Arapuá
Trabalhadores rurais do Arapuá participam do Programa Saúde do Homem e da Mulher
O Sindicato Rural de Três Lagoas realizou junto com o SENAR /MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Programa Especial Saúde do Homem e da Mulher Rural. O evento ocorreu no dia 01 de junho, no Distrito de Arapuá e mais de 300 pessoas participaram.
O Programa, realizado pela segunda vez em Mato Grosso do Sul, já ocorreu em Dourados, Três Lagoas e no dia 10 de junho, será a vez de Novo Horizonte do Sul.
O presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, Marco Garcia, disse que “nós entendemos que a prevenção é a melhor forma de cuidar da saúde. Você ter que lidar com alternativas paliativas ou posterior a descoberta de uma doença, podendo ser muito tarde, não será possível saber o êxito do tratamento. Essa é uma ação do Senar e do Sistema Famasul que atenderam ao nosso pedido e hoje a população entendeu a importância de chegar aqui e ter atendimento, fazer exames, e sair daqui com informação”, reforça.
Lucas Galvan, diretor-executivo do Sistema Famasul, reforçou a dificuldade das pessoas da zona rural terem acesso aos serviços públicos de saúde. “Pensamos em trazer esses atendimentos específicos mais próximos aos trabalhadores e produtores rurais para eles terem bem-estar e qualidade de vida cada vez melhor, assim é possível garantir o sustento das famílias e uma produtividade melhor no campo”.
Para o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, “ é fundamental esse evento para levar saúde ao homem e mulher do campo. Temos que proporcionar isso para o pequeno produtor. Tivemos muitas pessoas que acreditaram e abraçaram o projeto”.
Saúde do Homem
Palestras foram realizadas e para o médico urologista da SBU/MS – Marcelino Chehoud Ibrahim, “além da dificuldade de acesso, existe o preconceito de fazer esses exames, o que atrapalha no bem-estar. Quando um paciente chega na consulta e é diagnosticado o câncer de próstata, a doença já está em estágio avançado. Ele tem que se afastar do trabalho para fazer o tratamento, e perde muito”, diz.
Orlando Martins, morador do Arapuá, não teve preconceito e fez o exame de PSA, para verificar o estado da próstata e disse “tenho 69 anos e fazia muito tempo que eu não realizava esse exame. É muito bom poder ter o programa aqui no Arapuá. Quando fiquei sabendo que teria, já me organizei para participar. Temos que nos cuidar”, conclui.
Saúde da Mulher
Exame preventivo, como o de câncer de mama, também foi feito, além de palestras para mulheres. A moradora Camila Aparecida Haither, de 27 anos, disse que “é muito bom fazer o preventivo pois previne doenças. Essa iniciativa é interessante e temos que realizar pelo menos uma vez ao ano esse exame. Aqui foi feito de forma rápida”, finaliza.
Atendimentos
| ATENDIMENTO | QUANTITATIVO |
| Palestras | 88 |
| Ficha de Cadastrado de Profissionais | 25 |
| Saúde da Mulher (Cadastro) | 72 |
| Saúde do Homem (Cadastro) | 82 |
| Vacinação | 71 |
| Testes Rápidos (HIV, Sifilis, Hepatite) | 54 |
| Preventivo de Mama (toque) | 82 |
| Teste de Glicemia Capilar | 108 |
| Aferição de Pressão | 97 |
| Atendimento Odontológico | 54 |
| Orientação em Saúde Bucal | 100 |
| Orientação em Saúde do Trabalhador | 71 |
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
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