Mato Grosso do Sul
Rotas de integração com a América do Sul é tema de debate no segundo dia de Fórum da Abruem
O cenário é promissor para o protagonismo das universidades; destaque para o programa UEMS na Rota
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) recebe, de 21 a 24 de maio, o 73º Fórum Nacional de Reitoras e Reitores da Associação Brasileira de Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem).
Sob o tema ‘Governança, Inovação e Responsabilidade nas Universidades Estaduais e Municipais do Brasil’ o fórum promove debates estratégicos sobre o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação com foco no papel das instituições de ensino superior estaduais e municiais para o desenvolvimento do Brasil.
Neste segundo dia, a palestra de abertura abordou tópicos importantes como sobre a necessidade do protagonismo das Universidades com a interiorização das Rotas de Integração Sul-Americana, proferida pelo pesquisador e integrante do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), Luciano Wexell Severo.
Severo contextualizou aos presentes o cenário de iniciativas governamentais para a promoção e consolidação de uma integração regional no continente da América do Sul como parte das soluções para enfrentar os desafios compartilhados regionalmente. Em sua apresentação ele contextualizou o esforço do Governo Federal “para a construção de um mundo pacífico; do fortalecimento da democracia; da promoção do desenvolvimento econômico e social; do combate à pobreza, à fome e a todas as formas de desigualdade e discriminação; da promoção da igualdade de gênero; da gestão ordenada, segura e regular das migrações; do enfrentamento da mudança do clima, inclusive por meio de mecanismos inovadores de financiamento da ação climática”.
A presidente da Abruem, Cicília Maia agradeceu a iniciativa reconhecendo se tratar de uma grande oportunidade para que as Universidades estaduais e municipais se defrontam diante de um cenário apoiado pelo Governo Federal.
“Ficamos entusiasmados quando o Brasil segue o rumo de futuro seguindo com planejamento. A Abruem teve recentemente uma Agenda com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir apoio para as Instituições públicas de ensino superior e penso que esse é o norte e que o nosso país precisa. Agradeço a presença do Luciano Severo, que representou aqui a ministra Simone Tebet. Vocês trazem a nós uma diretriz sólida e ficamos entusiasmados com as políticas de planejamento e com as possibilidades com as quais as instituições podem atender. Nos colocamos à disposição”.
Ruberval Maciel apresentou os produtos já elaborados pelo Programa UEMS na Rota, pioneiro e que desde há 8 anos pensou a criação da Rede Unirila (Universidades da Rota de Integração Latino-americana). Foi apresentado um vídeo institucional com as potencialidades do Programa UEMS na coordenado por ele e exemplares de publicações, dentre as quais ‘Estudo da Dinâmica dos arranjos produtivos locais do Estado de Mato Grosso do Sul’ e ‘UNIRILA: Caminhos do conhecimento para o desenvolvimento transnacional sustentável’.
“As potencialidades desse trajeto, estão sendo pensadas pela UEMS num cenário de convergência destas Rotas que visam a integração de diferentes eixos de conhecimento”, destacou o docente e pesquisador UEMS.
Mais informações sobre as Rotas
Nos 3 últimos anos, o Governo Federal, sob a gestão de Luis Inácio Lula da Silva, o Ministério de Planejamento e Orçamento (MPO), sob responsabilidade da ministra Simone Tebet, tem promovido uma retomada de um ousado projeto de integração latino-americana. Nesse contexto, iniciativa promoveu uma série de ações como audiências públicas, os Diálogos Sul-Americanos e o fomento de mais de 190 projetos de integração latino-americana, por meio de obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
Rota 1 – Ilha das Guianas; Rota 2 – Amazônica; Rota 3 – Quadrante Rondon; Rota 4 – Bioceânica de Capricórnio. Esta contempla o Estado de Mato Grosso do Sul e a construção da ponte binacional entre Porto Murtinho/MS e Carmelo Peralta/Paraguai; Rota 5 – Bioceânica do Sul.
Nesse contexto, o Mato Grosso do Sul caminha para ser o maior polo de celulose do mundo, com fábricas em Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Inocência. A Rota da Celulose, pelas BR-262 e BR-267, facilitará o escoamento da produção. O cenário tem oportunizado, por meio de protagonismo da UEMS via Programa UEMS na Rota Bioceânica diversas publicações.
Mais informações no endereço https://www.uems.br/pagina/uems-na-rota/Publicacoes/Producoes.
Comunicação UEMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com apoio do Governo do Estado, Mato Grosso do Sul entra na corrida das agtechs com ecossistema voltado ao agro do futuro
O agronegócio brasileiro já lidera a produção mundial de alimentos em diversas cadeias, mas agora busca avançar para uma nova fronteira: a da inovação tecnológica. É nesse cenário que foi lançado nesta segunda-feira (1º) o AgroValley MS, um novo ecossistema de aceleração de startups voltado ao desenvolvimento de soluções para o agro tropical brasileiro.
A iniciativa é liderada pela VivaTerra Ventures, gestora recém-criada que pretende investir até R$ 150 milhões em startups do setor e que atualmente está em fase de captação de seu primeiro fundo de investimentos. O projeto nasce em parceria com a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a Fundação MS e o Governo de Mato Grosso do Sul, além de contar com o apoio tecnológico do Google Cloud.
A proposta é conectar startups, produtores rurais, pesquisadores e investidores para acelerar o desenvolvimento de tecnologias ligadas à inteligência artificial, robótica, análise de dados, biotecnologia e agricultura de baixo carbono.

Durante o lançamento, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), destacou que a criação do AgroValley MS representa o resultado de uma estratégia construída a partir de políticas públicas voltadas à inovação, à educação e ao fortalecimento de um ambiente favorável aos investimentos. “A gente trabalha no dia a dia com a política pública para buscar esse tipo de resultado. O mínimo que a gente pode fazer é gerar esse ambiente institucional positivo, transparente, aberto e que apoia diversas iniciativas da política pública e ações de formação”, afirmou.
Segundo Riedel, a transformação digital já começa a produzir resultados concretos em Mato Grosso do Sul, tanto na educação quanto no campo, aproximando tecnologia, gestão pública e produção agropecuária.
“No evento “Raízes do Futuro”, uma parceria com o Google, a gente pôde trazer para cá produtos concretos, objetivos, sérios e plurais. Um produto importante que muda também a chave do nosso sistema produtivo. Algo que pode parecer simples, e é, enquanto não se tem. No dia a dia da operação dos produtores rurais, muitas vezes o endereço é algo difícil de explicar. A tecnologia resolve de uma maneira simples aquilo que antes era um problema e coloca isso de maneira unificada para todas as políticas públicas”, destacou.
O governador ressaltou ainda o impacto da tecnologia na formação de estudantes e profissionais preparados para as novas exigências do mercado de trabalho. “Ter esse ecossistema disponível para os nossos alunos e professores nas escolas vai formar profissionais com outro perfil de preparo para a vida pessoal e para o mercado. É um tipo de apoio que será cada vez mais demandado”, observou.
Ao comentar a criação do AgroValley MS, Riedel avaliou que a iniciativa nasce conectada aos principais atores do agronegócio e da inovação. “A AgroValley nasce com o pé direito ao convocar pessoas que conhecem profundamente o agro brasileiro, desde a tecnologia de produção até o ambiente institucional e de mercado. É muito importante ter pessoas que acompanharam as transformações do setor participando desse projeto”, disse.
O governador também contextualizou o momento de crescimento vivido por Mato Grosso do Sul nas últimas décadas, destacando a diversificação da produção e o avanço da industrialização.
Já de acordo com o secretário da Semadesc, Artur Falcette, iniciativas como o AgroValley MS reforçam a estratégia adotada por Mato Grosso do Sul de construir um ambiente institucional capaz de conectar poder público, iniciativa privada, universidades e investidores em torno da inovação e do desenvolvimento.

“São momentos como esse que nos fazem ter certeza de que criar esse ambiente institucional que a gente tem no Mato Grosso do Sul é uma estratégia do governador muito acertada”, afirmou.
Segundo Falcette, um dos diferenciais percebidos por investidores e empresários que chegam ao Estado está justamente na capacidade de transformar projetos em iniciativas concretas por meio da articulação entre diferentes setores.
O que eles enxergam quando olham para Mato Grosso do Sul é justamente esse ambiente institucional, a capacidade que a gente tem de transformar projetos em realidade.
Falcette também ressaltou a importância de apoiar projetos de base tecnológica ligados às universidades e centros de pesquisa, especialmente aqueles voltados à inovação aplicada ao agronegócio.
“A importância desse nosso olhar para projetos e ideias, especialmente quando a gente vai para a tecnologia, é fundamental. Quando vemos um projeto como esse surgir dentro das nossas universidades, com uma participação muito grande das universidades públicas nessas iniciativas, temos a certeza de que estamos caminhando no sentido correto”, avaliou.
Em Campo Grande, o AgroValley MS contará com uma estrutura de aproximadamente 1.000 m², destinada à incubação e aceleração de empresas inovadoras, realização de bootcamps, programas de inovação, demonstrações tecnológicas e eventos voltados ao setor agropecuário. O espaço foi concebido para funcionar como um ambiente de conexão entre ciência aplicada, capital de risco e validação de tecnologias em condições reais de produção agropecuária.
A operação será organizada em três frentes principais: incubação de startups em estágio inicial com base científica, programas de tração para empresas que precisam validar soluções no campo e aceleração comercial para negócios que já possuem receita e buscam ampliar sua escala de atuação.
Para o fundador da VivaTerra Ventures, Rafael Vila Marques, o lançamento do AgroValley MS representa mais do que uma agenda institucional. Segundo ele, trata-se do início de uma trajetória voltada à construção de um novo ambiente de inovação para o agronegócio brasileiro.

“Hoje não marca uma agenda. Isso marca o início de uma trajetória, uma trajetória que vai ser construída com a ajuda de todos que compartilham com a gente uma visão de futuro. Uma visão que entende que o agronegócio é algo representativo dentro do PIB brasileiro e que a gente constata que o capital de risco colocado para esse tipo de setor é baixo”, afirmou.
De acordo com o empresário, embora o agronegócio represente quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a incorporação de novas tecnologias ainda apresenta amplo espaço para crescimento.
“O resultado do agronegócio representa quase 30% do PIB brasileiro, sendo que a evolução da tecnologia ainda é baixa. Estamos falando de produtores que ainda utilizam pouca tecnologia e de uma grande janela aberta para a evolução tecnológica e para a transformação que o setor está passando”, observou.
Rafael destacou que fatores como inteligência artificial, automação e consolidação de mercados devem acelerar mudanças profundas no campo ao longo da próxima década.
“A gente acha que daqui a dez anos esse mercado estará com uma visão de futuro muito bem construída. É por isso que neste momento é importante se posicionar aqui dentro”, ressaltou.
Segundo ele, a VivaTerra Ventures busca atuar como uma ponte entre capital, conhecimento e inovação, conectando investidores, universidades, institutos de pesquisa, estudantes e startups.
O empreendedor também enfatizou a necessidade de transformar o conhecimento acumulado pelo setor produtivo em soluções tecnológicas capazes de alcançar mercados internacionais.
Potencial de crescimento
O lançamento ocorre em um momento em que o agronegócio brasileiro apresenta forte expansão, mas ainda recebe uma parcela reduzida dos investimentos destinados ao ecossistema nacional de startups.
Levantamento da Liga Ventures aponta que as agtechs brasileiras captaram aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos de venture capital em 2024, distribuídos em 39 operações. No mesmo período, as fintechs receberam cerca de R$ 3,9 bilhões em 50 rodadas de investimento, quase quatro vezes mais recursos.
A concentração geográfica também chama atenção. Segundo o Radar Agtech Brasil, menos de 5% das startups voltadas ao agronegócio estão instaladas na região Centro-Oeste, enquanto o estado de São Paulo concentra 44% dessas empresas.
A expectativa dos idealizadores é justamente reduzir essa distância, aproveitando a força produtiva da região para criar um ambiente favorável à inovação.
Agro em transformação
Os números do setor ajudam a explicar o interesse crescente por novas tecnologias. Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e da Embrapa mostram que a produção brasileira de grãos saltou de 38 milhões de toneladas em 1975 para 350,2 milhões de toneladas na safra 2024/25. No mesmo período, a produção de soja avançou de 15 milhões para 167,4 milhões de toneladas.
avanço tecnológico também foi determinante para o aumento da produtividade. Entre 1975 e 2017, o rendimento médio das lavouras cresceu 346% no trigo, 317% no arroz e 270% no milho, segundo a Embrapa. Além disso, a participação da tecnologia no valor da produção agropecuária brasileira passou de 50,6% na década de 1990 para 60,6% em 2017, conforme dados do Ministério da Agricultura, Ipea e IBGE.
Centro-Oeste como referência global
De acordo com a VivaTerra Ventures, o agronegócio de Mato Grosso do Sul movimenta mais de R$ 120 bilhões por ano, criando um ambiente favorável para o surgimento de soluções voltadas à produtividade, rastreabilidade, crédito de carbono, sustentabilidade, bioeconomia, bem-estar animal e agricultura regenerativa.
A estratégia da gestora é posicionar o Centro-Oeste como uma referência internacional em tecnologia para regiões tropicais, utilizando os biomas Cerrado e Pantanal como ambientes de validação de soluções capazes de serem replicadas em diferentes países.
Parceria com a UEMS
Em abril deste ano, a Uems formalizou um acordo de cooperação técnica com a VivaTerra Ventures, com vigência até 2031. A parceria integra a universidade ao AgroValley MS e busca aproximar estudantes, pesquisadores, laboratórios e empreendedores dos desafios do agronegócio contemporâneo.
Segundo o reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, o lançamento do AgroValley MS simboliza um momento histórico para a universidade, para a ciência e para o ecossistema de inovação de Mato Grosso do Sul.
Laércio também ressaltou a parceria firmada com o Google, voltada à transformação digital da educação, e apontou que o AgroValley MS surge como mais uma etapa na construção de um ambiente integrado de inovação.

“Tivemos esse convênio maravilhoso com o Google, que transforma a rede de crianças e jovens, levando tecnologia para as escolas, para a rede e para as universidades. E agora, à noite, coroamos esse ecossistema”, observou.
Para o reitor, iniciativas como o AgroValley MS criam as condições necessárias para que boas ideias saiam das salas de aula, ganhem escala e se transformem em soluções capazes de gerar impacto econômico e social.
“Esse ecossistema permite que projetos nascidos dentro das universidades encontrem apoio, estrutura e oportunidades para se desenvolver. É exatamente esse ambiente que queremos fortalecer em Mato Grosso do Sul”, concluiu.
A iniciativa prevê ações como mentorias, hackathons, pesquisas aplicadas, formação de talentos e desenvolvimento de soluções inovadoras, fortalecendo a conexão entre conhecimento acadêmico e demandas reais do setor produtivo.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Em parceria inédita com Google, Governo de MS vai oferecer inteligência artificial nas escolas e criar CEP Rural
Com objetivo de melhorar cada vez mais o aprendizado nas escolas, o governador Eduardo Riedel assinou parceria com a gigante mundial de tecnologia Google, para utilizar inteligência artificial (Gemini) nas escolas da Rede Estadual de Ensino. Este modelo inédito leva tecnologia e inovação para dentro da sala de aula. Dentro deste pacote ainda tem a criação do CEP Rural, que vai beneficiar milhares de produtores.
O evento ocorreu nesta segunda-feira (1º), no auditório da Governadoria. Chamado de “Raízes do Futuro – Tecnologia e inovação para construir o amanhã”, a iniciativa tem uma junção de inteligência artificial, conectividade e inovação. A transformação digital é um dos pilares da gestão estadual.
Para educação a parceria vai beneficiar 190 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE), com ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pelo Google, incluindo o Gemini e o Google Workspace for Education. A proposta busca ampliar o acesso à tecnologia em sala de aula, fortalecer o ensino digital e oferecer novas ferramentas pedagógicas para alunos e professores.
“Esta parceria com o Google segue os objetivos do Estado, que é entregar uma ferramenta que já faz parte da sociedade. A Inteligência Artificial já está nas escolas e agora a gente vai universalizar isto com direcionamento, porque além de contribuir com o aluno, vamos abrir vagas de capacitação de cinco mil professores da Rede Estadual. Não podemos resistir a evolução e tecnologia. Tenho que agradecer a todos que fizeram parte deste processo”, afirmou o governador.
Riedel ressaltou que a secretárias e as ações do Governo do Estado estão conectadas e trabalham em rede justamente para atender melhor a população, com transformação digital. “Seguimos com estes projetos de inovação e modernização pensando no cidadão. Acredito que com esta parceria estamos dando mais um passo na construção de um sistema de inovação presente, para garantir um ambiente promissor para nossa juventude. E neste processo os professores continuam com um papel essencial”.
O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, destacou que a IA é um grande desafio para educação. “O Governo do Estado acerta muita nesta parceria com o Google porque a gente dá um passo à frente e começar a trabalhar com os nossos estudantes. Um novo desafio é justamente atuar com a inteligência artificial, que vem para contribuir no aprendizado. É trabalhar com o uso adequado e ético desta ferramenta”.
CEP Rural
Para levar inclusão e facilitar o acesso ao homem do campo, o governador apresentou durante o evento o “CEP Rural”, iniciativa que cria um endereço digital para as propriedades rurais.
A iniciativa atende diretamente o setor produtivo ao facilitar rotas, entregas e deslocamentos, mas também possui forte caráter de cidadania ao permitir que produtores rurais tenham um endereço formal e possam acessar serviços mais comuns nas áreas urbanas.
Atualmente, 84.921 propriedades rurais possuem perímetro descrito, o que representa mais de 98% da área total do Estado. Além disso, 24.056 propriedades já contam com sede georreferenciada via base do Cadastro Ambiental Rural (CAR), permitindo acelerar a implantação da primeira etapa do projeto.
A meta inicial é criar o CEP Rural para estas 24.056 propriedades até o final do ano, com código de localização, identificação oficial da via de acesso, integração territorial digital e possibilidade de localização em plataformas digitais.
A estrutura será integrada a órgãos como Imasul, Iagro, Agraer, Agesul, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar e SES (Secretaria de Estado de Saúde). Empresas privadas e serviços de logística também poderão utilizar a base por meio da integração com plataformas de navegação.
“Pode parecer algo simples, mas é muito importante para quem vive na área rural. No campo as pessoas moram naquele lugar, mas ainda não tem seu endereço. Este CEP Rural é antes de tudo uma ação de cidadania. Ganha a possibilidade de dar a estes produtores este endereço, que declara a existência daquele lugar, para receber mercadorias e a partir deste momento tem acesso a uma série de serviços”, ponderou Artur Falsete, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação.
Inovação e Sustentabilidade
A programação também conta com a apresentação da Adecoagro sobre o projeto de Mineração de Bitcoin em Ivinhema, que tem a construção de um moderno datacenter no Estado, reforçando ainda mais o potencial de Mato Grosso do Sul na atração de investimentos tecnológicos e sua inserção na economia digital.
Esta proposta foi viabilizada com a participação do Governo do Estado no processo de atração do investimento, licenciamento ambiental e condições positivas para o avanço da planta em Mato Grosso do Sul.
O projeto consolida uma iniciativa de uma nova plataforma de inovação, combinando energia limpa, infraestrutura digital, eficiência operacional e desenvolvimento regional, com aproveitamento da geração própria de energia da Adecoagro e a disponibilidade de recursos hídricos.
“Nosso projeto do Data Center visa validar toda a nossa estrutura e tentar aplicar novos desenvolvimentos de tecnologia. Hoje o projeto visa com uma estrutura voltada para a mineração do Bitcoin, utilizando energia limpa proveniente da cana-de-açúcar. Inicialmente o projeto ele vai utilizar 10 megawatts de energia com 1280 equipamentos de mineração. A data de início de operação ali aproximadamente nossa previsão é pro dia 1° de julho. Destino do projeto é buscar eficiência energética”, afirmou o gerente de projetos da Adecoagro, Matheus Lechuga.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens de apoio do evento
Fonte: Governo MS
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