia de pedestres; em locais em que há sinalização horizontal (linha dupla contínua ou simples contínua amarela) e ou vertical que proíbe a ultrapassagem; usando a faixa à direita, salvo quando o veículo à frente estiver sinalizando que vai entrar à esquerda e em acostamentos, que deve ser usado apenas em emergências. A infração é considerada uma gravíssima, com 7 na carteira de habilitação e fator multiplicador em caso de reincidência (art. 203).
Trânsito
Em Três Lagoas| Motociclista fica ferido após colisão em rotatória do Jardim Alvorada
Um acidente de trânsito registrado na noite desta segunda-feira (8) deixou um motociclista ferido no cruzamento das avenidas Jary Mercante e Baldomero Leituga, na rotatória do bairro Jardim Alvorada, em Três Lagoas. A colisão envolveu uma motocicleta e um automóvel, mobilizando equipes de resgate e forças de segurança.
De acordo com as informações apuradas, o motociclista sofreu escoriações pelo corpo e recebeu os primeiros atendimentos no local por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Em seguida, a vítima foi encaminhada para uma unidade de saúde do município, onde passará por exames médicos para avaliar a existência de possíveis fraturas ou outras lesões decorrentes do impacto.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e realizou o registro do caso, que posteriormente foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). Moradores da região voltaram a reivindicar a instalação de um semáforo no cruzamento, considerado um dos pontos de maior movimento da cidade, alegando que a medida poderia contribuir para a redução do número de acidentes no local.
Fotos: Divulgação Redes Sociais/Rádio Caçula
Trânsito
Sindicalista morre após oito dias internado por grave acidente na BR-262 em Três Lagoas
Um grave acidente registrado na BR-262, em Três Lagoas, terminou de forma trágica após a morte do motorista Alberto Sebastião Alvarenga, de 57 anos, que permaneceu internado por oito dias em estado grave. O óbito foi confirmado na noite desta quinta-feira (5), na Santa Casa de Campo Grande. Ele era presidente do sindicato dos trabalhadores em metalúrgicas de Campo Grande e região, e estava à frente da Associação dos Moradores do Bosque Santa Mônica.
O acidente aconteceu no dia 28 de maio, no km 27 da rodovia, nas proximidades da base da Polícia Rodoviária Federal (PRF), envolvendo um Volkswagen Polo, um caminhão boiadeiro carregado com aproximadamente 60 bovinos e um ônibus.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, Alberto conduzia o veículo de passeio quando ocorreu a colisão com o caminhão. Com o forte impacto, o veículo de carga tombou e ficou atravessado sobre a pista, provocando a interdição total da rodovia. Um ônibus que seguia pelo trecho também acabou envolvido na ocorrência.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos de apoio atuaram no resgate das vítimas, controle do trânsito e liberação da via.
Socorrido em estado gravíssimo, Alberto sofreu múltiplos ferimentos, entre eles traumatismo craniano com contusão hemorrágica cerebral, trauma torácico, além de fraturas nas costelas, punho e fêmur. Após atendimento inicial, ele foi transferido para Campo Grande, onde permaneceu internado sob cuidados intensivos, mas não resistiu às complicações e morreu às 21h43 desta quinta-feira.
O motorista do caminhão sofreu ferimentos leves e relatou dores no tórax. Já o condutor do ônibus não se feriu.
Com a confirmação da morte, o caso passou a ser registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do acidente e possíveis responsabilidades.
Quem era Alberto Sebastião Alvarenga
Além de motorista envolvido no acidente, Alberto Sebastião Alvarenga, de 57 anos, era uma liderança sindical reconhecida em Mato Grosso do Sul. Ele atuava como presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Campo Grande e Região, representando trabalhadores do setor metalúrgico e participando ativamente de pautas ligadas à defesa dos direitos trabalhistas.
Sua morte causou comoção entre familiares, amigos, colegas de trabalho e integrantes do movimento sindical, especialmente pela trajetória construída ao longo dos anos na representação da categoria.
A perda de Alberto amplia ainda mais o impacto da tragédia registrada na BR-262, acidente que mobilizou equipes de resgate e segue sob investigação para apurar as circunstâncias da colisão.
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